Resumos de A - F

ABREU, Daniela Gonçalves de

Tratamento de resíduos como ferramenta para a promoção da educação ambiental no ensino de química. Ribeirão Preto, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, USP, 2003. 120p.  Tese de Doutorado. (Orientador: Yassuko Iamamoto).

RESUMO: Atualmente, em que vários segmentos da sociedade vêm cada vez mais se preocupando com a questão ambiental, a Universidade não pode mais ignorar sua posição de geradora de resíduos, pois isto não esta de acordo com o papel que a própria universidade desempenha quando avalia e geralmente censura o impacto causado por outras unidades geradoras de resíduo fora de seus limites físicos. Desta forma, o objetivo inicial deste trabalho foi realizar o inventário dos resíduos químicos gerados nos laboratórios de ensino e pesquisa, de forma a contribuir com a elaboração do Projeto para o Tratamento de Resíduos Químicos do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto/USP. A inclusão de propostas de educação ambiental em algumas disciplinas do curso de graduação em Química foi pretendida, por representar um requisito importante para o gerenciamento de resíduos. A relação horas/aula da disciplina de Química Analítica Qualitativa (QAQ) foi reduzida, passando de 8h/semana em 1990 para somente 6h/semana em 1999. Assim, objetivou-se a reformulação do programa da disciplina, de forma a eliminar "excessos e repetições"; assegurando a compreensão dos fundamentos teóricos envolvidos, por meio da análise criteriosa do conteúdo, tradicionalmente trabalhado nesta disciplina [Baccan et al., 1994; Vogel, 1981]. Dentro de uma proposta de educação ambiental, a disciplina abordou o tratamento de resíduos para desenvolver nos alunos a consciência da preservação ambiental. Adicionalmente, pretendeu-se também a estruturação de uma outra disciplina de graduação sobre Tratamento de Resíduos Químicos, de caráter multidisciplinar, oferecida para alunos do 6o ou 8o semestre, do curso de Química. O objetivo desta disciplina era tornar o estudante capaz de tomar decisões sobre o gerenciamento de resíduos, como adotar procedimentos viáveis para a disposição final dos resíduos e tratar os resíduos químicos mais comuns existentes nos laboratórios de ensino. O aluno deveria aplicar seus conhecimentos químicos prévio, desenvolvidos durante o curso de graduação, na resolução de problemas reais. Além da qualificação técnica, esta disciplina pôde promover a atitude ética e responsabilidade ambiental, contribuindo para melhorar o perfil do futuro químico, como profissional e cidadão.

 

 

AGUIAR, Luiz Edmundo Vargas

A pesquisa e a experimentação como instrumentos de motivação no ensino e aprendizagem de ciências. Rio de Janeiro, Instituto Oswaldo Cruz, FIOCRUZ, 1998. 98p. Tese de Doutorado. (Orientadora: Tânia Cremonini de Araújo-Jorge).

RESUMO: A atividade docente, por mais bela ou nobre que possa ser, se não atualizada e repensada crítica e permanentemente, ao invés de transformadora, pode transformar-se em algo repetitivo e desmotivante. Deixa então de cumprir seu principal papel social que é fornecer elementos para a formação de indivíduos livres através da construção do conhecimento. Identificamos a necessidade de conjugar ensino e pesquisa como a única forma de estabelecer um real compromisso com um ensino de qualidade. Mostramos aqui como a pesquisa básica influenciou as atividades docentes desenvolvidas a partir daí. Descrevemos primeiramente os estudos com bactérias redutoras de sulfato (BRS) que levaram a um método eletroquímico para sua quantificação. Mostramos que medidas de potencial de prata pode se correlacionar com a concentração de sulfeto (produtos metabólicos), e sua direta relação com o número de BRS presentes em processo de biocorrosão. Relatamos, então, experiências docentes conseqüentes à integração pesquisa-ensino. Ao procurarmos identificar a imagem comparativa que estudantes têm dos professores e dos cientistas, verificamos que, assim como os cientistas, os professores de ciências também são vistos de forma estereotipada, ainda que de modo menos negativo que seus colegas de disciplinas de formação geral, que são por vezes depreciados. As aulas em laboratório foram identificadas como mais interessantes e motivadoras que o simples cuspe e o giz. Buscamos, então, testar e introduzir diferentes instrumentos de motivação na prática docente. No projeto “Química e Arte”, com técnicas controladas de processos oxidativos de diversos metais, os alunos obtiveram imagens sobre telas sem utilização de tintas, através dos produtos de corrosão formados. Incluiremos essa abordagem no ensino de físico-química e corrosão. Para o estudo de Biologia Celular, demonstramos a importância da utilização de microscópios para a introdução às células, o que pode ser complementado com o uso de livros didáticos. Por fim, elaboramos, para um museu de ciências, um modelo gigante de célula, interativo, e vários experimentos associados ao uso de microscópios e de modelagens, visando a compreensão da estrutura e funcionamento dos compartimentos celulares. Concluímos que a consciência para socializar o conhecimento pode se concretizar em diferentes iniciativas. Nosso trabalho contribui para a tomada de posição no sentido de avançar no processo de popularização científica, e aponta o impacto dessa nova qualidade de atividade docente, motivada e alimentada pela pesquisa científica.

 

AIRES, Joanez Aparecida

História da Disciplina Escolar Química: o caso de uma instituição de ensino secundário de Santa Catarina 1909 - 1942. Universidade Federal de Santa Catarina - Educação Cientifica E Tecnológica. 2006. 253p. Tese de Doutorado. (Orientador: Carlos Alberto Marques).

RESUMO: Neste trabalho apresento uma pesquisa sobre a história da disciplina escolar Química numa instituição de ensino secundário catarinense no período de 1909 a 1942. O objetivo é compreender como foi sendo construída esta disciplina, quais os fatores que influenciaram essa construção e, a partir deste estudo, num lócus específico, estabelecer relações com a construção social dessa disciplina no Brasil naquele período. A metodologia empregada foi a da pesquisa histórica, tendo como pressuposto a compreensão ampliada da noção de documento. As fontes analisadas foram livros didáticos e artigos escritos pelos padres/professores, relatórios do Ginásio, jornais de circulação da época, documentos oficiais, bem como foram realizadas entrevistas com ex-alunos que estudaram no Ginásio naquele período. A fundamentação teórica a partir da qual esta pesquisa foi estruturada baseia-se nos estudos sobre História das Disciplinas Escolares (HDE), especialmente nos trabalhos de Ivor Goodson. Algumas das contribuições desta pesquisa consistem em fazer emergir questões pouco exploradas na historiografia da Educação brasileira, como a mudança ocorrida na formação dos jesuítas no final do século XIX, a qual se refletiu na construção das disciplinas da área das Ciências Físicas e Biológicas no período anterior à década de cinqüenta do século XX, na região sul do Brasil. No entanto, a questão fundamental que perpassa todo este trabalho consiste na discussão sobre a relação entre os objetivos do ensino secundário propostos no currículo oficial e a pouca relevância social que caracterizava (ou ainda caracteriza) a disciplina escolar Química no currículo real do ensino secundário brasileiro.

 

ALBUQUERQUE, Rejane Azambuja Medeiros de

Investigando as Concepções de Avaliação dos Professores Egressos do Instituto de Química da PUC-RS. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Educação. 1998. 207p. Tese de Mestrado. (Orientador: Roque Moraes).

RESUMO: O objetivo desta pesquisa foi investigar as concepções de avaliação de professores de Química, atuantes no ensino médio, em Porto Alegre, egressos do Instituto de Química da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Esta pesquisa foi realizada durante os anos de 1997/1998 e envolveu dez ex-alunos do IQ-PUCRS, todos atuantes em escolas de Porto Alegre. Para coleta das informações foram usadas entrevistas individuais, seguidas de um encontro geral no qual se fez um debate e uma reflexão sobre avaliação. Os dados foram submetidos a um procedimento de análise com subsídios teóricos da análise de conteúdo. As categorias emergentes desta análise foram: finalidade da avaliação; avaliação e as relações de poder e vivência do professor. Os resultados da pesquisa apontam para a necessidade de reformular o curso de licenciatura e oportunizar aos professores em formação, maior contato com a escola e com as situações específicas de sala de aula. A pesquisa não esgota as possibilidades de compreensão e análise do tema proposto, mas serviu para contribuir de alguma forma para solução de problemas e distorções presentes no processo de avaliação, com os quais os professores se defrontam no dia-a-dia de sua prática profissional.

 

ALENCASTRO, Paulo Roberto de

Representações dos discentes do curso de Licenciatura Plena em Química da UFMT, sobre a sua formação profissional.  Cuiabá, Instituto de Educação, UFMT, 2003. 118p.  Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Mauricéa Nunes).

RESUMO: O tema "formação de professores" encontra-se muito atual, até mesmo devido às discussões sobre os cursos de licenciaturas desencadeadas em todo o país. Sabe-se que a formação de professores é extremamente importante para um ensino de qualidade, desde que esta formação seja produtora de saber e formadora de cidadãos críticos capazes de avaliar de forma reflexiva as situações de ensino e aprendizagem as quais poderão estar submetidos. Desta forma, este trabalho se propôs a pesquisar as representações dos licenciandos do Curso de Licenciatura Plena em Química da UFMT, sobre a sua formação profissional. A amostra selecionada, seguindo o objetivo da pesquisa, foi então representada pelos licenciandos que estavam cursando a disciplina de Prática de Ensino de Química III - Estágio supervisionado, por ser esta a última disciplina didático-pedagógica do Curso. Os dados, coletados através de um questionário com perguntas abertas, procurou conhecer e construir o perfil destes licenciandos e as representações em relação ao curso. Buscou-se também pesquisar os conhecimentos inerentes à formação do professor e questões especificas à sua formação. Os relatos das representações destes licenciandos foram analisados qualitativamente. Como resultado, verificamos que, em parte, falta-lhes conhecimentos suficientes para desenvolverem suas atividades profissionais, mas acreditam na formação continuada para suprir estas deficiências. Manifestaram-se também, sobre questões referentes a profissão professor e concepções de metodologias pedagógicas, ao qual apresentaram particularidades com pedagogias discutidas por diversos autores que seguem tendências moderna de educação, professor qualitativo, pesquisador,etc.

 

ALHEIDA, Miriam e Souza de

A construção do ser professor através de narrativas de professores de Química. Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, Juiz de Fora, MG, 1998. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Maria Teresa de Assunção Freitas).

RESUMO: Partindo da compreensão de que o curso de licenciatura em Química é por excelência o locus formador do professor de química, o presente trabalho objetiva analisar a contribuição dada pelo referido curso para a construção de ser professor, ou seja, para o desenvolvimento das concepções que esse profissional tem a respeito do seu fazer específico e que vão estar delineando sua postura pedagógica. Dessa forma, a análise não privilegia o curso em si; o foco foi ajustado para as percepções que os professores têm sobre o processo formador que experienciaram e que foram sendo reelaboradas no decorrer da prática. A pesquisa dá voz a quatro professores atuantes na cidade de Juiz de Fora, MG. Foram escolhidos professores com práticas variadas, que trabalham em realidades distintas com os quais foram realizadas entrevistas não estruturadas. A metodologia  adotada foi a história de vida com um recorte no percurso de formação profissional, entendido como um processo contínuo que começo com  a opção pelo curso de Química e que se prolongou com a prática profissional. A  partir da evocação de suas lembranças sobre o curso superior e de seus percursos profissionais, foi sendo traçado um perfil do curso de Licenciatura em química. Percebeu-se que esse curso não se organiza e não se estrutura de forma a preparar profissionais para o fazer pedagógico. Ao mesmo tempo em que vai delineando o perfil do curso de professores de química, o trabalho vai revelando as contribuições da abordagem histórico cultural do conhecimento, através de Lev S. Vygotsky e de Mikhail Bakhtin. Através desse referencial teórico, o trabalho propõe a restruturação dos cursos de licenciatura em Química a fim de que seja favorecida a construção de um “professor interativo” baseada na proposição do professor reflexivo de Schön.

 

 

ALMEIDA, Maria Angela Vasconcelos de

A nova didática das ciências e o saber docente dos professores de química. Universidade Federal de Pernambuco – Educação. 2006. 291p. Tese de Doutorado. (Orientadora: Heloísa Flora Brasil Nóbrega Bastos).

RESUMO: Esta tese busca compreender como dois grupos de professores de química de escolas públicas do Estado de Pernambuco constroem e reconstroem os seus saberes, ao participarem de processos distintos de formação continuada, visando à implementação de inovações curriculares. O trabalho foi baseado na contribuição de diversos autores, sendo os mais utilizados Tardif, Porlán, Rivero e Cachapuz. Os professores foram capacitados através de um conjunto de reuniões de estudo, nas quais foram discutidas as bases teóricas da Nova Didática das Ciências. A coleta de dados consistiu de entrevista semi-estruturada, gravação e filmagem das salas de aula. As entrevistas semi-estruturadas foram analisadas qualitativamente, com o objetivo de identificar as origens dos saberes docentes baseados na história de vida e nas oportunidades de formação inicial e continuada. Além disso, foram analisados como estão estruturados esses saberes através da didática praticada pelos professores com os alunos. Os resultados indicam que as professoras do grupo G1, que não completaram o processo de formação continuada, baseado na Nova Didática das Ciências, pelo qual passaram os professores do grupo G2, mantiveram discurso identificado com os modelos de ensino técnico e/ou tradicional. Os professores do grupo G2, que tiveram a oportunidade de vivenciar modelo de ensino por investigação, apresentaram uma compreensão sobre conceitos fundamentais como: interdisciplinaridade, ensino por competência, contextualização e currículo. As análises das salas de aula de uma professora do grupo G1 e um professor do grupo G2 mostraram diferenças em relação à metodologia do processo ensino-aprendizagem. A professora do grupo G1 manteve, praticamente, o mesmo modelo de ensino ao qual foi exposta, enquanto o professor do grupo G2 apresentou mudanças significativas, conduzindo sua sala de aula por meio de abordagem comunicativa na qual predominou a dimensão interativa/dialógica, trabalhando atividades teóricas e práticas de forma articulada e utilizando os níveis fenomenológico, teórico e representacional indispensáveis ao ensino de química. Em conclusão, os estudos mostraram que a aplicação do modelo de ensino por investigação possibilita mudanças nos saberes docentes, favorecendo a motivação e a aprendizagem dos alunos.

