Bullying: o perfil da vítima

No âmbito da minha dissertação de licenciatura em Sociologia no ano de 2007 foi realizada uma investigação sob o título "Bullying: o perfil da vítima". Nesse sentido, foi criado este site tendo em vista deixar algumas informações relevantes a todos aqueles que procuram dados dentro da temática do bullying escolar. 


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 O que é o bullying?

 

O bullying é um tipo de violência que se caracteriza por ser intencional, continua e de carácter físico, social e/ou psicológico sobre um ou mais indivíduos.

A primeira pessoa a estudar o bullying foi o Professor Dan Olweus, da Universidade de Bergen (1978 a 1993), na Noruega. 

 O bullying ocorre em qualquer lugar, data e hora. O bullying surge a partir do momento em que alguns alunos (no caso do bullying escolar) aquirem certo tipo de poder sobre outros e caracteriza-se pela adopção, para com os seus colegas, de atitudes agressivas sem motivo aparente. Qualquer pessoa pode ser vítima ou praticar bullying.

Segundo alguns investigadores os casos de bullying não se resumem a conflitos acidentais mas a situações de carácter contínuo, que geram consequências a vários níveis tanto para a vítima quanto para a comunidade escolar pelo clima de insegurança (eu posso ser o “próximo”). Mas há também tendência a registarem-se quebras no rendimento escolar.

O bullying é uma disciplina da violência e, dentro desta, vale tudo, sendo cada vez mais comum os alunos mais velhos e com maior popularidade intimidarem os mais novos, uma vez que estes são, à partida, vítimas fáceis: não são tão populares nem física e psicologicamente tão resistentes.

Porém, o bullying não ocorre unicamente nas escolas, actuando em todos os locais onde as pessoas interajam, como é o caso do local de trabalho e da Internet [o chamado cyber-bullying], entre outros.

 

As formas de bullying mais comuns são:

 Físico  Social   Psicológico 
 Bater

Empurrar


Roubar


Praxes violentas


Vandalizar e/ou quebrar pertences

 Gozar e contar piadas

Ameaçar e provocar


Contar histórias sobre a vítima


Difamar

Imitar

Humilhar

Assustar

Perseguir

Discriminar e excluir

Chantagear

Assediar

Não falar e ignorar

Dominar

Isolar



Bullying escolar: porque se pratica?


Sendo mais expressivo nas escolas públicas, o bullying atinge também as privadas, sendo o recreio o local onde mais se pratica.

Por vezes o agressor já foi vítima de bullying no passado. Outras vezes, o agressor já foi ou é, vítima de algum tipo de violência (física, social ou psicológica) noutros contextos, como o familiar, por exemplo.

Segundo algumas pesquisas efectuadas sobre o que motiva os alunos a praticar bullying, as conclusões foram as seguintes: conquistar força e poder; tornar-se popular; dissimular o próprio medo ao amedrontar os colegas e mostrar-lhes que é superior… assim como: porque foram acostumados a que todos façam as suas vontades; porque não se sentem bem com as outras crianças; porque se sentem inadequados ao contexto escolar e procuram, por este meio, integrar-se (ao serem temidos);porque, em ambiente familiar, são maltratados e vêem na escola o escape da frustração e revolta reprimidas; porque foram abusados de alguma forma anteriormente; porque os adultos os humilham constantemente.


A vítima de bullying


A vítima de bullying tende a ser alguém aparentemente mais frágil do que o agressor e cujas características, tanto físicas como psicológicas, a distinguem, de algum modo, da massa de alunos.

Regra geral, a vítima de bullying não tem noção de que é vítima, porque não sabe o que é o bullying. Assim sendo, a vítima pensa, simplesmente, que implicam e se metem com ela na escola. Em consequência disto, entra em depressão, perde o apetite (ou ganha um apetite voraz) e anda triste, não sabe bem porquê. Muitas vezes os pais também não compreendem a tristeza do filho ou atribuem-na a outros factores. Afinal a fase do crescimento é sempre um período muito atribulado.

