Meio Ambiente

 
 
Em reunião realizada na manhã desta quinta feira,17, na sede Cagepa, localizada no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa, o presidente Deusdete Queiroga, disse com exclusividade à reportagem do Blog do Rembrandt Carvalho, quais os motivos da falta de agua em Cabedelo. Entre os problemas, está o crescimento populacional da região metropolitana.
 
Para se ter uma ideia, de janeiro de 2011 até os dias atuais, João Pessoa aumentou em número de habitantes, que equivale à cidade de Patos, com isso prejudicando o abastecimento de água em Cabedelo. Deusdete ainda falou que esse problema pode piorar, devido à chegada do verão, quando a cidade recebe uma massa grande de turistas, que vem pra o veraneio e devido também ao tempo de férias.
 
Perguntado sobre um possível rodízio, o presidente não descartou, apenas disse “que está sendo estudado essa forma de saída, pra que todos possam ter água em casa, mas que todos serão avisados antecipadamente como irá funcionar.”
 
“Isso não pode ser confundido  com racionamento por falta de água bruta nos mananciais”.
 
“Seria um rodízio por deficiência do sistema, porque a capacidade de tratamento de água da Companhia não consegue suprir as necessidades com o aumento do consumo”, Deusdete falou ainda da situação de campina Grande, onde ele também descarta racionamento, e de Sousa, onde considerou "crítica”. 
 
Opinião da Redação
 
Como se não bastasse a considerável baixa do fornecimento de água em nosso município, agora temos que nos “conformar” com as desculpas da Direção da CAGEPA, que recebe um enorme volume de dinheiro, pagos pelas nossas contas, além do incentivo financeiro do governo, para que possam PREVINIR PROBLEMAS, totalmente fáceis de se resolver com atitudes técnicas preventivas.

Ora se todos sabem do aumento populacional, dos períodos em que esse fluxo aumenta em certas fazes do ano, nada justifica haver problemas de fornecimento, alegando ser de falta de estrutura.

Se há falta de planejamento, não são os clientes, usuários que tem que pagar o “Pato”, são os seus dirigentes que tem que ter mais responsabilidade profissional e honrar com o cargo que ocupam, apresentando soluções dentro de prazos admissíveis e à tempo de não sofrermos com essas inconveniências.

Isso não é tudo, não é apenas o volume de água que diminui, é principalmente a qualidade do produto fornecido que está de péssima qualidade, com resíduos e coloração desfavorável para o consumo.

Leva-nos a desconfiar que existe um trato com as empresas de água mineral, para impossibilitar o consumo de água potável de qualidade e assim aumentar o faturamento dessas empresas que devem estar pagando altas propinas para esses dirigentes, não apenas aqui em nosso Estado como também em todos o resto desse Brasil de Caboclo de São Cosme e Lampião.

Para que certas dúvidas não pairem sobre nossas cabeças, é importante que se faça um trabalho de qualidade, pois, tínhamos uma água de ótima qualidade, que possibilitava ingerir sem medo, uma das melhores do país.

Hoje sofremos por altas taxas de consumo, para não ter água em volume adequado e de péssima qualidade.

Não é assim que se tem um progresso, progresso é viabilizar qualidade perfeição aos serviços prestados e não ao contrário.

É lógico que quando se tem uma previsão de aumento populacional os fornecedores de serviços básicos de consumo devem ter essa projeção em investimentos que qualifiquem e se adéquam a realidade a ser apresentada.

Nada justifica esse discurso de que nós é que temos que tomar cuidado com o que gastamos, claro que temos que ser racionais, mas isso já é querer abusar de nossa capacidade de perceber “certas coisas”, que aqui são tão comuns para dirigentes de empresas vinculadas ao Governo, nas três estâncias.

Pode até não ser esse o caso do nosso problema, mas ter que admitir que é total incompetência, administrativa, por tudo que se deixou de fazer é algo que nos envergonha profundamente, mesmo quando sabemos que alguns cargos como esses são dados como de “confiança” pelos governos quando assumem.

Fica aqui meu alerta para todos os que não se conformam com as coisas como estão.