 

 

 

ALMEIDA, Rochane Villarim de

O ensino de Química em escolas públicas da cidade de Campina Grande - PB. João Pessoa, Centro de Educação, UFPB, 2001. 151p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Wojciech Kuleza).

RESUMO: Este estudo analisa a situação do ensino de Química na cidade de Campina Grande-PB. A pesquisa foi realizada com o objetivo de investigar a visão teórica que norteia a prática docente, bem como os mecanismos dos processos por meio dos quais se desenvolve quotidianamente o ensino de Química em 19 escolas públicas estaduais da área-alvo da pesquisa. O instrumento empregado para a coleta de dados junto aos professores foi o questionário. Como fundamento teórico, apresenta-se o desenvolvimento histórico da Química, destacando a problemática do ensino de Química e a sua relação com a formação do cidadão, bem como a origem do ensino de Química na escola pública do estado da Paraíba. Enfatiza-se, ainda, a formação dos professores de Química em Campina Grande-PB, realçando o perfil profissional, as competências, atitudes e habilidades dos formados nesta área. Conclui-se que o ensino da Química ministrado na Cidade de Campina Grande tem como aspecto positivo a qualificação dos seus professores, pois a grande maioria possui formação de Licenciatura em Química e como aspecto negativo a carência de laboratórios nas escolas.

 

ALMEIDA, Valteni Nunes de

O ensino de química com enfoque ciência, tecnologia e sociedade na educação de jovens e adultos. Universidade Luterana do Brasil - Ensino de Ciências e Matemática. 2008. 137p. Tese de Mestrado. (Orientador: Tales Leandro Costa Martins).

RESUMO: Percebe-se que a humanidade se vê cada vez mais influenciada pela Ciência e pela Tecnologia neste século e totalmente dependente de ambas. A Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) caracterizam-se por uma organização conceitual com uma preocupação em temas sociais. A busca de um ensino mais reflexivo e contextualizado está em sintonia com esse enfoque que persegue também os objetivos desta pesquisa: formar cidadãos críticos, capazes de interagir com a sociedade. A pesquisa foi fundamentada na abordagem qualitativa usando a técnica da análise de conteúdos, criando-se assim categorias dentro da análise. Quanto ao enfoque CTS foram usadas as modalidades enxerto CTS e a Ciência vista por meio CTS, sendo que nestas modalidades o Ensino abre discussões e questionamentos do que seja Ciência e Tecnologia e os conteúdos desenvolvidos são ministrados de forma trans e interdisciplinar dentro do contexto educacional. A presente pesquisa foi desenvolvida em duas etapas: a primeira etapa em uma Escola Estadual do município de Canoas/RS, com uma turma de 18 alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a segunda etapa com um grupo de 133 alunos da Modalidade EJA. As atividades desenvolvidas no contexto da EJA possibilitaram um ensino diferenciado com esta modalidade, permitindo a construção do conhecimento do aluno em um processo ativo de aprendizagem e oportunizando a alfabetização científica proposta pelo enfoque CTS. Os resultados na primeira etapa, com relação aos temas Ciências, Tecnologias e suas relações com a Sociedade, foram interpretados e representados por categorias a partir das análises dos textos. Na segunda etapa foi realizado um levantamento do perfil dos estudantes da modalidade EJA, quanto aos seus interesses, graus de informações, atitudes, visões e conhecimento sobre Ciência, Tecnologia e Sociedade e comparado com os resultados da turma EJA, a qual foi desenvolvida a presente pesquisa. Na Turma EJA, objeto da pesquisa, pode-se concluir que houve alteração quanto ao modo que os alunos entendem as relações CTS. O Ensino contribuiu para o desenvolvimento do pensamento crítico na formação do indivíduo, valorizando a cidadania dos alunos e proporcionando uma nova leitura do mundo com implicações da Ciência e da Tecnologia.

 

ALTARUGIO, Maisa Helena

"Este curso não se adapta à minha realidade" - Os conflitos de um grupo de professores de química em formação continuada. Universidade de São Paulo - Ensino de Ciências (modalidade física e química). 2002. 144p. Tese de Mestrado. (Orientadores: Adelaide Faljoni Alario; Leny Magalhães Mrech).

RESUMO: Este estudo investiga os conflitos que um grupo de professores de Química em formação continuada apresentam quando confrontam a proposta do curso de capacitação com a realidade escolar na qual se encontram inseridos. As exigências para a formação do aluno embutidas na legislação atual na forma da LDBEM e dos PCNEM, resultado da última reforma educacional, refletem na formação do professor, que se vê compelido a buscar nos cursos de capacitação o conhecimento que supôe resolver os problemas complexos da sala de aula. Por meio de questionários e entrevistas com um grupo de professores de Química, identificamos os elementos que contribuíram para a construção de um novo saber a respeito de seus papéis como professores bem como o papel da Química no contexto de uma educação para a realidade. A realidade, considerada como única e universal pelo senso comum e para a qual todos os indivíduos de uma sociedade devem ser preparados, por meio de escola, confronta-se com uma visão de realidade e de real que é singular de cada professor. A partir daí, o papel do professor e do ensino da Química são assumidos na direção do preenchimento das supostas necessidades dos alunos. Os meios pelos quais a Pedagogia e a Psicologia pretendem capturar os sujeitos, controlar a aprendizagem e garantir resulatdos são questionados pela Psicanálise. Nesse sentido, os conceitos psicanalíticos, particularmente a noção de real, contribui para uma reflexão do ato educativo, apontando as limitações e as impossibilidades de uma educação nesse contexto.

 

ALVIM, Terezinha Ribeiro

Perspectivas para o ensino de química analítica qualitativa. Campinas, Instituto de Química, UNICAMP, 2005. 80p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: João Carlos de Andrade).

RESUMO: No meio acadêmico brasileiro convive-se com opiniões favoráveis e contrárias à manutenção da Química Analítica Qualitativa clássica nos currículos dos cursos superiores de Química, mas nenhuma posição é claramente assumida por qualquer grupo de pesquisadores ou de professores. Para se ter uma idéia concreta da situação, fez-se uma ampla consulta às Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras, constatando-se que a tradicional análise de cátions e ânions ainda é ensinada como conteúdo da Química Analítica na maioria delas. Pretende-se mostrar que o ensino da análise qualitativa clássica pode desempenhar um importante papel no desenvolvimento das habilidades técnicas dos estudantes, além de induzir neles uma atitude científica e desenvolver o raciocínio analítico. Pelo seu conteúdo, pode-se afirmar que os conhecimentos da Química Analítica Qualitativa Inorgânica Clássica possuem valores práticos reais, sendo importantes para a formação do químico e para a área de Química Analítica. Para complementar e mostrar a importância desse trabalho, fez-se uma busca intensiva nos métodos oficiais de análise publicados pela AOAC International, pela ASTM e pela Royal Society of Chemistry, onde foram identificados vários procedimentos que aplicam os princípios químicos e físicos dos testes qualitativos geralmente estudados nos laboratórios de ensino. Acredita-se que o docente pode despertar nos estudantes um maior interesse pela matéria ao enfatizar seus objetivos pedagógicos e os inúmeros usos práticos reais dos conhecimentos acadêmicos ensinados na disciplina de Química Analítica Qualitativa.

 

 

AMARAL, Edenia Maria Ribeiro do

Perfil conceitual para a segunda lei da termodinâmica aplicada as transformações químicas: a dinâmica discursiva em uma sala de aula de Química do Ensino Médio. Universidade Federal de Minas Gerais – Educação. 2004. 220p. Tese de Doutorado. (Orientador: Eduardo Fleury Mortimer).

RESUMO: O trabalho de tese teve como objetivo propor um perfil conceitual relativo à compreensão da segunda lei da termodinâmica, aplicada às transformações físico-químicas, focando os conceitos de entropia e espontaneidade. E ainda, utilizar esse perfil para analisar as relações entre aspectos epistemológicos e discursivos no processo de ensino-aprendizagem desses conceitos na sala de aula. Com essa perspectiva, alguns fundamentos teóricos da noção de perfil conceitual foram discutidos tomando por base: a proposição inicial feita por Mortimer (1995, 2000) para a noção de perfil conceitual e os seus trabalhos mais recentes (Mortimer, 2001), nos quais é sugerida a relação entre formas de pensar e modos de falar a partir do perfil conceitual. Um perfil conceitual relativo à compreensão sobre entropia e espontaneidade foi proposto a partir de idéias da história da ciência, da literatura em educação em ciências e da sala de aula. A utilização de diversas fontes teve como objetivo propor uma gênese para os conceitos, considerando aspectos do método genético ou de desenvolvimento proposto por Vygotsky (apud Wertsch, 1985). Dessa forma, foram buscadas idéias relativas a diferentes domínios genéticos ? sociocultural, ontogenético e microgenético ? a partir dos quais os conceitos podem ser visualizados como parte de um processo e não como produtos acabados. A utilização do perfil conceitual para análise da dinâmica discursiva em sala de aula foi feita considerando os aspectos epistemológicos, estudados a partir das zonas do perfil conceitual, e os aspectos discursivos, analisados a partir de uma estrutura proposta por Mortimer e Scott (2002, 2003). A situação de ensino analisada se refere a aulas de termoquímica de uma turma 2º. ano do ensino médio (16-17 anos), do Colégio Técnico da UFMG (Coltec). O perfil conceitual se mostrou como um instrumento eficiente para a estruturação do discurso em sala de aula, relacionando os seus aspectos epistemológicos e discursivos.

 

AMAURO, Nicéa Quintino Amauro

Caracterização do nível de compreensão do conhecimento químico solicitado dos alunos egressos do ensino médio brasileiro. Universidade de São Paulo (físico-química). 2004. 175p. Tese de Doutorado. (Orientador: Antonio Aprigio da Silva Curvelo).

RESUMO: Este trabalho teve como objetivo identificar e caracterizar o nível de compreensão do conhecimento químico exigido dos alunos egressos do ensino médio brasileiro, para tanto se analisa as questões que solicitam conhecimentos de Química do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e as provas de Química da Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST), da Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (VUNESP) e da Comissão Permanente para o Vestibular e Programas Educacionais da UNICAMP (COMVEST). Os concursos vestibulares e o ENEM têm atraído a atenção de pesquisadores do campo educacional que utilizam os dados gerados da análise para o diagnóstico do ensino médio. A opção de analisar as provas de Química dos concursos vestibulares para o ingresso nas Universidades Públicas Paulistas e do ENEM se justifica por serem estes exames instrumentos de verificação de resultado do sistema de ensino básico brasileiro, principalmente do sistema de ensino médio. A análise desenvolvida neste estudo contempla três itens: os conteúdos das provas de Química, os conhecimentos, as capacidades e as habilidades intelectuais exigidas na resolução das questões e a adequação das questões aos princípios pedagógicos da educação básica, contextualização e de interdisciplinaridade. O estudo revelou que os exames analisados solicitam compreensão do conhecimento químico em diferentes níveis. O ENEM solicita uma compreensão generalista dos conhecimentos químicos contextualizados pela utilização de fatos do cotidiano. A COMVEST solicita o entendimento de aspectos gerais do conteúdo da disciplina Química. A FUVEST busca verificar se o candidato possui compreensão mais detalhada dos conhecimentos químicos. A VUNESP, por sua vez, procura avaliar se o candidato compreende as leis, as fórmulas e o comportamento específico da matéria em reação.

 

ANDRADE, Joana de Jesus de

Na Linguagem Química a Produção de Conhecimentos e a Constituição de Subjetividades no Espaço Escolar. UNIJUÍ. 2003. 248p. Tese de Doutorado. (Orientador: Otavio Aloisio Maldaner).

RESUMO: Meu objetivo, neste trabalho, é entender um pouco mais sobre a constituição pessoal/profissional e a produção de conhecimento através das dinâmicas interativas de um grupo de professores preocupados com a sua prática em sala de aula. Primeiramente teço algumas considerações acerca da construção da Ciência Química com o intuito de relacionar o aspecto de produção social de conhecimento com a produção do conhecimento escolar. Estudando algumas das principais teorias da educação enfatizo a relevância da abordagem histórico-cultural como eixo norteador para o entendimento das aprendizagens e desenvolvimentos produzidos nas interações e nas reuniões de estudo de um grupo de professores. Com base no referencial teórico vigotskiano, faço análises dos movimentos discursivos de uma das professoras de Química de um grupo de estudos e pesquisa. O primeiro momento acontece no grupo de estudos que se reúne numa escola estadual e é formado por professoras da escola e pesquisadores de uma universidade. O esforço do grupo é a formação continuada através do redimensionamento do currículo de Química e das análises de aulas de Química modificadas pelo estudo. O segundo momento é o acompanhamento de uma das professoras em sala de aula com uma turma do 2º ano do Ensino Médio trabalhando com o conteúdo compostos inorgânicos. A partir das considerações históricas de produção de conhecimentos e das análises dos movimentos discursivos busco teorizar entendimentos sobre o processo descrito. Analiso as interações produzidas entre as pessoas, mediadas pela linguagem, destaco a constituição (coletiva) da subjetividade, o trabalho docente e a produção do conhecimento, entrelaçando-se na construção da Ciência Química Escolar.

