O QUE É?

Conhecido por muitos como, passeios pedestres, pedestrianismo ou ainda por trekking, é uma actividade praticada ao ar livre, e ao mesmo tempo, um desporto de natureza, não competitivo nem agressivo.

É uma actividade que poder e deve ser praticada em grupo, em família, e por pessoas de todas as idades. Para se praticar esta actividade, não requer um equipamento sofisticado, nem material técnico.

Não requer conhecimentos de cartografia ou orientação, caso se pratique em grupo acompanhado por um guia, conhecedor da área, onde se desenrole esta actividade.

É um bom depressivo para combater o stress quotidiano das sociedades urbanas, e ao mesmo tempo permite manter-se activo e saudável.

Permite o conhecimento e a sensibilização do meio ambiente, ao mesmo tempo promove a protecção da Natureza.

Estimula a observação por lugares de interesse histórico, do meio natural, através da observação da fauna e da flora.

Estimula o respeito e admiração pelo nosso património histórico, rural e natural.

Fomenta a amizade e o conhecimento cultural, através das suas gentes, costumes e tradições.



Origem das Caminhadas


As caminhadas ou pedestrianismo, são tão antigas como o homem. Praticar caminhadas ou pedestrianismo é andar a pé, algo que o ser humano teve de fazer desde sempre para se deslocar de um lugar para outro.

Na verdade, muitos dos caminhos que se percorrem na prática das caminhadas parecem ter sempre existido, para ir de uma aldeia a outra, para chegar a uma pequena ermida ou para aceder a velhas ruínas.

As calçadas romanas poderiam ser um primeiro e claro antecedente das caminhadas. O traçado das que não se transformaram em estradas ainda se utiliza. Outro antecedente encontra-se no famoso Caminho de Santiago, um longuíssimo caminho que passou a fazer parte dos percursos catalogados e que só em Espanha conta com mais de 800 km.

Embora o Caminho de Santiago tenha sido um importante precursor das caminhadas ou pedestrianismo, esta actividade, tal como se conhece actualmente, nasceu em França há quase cinco décadas. Ali começaram a criar-se os Percursos de Grande Rota (GR), tornando-se uma actividade associada ao montanhismo e ao excursionismo, mas com uma personalidade própria: um movimento cultural e de lazer para o grande público.

Outros países europeus seguiram, pouco depois, o exemplo francês, e em alguns ocorreu um espectacular desenvolvimento dos GR. Na actualidade, a Alemanha conta com mais de 210 000 km sinalizados, a França tem mais de 40 000 km e a Suíça cerca de 50 000 km. Através destes exemplos pode apreciar-se a grandeza do projecto. Um projecto que superou as barreiras da Europa, já que podem encontrar-se GR não só na maioria dos países europeus, mas também em nações de outros continentes, como os Estados Unidos e a África do Sul.