Muitas vezes, os familiares só se apercebem que têm uma vítima de bullying em casa quando encontram marcas de agressão (ou quando notam que estas são constantes), pertences vandalizados e/ou roupa rasgada. Ou então alguém (um outro encarregado de educação, um professor…) os alerta para o facto.

Confrontada, a vítima geralmente tenta disfarçar e negar as evidências (por vezes consegue).


Casos específicos:

Extorção:

 Por vezes o bullying pode registar-se por meio da extorsão: de pertences, roupa, mas também de dinheiro, senhas da cantina, senhas do bar ou uso do telemóvel da vítima. Nestes casos as vítimas tendem a dizer que perderam, que não sabem onde colocaram, que desapareceu… raramente dizendo que “fulano” me tirou. O “pediu emprestado” também é uma desculpa usual por parte da vítima.

Agressão:

Quando o jovem chega a casa a chorar e a dizer que lhe bateram na escola ou lhe chamaram “nomes”, a sua idade costuma ser igual ou inferior a doze anos, uma vez que, após essa idade, a vítima deixa de contar aos adultos e isola-se, tentando contornar a situação sozinha, porque começa a sentir vergonha de estar a ser agredida e gozada.

Também porque, nesta altura, ela já ouviu dizer, frequentemente, por parte dos adultos, que não ligasse, que eram coisas de criança, que não era nada e que já havia passado. Ou seja, a vítima neste período já se apercebeu que os adultos não prestam a devida importância às suas queixas e, por esse motivo, passou a agir sozinha, fechando-se sobre si mesma ou convertendo-se numa vítima/agressor.

 Isolamento:

Não querem brincar com; não falam para a vítima; começar a cochichar e a rir quando a vítima passa; começam a insultar ou a lançar boatos; nas aulas só incluem a vítima no seu grupo quando o professor, vendo o aluno não ser escolhido pra nenhum grupo, o integra dizendo “vais para aquele grupo ali”; etc…

 

Há certas características que influenciam a criança/adolescente a ser vítima de bullying, tais como:

1.  características de personalidade;

2.  ser novo na turma ou na escola;

3.  ter poucos amigos; ser superprotegido pelos pais;

4.  pertencer a grupos diferentes da maioria (religiosos, étnicos, etc);

5.  possuir características físicas que o diferenciem da maioria;

6.  possuir necessidades educativas especiais;

7.  usar roupas desadequadas à sua idade, à “betinho” ou então que não sejam a que a maioria usa;

8.  demonstrar interesses diferentes da maioria (política, religião, etc);

9.  ter problemas de saúde;

10. ser portador de síndrome de down; ser sobredotado;

11. tirar boas notas ou muito más.

 

Por incrível que pareça a muitos, o acompanhamento familiar também pode incrementar a probabilidade da criança/adolescente vir a ser vítima. As outras crianças que gostavam de ter um acompanhamento familiar assim e não tem sentem por vezes ciúmes e tendem a descarregar naqueles que “possuem aquilo que eles gostariam de ter e não podem”.

Uma vez encontradas as características da vítima de bullying, foi possível traçar o seu perfil padrão em três momentos: inicial (antes de começar a ser vítima), durante a vitimação (quando já está a ser vítima de bullying há algum tempo) e depois de ter sido vítima (quando já não é mas já foi). Os três quadros seguintes mostram o perfil padrão da vítima, sendo que cada quadro corresponde a um momento.


_________________________________________________________________

 No quadro seguinte, podemos observar o perfil padrão da vítima inicial e a importância das características, medido em + (muito importante), +/ – (importante) e – (semi-importante).

Característica

Importância

Morar numa zona muito distante da maioria dos colegas e/ou isolada e em meio rural

+

Morar numa zona pobre, com má fama e/ou degradada

+

Ter características físicas que o distinguem da maioria

+

Ser novo na escola ou na turma

+

Andar sempre com a mochila às costas

+

Estar sempre a estudar (ser “marrão”)

+

Ter uns pais sempre presentes e superprotectores

+

Ser intelectual/ sobredotado

+/-

Fazer parte de uma religião, etnia e/ou raça diferente da maioria

+/-

Introversão e/ou timidez

+/-

Possuir necessidades educativas especiais

-

Ter poucos amigos

-

 

          

 No quadro seguinte, é retratado o perfil padrão da vítima durante a vitimização, e a ocorrência das características apontadas, na seguinte escala: + (ocorre frequentemente), +/ – (ocorre) e – (ocorre pouco).