 

ANDRADE, Lúcia Machado de

Uso de termos personificadores por professores de química: uma análise qualitativa. Universidade de São Paulo - Ensino de Ciências (modalidades física, química e biologia). 2006. 177p. Tese de Doutorado. (Orientadora: Carmen Fernandez).

RESUMO: O propósito deste estudo foi investigar o uso de termos personificadores por professores de química do ensino médio, dando ênfase ao tipo de uso – consciente ou inconsciente, à ocorrência de cada tipo – animismo e antropomorfismo (literal, metafórico e teleológico), aos motivos e contextos que acarretariam no seu uso e às concepções dos professores em relação à sua influência no processo de ensino-aprendizagem. O trabalho está estruturado em duas partes: na primeira, foram analisadas quinze encomendas de simulações computacionais elaboradas por um total de trinta e seis professores participantes do projeto LabVirt da Escola do Futuro da USP. Na segunda parte do trabalho, os termos personificadores detectados nas encomendas dessas simulações serviram de subsídio para a elaboração de um conjunto de tarefas e entrevistas (estruturada e semi-estruturada) que foram utilizadas para a análise de outro grupo de seis professores. A partir dos dados desta pesquisa, pode-se dizer que o uso de termos personificadores é uma prática comum dos professores investigados, embora isso ocorra de forma inconsciente. Esse uso aparece indistintamente entre professores com diferentes perfis acadêmicos e experiência docente. A recorrência ao uso desses termos está relacionada à abstração do conceito químico trabalhado em sala por estes professores. Eles consideram, ainda, que o uso desses termos auxilia no processo de ensino-aprendizagem de seus alunos. O antropomorfismo metafórico é o tipo mais freqüentemente utilizado. Além disso, os termos personificadores mostraram-se eficientes instrumentos de análise para inferir sobre os possíveis modelos mentais dos professores em relação a alguns conceitos químicos. Tais modelos foram revelados por meio do uso desses termos pelos professores, utilizados em seus respectivos modelos expressos. Tais resultados revelam que o uso inconsciente desses termos impossibilita uma autonomia do professor no que se refere ao controle da influência da linguagem sobre o processo de ensino-aprendizagem.  

 

ANDRADE, Marcela Gaeta de

Planejamento e plano de Ensino de Química para o Ensino Médio: concepções e práticas de professores em formação contínua. Universidade de São Paulo - Ensino de Ciências (modalidades física, química e biologia), 2008. 276p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Carmen Fernandez).

RESUMO: Dentre os muitos e bem conhecidos problemas relacionados ao ensino de Ciências, a falta de planejamento dos professores vem contribuindo para agravar ainda mais esses problemas. Na prática escolar existe grande dificuldade em compreender a necessidade de um processo de planejamento e de torná-lo real. Atualmente o planejamento é rejeitado por professores que por obrigação se limitam a elaborar seu plano burocraticamente, apenas para atender as exigências da Instituição. Esta pesquisa buscou investigar as concepções sobre planejamento e elaboração do plano de curso de sete professores de Química de escolas estaduais de São Paulo que participaram do Projeto Laboratório Didático Virtual (LabVirt) desenvolvido pela Escola do Futuro da Universidade de São Paulo. Buscou investigar também a possibilidade de uma ação de formação contínua ter efetividade prática na promoção de mudanças significativas na elaboração dos planos de curso destes professores, enfatizando não apenas os conteúdos, mas também os objetivos, os métodos, os recursos e a avaliação. Os dados desta pesquisa foram coletados na forma de questionários, entrevistas e planos de curso pré e pós-projeto e organizados em mapas cognitivos por permitem uma visão idiossincrática de cada indivíduo. Os resultados obtidos sugerem que os professores entendem o processo de planejamento como necessário para organizar os conteúdos conceituais que serão ensinados durante o ano. Seus planos de curso seguem o modelo padrão estabelecido pela maioria das escolas (objetivo, conteúdo, metodologia e avaliação) e não refletem o “quê fazer” do professor. As atividades desenvolvidas no LabVirt pouco contribuíram para modificações nos planos de curso, na medida que os planos elaborados pós-projeto são praticamente idênticos aos do pré-projeto. Apesar disso, todos assumem que o fato de ter um plano de aulas bem organizado, facilita e orienta a prática docente mostrando então que perceberam a importância do planejamento no seu dia-a-dia.

 

ANELE, Andréia Carmelita

O enfoque CTS em sala de aula: uma abordagem diferenciada utilizando a Unidade de Aprendizagem na Educação Química. Porto Alegre, Educação em ciências e matemática, PUC-RS, 2007. 109p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Nara Regina de Souza Basso).

RESUMO: Esta pesquisa, desenvolvida em sala de aula na disciplina de Química, tem por objetivo investigar e descrever de que forma a utilização de uma unidade de aprendizagem sobre Energia Nuclear e Radioatividade pode contribuir para a evolução do entendimento das relações entre Ciência, Tecnologia e Sociedade dos alunos do Ensino Médio. Para tanto, a Unidade de Aprendizagem é realizada por meio de um planejamento seqüencial de atividades propostas de maneira interdisciplinar, onde se procura explorar o conhecimento prévio dos alunos dando ênfase na evolução dos conceitos. Os dados analisados e discutidos foram colhidos em uma turma de primeira série do Ensino Médio, com 16 alunos, de uma Escola Estadual de Porto Alegre, ao longo do primeiro trimestre do ano letivo de 2005. O processo envolve observações, registros diários e questionários. A abordagem de pesquisa que o trabalho adota é de natureza qualitativa, sendo a opção metodológica adotada. Sobre a análise dos dados resultantes da pesquisa emergem três grandes categorias: Ciência é o estudo, conhecimento e descobertas; Tecnologia: avanço e seus benefícios, e as relações entre Ciência e Tecnologia e seus efeitos na Sociedade. Mostra o uso de uma abordagem com o enfoque CTS, que permite levar os alunos a se posicionar de maneira critica frente a situações problemáticas construindo desta forma o pensamento científico. Para tanto, a Unidade de Aprendizagem aborda um tema de interesse dos alunos onde o professor atua exercendo o papel de mediador durante as atividades. O processo de pesquisa, a partir da aplicação do CTS procurou viabilizar a compreensão comum e trazer instrumentos procedentes do pensamento para enriquecer o processo de construção do conhecimento e evolução das concepções sobre Ciência, Tecnologia e Sociedade. As considerações finais apontam para o uso de uma abordagem diferenciada de utilização da Unidade de Aprendizagem, em sala de aula, na Educação Química, com o enfoque CTS, a fim de possibilitar a evolução das concepções dos alunos sobre Ciência, Tecnologia e Sociedade.

 

ANJOS, Edson Izidro dos

Modelos mentais e visualização molecular: uma estratégia para ensinar Química Orgânica. Universidade de São Paulo - Ensino de Ciências (Modalidades Física, Química e Biologia). 2004. 120p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Marcelo Giordan).

RESUMO: Nosso interesse no estudo da representação de modelos moleculares está em compreender os processos de elaboração e representação dos modelos mentais dos alunos, bem como suas implicações para o sucesso da relação de ensino-aprendizagem da Química Orgânica. Propomos o desenvolvimento de um Tutorial de Química Orgânica que nos permita investigar como os alunos de Ensino Médio elaboram modelos da estrutura da matéria em nível atômico-molecular, nos quais sejam largamente utilizados elementos da visualização de objeto molecular. A questão principal de nosso trabalho está em investigar como o uso de modelos visualisáveis pelo computador interfere na capacidade de elaborar modelos explicativos sobre as propriedades físicas das substâncias orgânicas. Também pretendemos identificar que padrões são demonstrados enquanto os estudantes traduzem representações químicas e constroem modelos utilizando o Tutorial de Química Orgânica e como os estudantes relacionam os conceitos e as informações visuais da representação. Durante o segundo semestre de 2003, 26 alunos (divididos em 13 duplas), do Ensino Médio de um colégio da rede particular de ensino do Estado de São Paulo utilizaram o Tutorial de Química Orgânica. O Tutorial foi desenvolvido como interface para funcionar aliado com o computador como ferramenta de ensino e aprendizagem no desenvolvimento do currículo inicial de Química Orgânica. Nossos resultados indicam um aumento significativo da compreensão e interpretação da relação "nomenclatura-propriedade-estrutura" dos compostos orgânicos pelos estudantes: a propriedade, observada macroscopicamente sendo interpretada por um modelo conceitual, levando a diferentes estruturas moleculares que necessitam ser diferenciadas através de uma nomenclatura específica. Percebemos um alto grau de envolvimento por parte dos estudantes, indicando o acompanhamento de todas as etapas propostas pelo Tutorial, inclusive as discussões com seus colegas e a realização das tarefas propostas. Nossos resultados também demonstram que a manipulação de modelos tipo "bola-vareta", em conjunto com a utilização de objetos moleculares na tela do computador, pode ser uma técnica efetiva para o ensino de conceitos abstratos como estrutura molecular e isomeria. Compreendendo as representações, os estudantes foram capazes de gerar interpretações, fazer traduções e manipular mentalmente estas representações.

 

ARAUJO NETO, Waldmir Nascimento de

Relações históricas de precedência com orientações para o ensino médio de química: a noção clássica de valência e o livro didático de química. Niterói, Faculdade de Educação, UFF, 2003. 277p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Sonia Krapas Teixeira).

RESUMO: O presente trabalho examina a forma como a noção clássica de valência é apropriada pelo currículo do Ensino Médio de Química, através da análise de vinte e sete livros didáticos novos e antigos. Os livros didáticos estão divididos em três categorias: Ensino Médio, Ensino Fundamental e Ensino Secundário. Com o objetivo de auxiliar a leitura dos livros didáticos no que se refere à apropriação da história do conceito, apresenta-se uma reconstrução racional da noção clássica de valência. O estabelecimento de um viés metodológico amparado na utilização de matrizes de precedência e de mapas conceituais permitiu verificar que há prevalência na utilização de uma relação precedência específica, caracterizada como relação [A, P, L], a qual se refere aos temas: atomística, periodicidade química e ligações químicas. Essa relação de precedência constitui o chamado “núcleo forte” de uma estratégia didática, conforme endereçada pelos autores, para o aprendizado dos aspectos relacionados à estrutura da matéria. Um contraponto ao que é encontrado nos livros atuais é observado nos livros do antigo Ensino Secundário, nos quais não se observa a precedência [A, P, L]. Nesse sentido, considera-se o material do Chemical Bond Approach Committee – CBA – como uma forte influência para a implementação dessa precedência. No que se refere a uma aproximação mais ampla com a história da ciência, percebe-se que há preponderância de uso da história como eixo organizador na apresentação dos temas relacionados à mecânica quântica, mas que as relações históricas de precedência são, em geral, negligenciadas. Como alternativa a esse modo predominante de organização dos aspectos destinados à aprendizagem da estrutura da matéria, propõe-se a utilização de uma estratégia baseada na história da noção clássica de valência.

 

ARAÚJO, Angelica Oliveira de

O uso do tempo e as práticas epistêmicas em aulas práticas de química. Belo Horizonte. UFMG – Educação. 2008. 298p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Eduardo Fleury Mortimer).

RESUMO: Inserido numa tradição que toma os aportes da teoria sócio-cultural na análise do processo de ensino-aprendizagem, articulando-se as contribuições de Vygotsky e de Bakhtin, este trabalho busca identificar: (i) como o tempo é utilizado em aulas práticas, pelos alunos e pela professora; (ii) o desenvolvimento, pelos alunos, das práticas epistêmicas (Sandoval & Reiser, 2004, Jiménez-Aleixandre et. al. 2008) que emergem no discurso durante a realização das atividades práticas. Apresentamos uma análise da dinâmica discursiva de nove aulas práticas realizadas em uma turma de 2° ano do ensino médio de uma escola da rede particular da cidade de Belo Horizonte. Em seis aulas a professora trabalhou conteúdos relacionados à física térmica e conceitos introdutórios de termoquímica e nas outras três, os fatores que interferem na velocidade das reações químicas. A professora desenvolveu, nessas aulas, experimentos com os alunos, experimentos demonstrativos e discussões a cerca de problemas práticos por eles vivenciados. Neste sentido, analisaremos as práticas epistêmicas que emergem no discurso dos alunos, procurando compreender as interações discursivas entre os alunos e a professora e as estratégias comumente utilizadas pela professora para mediar essas interações.

 

ARAÚJO, Carlos Henrique Medeiros de

Fermentação: um tema de reflexão no ensino de ciências. Campinas, Faculdade de Educação, UNICAMP, 1993. 200p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Mansur Lutfi).

RESUMO: Estuda o tema fermentação sob enfoques diferentes, procurando caracterizar, além dos aspectos tecnológicos que permeiam o fenômeno da fermentação, os aspectos históricos, sociais, econômicos. Caracteriza a cidade de Ribeirão Preto-SP nos seus aspectos históricos, procurando localizar a fermentação como geradora de várias atividades industriais e envolvendo um grande número de trabalhadores na produção de cerveja, panificação, usinas de álcool e açúcar e destilarias. Em seguida, discute diferentes tipos de fermentações e a atuação de  microorganismos nestas atividades, ressaltando o aspecto econômico e ecológico da fermentação. Trata o conhecimento acadêmico relativo à fermentação numa atividade com alunos de 2o grau no Laboratório de Ensino de Ciências (LEC). Estuda a fermentação alcoólica e láctica numa usina de álcool e açúcar e num laticínio, respectivamente, caracterizando o modo de produção, a mão-de-obra e o mercado atendido por estas atividades de trabalho, que envolvem o tema fermentação.

