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Localização dos diferentes elementos da superfície terrestre

Localização relativa

A localização é uma necessidade que o homem sente no seu dia a dia, quando se desloca ou quando precisa de explicar a alguém onde fica um determinado lugar. Em qualquer destas situações, é preciso indispensável a existência de um ponto de referência, tais como as paragens de autocarro, o rio, um cruzamento de ruas, por exemplo, relativamente aos quais se faz a localização. Por isso se diz que é uma localização relativa.

Também o geógrafo, ao iniciar qualquer trabalho, sente a mesma necessidade. Neste caso, a localização relativa da paisagem, ou de qualquer outro elemento que a constitui:
- Utiliza, como pontos de referência outros elementos da paisagem;
- recorre aos diferentes rumos da rosa-dos-ventos;
- realiza-se, normalmente, com o auxílio de mapas ou de plantas.

Imagina-te perante a planta da cidade de Coimbra, onde pretendes visitar alguns locais de interesse. A primeira preocupação é localizar cada um destes lugares.
Por exemplo, a torre da Universidade fica, aproximadamente:
- a nordeste do Portugal dos Pequenitos;
- a sudeste da Igreja de Santa Cruz;
- a este do Largo da Portagem;
- a noroeste do Jardim Botânico.

Este mesmo procedimento pode ser utilizado na localização dos continentes, com o recurso a um planisfério. Por exemplo:

- Para um africano, o continente europeu localiza-se a norte;
- para um americano, o continente europeu situa-se a este;
- para um asiático, o continente europeu situa-se a oeste.

Perante estes exemplos, podemos concluir que a localização relativa é pouco rigorosa:
- só pode ser feita recorrendo a pontos de referência cuja localização seja conhecida. Se eu não souber onde fica a paragem do autocarro, de nada me serve referir esse ponto para localizar a casa que pretendo encontrar;

- altera-se em função dos pontos de referência ou da posição do observador (a N, a O, a E,...). O mesmo continente, tendo sempre a mesma posição, altera a sua localização relativamente aos rumos da rosa-dos-ventos, dependendo do lugar onde me encontro.

- permite apenas uma localização aproximada, na medida em que a distância entre o lugar e os pontos de referência nunca é referida. Saber que o lugar fica em frente ou a norte do outro não me informa da distância que separa os dois lugares, que pode ser de alguns metros ou de muitos quilómetros.

Localização absoluta - Meridianos, paralelos, circulos maiores e circulos menores

A localização dos continentes não gera grandes problemas, porque são conhecidos por toda a gente, mas existem inúmeras situações que nos mostram a importância de efectuar uma localização mais rigorosa que a localização relativa, nomeadamente a possibilidade de acontecer um acidente aéreo num local desconhecido e a necessidade de prestar socorros imediatos.
E nestes casos que se torna útil a localização absoluta, possível com o apoio dos elementos geométricos da esfera terrestre, que:
- são um conjunto de linhas dispostas entre si de uma forma regular;
- se apresentam sobrepostos aos continentes e oceanos;
- são linhas imaginárias, na realidade não existem à superfície da Terra.

Ao conjunto dessas linhas dá-se o nome de rede cartográfica:
- uma dessas linhas corresponde ao equador, que é perpendicular ao eixo terrestre e que divide a terra em duas partes iguais - hemisfério norte e hemisfério sul;

 
 
 

- outras correspondem aos meridianose confluem em dois pontos - o Pólo Norte e o Pólo Sul. Cada meridiano pode ser dividido em dois semimeridianos: um que vai do Pólo Norte ao Pólo Sul e outro que vai do Pólo Sul ao Pólo Norte (pelo lado oposto). Podemos traçar quantos meridianos quisermos, porém, existe um que tem particular interesse - o semimeridiano de Greenwich, aquele que se convencionou chamar semimeridiano de referência, por dividir a Terra em hemisfério oriental (a este do semimeridiano de Greenwich) e hemisfério ocidental (a oeste do semimeridiano de Greenwich).

Tal como o equador, também os meridianos são círculos máximos, pelo facto de passraem pelo centro da Terra e de a dividirem em duas partes iguais.

- As restantes linhas são os paralelos. O seu nome deriva de serem paralelos entre si e também relativamente ao equador. Por dividirem a Terra em partes diferentes, os paralelos são círculos menores. Porém, nem todos os círculos menores são paralelos.

Podemos traçar inúmeros paralelos. Contudo, no globo, destacam-se quatro que têm os nomes universalmente conhecidos pelo facto de delimitarem zonas terrestres com características geográficas relativamente uniformes. São eles:
- Círculo Polar Ártico, que limita a Sul a Zona Fria do Norte e a Norte a Zona Temperada do Norte;
- Trópico de Câncer, que limita a Sul a Zona Temperada do Norte e a Norte a Zona Quente ou Intertropical:
- Trópico de Capricórnio, que limita a Sul a Zona Intertropical e a Norte a Zona Temperada do Sul;
- Círculo Polar Antártico, que limita a Sul a Zona Temperada do Sul e a Norte a Zona Fria do Sul.
 
 
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