Característica

Ocorrência

Baixa auto-estima

+

Ansiedade, stress, angústia, fobias

+

Depressão

+

Gosto pelo estudo individual

+

Sintomas psicológicos não explicados (tristeza, perturbações no sono, etc)

+

Sintomas físicos não explicados (dores de estômago e de cabeça, indisposição, mal estar, vómitos, sensação de nó na garganta, dificuldades respiratórias, etc)

+

Regressar a casa sem dinheiro, com a roupa rasgada e/ou suja, sem pertences, com nódoas negras, feridas, etc)

+

Isolamento social

+/-

Descida do rendimento escolar, falta de vontade de ir à escola, pedir para o acompanharem à escola, desejar mudar de escola, abandono escolar

+/-

Poucos amigos

+/-

Pedir mais dinheiro ou roubar

+/-

Dar desculpas esfarrapadas quando lhe perguntam o que se passa

+/-

Evitar as aulas de educação física

-

Mudar o trajecto casa – escola – casa

-

Evitar trabalhos de grupo

-

Suicídio

-

 

            

No quadro seguinte, é apresentado o perfil padrão da vítima depois de ter sido vítima, e a ocorrência das características apontadas, na seguinte escala: + (ocorre frequentemente), +/ – (ocorre) e – (ocorre pouco).


Característica

Ocorrência

Depressão

+

Solidão

+

Suicídio

+/-

Individualismo

+/-

Dificuldades de relacionamento afectivo e emocional

+/-

Adopção de comportamentos de risco

+/-

Problemas de socialização

-

Dificuldades de comunicação

-

 

___________________________________________________________________________


Mas nem todos são vítimas. Há basicamente 4 papéis que no bullying podem ser desempenhados: vítima, vítima/agressor, agressor, testemunha.

 

As vítimas são alunos ou grupos de alunos que, aos olhos do agressor, são vistos como alvos fáceis. Assim sendo, são perseguidas por estes, sofrendo, muitas vezes, em silêncio por não disporem de recursos ou coragem para denunciar o agressor. Regra geral, as vítimas não procuram ajuda pela vergonha que sentem por estarem a passar por essa situação e também porque se sentem inseguras e são pouco sociáveis, características agravadas pela baixa auto-estima que possuem. Esta baixa auto-estima em muito se deve ao facto dos adultos não darem a devida importância quando a vítima finalmente admite que foi agredida, uma vez que acham que estas situações são casos normais da infância e adolescência. As vítimas de bullying acabam, assiduamente, por sofrer de depressão, que, em casos mais graves, culmina em suicídio. Há casos documentados e estatísticas anuais nos EUA. Em Portugal temos o “caso Leandro”.

As vítimas/agressores, também conhecidas por vítimas provocativas, são aquelas pessoas, que, cansadas dos constantes maus-tratos, tentam defender-se da agressão retaliando. Estas vítimas/agressores caracterizam-se pelo aumento do nível de agressividade com o avanço do ano lectivo.

Por sua vez, os agressores, são aqueles que perseguem a vítima e primam por tornar a sua vida escolar uma tortura constante. Este tipo de comportamento agressivo para com os pares é algo característico dos indivíduos que apresentam um quociente de emotividade baixo, sendo que este condiciona a empatia (que, no caso do agressor, é mínima). Uma prova do nível baixo de empatia evidenciado pelo agressor é o facto destes indivíduos, na vida adulta, adoptarem comummente comportamentos anti-sociais e/ou violentos, podendo até apresentar um modo de vida delinquente.

Por fim, temos as testemunhas, que, sujeitas a grande pressão, assistem à agressão constante dos seus colegas e se perguntam quando se converterão nos próximos alvos. Os indivíduos nesta situação geralmente sentem-se inseguros e, por isso mesmo, decidem não denunciar os casos que presenciam, uma vez que, se o fizerem, temem ficar sujeitos a represálias por parte do agressor. Muitas vezes, acontece as testemunhas estabelecerem relações de empatia e aproximação com os agressores de modo a sentirem-se protegidas por eles, na tentativa de, assim, evitarem ser as próximas vítimas.