 

ARAÚJO, Natalina Laura de

Quem são e o que pensam sobre a sua formação, os professores de Química de rede pública estadual do município de Cuiabá-MT. Cuiabá, Instituto de Educação, UFMT, 2005. 199p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Mauricéa Nunes).

RESUMO: Atualmente, um dos aspectos mais discutidos na educação formal e em todos os níveis, diz respeito à qualidade do ensino e seus reflexos na sociedade. A formação docente está explicitamente relacionada a esta qualidade, pois que para um ensino de qualidade necessitamos de professores bem formados. O tema formação docente torna-se, a partir da década de oitenta, um dos focos mais discutidos no âmbito das Instituições de Ensino Superior-IES, quer nos cursos de Licenciaturas, quer nos programas de pós-graduação e de pesquisas educacionais. Aspectos como formação inicial e continuada, valorização profissional, teoria e prática, educação e trabalho, saberes docentes ou conhecimentos profissionais, figuram como os mais discutidos. Nesta linha de preocupação, este trabalho teve por objetivo pesquisar “quem são e o que pensam sobre a sua formação, os professores de Química da rede pública estadual do município de Cuiabá-MT”. A pesquisa teve enfoque qualitativo interpretativo e foi realizada com sessenta e nove professores. Foram abordados, segundo o objetivo da pesquisa, aspectos relacionados ao motivo que os levou a optarem por um curso de Licenciatura, à concepção destes docentes com relação à própria formação e atuação, ao modo como se percebem no papel de professor, o que significa ser “um bom professor” de Química, dentre outros. Os resultados da investigação permitiram concluir que a maioria dos docentes que fez licenciatura plena em Química queria ser professor e tinha afinidade com a Química, o currículo do curso realizado é compatível com a formação de um bom professor de Química, acreditam que seus conhecimentos são suficientes para que se considerem bons professores e caracterizaram a profissão docente como gratificante mas desvalorizada.

 

ARAÚJO, Nelci Reis Sales de

Categorias para a seleção de experimentos de Química no Ensino Médio: um estudo comparativo das prioridades dos professores e licenciados em formação. Londrina. UEL. 2007. 178p. Tese de Mestrado. (Orientador: Carlos Eduardo Laburú).

RESUMO: As atividades experimentais de laboratório são consideradas essenciais para a aprendizagem de Química. Nesta dissertação, esse tema da experimentação foi explorado para estabelecer a importância relativa das categorias da seleção de experimentos. A pesquisa é de natureza quantitativa, em que um estudo comparativo foi realizado com 58 professores de Química do Ensino Médio de Londrina - PR e de algumas cidades próximas e 32 licenciandos em formação da Universidade Estadual de Londrina. Esses participantes opinaram a respeito de 4 itens que foram elaborados para as categorias Motivacional, Funcional, Instrucional e Epistemológica, perfazendo um total de 16 componentes. Para descrever os pensamentos dos participantes a partir das categorias partiu-se do enunciado construtor do instrumento de pesquisa, dado pela questão chave “quando seleciono experimento de laboratório, penso...“, que já deixa claro, de imediato, que os enunciados seguintes contêm os itens que eles têm em mente. O respondente poderá indicar para cada item seu grau de concordância ou discordância, conforme seus motivos ou convicções de escolha da atividade experimental. Esse “construto” está baseado na escolha de um experimento que o professor tem em mente no momento de responder os demais itens do questionário, ou seja, as componentes das categorias. Nesse caso, o participante não antecipa qual é o experimento, mas somente o motivo da escolha, e ainda, é possível que os respondentes pensem em vários experimentos enquanto avaliam as assertivas. A partir da distribuição de freqüência dos participantes, nas respostas do questionário tipo Likert, foi possível estabelecer a importância relativa que se propôs na investigação, ou seja, apresentar as categorias mais importantes para os dois grupos. Os professores priorizam as categorias Instrucional, Motivacional e Funcional, as duas últimas com a mesma freqüência e, Epistemológica, enquanto os licenciandos dão maior importância às categorias Motivacional, Instrucional, Funcional e Epistemológica, respectivamente. Há um padrão comum para as categorias, porém observam-se discrepâncias nas intensidades de priorizações entre os dois grupos. Este estudo conduziu a pensar que, quando a experimentação for vista sob uma perspectiva das categorias da seleção de experimentos, o caminho que conduz ao laboratório será amplo e claro, bem como da imagem do seu ambiente, que permanecerá nas mentes dos estudantes. Se professores tomarem para si, a visão de que a ciência Química fornece a elucidação do conhecimento ‘vivo’, que a natureza explica por si só à luz do laboratório, seus estudantes também farão parte dele. Eles valorizarão tanto o experimento escolhido, como a proposta pedagógica, os conceitos científicos e, principalmente, seu professor.

 

ARAÚJO, Paulo César Ramos

O reuso da água como tema gerador para o desenvolvimento do processo de ensino aprendizagem de química. Brasília. UnB. 2008. 127p. Profissionalizante. (Orientador: Gerson de Souza Mól).

RESUMO: Este trabalho descreve o desenvolvimento de uma proposta de ensino que busca a aprendizagem de conceitos científicos. A proposta surgiu nas discussões em torno de um destilador elétrico e se expandiu para o estudo de diferentes possibilidades do reuso de água na escola. O projeto foi desenvolvido tendo como base teórica, o método Paulo Freire de educação de jovens e adultos, as orientações dispostas nos Parâmetros Curriculares Nacionais e as propostas de educação pelo trabalho, defendidas por Vygotsky e Saviani. Os alunos foram observados em seus afazeres e, ao término dos trabalhos, foram entrevistados com vistas à avaliação dos resultados. A avaliação das transcrições das entrevistas apontou dificuldades por parte dos alunos para expressar conceitos científicos, mas, ao mesmo tempo, apontou outras aprendizagens, tais como compromisso e responsabilidade para com a realização do trabalho, mudanças de comportamento em sala de aula, empenho na realização das tarefas escolares, que justificam o trabalho e que apontam caminhos novos a serem percorridos.

 

ATALA, Ali Veggi

O ensino de Química e a formação da cidadanianos cursos técnicos da ETF-MT. Universidade Federal do Mato Grosso – Educação. 1997. 132p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Miguel Pedro Lorena de Moraes).

RESUMO: Neste trabalho, fizemos um diagnóstico do ensino de química na escola técnica federal de mato grosso do ponto de vista da formação da cidadania. na primeira parte da investigação, levantamos dados sobre criação do ensino técnico profissionalizante brasileiro caracterizado pela dualidade, já que este se destina a uma classe social, as camadas mais pobres da população e, para atender às demandas do setor produtivo e à lógica de exploração capitalista. Discutimos o papel da Escola Técnica Federal (ETFMT); tendo como base a legislação de ensino, e as tais mudanças propostas pelo atual governo para esta modalidade de ensino redefinido seu papel frente à política neoliberal. No contexto regional, fizemos a discussão de um extenso documento elaborado pelo Instituto Euvald Lodi (IEL), representante do setor produtivo que diagnostica a escola propondo um receituário denominado de "projeto de modernização da ETFMT" a ser seguido pela instituição, fazendo assim a apropriação desta modalidade de ensino. A discussão teórica se trava em torno do conceito de cidadania e o que representa educar para a cidadania através da química. Educar o cidadão, através da química, fica evidente que os docentes devem fornecer informações contextualizadas aos alunos de tal forma que estes desenvolvam a capacidade de julgamento tanto crítico quanto político no meio social. Desta forma, este trabalho buscou fazer uma relação entre papel da educação profissionalizante, a prática pedagógica docente e resultado dessa prática, sem perder de vista a formação da cidadania. Para tal, centramos nossa investigação na atividade dos docentes de química bem como em alunos egressos dessa escola e obtivemos indicadores que nos apontam que ensino de química na ETMF pouco tem contribuído na atividade dos alunos, bem como para o exercício de sua cidadania.

 

AYDOS, Maria Celina Recena

Prática de Ensino de Química: uma experiência educacional dialógica. Florianópolis, Centro de Ciências da Educação, UFSC, 1990. 205p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: André Valdir Zunino).

RESUMO: Desenvolve uma experiência educacional dialógica na disciplina de Prática de Ensino do curso de Licenciatura em Química de uma Universidade Federal. Busca subsidiar os licenciandos em possíveis ações transformadoras, no ensino de Química nas escolas públicas, durante seus estágios supervisionados. O trabalho enquadra-se como um “estudo de caso” com características de pesquisa-ação e poderá escutar “generalizações naturalísticas”.

 

AZEVEDO, Clayte de Paula

Jovens, ensino superior e vestibular: egressos do curso técnico em Química do CEFET-MT no curso de Química da UFMT. Cuiabá, Instituto de Educação. UFMT. 2007. 263p. Tese de Mestrado. (Orientadora: Maria Aparecida Morgado).

RESUMO: Dentro dos processos de escolarização juvenil em direção ao ensino superior, não basta ter acesso a uma vaga na Universidade pública federal. Há, também, que se indagar sobre o tipo de inclusão possível. Este estudo apresenta os resultados de uma pesquisa que se valeu de elementos quantitativos (documentos e questionário) e qualitativos (estudo bibliográfico e entrevista semi-estruturada). A investigação foi realizada no período que compreende os egressos do curso técnico em Química do CEFET-MT nos anos de 2001/1 a 2003/2; esse universo também compreende a consulta às listagens dos ingressos nos vestibulares da UFMT (campus universitário de Cuiabá) entre os anos de 2002/1 a 2006/2 para verificar quantos desses jovens egressos foram aprovados nos concursos realizados nesse período. O cruzamento dos dados referentes aos egressos do CEFET-MT com os ingressos nos vestibulares da UFMT mostrou que 32 desses jovens foram aprovados no curso superior de Licenciatura Plena em Química ou no Bacharelado em Química. A consulta às listagens dos vestibulares no período focalizado também mostrou que não houve ingresso de egressos do curso técnico em Química do CEFET-MT em nenhum outro curso da UFMT. Já era possível saber, pela vivência deste pesquisador, que após a não aprovação no vestibular da UFMT, muitos jovens, prestavam seleção e, depois de aprovados se matriculavam, e passavam a freqüentar o curso técnico em Química do CEFET-MT. Sendo assim, intentou-se conhecer as histórias escolares e estratégias educativas postas em prática por esses 32 jovens para poderem superar a barreira ao ensino superior representada pelo vestibular. Isso implicou conhecer os efeitos do contexto sócio-educativo e cultural vivenciado por esses jovens no curso técnico em Química do CEFET-MT e suas possíveis implicações na escolha pelos dois cursos superiores de Química da UFMT. Para a análise e interpretação dos achados da pesquisa tomou-se como base os pressupostos de Pierre Bourdieu (1974-2005), José Machado Pais (2003), Sérgio Alves Teixeira (1981), dentre outros autores que serão apresentados no decorrer do trabalho. É possível concluir que as dificuldades decorrentes da origem econômica, social e cultural que concorreram para o insucesso desses jovens no vestibular foram contornadas pelas suas vivências e aprendizados no curso técnico em Química do CEFET-MT, onde também lhes foi possível mudar as suas escolhas originais pela nova escolha do curso superior nessa área.

 

AZEVEDO, Elisa Carneiro

Medida do desempenho em aulas práticas de laboratório de Química, na área psicomotora. Rio de Janeiro, Faculdade de Educação, UFRJ, 1988. 132p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Lígia Gomes Elliot).

RESUMO: Objetiva construir e validar instrumentos - fichas de observação - para avaliar desempenho de alunos em aulas práticas de laboratório de Química. Levanta as habilidades básicas para o desempenho em laboratório. Elabora e avalia as fichas em um pré-teste, reelaborando-as a seguir. Por fim, determina a validade e a fidedignidade dos instrumentos construídos. Concluí que as fichas elaboradas - para avaliação formativa e para avaliação somativa - possuem validade de conteúdo e seus itens apresentam um alto índice de fidedignidade. Segundo o julgamento dos professores que aplicaram as fichas, estas apresentam qualidade de usabilidade, pois permite aplicação à avaliação de desempenho em aulas práticas, finalidade a que se destinam.

 

BALEN, Osvaldo

Modelagem e Simulação computacional no estudo de Gases Ideais e Reais. Universidade Luterana do Brasil - Ensino de Ciências e Matemática. 2004. 154p. Tese de Mestrado. (Orientador: Paulo Augusto Netz).

RESUMO: O objetivo deste trabalho é investigar a utilização da modelagem e da simulação computacional no ensino dos gases ideais e gases reais. O referencial teórico está baseado nas concepções alternativas, nas idéias do perfil conceitual apresentado pelos alunos e na aprendizagem significativa. A questão básica da pesquisa é verificar se o uso da modelagem e da simulação computacional possibilita a aprendizagem dos conceitos e a capacidade de articulação entre os níveis de representação macroscópico, microscópico e simbólico. No trabalho a modelagem e a simulação foram desenvolvidas utilizando o software modellus, aplicada mediante o uso de um guia tutorial construído dentro da estratégia de ensino P.O.E. A modelagem e a simulação foram desenvolvidas tendo em vista as concepções alternativas e a dificuldade dos estudantes observada em estudos descritos na literatura. A aplicação da proposta foi efetuada em turmas dos cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia Química e Licenciatura plena em Química da UCS, em turmas dos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Química da ULBRA e UNILASALLE, no segundo semestre de 202 e o primeiro semestre de 2003. Para uma turma de Engenharia Mecânica e Engenharia Química e de Licenciatura plena em Química da UCS foi aplicado um teste após o estudo dos gases em aula expositiva, que serviu como grupo de comparação. para o restante das turmas foram aplicados três instrumentos de coleta de dados - Pré- teste, tutorial, e Pós-teste. As questões constantes dos testes foram elaboradas levando-se em consideração as concepções dos estudantes documentadas na literatura. Na análise dos instrumentos de coleta de dados, inicialmente foi realizada a classificação das respostas de acordo com o nível de compreensão específico, e uma posterior quantificação (em escala ordinal) desses resultados. Foi realizada a análise qualitativa identificando-se o perfil conceitual dos estudantes e o seu nível de compreensão dos conceitos. Também foi realizada a análise quantitativa dos resultados utilizando-se a estatística descritiva e testes não-paramétricos. De modo genérico, as análises quantitativa e qualitativa mostraram que a metodologia adotada proporcionou evolução conceitual, apresentando melhores resultados nos níveis simbólico e macroscópico no grupo experimental. Palavras-chave: modelagem e simulação computacional - concepções alternativas - perfil conceitual - aprendizagem significativa - estratégia P.O.E

 

BAPTISTA, Joice de Aguiar

Ensinando Química pesquisando heveicultura: relato de uma prática pedagógica de Educação Ambiental no segundo grau. Cuiabá, UFMT, 1995. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Ermelinda Maria de L. Freire).