Texto de repúdio aos Dirigentes da CAGEPA
 
Por: Fred William de Brito Dutra
Editor Geral do Portal Cabedelo Notícia
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Brasil desenvolve modelo próprio de análise de mudança climática

Sistema simula o clima em todo o planeta entre 1960 e 2100.
Dados produzidos serão repassados a painel internacional.

O climatologista Paulo Nobre, do Inpe, um dos coordenadores do sistema brasileiro de previsão (Foto: Eduardo Cesar/FAPESP)

Foi apresentado, nesta terça-feira (19), em São Paulo, o “Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre”, o primeiro sistema nacional de simulação do clima global, que traz como principal novidade em relação a seus similares internacionais a inclusão de características mais detalhadas do Brasil e do continente sul-americano.

O sistema foi desenvolvido sob a coordenação do Centro de Ciências do Sistema Terrestre (CCST), braço do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo os cientistas, esse método de modelagem consegue, por exemplo, prever a influência do desmatamento da Amazônia nas correntes de ventos que seguem para outras áreas do planeta, além de determinar seu impacto no regime de chuvas do Hemisfério Sul.

Permite ainda saber como fenômenos climáticos, como a seca, influenciam a atmosfera na região banhada pelo Oceano Atlântico Sul. Os dados utilizados abrangem o período entre 1960 e 2100.

Outro ponto importante e inédito é que a partir de agora os cientistas brasileiros conseguem produzir dados sobre o degelo no Ártico e na Antártica, informações que antes só eram divulgadas por organismos internacionais, como o Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica (NCAR) do governo dos Estados Unidos. Saiba mais

Peixe com radiação elevada é fisgado a 200 km de Fukushima, diz emissora

Cooperativas já haviam suspendido vendas como medida preventiva.
Usina nuclear no Japão sofreu acidente após tsunami ocorrido em 2011.

Jornalistas e funcionários da Tokyo Electric Power Co. (Tepco) usam roupas especiais durante visita, em maio, à usina Nuclear de Fukushima. (Foto: Tomohiro Ohsumi / Pool / Reuters)

Um peixe foi fisgado a cerca de 200 km ao sul da usina nuclear de Fukushima, no Japão, com quantidade de césio radioativo por quilo acima do limite legal do país, informou a emissora pública japonesa "NHK" por meio de nota, nesta segunda-feira (18).

Autoridades da Prefeitura de Chiba, no Japão, afirmaram ter obtido esta leitura ao examinar um peixe do tipo perca, fisgado a cerca de 10 km do litoral do município de Choshi, na última quinta-feira (14).

Imagem de arquivo mostra peixes pescados ao sul da usina nuclear de Fukushima, em 2011, com risco de altos níveis de césio. Cooperativas de pescadores da cidade de Ibaraki, na época, decidiram parar de trabalhar, na época, por falta de compradores (Foto: Toru Yamanaka/Arquivo/AFP)

A cidade de Choshi está a 200 km ao sul da central atômica de Fukushima, que foi palco do maior desastre nuclear dos últimos anos. A catástrofe ocorreu em março de 2011, após um gigantesco tsunami, provocado por um violento terremoto de magnitude 9, afetar gravemente o funcionamento da central e provocar o vazamento de radiação em uma zona do nordeste do país, forçando a evacuação de centenas de milhares de pessoas.

O exemplar de peixe obtido continha 130 becquerel de césio radioativo por quilo, acima dos 100 becquerel estabelecidos como quantidade máxima pelo governo japonês.

Após o acidente na usina, em 2011, o Japão rebaixou no ano passado o limite máximo permitido de césio em produtos comestíveis para adultos, de 500 para 100 becquerel por quilo.

É a primeira vez que um peixe fisgado em Chiba supera o limite de concentração de radioatividade definido pela lei japonesa.

Em todo caso, as cooperativas da cidade de Choshi já haviam suspendido as vendas de percas japonesas como medida preventiva, após detectarem 60 becquerel de césio por quilo em um exemplar pescado no litoral da cidade, em dezembro do ano passado. Gi

Ativistas do Greenpeace protestam durante Fórum Econômico Mundial

Eles colocaram faixas e subiram no teto de posto de combustível em Davos.
Manifestantes foram detidos pela polícia da Suíça, nesta sexta (25).

