O escritor Samuel Langhorne Clemens , conhecido como Mark Twain (1835 - 1910), vigoroso satírico, defendendo a liberdade individual na escolha da qualidade de vida, assim se expressava  em 1893 contra um jornalista que o tinha aborrecido com a publicação  de estadisticas contra o fumo:

"Eu não quero nenhuma de suas estatísticas; peguei toda a papelada e com ela acendi meu cachimbo. Odeio o seu tipo de pessoa. Vocês estão sempre  dando números sobre quanto a saúde de um homem é prejudicada e sobre como sua inteligência é danificada e quantos dólares e centavos desperdiça no curso de noventa e dois anos de fatal pratica do fumo; e também na igualmente fatal pratica de beber café e talvez em jogar sinuca e em tomar um copo de vinho no jantar, etc. etc.Vocês ficam sempre enfatizando o numero de mulheres que morreram queimadas por causa da perigosa moda das saias amplas etc. etc.. Vocês nunca conseguem enxergar mais que um lado do assunto. Estão cegos ao fato que a maioria dos velhos na América fuma e bebe café, apesar que, segundo vossa teoria, deveriam ter morrido jovens e que os fortes velhos ingleses bebem vinho e sobrevivem e que os holandeses velhos e gordos bebem e fumam a vontade e ficam mais velhos e mais gordos o tempo todo. E vocês nunca tratam de descobrir a quantitade de conforto, relaxamento e prazer que um homem tira do fumo no curso de uma vida (che merece dez vezes o dinheiro que economizaria deixando-o do lado), nem o assustador conjunto de felicidade perdida numa vida por seu tipo de pessoa não fumando. Com certeza poderia economizar dinheiro negando a si mesmo todos estes pequenos viciosos prazeres por cinquenta anos; mas depois o que faria com isso? Qual seria o destino disso?"

(Sketches, Old and New, 1893.)

 

O grande escritor expressava um princípio fundamental da liberdade individual de escolher qual é o ponto de equilíbrio entre o bem-estar do corpo e o bem-estar do espírito, a que nós chamamos de qualidade de vida.

O filósofo e escritor chinês Lin Yutang (1893–1976) escrevia já em 1937:  

“Hoje o mundo é dividido em fumantes e não-fumantes. É verdade que os fumantes às vezes incomodam os não-fumantes, mas eles dão um incômodo físico, enquanto o incômodo que os não-fumantes dão aos fumantes é espiritual. Porém, admitindo-se que os não-fumantes tenham uma superioridade moral e algo do que se orgulhar, eles não entendem que perderam um dos maiores prazeres da humanidade. Estou pronto a admitir que fumar seja uma fraqueza moral, mas, por outro lado, longe dos homens que não têm fraquezas! Não são confiáveis.” (Lin Yutang, A importância de viver, 1937.)