RESUMO: Relata uma proposta de ensino-pesquisa interdisciplinar, executada em 1994 com alunos do 2º grau de escola pública de Rondonópolis, MT. Resulta da preocupação de como deve ser o ensino, tentando romper com o quadro de fragmentação e neutralidade característicos da forma curricular tradicional da disciplina Química. Teve como desafio verificar se questões ambientais podem ser despertadas através do conhecimento de um produto - a borracha natural - e das relações sócio-culturais que emergem para sua obtenção, dentro do atual modelo de desenvolvimento. Contando com a participação dos alunos e professores da escola particular da agro-empresa pesquisada, foi possível trabalhar com conceitos de capital, mão-de-obra, técnica e mercado, segundo a metodologia de Lufti.

 

BARATIERI, Stela Mari

A Experimentação no Ensino de Química: Uma pesquisa com alunos do Ensino Médio. Porto Alegre, Educação em Ciências e Matemática, PUC-RS, 2004. 109p. Tese de Mestrado. (Orientadora: Nara Regina de Souza Basso).

RESUMO: O objetivo central desta pesquisa foi conhecer as concepções dos alunos de uma escola de ensino Médio a respeito das aulas experimentais de Química. O grupo de pesquisa foi constituído por 25 alunos das três séries do ensino Médio de uma escola particular. Os estudantes freqüentaram aulas experimentais semanais, no ano de 2003. As informações submetidas à analise foram coletadas a partir de textos elaborados pelos alunos. A metodologia empregada para análise dos dados obtidos foi análise de conteúdo, o que oportunizou subsídios para análise e reflexão das concepções dos alunos envolvidos na pesquisa. A partir do estudo dos textos, com base no referencial teórico organizado, emergiram três categorias que considerei relevantes para o trabalho de pesquisa. Foram as seguintes categorias: a experimentação e a aprendizagem, a experimentação e a teoria e a experimentação e a motivação. Em relação à categoria ?a Experimentação e a Aprendizagem? percebe-se que a contribuição do ensino experimental à aprendizagem seria como um elemento auxiliar, reforçar e fixar a compreensão dos conhecimentos teóricos. Um outro aspecto indicado foi a relação do ver e do praticar, estabelecendo uma oportunidade para que, na aula prática, os fenômenos sejam visualizados e, com isso, facilite a aprendizagem. Nessa mesma categoria há evidências de que a experimentação pode viabilizar situações em que os alunos, ao realizarem a prática, participem, exerçam uma ação, reflexionem e reorganizem seus pensamentos e não apenas executem mais uma atividade proposta pelo professor. Na categoria envolvendo ?a Experimentação e a Teoria?, os significados a ela atribuídos assinalam as aulas experimentais como um recurso que torna acessível o aprendizado. Outro aspecto indicado foi a necessidade primeira de conhecer os aspectos teóricos para depois fazer a prática, dessa forma prevalecendo a separação entre a teoria e a prática. Ainda, há um outro item a ser considerado, no qual, por meio de situações visuais, favorecidas pela experimentação, pode-se perceber a teoria. Dentro dessa categoria, alguns depoimentos ponderam que as aulas experimentais podem comprovar, na prática, a teoria. Em relação a outra categoria, ?a Experimentação e a Motivação?, os resultados indicam que as atividades experimentais são motivadoras, pois permitem uma interação maior com situações que estabelecem vínculos com o dia-a-dia. Dessa forma, contribuem para a aquisição de novas informações e oportunizam um recurso para que os alunos saiam da rotina da sala de aula. Outros depoimentos enfatizam as aulas experimentais como aulas interessantes, onde se pode aprender de maneira não formal e, ainda, favorecer uma melhor integração com os colegas. Mas, por outro lado, alguns resultados referem-se às atividades experimentais como monótonas e repetitivas. De maneira geral, os resultados evidenciaram algumas ações interacionistas importantes, mas o reflexo do empirismo continua presente nas concepções dos alunos. Sem dúvida, os resultados do estudo apontam para a necessidade de se continuar a discuti-los, principalmente com aqueles que referem a posições empiristas. Os resultados da investigação levaram a um novo planejamento das atividades experimentais. Para que esse novo pensar fosse viabilizado, o ponto de partida foi a elaboração de uma nova proposta de trabalho, uma Unidade de Aprendizagem.

 

BARBIERI, Carla Vescovi

Atividades experimentais de química: reconstruindo a argumentação na educação pela pesquisa. Porto Alegre, Educação em Ciências e Matemática, PUC-RS, 2004, 150p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Maurivan Güntzel Ramos).

RESUMO: Compreender a experimentação como ferramenta dialógica de investigação, constituição e comunicação do discurso que possibilita encaminhar o processo educativo no sentido de aprendizagens centradas na reconstrução da argumentação. Este é o principal objetivo da presente dissertação de Mestrado, a qual pretende contribuir para a compreensão do papel da experimentação na reconstrução da argumentação, em aulas de Química que têm a pesquisa como seu princípio educativo. Os dados discutidos neste trabalho foram obtidos em uma turma de Química com quarenta e oito alunos de uma Escola de Ensino Médio da rede particular de Porto Alegre ao longo do segundo semestre do ano de 2002 e primeiro de 2003, através do registro, em um diário, das interações de sala de aula e da gravação em áudio de duas delas. O material de análise também é composto de textos produzidos pelos estudantes durante o desenvolvimento da pesquisa. Foram também realizadas entrevistas com seis alunos que participaram ativa e intensamente do processo. Sobre esses dados foi procedida uma análise textual qualitativa, identificando-se quatro categorias: atividades experimentais, linguagem, rupturas sócio- culturais e dimensão escrita.

 

BARBOSA, Benedicto Antonio

Ensino de Química no 3º Grau: O Cálculo Estequiométrico. PUC-Camp – Psicologia. 1999.  313 p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Samuel Pfromm Netto).

RESUMO: para detectar as dificuldades de ensino-aprendizagem na disciplina de Química Geral lecionada numa universidade particular, no curso de Engenharia Química, foi planejada uma pesquisa explorando os problemas relacionados ao ensino-aprendizagem de Cálculo Estequiométrico. Foram aplicados questionários a 175 sujeitos, divididos em três subgrupos: um grupo de 143 sujeitos, estudantes da primeira série do curso básico das engenharias nas modalidades, civil, mecânica, elétrica e química; um grupo de 18 sujeitos, estudantes matriculados na terceira série do curso de engenharia química, que já haviam cursado a disciplina, e um grupo de 14 professores do Departamento de Química. O questionário para os docentes, além da qualificação, pede o seu julgamento sobre diversos fatores de natureza ambiental, social, psicológica, pedagógica e estratégias de ensino, que podem contribuir para uma aprendizagem boa ou deficiente. Os sujeitos discentes responderam a um questionário semelhante e também lhes foi pedido ainda, seu julgamento sobre fatores pessoais e psicológicos que podem influenciar o rendimento escolar. Os resultados foram comparados entre os três subgrupos. Foram encontradas diferenças significativas: para os fatores ambientais, entre as turmas 1ª série de engenharia Noturna x Docentes e 1ª série de engenharia Noturna x 3ª série de engenharia Química; para os fatores sociais, entre as turmas 3ª série de engenharia Química x 1ª série de engenharia Diurna e 1ª série de engenharia Noturna x 1ª série de engenharia Diurna; para os fatores psicológicos, entre as turmas 3ª série de engenharia Química x Docentes, 1ª série de engenharia Diurna x Docentes e 1ª série de engenharia Noturna x Docentes. Os fatores pedagógicos não apresentaram diferenças significativas entre as turmas.

 

BASTOS, Tâmara Moraes

O ensino contextualizado de Química e a busca de uma aprendizagem significativa. Maceió, Faculdade de Educação, UFAL, 2003. 130p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Lenilda Australino).

RESUMO: Um dos objetivos precípuos que perseguimos nesta pesquisa foi o de desenvolver um Ensino de Química voltado para a contextualização de conteúdos, com o fim de gerar uma maior motivação e envolvimento dos alunos durante as aulas e, com isso, promover meios para ensejar uma aprendizagem significativa no ensino desta ciência. O motivo que nos impulsionou para a realização deste trabalho foi o fato de percebermos o grande desinteresse dos alunos durante as aulas. Uma das razões desse desinteresse pode ser a maneira como o ensino de química ainda é desenvolvido nas escolas, onde o aluno é forçado a memorizar uma grande quantidade de conceitos, os quais são, muitas vezes, tratados de forma descontextualizada, valorizando uma aprendizagem puramente mecânica. Neste trabalho, foi desenvolvida uma metodologia de ensino onde os conteúdos de química foram tratados de maneira inter-relacionada com temas vindos da realidade do aluno. As atividades educativas foram trabalhadas de forma dinâmica e com utilização de materiais didáticos diferenciados. A pesquisa fundamentou-se no conceito da "aprendizagem significativa" estabelecida por Ausubel e em aspectos que embasam um ensino construtivista, o qual se baseia numa perspectiva interacionista. Para o desenvolvimento da pesquisa, foi utilizada uma metodologia com base em uma análise qualitativa do tipo pesquisa-ação, a qual teve como instrumentos de investigação, a observação direta e participante, entrevista semi-estruturada e questionários. Foram investigados 40 alunos que cursavam o 2º ano do ensino médio em uma escola pertencente à rede pública federal de ensino. Os resultados da pesquisa mostraram que, mediante a metodologia utilizada, os alunos se tornaram muito mais envolvidos e participantes durante as aulas, além de demonstrarem que passaram a perceber muito mais relações existentes entre os conteúdos químicos estudados e conceitos conhecidos e relevantes.

 

BATISTA, José Marcos

As argumentações sobre método científico da química do cotidiano: a metáfora observação como condutora da aprendizagem em livros didáticos do ensino médio. Maringá, Educação para a Ciência e o Ensino de Matemática, UEM, 2008. 36p. Tese de Mestrado. (Orientadores: Lilian Akemi Kato; Luzia Marta Bellini).

RESUMO: Este trabalho não possui resumo. O aluno José Marcos Batista já estava gravemente enfermo quando da defesa da dissertação. Sua orientadora, professora Luzia Marta Bellini, com a anuência do Programa, aceitou que ele defendesse o trabalho no estágio que estava, visto que o aluno mostrava muita vontade de concluir o curso. Ele faleceu, vitima de cancer no intestino, pouco tempo após a defesa e não teve tempo de concluir o trabalho.

 

BAZZAN, Alessandro Callai

Envolvimento dos estudantes do ensino médio com a química - conversas de professores. Ijui, Educação nas Ciências, UNIJUI, 2008. 78p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Otavio Aloísio Maldaner).

RESUMO: Este trabalho discute o envolvimento dos estudantes nas aulas de Química do Ensino Médio, baseando-se principalmente em conversas entre professores de Química que atuam em escolas de Ijuí-RS. O principal objetivo é compreender alguns dos motivos que podem tornar o ensino de Química pouco significativo para os estudantes apesar da importância da área da Química para a sociedade. A realização de conversas com professores com diferentes perfis, como tempo de formação, cargas horárias em sala de aula, diferentes redes de ensino e que atuam em escolas de Ijuí-RS, permite conhecer um pouco a maneira como os mesmos percebem o envolvimento de seus alunos durante as aulas e ainda sobre outros aspectos relativos ao seu cotidiano como professores. Com base nas conversas e na leitura de outros professores que escrevem sobre o ensino de química no Brasil, chega-se a algumas proposições sobre fatores que interferem no aprendizado e envolvimento dos estudantes de Química no Ensino Médio. Percebe-se que a realização de atividades experimentais e a concepção do professor em relação à experimentação interferem de forma expressiva no envolvimento dos alunos. Da mesma forma o estudo de situações que envolvam o seu cotidiano dos estudantes permite uma maior significação dos conceitos envolvidos nos fatos químicos, no entanto é complicado definir qual é realmente o cotidiano de um aluno de ensino médio. As distintas histórias de vida e as diferenças entre as escolas permitem a elaboração de várias hipóteses para explicar o grau de interesse dos estudantes nas aulas de Química, bem como as diferentes condições de trabalho implicam num maior ou menor comprometimento dos professores. Outro aspecto considerado foi o currículo adotado pelas escolas e a maneira com que este leva ou não a adoção de práticas de ensino mais significativas para os estudantes. Conclui-se que o problema é complexo, sendo que os diversos fatores devem ser analisados sempre inseridos numa ampla realidade, de maneira conjunta, buscando a melhor metodologia para cada situação em que se deparem estudantes, professores e escola.

 

BELTRAN, Nelson Orlando

Química Nova na Escola: uma contribuição para a formação continuada do professor de química reflexivo. São Paulo, Faculdade de Educação, USP, 1999. 90p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Nélio Marco Vincenzo Bizzo).