Ativistas do Greenpeace colocaram faixas e subiram no telhado de um posto de gasolina em Davos, na Suíça, durante a edição anual do Fórum Econômico Mundial, nesta sexta-feira (25) (Foto: Denis Balibouse/Reuters)

Ativistas do Greenpeace colocaram faixas e subiram no teto de um posto de combustível em Davos, na Suíça, durante a edição anual do Fórum Econômico Mundial, nesta sexta-feira (25), informagam agências internacionais (Foto: Denis Balibouse/Reuters). Saiba mais

Fóssil de gigantesco predador do Triássico é descoberto em Nevada

Thalattoarchon saurophagis teria sido o primeiro a ter dentes cortantes no mar

http://edgblogs.s3.amazonaws.com/buzz/files/2013/01/predador-marinho.jpg
O fóssil do “Soberano Lagarto Predador dos Mares”, ou Thalattoarchon saurophagis, com mais de 240 milhões de anos (Período Triássico) foi descoberto em Nevada. O réptil marinho, de dimensões de mais de 9 metros de comprimento, ocupava na cadeia alimentar o equivalente às baleias assassinas e aos grandes tubarões brancos de hoje.

Editora Globo
Segundo os paleobiologistas da Universidade da Califórnia, o “Lagarto” era o primeiro predador marinho de dentes cortantes. Para se ter uma ideia, sua boca era repleta de dentes com mais de 13 centímetros, o que lhe permitia devorar animais de seu próprio tamanho.

Aproximadamente oito milhões de anos antes do surgimento do Thalattoarchon, uma extinção bastante severa acabou com quase 90% das espécies da terra e dos oceanos. O surgimento relativamente rápido de um predador com as dimensões do Thalattoarchon pode ser um indício de que a recuperação dos ecossistemas marinhos é mais acelerada do que os terrestres. Galileu

Embaixada da Itália é referência em produção de energia renovável
Prédio investe em sistema de geração a partir de luz do sol e de ventos.
Universidade de Brasília e companhia energética completam a parceria.

Placas fotovoltaicas instaladas no telhado da embaixada italiana em Brasília (Foto: Embaixada da Itália)


Uma parceira entre a embaixada italiana, a Universidade de Brasília (UnB) e a Companhia Energética de Brasília (CEB), fez do prédio da embaixada na capital federal uma referência em todo o país nos estudos e na produção de energia renovável. O projeto, com o custeio de empresas italianas, promove investimentos na geração de energia a partir da luz do sol e dos ventos para provar que é possível uma casa de uma família comum gerar boa parte da energia que consome de maneira sustentável.

De acordo com o professor Rafael Shayani, do departamento de Engenharia Elétrica da UnB, na atual fase do projeto, a embaixada já consegue reduzir 20% no consumo de energia. A economia, explica o professor, é resultado de placas fotovoltaicas instaladas no telhado do prédio e que geram energia elétrica a partir da luz do sol. “As placas fotovoltaicas, diferente dos coletores solares, são capazes de produzir a energia elétrica e suprir a demanda do prédio. Os coletores solares, que geralmente se encontram em alguns telhados de casas brasileiras, servem apenas para esquentar a água”, detalha Rafael Shayani. Saiba mais



 
Torre De Petróleo Foto de Stock - Imagem: 18679340
 
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº             , DE 2013

Susta as Resoluções nºs 4, de 22/05/2013, e 5, de 25/06/2013, do Conselho Nacional de Política Energética, a Portaria MME nº 218, de 20/06/2013, e o Edital de Licitação para outorga do Contrato de Partilha de Produção e respectiva minuta de contrato, publicados no DOU do dia 03/09/2013.

O CONGRESSO NACIONAL, no uso de suas atribuições e, com fundamento no artigo 49, inciso V, da Constituição Federal, Decreta:

Art. 1o. Ficam sustados as Resoluções nºs 4, de 22/05/2013, e 5, de 23/06/2013, do Conselho Nacional de Política Energética, a Portaria MME nº 218, de 20/06/2013, o Edital de Licitação para outorga do Contrato de Partilha de Produção e a minuta de Contrato de Partilha de Produção para exploração e produção, elaborados igualmente pela Agência Nacional de Petróleo, publicados no DOU do dia 03/09/2013.