 

A incompreensão é algo que as vítimas sentem habitualmente por parte dos outros. 


As consequências do bullying para a vítima são muitas e destacamos as seguintes:

1. baixa auto-estima,

2. medo,

3. angústia,

4. pesadelos,

5. falta de vontade de ir à escola e rejeição da mesma,

6. ansiedade, dificuldades de relacionamento interpessoal,

7. dificuldade de concentração, diminuição do rendimento escolar,

8. dores de cabeça, dores de estômago e dores não-especificadas,

9. mudanças de humor súbitas,

10. vómitos,

11. urinar na cama,

12. falta de apetite ou apetite voraz,

13. choro,

14. insónias,

15. medo do escuro,

16. ataques de pânico sem motivo,

17. sensação de aperto no coração,

18. aumento do pedido de dinheiro aos pais e familiares,

19. furto de objectos em casa, surgimento de material escolar e pessoal danificado,

20. desaparecimento de material escolar,

21. abuso de álcool e/ou estupefacientes,

22. auto-mutilação,

23. stress,

24. suicídio.


Com o passar do tempo, as vítimas de bullying tanto podem recuperar destes traumas sofridos durante o período escolar, assim como pode ocorrer o processo inverso: desenvolvê-los mais e mais, até entrarem num ponto irreversível, como é o caso do desespero levado ao extremo culminar em suicídio. A superação, ou não, destes traumas passa pelo tipo de família da vítima, assim como pelo meio onde vive, pelas suas relações sociais e pela sua própria personalidade, mas essencialmente pela sua capacidade de resiliência.

Na vida adulta, as vítimas de bullying também manifestam consequências deste período, como sentimentos negativos, seriedade, problemas de relacionamento e até mesmo agressividade. Ou então mania da perseguição: com e sem motivo.

 

Os agressores, longe de não se verem afectados pelas consequências dos seus actos, desenvolvem, ao longo dos anos, várias tendências, que podemos caracterizar como comportamentos de risco dos quais se podem destacar:

1.   consumo de álcool e de estupefacientes; fraco envolvimento escolar e familiar;

2.   absentismo e/ou abandono escolar;

3.  comportamentos que coloquem a sua integridade física em risco e a dos outros, como são o caso da condução com excesso de velocidade ou manobras consideradas perigosas e actividades desportivas de risco;

4.  suicídio .

Para além destas consequências, os agressores tendem, igualmente, a desenvolver comportamentos anti-sociais e a praticar violência doméstica ou bullying no trabalho.

 

As principais consequências do bullying no meio escolar são:

1. ansiedade e medo; níveis elevados de evasão escolar;

2. alta rotatividade do quadro de pessoal; desrespeito pelos professores (e agressões);

3. grande número de faltas por motivos menores;

4. porte de arma por parte dos alunos visando protecção pessoal;

5. acções judiciais contra a escola ou outro responsável (professor, auxiliar de acção educativa, entre outros), assim como contra a família do agressor.

Como se pode constatar, as consequências deste fenómeno no meio escolar não afectam somente os alunos, mas todas as entidades presentes nestes locais, desde os professores até aos encarregados de educação, passando pelos auxiliares de acção educativa e afins.

 


CASOS INTERNACIONAIS de Bullying documentados e famosos:


Iowa, Estados Unidos: o caso de Curtis Taylor

Durante três anos consecutivos, Curtis, foi vítima de bullying, desde as alcunhas trocistas a ser espancado num vestiário, ter a camisa manchada de leite chocolatado e os objectos pessoais vandalizados. Tudo isto acabou por levar este jovem ao suicídio em 21 de Março de 1993. Especialistas em bullying denominam esta reacção de bullycídio.

 Estado Unidos: massacre de Columbine

Algumas vítimas de bullying entraram na escola disparando sobre quem encontrassem, suicidando-se de seguida.