RESUMO: O estudo aqui feito buscou conhecer aspectos da história da revista Química Nova na Escola, destinada a professores e futuros professores de química no ensino médio e de ciências no ensino fundamental. O autor, na função privilegiada para o trabalho proposto como editor da revista, pode fazer a análise dos seis números da revista que haviam sido publicados até maio de 1999, seus editoriais e seus artigos e ainda, conhecendo as finalidades expressas por seus editores e pelos autores colaboradores, pode caracterizar o professor que a revista pretende ajudar a formar. Entrando em contato direto com professores através de divulgação e de discussão da própria revista, o autor pode conhecer a recepção que os professores da revista Química Nova na Escola, bem como algumas utilizações que dela fazem. Utilizando um programa de computador, especialmente produzido para isso, foi possível analisar, em diversos aspectos, os três mil e duzentos assinantes da revista.

 

BERRUTTI, Lizelle de Moura

Produzindo uma Disciplina de Bioquímica em uma Faculdade de Medicina na Articulação desses Campos de Saber. Porto Alegre, RS, Instituto de Ciências Básicas da Saúde, UFRGS, 2001, 188 p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Diogo Onofre Gomes Souza).

RESUMO: Nesta dissertação, procuro entender o funcionamento de uma disciplina científica-acadêmica, a qual denominei de Bioquímica Médica, no seu processo de diferenciação enquanto uma disciplina situada na conexão entre os campos de saber médico e bioquímico. Para essa discussão, procuro me ancorar em questões trazidas pelos Estudos Culturais e pelos Estudos da Ciência, em suas vertentes pós-estruturalistas. Dentre essas questões, destaco que compreender a disciplina como um conjunto de estratégias, regras e padrões que regulam a forma como os sujeitos produzem o seu conhecimento sobre o mundo. Discuto também como a disciplina Bioquímica Médica, ao se encontrar implicada em uma formação profissional, incorporava discursos e práticas que articulavam os campos de saber bioquímico e médico, adequando-se ao seu contexto institucional - a Faculdade de Medicina. Nesse processo de articulação, procuro ver como as especificidades dessa disciplina constituíram-se e atuavam enquanto estratégias que, ao atenderem aos interesses institucionais, legitimavam o lugar dessa disciplina nesse Curso. Para a realização desse estudo, utilizei algumas ferramentas da etnografia que me permitiram circular pela variedade de espaços e atividades da disciplina e interagir com as pessoas - estudantes, monitores/as, professores e palestrantes - que dela participavam. Assim, fui tecendo a rede de elementos - aulas teórico-práticas, encontros extra-classe entre os/as monitores/as e os/as estudantes, entrevistas de pacientes no hospital, atividades de informática, reuniões entre os professores e os/as monitores/as, procedimentos pedagógicos, regras e padrões institucionais - que constituíam a disciplina; e, dessa forma, fui (re)construindo e discutindo suas especificidades. Dentre essas especificidades que diferenciavam a Bioquímica Médica enquanto disciplina constituída na articulação dos campos médico e bioquímico, destacava-se a entrevista de pacientes diabéticos/as em um hospital, que incorporava uma prática médica instituída. Nesse processo de articulação, as especificidades da disciplina atuavam, ao  mesmo tempo, demarcando um campo de possibilidade no qual determinados objetos - como a diabetes - eram configurados para os/as estudantes enquanto objetos de conhecimento médico-bioquímico, e legitimando a disciplina de Bioquímica no Curso de Medicina.

 

BIANCHI, José Carlos de Azambuja

Dois textos de química para dois vídeos do programa como fazer? - TV ESCOLA - MEC. Campinas, UNICAMP, 2005. 97p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Pedro Faria dos Santos Filho).

RESUMO: Essa dissertação consiste em analisar dois vídeos, indicados pelos especialistas do MEC, para serem utilizados em aulas de Química. A seguir são produzidas duas fichas cujos conteúdos contemplam os temas dos vídeos. O título do primeiro vídeo é "Ataque Ácido", cujo texto produzido divide-se em dois fragmentos. O primeiro é destinado ao professor de Química e desenvolve as várias definições de ácidos e bases, desde Boyle e os primeiros indicadores ácido-base. O segundo fragmento sugere uma forma de transpor para o ensino médio, algumas das definições apresentadas no texto destinado ao professor. O segundo texto é preparado a partir do vídeo "Lavoisier e a composição do ar" e também é fragmentado em dois compartimentos. O primeiro, destinado ao professor, resgata as primeiras idéias sobre a estrutura da matéria sugerida pelos antigos filósofos gregos. Neste contexto são desenvolvidos os conceitos de teoria e modelo atômico. O segundo fragmento segue a mesma seqüência histórica, porém, procuramos enfatizar aspectos relacionados ao atomismo grego, ao flogístico e sobretudo aos trabalhos de Lavoisier. Mantivemos a questão essencial relativa à evolução das teorias sobre a estrutura da matéria e a contribuição do modelo atômico no entendimento da mesma, adequada ao ensino médio.

 

BISPO, Jurandyr Gutierrez

Desafios à formação docente interdisciplinar: a trajetória de um professor de química. São Paulo, UNICID, 2003, 127p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Ivani Catarina Arantes Fazenda).

RESUMO: Desenvolver uma investigação acadêmica, tentando identificar aspectos da própria trajetória docente que possam ser motivo de análise e reflexão, é tarefa das mais desafiadoras para um professor tentar empreender, considerando-se o decurso de uma carreira que se iniciou num tempo em que a educação devia atender a apelos tão diferentes dos de hoje, e que a própria sociedade brasileira era tão singular. É justamente este caráter desafiador, nutrido por uma visão de mundo totalizante, constituído antes mesmo de minha incursão no magistério, que desde sempre orientou meu trabalho. Encontrar no cotidiano docente aspectos significativos que conduzissem a uma pesquisa, foi o caminho percorrido na elaboração deste trabalho, no qual se tentou descobrir os aspectos que imprimiram às aulas ministradas um caráter interdisciplinar; o que se constitui num desafio ao se tentar compreender as razões que levaram alunos a mobilizarem-se, transformarem-s e perseguirem seus interesses e necessidades. O objetivo deste trabalho é oferecer subsídio aos professores para que, ao ensinarem seus alunos não só despertem neles o interesse pela ciência, a habilidade de relacionar fatos científicos ao cotidiano, como também ofereçam-lhes possibilidades de exercitar a cidadania. Nesse sentido, a investigação parte, pois, das dificuldades vividas por um professor de química em seu itinerário docente, que vão desde a compreensão do universo epistemológico da disciplina até sua repercussão na sociedade. Procedeu-se à descrição e análise de um conjunto de aulas de química, a fim de se compreender o sentido interdisciplinar nelas contido. Como desafio final analisou-se genericamente a literatura de química para o ensino médio nas últimas décadas, pois dela nos alimentamos nesses anos vividos. Assim, ao recorre-se à memória impressa em livros, atos, planejamentos e à memória seletiva dos fatos, procura-se recolher da vida suas peculiaridades

 

BITTENCOURT, Elizabeth Christina Rodrigues

O tênue limite - um projeto interdisciplinar entre biologia e química no ensino médio em educação ambiental. São Paulo, UNICSUL, 2006. s/ n.º. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Carmem Lúcia Costa Amaral).

Resumo: Não consta.

 

BIZELLI, Maria Helena Sebastiana Sahão

A Matemática na Formação do Químico Contemporâneo. Rio Claro, Educação Matemática, UNESP, 2003, 208p. Tese de Doutorado. (Orientador: Marcelo de Carvalho Borba).

RESUMO: Nesta pesquisa investiguei aspectos relativos a Matemática, como disciplina em serviço, na formação dos químicos contemporâneos, segundo o ponto de vista dos químicos docentes de várias Instituições de Ensino de Química do país e de alguns profissionais químicos. Decidi por uma abordagem qualitativa para realizar a coleta de dados, através de entrevistas e questionários. Discuti questões relacionadas a "Por que Ensinar Matemática?", "O que Ensinar de Matemática?", "Como Ensinar Matemática?" e "Quem Deve Ensinar Matemática para os químicos?". Como um dos objetivos deste estudo é adquirir subsídios para uma possível reestruturação curricular das disciplinas da Matemática nos cursos de Química em nível superior, procurei também discutir um pouco o problema das reformas curriculares e da organização curricular dos cursos de Química no Brasil, atentando para o fato de que não se tem levado em consideração pesquisas, como a proposta nesse estudo, na alteração da estrutura e organização dos currículos dos cursos de graduação. Além destas questões, procurei analisar a influência da informática em todo esse processo. No final, apresentei algumas sugestões no sentido de, pelo menos, minimizar os problemas relacionados com o ensino de Matemática para não matemáticos, em particular para a formação do profissional químico contemporâneo.

 

BLANCO, Jesuita Alvarado

Aplicação de Módulos com ênfase em Química, para estudantes do Liceu Vicente Lachner S. Campinas, Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação, UNICAMP, 1980. 139p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Ubiratan D’Ambrósio).

RESUMO: Apresenta um projeto denominado "Pacote Instrucional", baseado na metodologia "Aprendizagem para o domínio", a qual proporciona uma ativa participação por parte dos alunos, permite a cada estudante avançar de acordo com sua capacidade e interesse, proporciona, sistematicamente, uma avaliação formativa periódica, tanto dos instrumentos utilizados como do aproveitamento dos estudantes e do trabalho do professor, faz com que a maioria dos estudantes obtenham classificações mais altas e permite a individualização do ensino. O conteúdo do Manual de Instruções do Projeto, apresenta-se em módulos auto-instrutivos, abordando os conteúdos correspondentes ao primeiro trimestre do programa oficial de Química para o X ano. O projeto foi testado com 5 grupos de alunos do curso de Química do X ano, do Liceu Vicente Lachner S., Costa Rica.

 

BOGISCH, Maria Inês Pinto

O ensino da Química na educação superior: uma aprendizagem contextualizada e prática (Estudo de Caso). Curitiba, Faculdade de Educação, PUC-PR, 2001, 109p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Paulo Roberto de Carvalho Alcantara).

RESUMO: Numa abordagem prática e contextualizada, o presente trabalho visou analisar quatro procedimentos pedagógicos: a) aula expositiva dialogada com apresentação de vídeo e discussão; b) aula expositiva dialogada com prática laboratorial e discussão; c) aula 2 expositiva dialogada; d) projeto de pesquisa de campo, apresentado em seminário. Durante a implementação dos procedimentos, utilizou-se um ambiente de Aprendizagem Colaborativa via Internet, com o intuito de incrementar a motivação dos estudantes e obter uma aprendizagem satisfatória. Os dados foram coletados através de uma entrevista, seis questionários e observações assistemáticas feitas em sala de aula com dezessete alunos de Engenharia Elétrica-Telecomunicações, 2º período da PUC-PR. Utilizou-se o ensino com pesquisa para realizar as modificações necessárias no programa de aprendizagem de Química durante a aplicação dos procedimentos pedagógicos adotados. O presente trabalho está estruturado da seguinte maneira: a introdução apresenta os aspectos gerais da pesquisa e os tópicos seguintes são: o problema de pesquisa, os objetivos, a justificativa e a metodologia adotada. No marco teórico, mostra-se a importância da Química desde a pré-história até a modernidade; as diversas correntes filosóficas que a influenciaram ao longo da história; o surgimento da química como ciência exata; o ensino de Ciências e de Química no Brasil, enfocando a sua importância na escola; a ação do docente tentando responder questões: "por que ensinar química?", "o que ensinar de química?" e "como ensinar química?” - a aprendizagem significativa como ocorre e as diversas variáveis que influenciam na motivação. Após a análise dos dados, os resultados denotaram que a motivação aumentou em função da abordagem contextualizada e prática. Nos resultados e discussões, apresentam-se as respostas dos diversos questionários aplicados, gráficos e tabelas que ilustram e comparam resultados. Além disso, fez-se uma discussão dos possíveis motivos que geraram tais respostas. Na conclusão, abordam-se as considerações finais sobre o assunto. O projeto aliado à pesquisa de campo e apresentado em seminário foi o procedimento pedagógico que mais aumentou a motivação e a aprendizagem. A prática laboratorial fez boa intermediação entre o cotidiano e a Química, enquanto a aula teórica foi considerada como um meio de obter conhecimentos novos e aprofundar conteúdos.

 

BOSSOLANI, Keila

Características da aprendizagem significativa em proposições expressas por escrito pelos alunos do ensino fundamental: um estudo de conceitos químicos proposto a partir de atividades experimentais. Universidade Federal de São Carlos – Educação. 2004.  214 p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Dácio Rodney Hartwig).