Art. 2º. Este Decreto Legislativo entrará em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º. Revogam-se as disposições em contrário

JUSTIFICATIVA

O Brasil precisa encontrar formas de equacionar sua necessidade de obter receitas que não sejam através de leilões, pois a Petrobrás domina a tecnologia, tem os recursos necessários e já descobriu mais de 60 bilhões de barris no pré-sal: Tupi – 9 bilhões; Iara – 4 bilhões; Franco – 9 bilhões; Carioca – 10 bilhões; Sapinhoá – 2 bilhões; Libra 15 bilhões; Área das baleias (ES) – 6 bilhões; outros menores – 5 bilhões.

Estas descobertas somadas aos 14,2 bilhões existentes antes do pré-sal dão ao País uma auto-suficiência superior a 50 anos.

Assim, o País pode, de forma mais racional e em seu interesse, explorar todo o pré-sal sem açodamento.

Nenhum país soberano, independente, leiloa petróleo já descoberto. Aliás, Woodrow Wilson, ex-presidente dos EUA dizia: “A Nação que possui petróleo em seu subsolo e o entrega a outro país para explorar não zela pelo seu futuro”.

Aqui não se trata nem mais de explorar, mas de desenvolver a produção de campo perfurado, testado e comprovado

O campo de Libra foi adquirido pela Petrobrás para aumentar o seu capital por participação da União através da cessão onerosa de 7 blocos para a Petrobras por conta da Lei 12.276/10,  onde deveria  extrair os estimados 5 bilhões de barris.

A Petrobrás pagou à União por estes blocos.

Quando perfurou o campo de Franco, encontrou reserva de 9 bilhões de barris; quando perfurou Libra, achou reserva da ordem de 15 bilhões de barris, o que ultrapassou o limite dos 5 bilhões de barris.

Junto com o campo de Franco, que lhe é interligado, revelaram reservas de cerca de 24 bilhões de barris.

Esta sem dúvida é uma área de energia do mais alto interesse estratégico para o País, e pela Lei 12.351/10, em seu artigo 12º, a ANP deveria negociar um contrato de partilha com a Petrobrás dos 19 bilhões excedentes aos 5 bilhões cedidos, mantendo essa riqueza no País para o bem do povo brasileiro.

Ao invés disto, a ANP tomou o campo da Petrobrás e o está leiloando. É algo inédito no mundo.

Nem país militarmente ocupado leiloa petróleo já descoberto.

A Petrobrás não foi ressarcida das perfurações de Libra e Franco e nem é isso o que se busca, mas tal fato corrobora a afirmativa de vários diretores de que Libra fez parte da cessão onerosa.

Assim a Petrobrás terá que desembolsar de imediato R$ 4,5 bilhões para ficar com 30% do campo, ou R$15 bilhões para ficar com 100% de um campo que já lhe pertencia.

Para se ter uma ideia, R$4,5 bilhões é o valor de um sistema de produção FPSO com capacidade para 200 mil barris por dia e que a empresa poderia estar comprando para produzir Libra.

É importante colocar os números em jogo: o governo pode receber algo da ordem de grandeza de R$15 bilhões, que pode dobrar, mas o valor recuperável que o Campo de Libra guarda é de R$1.650 bilhões, mais de dez vezes, que deixarão de estar sob o controle do Brasil e mesmo supondo que metade retorne ao País pela Lei de Partilha, o Brasil ainda assim perderia para as empresas estrangeiras R$800 bilhões.

A Lei 12.351/2010, em seu artigo 18º, estabelece um percentual fixo do excedente em óleo, a ser pago à União Federal para definir o vencedor do leilão.

No entanto, a Agência Nacional do Petróleo estabeleceu, por conta da Portaria do CNPE, uma variação desse percentual em função da produção diária por poço (unidade de produção) e do preço do petróleo sem que haja dispositivo legal que dê cobertura a esta atitude.

