VIDEO - Arqueologia Biblica

SERMÃO DO JOIO E DO TRIGO



 
Texto bíblico: Mt 13. 24-30

Introdução:

Talvez esta parábola, de todo o Novo Testamento, seja a que padeça mais de interpretações distorcidas e aplicações erradas. Isto acontece porque temos sido extremamente taxativos, arbitrários e algumas vezes reticentes em nossa hermenêutica. Ou seja: o que é a nosso favor tem sempre algum versículo bíblico para nos amparar; o que é contra nós, no entanto, dizemos não ter amparo bíblico.
Este comportamento que a maioria tem em relação aos textos bíblicos vem nos distanciando de verdades absolutamente indispensáveis ao viver cristão. Um exemplo clássico disso é a interpretação que até aqui tem sido feita sobre a parábola do trigo e do joio, que vem sendo normatizada por uma visão extremamente estreita, preconceituosa e anacrônica da hermenêutica bíblica. Por isso faço aqui algumas ponderações sobre esta parábola:

Em primeiro lugar, a parábola do joio e do trigo não deve ser utilizada para enquadrar o comportamento de qualquer irmão ou seguimento evangélico que achamos descaracterizados, porque, em tese e até que se prove o contrário – neste caso particular, só Deus pode julgar – todos nós podemos ser joio ou trigo; ninguém sabe: só Deus.
Em segundo lugar, a parábola não deve ser interpretada como se o “joio” representasse o “não convertido” e o trigo “o crente fiel e verdadeiro”; isto porque o objetivo da parábola não é dividir a igreja ou a sociedade humana em dois grupos: bons e maus, mas, sim, advertir a todos os homens em todas as épocas, que ninguém deve estabelecer juízo de valor sobre ninguém de forma definitiva, conclusiva e absoluta a partir de algo tão-somente aparente ou julgar a subjetividade de quem quer que seja, pois isto não é da alçada humana. À luz do ensino de Jesus, só Deus pode julgar tal situação e isto acontecerá efetivamente na consumação de todas as coisas.

Com estas palavras introdutórias, observamos nada menos que cinco advertências vigorosas feitas por Jesus aos que ousam julgar alguém de forma vulgar, preconceituosa, mutiladora e, na maioria das vezes, definitiva.
        
1 – A primeira advertência de Jesus feita através da parábola do trigo e do joio é que sempre há um poder hostil no mundo querendo destruir a boa semente. A experiência nos diz que ambas as influências atuam sobre nossa vida: à que ajuda a semente da Palavra de Deus a crescer e dar fruto e a que trata de destruir a boa semente antes que possa produzir algum fruto. A lição que nos dá a vida é que sempre devemos estar atentos.

2 – Em segundo lugar, a parábola nos adverte que ninguém sabe quem está no reino de Deus e quem não está. Um homem pode parecer bom, mas ser mau. O outro pode parecer mal quando na realidade é bom. Pode ser – e o é de fato – que nos apressemos em demasia a classificar alguém e etiquetá-lo como bom ou mau, sem levar em conta todos os fatos ligados a ele, por total falta de conhecimento.

3 – Em terceiro lugar, a parábola nos admoesta a não sermos apressados em nossos juízos. Se os semeadores atuassem por conta própria arrancando o joio o resultado funesto seria que o trigo sairia com ele. O juízo devia esperar até a época da colheita. No final, ninguém será julgado por um ato ou uma fase particular de sua vida, senão por sua vida inteira. O juízo só pode ser estabelecido no final de todas as coisas. Isto porque alguém pode cometer um erro grave e redimir-se e, pela graça de Deus, expiar o pecado convertendo todo o resto de sua vida em algo formoso. Alguém pode viver uma vida honrada e, ao final, arruiná-la com uma queda repentina no pecado. Ninguém que veja uma só parte de algo, pode julgar a totalidade, e ninguém que só conhece uma parte da vida de alguém pode julgá-lo totalmente.

4 – Em quarto lugar, a parábola nos adverte que o juízo chega no final. O juízo não se apressa, mas chega. No final a separação de maus e bons acontece. Pode ser que do ponto de vista humano pareça que um determinado homem escape das conseqüências de seus atos, mas há uma vida futura. Pode ser que do ponto de vista humano pareça que a bondade nunca é recompensada, mas há um mundo novo que corrige a justiça do velho.

5 – Em quinto e último lugar, a parábola nos adverte que a única pessoa que tem direito de julgar é Deus. Deus é o único que pode discernir entre o bem e o mal. Deus é o único que vê o homem por inteiro. Deus é o único que pode julgar. De maneira que, em última instância, nesta parábola há dois elementos: uma advertência para que não julguemos quem quer que seja, e a segurança de que, no final, o juízo de Deus há de se manifestar.


Conclusão:

A razão da advertência de Jesus contida na parábola em tela tem as suas razões pertinentes, a saber: a) nenhum ser humano é bom o suficiente para julgar outro ser humano; b) ninguém pode lançar juízo temerário, absoluto, aleatório e final sobre quem quer que seja, porquanto não sabemos o que realmente está no coração da pessoa que julgamos e c) é quase sempre impossível julgar alguém de maneira absolutamente imparcial.
Julgamento humano à parte, o texto assevera que só Deus pode julgar o homem, pelo fato de que só Ele tem o poder de sondar (virar do avesso) o coração do homem (Sl 139).
POSTADO POR: HIPOLITO CESAR

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