RESUMO: Neste estudo procurou-se desenvolver algumas atividades experimentais com o objetivo de extrair e identificar elementos químicos a partir de produtos comerciais de baixo custo e fácil acesso. A finalidade de desenvolvimento dessas práticas seria compor, posteriormente, um material instrucional. Na organização de conteúdo desse material haveriam atividades experimental e não-experimental que juntas formariam um conjunto de atividades didáticas, que permitiriam discutir alguns conceitos químicos e propiciar uma aprendizagem significativa. Os experimentos foram desenvolvidos inicialmente em condições domésticas, pois se objetivava construir práticas que pudessem ser aplicadas em qualquer instituição de ensino, até mesmo em escolas carentes de infraestrutura física e material. Posteriormente, com o apoio do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) os experimentos passaram a ser desenvolvidos nesta instituição de ensino e pesquisa. Assim, o conjunto de atividades experimentais desenvolvidas viabilizou a extração dos elementos químicos: cálcio e ferro, a partir de medicamentos e alimentos. O conceito químico ?elemento químico? e outros relacionados a ele foram abordados e enfatizados no material didático, pois diante do levantamento bibliográfico em livros didáticos, paradidáticos, cd-rom educacionais e jogos infanto-juvenis, notou-se uma ausência de atividades experimentais envolvendo tais conceitos. Para a elaboração do material instrucional utilizou-se uma metodologia de ensino que busca inserir os alunos de forma ativa no processo de ensino-aprendizagem, pois se acredita na necessidade de privilegiar o papel e a importância do estudante nesse processo, bem como seus conhecimentos prévios. Assim, buscou-se elaborar situações de ensino contextualizadas que privilegiam a participação do aluno na reconstrução do conhecimento. A distribuição das atividades no material didático considerou as características necessárias em uma organização de conteúdo que almeja atingir uma aprendizagem significativa de conceitos e a finalização desse material permitiu sua aplicação junto aos alunos da Escola de Ensino Fundamental e Médio Educandário Santo Antônio de Bebedouro - SP. As aulas foram ministradas por mim enquanto professora-pesquisadora e com a colaboração efetiva da professora de Ciências. Para a coleta de dados fez-se uso dos registros expressos por escrito pelos estudantes e buscou-se identificar nesses registros as características necessárias à ocorrência de uma aprendizagem significativa. A análise dos dados expressos pelos alunos revelou a presença de temas centrais, hierarquia conceitual que vai dos conceitos mais gerais e inclusivos aos mais específicos e com menor poder de inclusividade, generalizações devidamente articuladas com exemplos e não-exemplos, enfatização dos níveis macroscópicos e submicroscópicos do conhecimento, além dos princípios de diferenciação progressiva e reconciliação integrativa. E mais, na maioria das proposições elaboradas pelos aprendizes os escritos mostram que as frases foram construções dos próprios alunos, que revela um indício de que houve uma compreensão dos conceitos. Além disso, as proposições foram categorizadas quanto aos níveis macroscópicos e microscópicos dos conceitos e percebeu-se que o nível microscópico prevalece sob o macroscópico.

 

BOTAR, Eva Maria

Livros didáticos de Química: uma análise das percepções do estudante.  Distrito Federal, UnB, 1995.  Dissertação de Mestrado. (Orientador: José Florêncio Rodrigues Júnior).

RESUMO: Objetiva apresentar o livro didático de Química, segundo as percepções de seu usuário, o estudante. Parte da proposição de que um maior conhecimento acerca destas percepções permite avanços rumo à demonstração e otimização da produção, análise e utilização do livro didático de Química. Inicialmente faz entrevistas com os estudantes, por amostragem intencional e a técnica do incidente crítico (Flanagan, 1954). Deste material, elabora um questionário aplicado por amostragem aleatória a alunos do curso de educação geral do ensino médio da rede pública do DF. A análise dos dados segue um caráter exploratório e interpretativo dos significados atribuídos pelo estudante-usuário do livro didático de Química com recursos qualitativos e quantitativos combinados, tais como os da análise de conteúdo e da análise fatorial. Evidencia quatro fatores mais significativos: a) o caráter didático do livro didático de Química; b) elementos condicionantes da importância do livro; c) aspectos de praticidade; d) aspectos de aprendizagem criativa. Destaca a utilização dialógica do livro didático de Química, tanto na sala de aula como fora dela. As entrevistas e os dados quantitativos sugerem uma ressonância entre as percepções do estudante, as tendências contemporâneas de ensino das Ciências e a concepção de educação como aprendizagem significativa da cultura.

 

BOTAR, Eva Maria

Um olhar sobre as relações entre o universo educativo da licenciatura e o mundo do trabalho - questões para a formação e profissionalização docente de professores e professoras de química. Natal, Educação, UFRN, 2003, 141p. Tese de Doutorado. (Orientador: Isauro Beltran Nuñez).

RESUMO: presente trabalho se relaciona à Formação Inicial de Professores, tendo como objetos empíricos o contexto da licenciatura e o mundo do trabalho de professores e professoras de Química. Tem como objetivo apresentar, de um ponto de vista didático-pedagógico, um estudo acerca das relações entre estes dois contextos. Procura explicitar, do interior do processo formativo inicial, a natureza do entraves que dificultam o preparo inicial para a docência os quais trabalham contra um desenvolvimento profissional mais pleno das atividades docentes na escola básica por seus egressos. Serviu-se de uma cominação de estratégias qualitativas e quantitativas, por meio de um trabalho de triangulação metodologia e de bricolagem, em função do enriquecimento dos dados obtidos junto ao referencial empírico da pesquisa, Este, constituído por professores/as formadores e estudantes dos cursos de formação inicial, da licenciatura e do bacharelado em Química, por professores/as de Química em exercício; pelas diretrizes curriculares vigentes para a formação de,professores/as e as ordenações ocupacionais, a descrição dos gestos laborais dos profissionais da Química e dos profissionais da docência em Química na educação básica, disponibilizadas na Classificação Brasileira de Ocupações pelo Ministério do Trabalho e do Emprego brasileiro. As análises nos levam a acreditar na presença de fortes indícios de um descompasso entre a natureza dos processos formativos iniciais, no interior do universo da licenciatura e as solicitações laborais do mundo do trabalho dos professores e professoras na escola básica. Por meio das presenças e ausências detectadas nos materiais investigados, observamos o prevalecimento de tratamentos semelhantes, com poucas nuances qualitativa e quantitativamente diferenciadas, do prevalecimento de objetos de estudo semelhantes sendo proporcionados para a formação de profissionais com atribuições laborais futuras bem diferenciadas, a saber, para a formação de químicos e químicas e de professores de Química. Concluímos que tal fenômeno caracteriza um obstáculo de natureza epistemológica acerca da compreensão constitutiva do processo formativo inicial e que uma mais completa explicitação e detalhamento tornam-se necessários para sua superação. Ao mesmo tempo, percebemos, com o advento de manifestações concretas neste sentido, procedentes dos campos da investigação educacional, das confluências entre a pedagogia com a didática das ciências e das instâncias deliberativas e organizacionais, a emergência de novos rumos, à espera de um envolvimento e de uma participação mais efetiva de seus atores nestas páginas ainda em construção das novas dinâmicas formativas iniciais no interior de nossas licenciaturas.

 

BOTH, Luiz

A Química Orgânica no Ensino Médio: na sala de aula e nos livros didáticos. Universidade Federal de Mato Grosso – Educação. 2007. 150p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Irene Cristina de Mello).

RESUMO: Esta dissertação tem como objetivo investigar o ensino de Química Orgânica, tanto em livros didáticos como em escolas de ensino Médio de Cuiabá nos seguintes aspectos: o que se ensina, por que se ensina, como se ensina e quem ensina. Para tanto, foram selecionadas dez escolas, assim discriminadas: seis públicas e quatro particulares. Das públicas, cinco são estaduais e uma federal; das particulares, duas são confessionais e duas laicas. Fez-se um levantamento nas escolas quanto ao número de alunos e de professores de Química, bem como a análise do planejamento de curso e dos livros e apostilas usadas para o ensino de Química Orgânica. De cada escola foi escolhido um(a) professor(a) de Química Orgânica para uma entrevista semi-estruturada. Paralelamente, fez-se a análise dos livros didáticos de Química Orgânica existentes no mercado editorial, verificando a abordagem dos conceitos fundamentais e a atualização das regras de nomenclatura e isomeria. Por se tratar de Ensino Médio, considerou-se a descrição da estrutura conferida pela nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96), regulamentada em 1998 pelas Diretrizes do Conselho Nacional de Educação e pelos Parâmetros Curriculares Nacionais divulgados em 1999 e complementados em 2002 pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN+ e das Orientações Curriculares para o Ensino Médio. Além disso, realizou um estudo sobre a evolução dos livros didáticos de Química em função das diversas reformas do sistema educacional brasileiro. Os resultados desta pesquisa mostram que há muitas limitações no ensino de Química Orgânica, sendo que os PCNEM ainda encontram-se em fase de implantação e os livros e apostilas usados nas escolas trazem a abordagem clássica dos conteúdos, com erros conceituais e desatualizações quanto à nomenclatura dos compostos orgânicos. Ademais, a presente investigação demonstra a importância de uma sistematização das regras de nomenclatura e de uma maior ênfase à tríade estrutura–nomenclatura–propriedade dos compostos orgânicos, visando a contextualização e a interdisciplinaridade conforme as orientações curriculares para o Ensino Médio.

 

BOURSCHEID, Luis Rogério

Tecnologia da informação e comunicação: estudo de caso com professores de química - mais limites que possibilidades. Ijui, Educação nas Ciências, UNIJUI, 2006, 125p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Otavio Aloísio Maldaner).

RESUMO: Este trabalho refere-se: à inserção das tecnologias atuais na educação com ênfase ao uso do computador, como os professores estão se apropriando dessa nova ferramenta de ensino e como as universidades estão preparando os futuros professores para trabalhar em um novo contexto social. São objetivos da pesquisa analisar pequenos programas para fins educacionais, de fácil acesso aos professores, que podem ser acessados pela Internet, investigar como os professores avaliam e percebem a formação continuada para o exercício da profissão em função dos avanços que obtêm durante a carreira, verificar como as universidades da Região do contexto da pesquisa estão formando os novos docentes para o uso da informática na educação. A pesquisa desenvolvida é de natureza qualitativa realizada através do método de observação participante. Os dados foram obtidos através de um grupo de estudo com professores de química da Região Noroeste do Rio Grande do Sul, entrevistas com coordenadoras de Cursos de Química da Região e por meio de estudos bibliográficos. As informações obtidas apontaram para um despreparo dos docentes frente às novas tecnologias, a má formação continuada dos professores devido a políticas educacionais inadequadas, e a manutenção do ensino universitário ligado à modernidade que não prepara os novos professores para as mudanças sociais que se instalam.

 

BRANDÃO, Marilene Duarte

Currículo de Química nas escolas públicas do município de Cuiabá: seus elementos e suas (re)ações. Cuiabá, Instituto de Educação, UFMT, 1999. 122p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Mauricéa Nunes).

RESUMO: Neste trabalho procurou-se observar a reflexão dos educadores a respeito de Currículo, a atuação dos(as) diretores(as), coordenadores(as) e professores(as) de Química do ensino médio das escolas públicas do município de Cuiabá. Para tanto, o presente trabalho, procedeu-se um levantamento desta realidade dentro do ensino de Química, através de coletas de dados e aplicação de questionários. No período de junho à dezembro de 1997, realizou-se uma pesquisa através de entrevista semi-estruturada em escolas públicas do segundo grau localizadas nas regiões norte, sul, leste e oeste do município de Cuiabá. Para a organização desse trabalho buscou-se num primeiro momento, contextualizar a problemática da educação no Brasil, do Estado de Mato Grosso e do ensino de Química, nos remetemos necessariamente à retrospectiva histórica do ensino médio sobretudo no que se refere à concepção de currículo. A tônica para a reflexão e compreensão do fenômeno educativo tem também como referência, por um lado, a concepção sobre o que é currículo, sua origem e a concepção de currículo de alguns autores, e por outro lado a concepção sobre o que é a escola, sem perder de vista é lógico, a especificidade da organização escolar. Procuramos então, abordar o papel dos(as) diretores(as), coordenadores(as) e professores(as) a respeito das relações entre currículo e escola. Num segundo momento, fez-se através dos dados, a construção do perfil dos entrevistados, bem como um levantamento de suas concepções quanto ao currículo da escola (abrindo espaço para a disciplina de Química) e sua elaboração. Os resultados obtidos nos mostraram que existem concepções e interpretações diferenciadas, quanto à suas concepções de currículo e sua elaboração. A deficiência na organicidade do currículo e da estrutura da escola ficaram notadamente evidenciadas (X ECODEQ, 1998). Este trabalho, pelos depoimentos dos entrevistados, vêem repletos de informações de forma crítica e sugestiva sobre o ensino de Química. Espera-se assim, contribuir para a reflexão dos educadores sobre o currículo de Química no ensino, visando estabelecer uma direção na melhoria da qualidade do ensino.

 

BRITO, Dorval dos Santos

Cursos de formação inicial de professores de Química: uma análise das manifestações de professores da Diretoria Regional de Ensino de São Carlos – SP. São Carlos, UFSCar, 2004, 170p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Dácio Rodney Hartwig).

RESUMO: O objetivo deste trabalho de pesquisa foi analisar e discutir a temática de formação de professores, fazendo referências às contribuições do curso de Licenciatura em Química para a aprendizagem profissional, através do levantamento e análise das informações manifestadas pelos docentes licenciados em Química atuantes da Diretoria Regional de Ensino de São Carlos-SP. Para a realização do trabalho de pesquisa partimos de dados coletados por meio de um questionário estruturado por dois blocos: um correspondente aos dados pessoais/formação profissional (acadêmica) com dezessete questões; e outro sobre os dados do curso de formação/atuação profissional com trinta e três questões. A composição do questionário deu-se por questões abertas em sua maioria e algumas questões fechadas. O questionário foi respondido por vinte e cinco professores licenciados em Química, atuantes, no qual pudemos coletar a opinião destes sobre alguns aspectos de seu processo de formação e atuação profissional, ou seja, aspectos referentes ao currículo, a avaliação, aos procedimentos didáticos/metodológicos, a um novo modelo de formação de professores (prático-reflexivo), as dificuldades e facilidades encontradas enquanto profissional, bem como a sua atuação profissional. No tratamento dos dados coletados, procedemos a uma análise qualitativa das respostas dos questionários, através da descrição das informações obtidas dos professores licenciados em Química atuantes. Consideramos as informações com significados semelhantes configurando em classes de respostas quantificadas em freqüências e porcentagens. De acordo com as conclusões ficou nítido que novos caminhos devem ser percorridos na formação de professores. Apesar dos professores de Química atuantes apresentarem aspectos importantes e relevantes, apontaram também alguns problemas e dificuldades de forma crítica em relação a sua formação. Juntamente às críticas surgiram sugestões no sentido de modificar alguns aspectos para melhorar a formação do licenciado em Química. Por se tratar de um trabalho de pesquisa com natureza qualitativa, as conclusões não podem ser generalizadas, porém utilizadas na compreensão de situações semelhantes, que eventualmente ocorram em outros contextos.