São Paulo, Brasil: tiroteio em Taiúva

Alguns alunos entraram na escola armados e dispararam contra quem encontraram. Passado este episódio, os autores do tiroteio foram interrogados e chegou-se às seguintes conclusões: estes alunos eram vítimas de bullying que, não vendo os responsáveis da escola tomar medidas para combater esta situação, se sentiram injustiçados e decidiram usar a arma como meio de “superar” o poder que os subjugava (o poder dos agressores). No entanto, ao contrário do que inicialmente se especulava, os alvos principais deste tiroteio não eram os agressores, mas as testemunhas, que teriam visto e ignorado o sofrimento das vítimas de bullying, não agindo em sua defesa, embora testemunhando as agressões presenciadas.

 



Como superar o bullying?

A resposta passa pela intervenção eficaz dos pais e da própria instituição de ensino, que deve adoptar, em primeiro lugar, uma política de intolerância face à agressão.

Instituições de ensino

Devem incentivar e apoiar os alunos a denunciar os casos de agressão e disponibilizar material para tal, como fichas de agressão. O que a escola nunca deve fazer é ignorar a existência de bullying, assim como negá-lo, devendo ser, antes de mais, coibidas todas as atitudes agressivas, desde usar apelidos maldosos à agressão física. Uma medida eficaz que as escolas deveriam incutir nos seus conteúdos programáticos seriam acções de formação para professores, funcionários, pais e alunos, onde se procedesse a uma sensibilização para ao fenómeno e se disponibilizassem estratégias para lidar com ele eficazmente. A instituição de ensino deveria, também, incentivar o respeito pela heterogeneidade, não demonstrando atitudes racistas e preconceituosas, uma vez que os alunos tendem a copiar o comportamento dos adultos. Ensinar os alunos a serem responsáveis pelas suas atitudes e promover o diálogo entre todos os indivíduos do meio escolar seriam medidas racionais e eficazes no combate ao bullying.

Encarregados de educação

O acompanhamento do percurso escolar dos jovens é fundamental. O diálogo deve ser incentivado. Ouvir a criança/adolescente é um ponto importante. Outra das regras é não desconsiderar as queixas do jovem, nem diminuir a sua importância, apesar poder só lhe parecer uma simples briga de miúdos.

O acesso a modelos agressivos deve ser também controlado, assim como o desvalorizamento das queixas do educando com um “não te sabes defender?”. Isto apenas origina que o jovem não volte a pedir ajuda… mesmo que a necessite.



Porque continua a haver bullying?

Segundo alguns estudiosos, o facto de as pessoas conhecerem mas optarem por ignorar a existência do bullying, é um dos motivos porque este fenómeno continua a permanecer uma constante.

Ou seja, é feita uma desvalorização do fenómeno por ser considerado algo normal e característico do crescimento do jovem. No entanto, o que antes e em alguns casos assim o é… no caso do bullying não é verdade. O bullying é uma realidade diferente que é a de violência propositada e consciente. Não é uma brincadeira.

Nos casos de conflito de pares as divergências são saudáveis, mas o bullying não é “conflito de pares”. É um par a perseguir outro.

Outras vezes, este fenómeno perpetua-se pelo facto das pessoas lidarem com ele em silêncio: há crianças que tentam ignorar e esconder o problema. Por vezes isto é proporcionado pela falta de sensibilidade que os adultos demonstraram em outras situações e a criança assume que irão reagir da mesma forma com ela, pelo que opta pelo silêncio.

 

Conclusão:

Após este trabalho posso concluir que o bullying é uma constante nas nossas escolas e que, apesar do fenómeno ser conhecido e quase todos saberem o que é e que ele existe, é dificilmente admitida a sua existência naquele espaço em concreto, apesar de todos saberem que existe. O bullying tende a ser considerado um fenómeno a esconder, pois admitir a sua existência é um acto de coragem. As vítimas continuam a permanecer na escuridão, escondidas do mundo, enquanto os agressores são acompanhados e auxiliados a superar este problema.



 

(na web inicialmente desde 10 de Fevereiro de 2008 e aqui desde 22 de Abril de 2009)





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