Acervo da arte tribal africana.

MASCARAS

Antigamente o uso das mascaras na cultura ritualista era mais latente e comum .
Nos dias de hoje essas mascaras são usada como amuleto ou objeto de adorno .
Cada nkise tinha sua mascara .
Mas no Brasil esse uso das mascaras foi perdido .





Mascaras oriundas do Senegal, esculpidas em pau preto extremamente pesado, sendo a sua altura de cerca de 40 cm.




NOSSA SENHORA


Imagem talhada em pau preto, com cerca de 40 cm de altura. Originária de Angola, mais própriamente de Luanda. Possivélmente a imagem representa a Imaculada Conceição, muito venerada pelos locais. Por outro lado, não é muito comum entre os Africanos, o talhe de imagens religiosas convencionais como a que aqui se apresenta.

domingo, 19 de junho de 2011

MASCARAS CHOKWE - MOXICO - ANGOLA





Mascaras representando um casal oriunda da provincia do Moxico. Povo carregado de uma grande intensidade cultural,em que o misticismo das suas máscaras, consegue conciliar de forma simples e em simultaneo carecteristicas fisicas e espirituais.




MÁSCARA QUIOCA




Não consigo determinar a origem desta máscara. Apostaria no povo Quioco, dada a semelhança com a primeira imagem.



"As máscaras de dança ritualista ou de uso, hoje caídas em decadência, notabilizam-se pela grande vitalidade e concentração interior das entidades retratadas. Feitas de entrecasca de árvore, resina, madeira e pano, são abstractamente pintadas de vermelho, negro e branco, personificando as forças maléficas e os espíritos dos mortos, que chamam a si a aplicação dos castigos aos malfeitores, exorcismando e concorrendo para a iniciação dos jovens (mukanda).


MULHER CUANHAMA




"(...) Os ambós de Angola surgiram da miscigenação de um povo de caçadores nómadas - saídos, por volta do século XVII, da Donga, no Sudoeste Africano - com pastores estabelecidos entre os rios Cunene e Cubango. Desse obs­curo encontro teriam brotado as cinco tribos angolanas do grupo - Cuanhamas, os mais numerosos, e Cuamatos, Evales, Cafimas e Dombondolas -, todas aparentadas com as tribos da Ovambolândia, no Sudoeste.
Estes povos orgulhosos, de elevadíssima estatura, ocupam ainda hoje um território de planuras levemente descaídas para sul, ao correr de outeiros de contornos sua­ves e de enormes clareiras escavadas no chão arenoso - as chanas -, cingidas por manchas de vegetação onde sobressaem os mutiatis, as acácias e os espinheiros.
Na época seca as chanas revestem-se de tufos de arbustos mirrados e de mantos de capim ressequido. Quando dominam as chuvas, de Outubro a Maio, a correnteza do rio Cuvelai transpõe as margens baixas e derrama-se pela terra sequiosa, inun­dando as depressões. Numa explosão deslumbrante de odores e de verdes, as cha­nas transformam-se numa intrincada rede de lagoas, cujas águas, agitadas por turbi­lhões de peixes e de rãs, escorrem de modo quase imperceptível para sul, isolando as povoações e os homens, rumo à grande cova de Etosha, na Namíbia.
Dedicando os dias à caça, à agricultura de subsistência e, sobretudo, ao pasto­reio de numerosas manadas de gado bovino, os Ambós aguardavam com ansi­edade a chegada do tempo seco, a meio do ano, para soltarem o poderoso impulso da sua vocação guerreira. Capitaneados pelos lengas - chefes-de-guerra e conse­lheiros dos sobas -, realizavam expedições de guerrilha e saque num raio de cente­nas de quilómetros.
Ficaram sobretudo memoráveis as incursões dos Cuanhamas. Eles optavam com frequência por surtidas limitadas a oeste - na direcção do Humbe, da Camba ou do Quiteve -, e a nordeste, no país dos Ganguelas. Noutras ocasiões ou­savam levar as razias a locais tão remotos como o Quipungo e Caconda, onde os brancos saídos do mar se esforçavam por firmar posições.
Armados até aos dentes, os guerreiros viajavam protegidos por amuletos suspensos dos pesco­ços - chifres de bambi recheados de cinzas obtidas dos destemidos cora­ções de companheiros mortos em combate. Beneficiavam ainda da protecção do ondiai, um homem de virtude e magia.
O ondiai caminhava na dianteira com a sua moca enfei­tiçada, co­roada por uma pele de focinho de hiena. A moca girava no ar, apontando em todas as direcções, livrando a expedição de perigos potenciais e fazendo com que se er­guesse, quando necessário, um vento forte e rumoroso, que abafava os passos dos guerreiros.
Depois de homenagens rituais aos antepassados, as hordas caíam como maldições sobre os aldeamentos desprevenidos, espalhando o pavor e a morte. Retornavam quase sempre em triunfo aos eumbos, com ricos espólios de escravos e gado. (...)". (*)

(*) - Senhores do Sol e do Vento - Histórias Verídicas de Portugueses, Angolanos e Outros Africanos - José Bento Duarte - Editorial Estampa - Lisboa - 1999).




Peça originária do sul de Angola, esculpida em pau preto com cerca de 50 cm de altura, sendo de realçar o rigor colocado na obtenção das formas e contornos esculturais.


Homenageia a mulher Africana, frente a uma das suas mais importantes tarefas, a busca da água, para o que tem por vezes de percorrer grandes distancias, em condições de extrema dificuldade e sofrimento.