E foi além: o edital criou a possibilidade de o produtor levar grande vantagem sobre a União.

A tabela publicada na pagina 41 do edital explicita esse risco: quando as condições são muito favoráveis a ambos (produção por poço superior a 24000b/dia e o preço barril acima de US$170), o consórcio cede 3,9% do seu percentual para a União.

Por outro lado, quando as condições forem muito desfavoráveis, para ambos, (produção por poço abaixo de 4000 barris por dia e o preço do petróleo abaixo de US$60), a União abre mão de 26,9% do seu percentual de óleo lucro em favor do Consórcio.

Ou seja, o risco é todo da União.

O consórcio é ressarcido de tudo.

O bônus de assinatura estabelecido, de R$15 bilhões, por lei não pode ser ressarcido em nenhuma hipótese.

No entanto, a resolução número 5 do Conselho Nacional de Política Energética e o contrato de partilha elaborado pela ANP dizem que o Bônus de assinatura será considerado no cálculo do custo em óleo.

Isto significa que o bônus será abatido da parcela que o consórcio vai pagar à União, ou seja, o bônus será compensado ao longo do contrato. Isto fere a Lei 12.351/2010.

A ANP estabeleceu no edital a exigência de “operador A” para todos os consórcios concorrentes.

Por lei, a Petrobrás é a operadora única dos campos do pré-sal.

Logo esta exigência é descabida e cria uma ameaça: o Governo vem impondo à Petrobrás obrigação de importar derivados no mercado internacional e repassá-lo para as distribuidoras internacionais, suas concorrentes, a preços bem menores.

Isto vem estrangulando a Petrobrás, financeiramente, de modo a inviabilizar a sua atuação no pré-sal, entregando todo o petróleo para o cartel internacional, em detrimento do povo brasileiro, dono dessa riqueza.

Erra o Governo em obrigar e erra Petrobrás em obedecer.

Ambos ferem a lei das S.A, a Lei 6.404/1976.

E a Petrobrás ainda transgride o seu regulamento, que proíbe este tipo de lesão aos seus acionistas não controladores, hoje, detentores de 52% do seu capital social.

Alem do mais, lembramos que as multinacionais exportam o óleo bruto, o que gera prejuízo para o País.

Só de impostos, a perda é de 30%, devido à isenção de impostos de exportação pela Lei Kandir.

Não refinar no país significa empregos perdidos aqui e geração no exterior com a construção e operação de refinarias.

O edital estabeleceu um percentual mínimo de 41,65% do óleo lucro, de um campo já descoberto, testado e comprovado.

É uma aberração se considerarmos que os países exportadores ficam com a média de 80% e o Abu Dabi, segundo o ministro Lobão, fica com 98%.

Ora, o maior campo do mundo atual, descoberto, testado e com risco zero não pode ser leiloado nem ter um percentual mínimo tão baixo.

Os artigos 2º (2.8.1) e 6º (6.3) do contrato de partilha do leilão de Libra rezam que os royalties pagos serão ressarcidos em petróleo.

Isto é expressamente vedado pelo artigo 42 § 1º da Lei 12.351/2010.

Portanto o contrato desrespeita frontalmente a legislação.

A Agencia Nacional do Petróleo e Biocombustíveis publicou o texto final do Edital e do Contrato referentes ao leilão de Libra antes do parecer do TCU.

Ora, pela Constituição, o TCU é o órgão que representa o poder legislativo nas funções de fiscalização contábil, financeira e patrimonial da administração direta quanto à legalidade, legitimidade, economicidade e renuncia de receitas.

Ocorre que o edital e o contrato, conforme já mencionado, contêm artigos que favorecem os consórcios em detrimento da União.

Os elementos arrolados acima já seriam suficientes para a suspensão dos atos aqui contestados, situação que se agrava diante da recente divulgação de espionagem sobre informações estratégicas da Petrobras, realizada pelo governo norte-americano.

É de conhecimento geral que nos computadores da Petrobrás se encontram dois tipos de informações estratégicas, imensamente cobiçadas por suas concorrentes: a tecnologia de exploração em águas profundas, o acesso em tempo real das análises geológicas das características físicas e econômicas dos poços e onde existem mais áreas com potencial de produção de petróleo óleo no pré-sal.