ESCULTURA CONGOLESA

Esculturas congolesas, em madeira, que lembram a arte celta com suas curvas e labirintos intermináveis.
As máscaras são um dos segmentos mais importantes da arte africana. A máscara representava um disfarce que permitia a incorporação de espíritos e possibilitava absorver forças mágicas e místicas. Eram usadas nos funerais, nos rituais mágicos para promover a cura de doentes e outros rituais, como nascimentos e casamentos. A África vivia, e ainda vive, repleta de seitas secretas que usavam máscaras como forma de identificação e disfarce. Em algumas dessas sociedades, o uso de máscaras transferia para as entidades divinas a responsabilidade dos atos de quem as usava, mantendo o anonimato.


MÁSCARA PENDE

Só sei que é africana e em bronze. A Bipede ajudou: Acho que a mascara com rosto de felino é da tribo Pende. Vasculhei os livros e só eles esculpem esse tipo de face. Vivem ao longo do rio Kasai e do rio Loango. Migraram da Angola para a região do Kwango. São quase sempre objetos usados para dançar em cerimonias.



Familia Africana





Estátua em pau preto com cerca de 30 cm de altura,trabalhada num tronco único. Representa a familia sendo de realçar que o homem carrega os instrumentos usados nas actividades de caça.


O Seculo


Homem velho (Seculo), bebendo água por uma cabaça. Estatueta em pau preto com cerca de 30 cm de altura.

ELEFANTES



ELEFANTE AFRICANO


ELEFANTE AFRICANO (NJAMBA )

Peça em pau rosa, com cerca de 40 cm de altura e extremamente pesada. Tanto quanto sei não é possível adquirir outra igual. Pelo menos, nos meus anos de África nunca vi nenhuma igual. Foi feita a pedido e tem uma história por trás, uma história de esperança, e cada vez que olho para ela lembro-me. Se tiverem paciência, a história podem lê-la aqui. (Duas vidas)


MÁSCARA MOÇAMBICANA

Peça com cerca de 1 metro de altura, ricamente trabalhada em madeira exótica de cor avermelhada.

MULHER MUANHA ( POVO BANTU )








Estátua em pau rosa, com cerca de 30 cm, visualizando os adereços usados por este povo.

O Kimbundu
O kimbundu pertence ao grande grupo de família das línguas africanas designada por "bantu". Bantu significa pessoas e é o plural de muntu. Em kimbundo mutu é o nome que significa pessoa, sendo o plural atu. Todas a línguas do grupo Bantu, possuem o mesmo parentesco que notamos por exemplo entre as línguas neo-latinas, tendo sido por isso mesmo enquadradas neste grupo (grupo Bantu). O povo bantu faz referencia aos indivíduos pertencentes a este grupo linguistico, mas não constituem um grupo isolado mas a união de vários povos ao qual pertencem segundo uma classificação feita pela semelhança da linguagem. Portanto não devemos falar em língua bantu e sim em línguas bantu, ou civilizações bantu porque inúmeras são as línguas e as civilizações ou povos que estão enquadrados neste grupo, tendo em comum somente o elo do parentesco da linguagem que sugere pela grande semelhança, um tronco comum de origem, mas que apresentam no entanto diversidades socias, culturais e políticas, mudanças essas ocorridas provavelmente ao longo do tempo. Esta semelhança da linguagem, faz supor evidentemente uma língua e até mesmo um lugar comum de origem desses povos, que acabou por dar devido a circunstancias históricas os diversos grupos com seus costumes e línguas diferentes (embora identifiquemos o parentesco linguistico). Atualmente o Kimbundu é falado por muitas pessoas. Chamamos de kimbundu, ou língua de Angola, por ser a língua geral do antigo reino de Ngola e ser a primeira a ter a honra de ser estudada e traduzida pelos Europeus.


PASTOR





Pastor. Estátua com cerca de 45 cm de altura em pau preto, comprada na zona centro de Angola, mais própriamente na província de Benguela

O PENSADOR


O PENSADOR TCHOKWE
Da cultura Tchokwe. Emblema da nação angolana.

“”os Tshokwe, chamados Quiocos pelos portugueses e Badjok pelos vizinhos do Zaire (actual República Democrática do Congo), são povos de origem Banto com uma organização social matrilinear e constituindo a população de maior dimensão da área oriental de Angola. As populações desta etnia que habitam no Zaire e na Zâmbia são originários de Angola e resultado de grandes emigrações nos finais do século XIX e princípios do século XX.Os Tshokwe da Lunda constituem um grupo antropológico altamente heterogéneo que “tem de ser considerado o resultado de um tipo de negro fortemente influenciado por um tipo pigmóide”
De estatura alta, ou pelo menos, acima da média (1m70); o busto, bem assente sobre as ancas, constitui um cone bem formado, de ombros largos e cintura fina. O rosto longo (ao contrário dos Lwena, que é curto e largo) de faces proeminentes. O nariz é achatado com as narinas pouco largas. Por vezes, o nariz apresenta o osso proeminente de narinas largas, claramente resultado de uma mistura com o etiópico. A pele cor de tijolo, diferente da cor de chocolate dos Lwena e dos Lutshazi, corresponde aos números 28 e 30 na escala de Broca. Os Tshokwe distinguem três tons de pele: castanho escuro, mutu (homem) mula; castanho escuro avermelhado, mutu wa cindu califuka; e castanho claro ou amarelado, mutu mwelu.

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