A obtenção ilegal de informações estratégicas da Petrobrás beneficia, por óbvio, suas concorrentes no mercado internacional de petróleo, dentre as quais a norte-americanas Chevron e Exxon, a inglesa British Petroleum e anglo-holandesa Shell.

Se o conjunto de irregularidades detectadas nos atos normativos do certame já eivavam o processo de vícios insanáveis, a comprovação da espionagem norte-americana nos arquivos e comunicações da Petrobrás agride a soberania nacional e compromete irremediavelmente a realização do pretendido leilão.

Na eleição de 2010 a presidente Dilma declarou enfaticamente que o pré-sal era nosso passaporte para o futuro e que entregar o pré-sal era perder dinheiro necessário ao nosso desenvolvimento.

O Leilão dos campos do pré-sal, particularmente o de Libra, que não tem mais qualquer risco, é pura entrega.

E o ex-presidente Lula, por ocasião do anúncio da descoberta do pré-sal afirmou que o pré-sal era um patrimônio da Nação e não era para ser entregue a meia dúzia de empresas.

À vista disso, cabe ao Congresso Nacional impedir a realização do referido leilão.

Sala das Sessões, em     de setembro de 2013.

Senador ROBERTO REQUIÃO

Senador PEDRO SIMON

Senador RANDOLFE RODRIGUES
Países reunidos no Quênia discutem rumos de órgão ambiental da ONU               

Relatório do Pnuma lançado em evento aponta preocupação com o Ártico.
Degelo pode causar corrida por exploração de petróleo, diz órgão da ONU.

Icebergs em região do Oceano Ártico (Foto: Divulgação/Universidade de Washington)

Ministros do meio ambiente e representantes de cerca de 150 países estão reunidos em Nairóbi, capital do Quênia, na África, para debater os rumos e o fortalecimento do programa da ONU para questões ambientais, o Pnuma, em uma conferência que prossegue até sexta-feira (22).

O encontro dá prosseguimento à decisão tomada na Rio+20, a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio em  junho de 2012, de dar maior peso ao Pnuma. Na segunda-feira (18), foi lançado em Nairóbi um relatório que indicou preocupação com o derretimento do gelo do Ártico e seus efeitos. O degelo bateu recorde em 2012, informou o G1 em setembro.

"O que estamos vendo é que o derretimento está causando uma corrida por fontes de combustíveis fósseis que originalmente alimentaram o degelo", afirmou Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU e diretor-executivo do Pnuma, apontando que o Ártico está gradativamente sendo inserido em um "círculo vicioso".

A corrida pela exploração destas reservas de petróleo no Ártico tem consequências que devem ser pesadas com cuidado pelos países em todo o mundo, dados os impactos globais e problemas ambientais que podem acarretar, disse Steiner às agências internacionais. Veja mais

Bactérias descobertas na atmosfera podem interferir no clima, diz estudo

Organismos podem ter papel importante na formação de gelo nas nuvens.
Micróbios ainda metabolizariam derivados de CO2 e transmitiriam doenças.

Bactérias em região da atmosfera podem interferir no clima (Foto: Georgia Tech Photo/Gary Meek)

Uma camada mais baixa da atmosfera contém bactérias que podem ter efeitos diversos na meteorologia e no clima, revela uma pesquisa americana publicada na segunda-feira (28) na revista "Proceedings of the Natural Academy of Sciences" (PNAS).

Segundo os autores, um dos interesses da descoberta na troposfera é que esses micro-organismos poderiam ter um papel importante na formação de gelo nas nuvens. Algumas dessas bactérias também seriam capazes de metabolizar os componentes de carbono presentes na atmosfera, derivados sobretudo das emissões de dióxido de carbono (CO2), principal gás causador de efeito estufa. Saiba mais

Gelo da Groenlândia não é tão vulnerável a aquecimento, diz estudo

Ilha perdeu apenas 1/4 do gelo total no último período de aquecimento.
Para cientistas, risco maior pode estar na Antártica, no outro extremo.

Imagem divulgada por um dos pesquisadores mostra corredeira no meio de calota polar na Groenlândia em 4 de julho deste ano (Foto: Ian Joughin/AP)


A calota polar que cobre a Groenlândia não é tão vulnerável à mudança climática e ao degelo desenfreado como temiam os cientistas, segundo pesquisa publicada na revista “Nature” na quinta-feira (24).

A conclusão está baseada na descoberta de que a ilha perdeu apenas um quarto da camada de gelo total durante o último período de aquecimento há mais de 100 mil anos.

O estudo, que envolveu 300 especialistas de 14 nações, descobriu que a Antártica, no outro extremo do planeta, contribuiria da mesma forma ou até mais para o aumento do nível do mar que ameaça o litoral de cidades que vão de Mumbai (Índia) a Miami (EUA).

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão ao examinar amostras de gelo de um núcleo com 2,5 km de profundidade no noroeste da Groenlândia. O resultado indicou que a camada de gelo perdeu apenas cerca de 400 metros de espessura durante a fase inicial do Eemian - período interglacial que ocorreu entre 130.000 e 115.000 anos atrás, no qual ocorreu um aquecimento e elevação do nível do mar.

"O volume do degelo na Groenlândia foi mais moderado do que muitos esperavam", disse Dorthe Dahl-Jensen, autor do estudo e professor da Universidade de Copenhague, na Dinamarca. Os estudos anteriores sugeriam que a Groenlândia poderia estar prestes a viver um derretimento irreversível devido às alterações climáticas.

O tamanho limitado da área de degelo também foi uma surpresa. Isso porque os cientistas haviam descoberto que as temperaturas do Eemian, medidas a partir de substâncias químicas encontradas em bolhas de ar presas ao gelo, foram maiores do que o esperado em 8ºC acima dos níveis atuais. Saiba mais

2012 foi o ano mais quente da história dos EUA, diz órgão americano

Clima impulsionou seca recorde que, em seu auge, atingiu 61% do território.
País teve vários incêndios e furacões; temperatura média ficou em 12,9º C.

Brian Hajeski, 41 anos, de Brick, Nova Jersey, reage ao olhar para os restos de uma casa levada pela inundação. (Foto: Julio Cortez/AP)
O ano de 2012 foi o mais quente da história dos Estados Unidos e também o segundo ano de clima mais extremo registrado no país, informou nesta terça-feira (8) a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês).

O clima quente impulsionou a seca recorde que, em seu auge, atingiu 61% do território americano. Segundo a NOAA, as condições secas alimentaram enormes incêndios florestais que devastaram 3,72 milhões de hectares, a maior alta já registrada.

Os EUA sofreram 11 desastres climáticos que causaram prejuízos estimados em US$ 1 bilhão (R$ 2,04 bilhões), incluindo os furacões Sandy e Isaac e tornados nas Grandes Pradarias, no Texas e no vale de Ohio. Saiba mais

Furacões no Ártico influenciam clima e circulação da água polar, diz estudo
Cientistas americanos e ingleses criaram modelo para prever fenômeno.
Resultados apontam condições mais frias na Europa e na América do Norte.

Furacão Ártico baixa polar (Foto: Courtesy of NEODAAS Dundee Satellite Receiving Station)

Cientistas americanos e britânicos relatam a primeira evidência conclusiva de que os furacões no Ártico, conhecidos como "baixas polares", exercem um papel importante sobre o clima e a circulação da água nesse oceano.

A descoberta foi possível graças à criação do primeiro modelo de alta resolução para estudar os efeitos climáticos causados por esse fenômeno. Os resultados dos pesquisadores da Universidade de Massachusetts em Amherst, nos EUA, e da Universidade de Anglia do Leste, no Reino Unido, estão descritos na edição deste domingo (16) da revista "Nature Geoscience".

Esses furacões apresentam um "olho" central de baixa pressão e podem provocar fortes ventos e ondas de quase 11 metros de altura, capazes de afundar pequenos navios e cobrir plataformas com um gelo espesso, ameaçando a exploração de petróleo e gás na região. Saiba mais
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