 

 

 

BRITO, Lorena Gadelha de Freitas

A Tabela Periódica: Um recurso para a inclusão de alunos deficientes visuais nas aulas de química. Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Ensino de Ciências Naturais e Matemática. 2005. 88p. Profissionalizante. (Orientadora: Márcia Gorette Lima da Silva).

RESUMO: Na atualidade, inúmeras são as razões que visam à inclusão de pessoas com necessidades especiais, dentre essas, aquelas com deficiência visual, no mundo do trabalho, na educação, e na sociedade como um todo. Entretanto, observa-se que em se tratando da inclusão escolar dessas pessoas, especialmente no Ensino Médio, há um enorme distanciamento entre a teoria e a prática. A falta de recursos didáticos, as instalações físicas inadequadas, o despreparo dos professores, a desinformação das famílias, são alguns dos fatores que emperram o processo de inclusão. Além disso, os educandos deparam-se também com a aridez dos conteúdos disciplinares e, no caso do estudo da Química, com a utilização dos signos relativos à linguagem que é concernente à matéria. Logo, o objetivo de nossa pesquisa é refletir sobre a apreensão dessa linguagem pelas pessoas com deficiência visual, com vistas a contribuir para o seu processo de inclusão escolar. Nessa perspectiva, trabalhamos com a Tabela Periódica, que se constitui em uma das ferramentas indispensáveis para apropriação do conhecimento químico. Para tanto, o percurso metodológico adotado foi realizado em três etapas. Inicialmente, por meio de uma entrevista semi-estruturada, procurou-se conhecer a opinião de alunos cegos, participantes da pesquisa, sobre a Tabela Periódica que utilizaram no Ensino Médio, bem como as dificuldades sentidas no seu manuseio. A partir das respostas obtidas, a tabela foi re-elaborada para atender às necessidades destes alunos. Nessa etapa, foram construídas duas tabelas, uma em Braille cuja forma é mais compacta, e a outra em alto relevo, confeccionada com areia e cola. Na terceira etapa, as tabelas elaboradas foram submetidas a análise dos participantes e por meio de entrevista semi-estruturada procurou-se identificar se esse recurso atendia às solicitações feitas pelos alunos quanto ao manuseio. Os participantes sinalizaram que as tabelas compactas facilitavam a leitura táctil dos símbolos dos elementos químicos de forma mais ágil e clara. Espera-se que, com a elaboração dessas ferramentas, possamos contribuir com mais um dos elementos a favorecer a participação efetiva de alunos cegos nas aulas de Química, ao estudar a Tabela Periódica.

 

 

 

BRITO, Sérgio Luiz

O computador como meio de comunicação pedagógica no ensino de química: concepção, desenvolvimento, aplicação e avaliação de um ambiente multimediatizado para apoiar o estudo de cálculos estequiométricos. Universidade de Brasília – Educação. 2000. 236 p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Gilberto Lacerda dos Santos).

RESUMO: É unânime entre educadores que o ensino de Química tem sido ineficaz, fato este verificado nos temas apresentados em encontros nacionais de Química, ora por meio dos depoimentos informais dos profissionais da área. Considerado, via regra, improdutivo, atendendo quase que exclusivamente à necessidade de aprovação no vestibular é totalmente desvinculado da realidade do aluno, o ensino de Química tem se caracterizado como sendo um processo visando apenas um acúmulo arbitrário de conhecimentos. Tendo em vista que pesquisas atuais enfatizam que o uso do computador em sala de aula pode alterar positivamente o processo de ensino-aprendizagem, avançamos, no contexto desta pesquisa, na concepção e no desenvolvimento de um ambiente multimediatizado, suscetível de promover "aprendizagens significativas" em Química, isto é, conectadas com os conhecimentos já adquiridos ou pré-existentes, cognitivamente ricas e estimulantes, pertinentes e transferíveis. Para avançar no desenvolvimento do ambiente, adotamos como ponto de partida elaboração e a validação, por professores de Química, de um mapa conceitual sobre cálculos estequiométricos. A partir deste mapa, identificamos várias unidades de conteúdo correspondendo aos conceitos interrelacionados e identificamos atitudes didáticas específicas para sua abordagem. Algumas atitudes didáticas conduziram ao uso do computador, enquanto outras ao trabalho com livros didáticos, à utlização do laboratório ou ainda à intervenção direta do professor. Foi justamente essa interação entre diferentes meios de comunicação pedagógica que caracterizou o ambiente educativo multimediatizado e o direcionou para promover a construção de conhecimentos. Uma vez experimentado junto a um grupo de estudantes de ensino médio, o ambiente multimediatizado nos levou a ponderar sobre a pertinência de situações educativas onde permeiam a interação, a motivação e uma atenção especial às expectativas do aluno. Considerar tais expectativas e procurar entender como a aprendizagem ocorre são fatores que contribuirão muito para atingirmos melhorias no processo educativo.

 

 

 

BROTERO, Paula Porto

A subjetividade na química impressa por químicos e seu efeito no ensino. Universidade de São Paulo - Ensino de Ciências (Modalidades Física, Química e Biologia). 2006. 135p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Maria Eunice Ribeiro Marcondes).

RESUMO: Essa dissertação apresenta um estudo sobre os modos de circulação do conhecimento químico na atualidade, a partir do discurso. Entendemos que os discursos circulam a partir de gêneros discursivos com formas textuais relativamente cristalizadas, produzindo efeitos de sentido que constroem o imaginário de cada época. Usando alguns pressupostos da Escola Francesa de Análise do Discurso e da sociologia de Pierre Bourdieu, foram analisados alguns textos de divulgação científica produzidos em diferentes instâncias consideradas representantes legítimas do conhecimento químico: entidade de classe, sociedade de química e docentes universitários. Os destinatários pressupostos eram químicos, professores de química, e até o público geral de jornal de circulação nacional. A análise dos textos mostra a intervenção do discurso cotidiano no científico produzindo um discurso típico de divulgação científica, que manipulado pelos diferentes enunciadores procura legitimar interesses variados. A própria química mostrada é heterogênea, sugerindo diferenças conforme relacionada à indústria, pesquisa, ensino ou tecnologia. Observou-se uma tendência a manter alguns estereótipos comumente associados à atividade científica, como neutralidade, objetividade e acesso à verdade; além de manter o mito da dificuldade de acesso ao conhecimento químico. Foram feitas algumas entrevistas com professores de química da rede pública estadual de São Paulo, de modo a entender suas práticas e inserção das informações da mídia na sala de aula. Foi constatada a dificuldade de tratar estas informações numa perspectiva crítica, mostrando os problemas de adotar uma postura de ensino baseada nas interações entre ciência, tecnologia e sociedade(perspectiva CTS) no ensino de química.

 

CALDEIRA, Claudio Galeno

Dos professores de química aos professores alquímicos: uma transmutação no profissional docente. Universidade de Uberaba – Educação. 2007. 107p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Ana Maria Faccioli de Camargo).

RESUMO: Esta dissertação busca entender como o ensino de química passou a aceitar o discurso produzido pela ciência. Esta busca consistirá em analisar dois momentos de mudanças ocorridos no pensamento cientifico e no pensamento educacional e propor um terceiro momento que poderá ocorrer nas concepções da educação e, mais especificamente, no ensino de química. O primeiro momento analisado consiste na mudança de pensamento e de concepções ocorridas a partir do século XVI com o surgimento da chamada ciência moderna, aqui representada pela química, em detrimento dos saberes milenares da alquimia. Num segundo momento será analisada a transformação ocorrida no campo educacional, com as idéias de Comenius que, no século XVII propôs uma mudança na forma de ensinar, rompendo com o ensino escolástico e dando origem à sala de aula, como o espaço físico que hoje concebemos. O terceiro e último momento ainda não aconteceu, sendo ele, o objetivo deste trabalho que mostrará ser necessária uma mudança na concepção dos professores de química deixando uma formação tecnicista e adotando uma postura alquímica, sem que isso implique no retorno à visão mágico-vitalista dos alquimistas. O trabalho consiste numa pesquisa bibliográfica e teve como referenciais teóricos Michel Foucault, Ana Maria Goldfarb, Attico Chassot, Otávio Maldaner e Roseli Pacheco Schnetzler.

 

CAMARA, Maria Regina de Souza

Problemas percebidos pelos professores de Química no ensino do 3º grau delineando causas e apontando alternativas. Porto Alegre, Faculdade de Educação, UFRGS, 1985. 163p. Dissertação de Mestrado. (Orientador(a): FELDENS, Maria das Graças Furtado).

RESUMO - Identifica os problemas percebidos pelos professores de Química no ensino de 3º grau, bem como investiga as causas apontadas como responsáveis pela existência dos problemas. Faz um levantamento de soluções alternativas para a eliminação ou minimização das dificuldades percebidas. Os resultados permitem identificar cinco grupos de problemas: a) problemas específicos do ensino de Química; b) problemas de embasamento do aluno; c) problemas de desempenho/preparo profissional; d) problemas referentes à participação do aluno; e) problemas decorrentes da estrutura e organização do 3º grau. Aponta múltiplas causas para a existência dos problemas percebidos, dentre as quais destacam-se três: a formação deficiente do professor; a falta de articulação com os níveis precedentes de ensino; a estrutura e o funcionamento do ensino de 3º grau. As alternativas para solução dos problemas basicamente se encaminham no sentido de propiciar uma melhor formação e capacitação docente, de incrementar a integração entre os vários níveis de ensino e de conscientizar mais os professores para a atual realidade do ensino superior, em particular, e da educação brasileira, em geral.

 

 

CAMPANERUT, Franciane Zanetti

Estudo do processo de implementação das diretrizes curriculares nacionais ao projeto político pedagógico dos cursos oferecidos pelo IQ-USP. Ensino de Ciências (Modalidade Física, Química e Biologia), Universidade de São Paulo, 2007, 99p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Adelaide Faljone-Alario).

RESUMO: Esta pesquisa tem como objetivo pontuar ações que permitiram a implantação das diretrizes curriculares nacionais para um curso de química e como esta mudança favoreceu a ressignificação do curso. Esta é uma pesquisa extensa que pretende demonstrar "dicas" gerais, uma vez que um dos princípios mais discutidos é a autonomia da sede de cada curso para aproveitar as condições-ambiente e o interesse do público alvo na estruturação do curso. O ponto de partida desta pesquisa foi a implementação da LDB no Ensino de Química na USP (IQ - USP) e o resultado das alterações feitas no Projeto Político-Pedagógico (BRASIL 2002) e na Estrutura Curricular (HERNÁNDEZ, 1998). A composição do trabalho segue a lógica de apresentar o contexto de mudanças na estrutura dos cursos superiores nacionais e conseqüentemente como as mudanças aconteceram nos cursos de química do IQ - USP, o que justifica a pesquisa. Esta mudança teve âmbito nacional e estadual e, em cada universidade, essas etapas são descritas na primeira parte da introdução. Ainda, com a intenção de contextualizar o leitor sobre a realidade do IQ - USP, a segunda etapa da introdução apresenta a história e a organização atual da unidade que serve de fonte de análise para esta pesquisa. E na terceira etapa da introdução, é apresentada uma das mais significativas conseqüências da nova organização dos cursos superiores, que é a obrigatoriedade do processo avaliativo do trabalho institucional. Sendo assim, descrevo o histórico da avaliação institucional no Brasil, que é apresentada no âmbito histórico, nacional, estadual e na USP e no IQ - USP. Então, apresento meus instrumentos e a metodologia de pesquisa, logo os resultados são apresentados e discutidos. A conclusão foi construída de forma a dar dicas sobre etapas que podem favorecer um processo de mudança nos cursos de graduação, aponta algumas reflexões necessárias na expectativa de colaborar com novas mudancas, que com certeza sempre são trabalhosas, mas que nem por isto o resultado objetivado está garantido.

 

CAMUENDO, Ana Paula Luciano Aliche

Impacto das experiências laboratoriais na aprendizagem dos alunos no ensino de Química. Educação, PUC-SP, 2006. 227p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Fernando José de Almeida).

RESUMO: O presente trabalho visa analisar o impacto das experiências no ensino de química com o material alternativo e localmente disponível. O objetivo é contribuir para a melhoria de qualidade de ensino através de implementação de guiões de experiências realizáveis nas condições das escolas moçambicanas. A presente pesquisa teve como ponto de partida o problema de ausência de experiências laboratoriais no ensino de Química, constatada durante o acompanhamento dos estudantes da UP nas atividades de estágio pedagógico nas escolas. A este fato, associei a falta de interesse por parte dos alunos em aprender a Química, a passividade e a pouca motivação na aprendizagem desta disciplina. Fundamentei a parte teórica desta pesquisa recorrendo aos saberes dos teóricos, como FREIRE (1996), PIAGET (1996), BECKER (2001), VYGOTSKY (1998), COLL (2001) e outros. Destes, resgatei as bases epistemológicas da Educação no processo de construção de conhecimentos, no âmbito da teoria construtivista. A abordagem de metodologia baseia-se na pesquisa qualitativa e, nesse âmbito, desenvolve um estudo de caso. Foram escolhidas duas escolas, uma localizada na cidade de Maputo e a outra na província de Maputo, no distrito de Boane. O grupo alvo desta pesquisa foram os alunos do nível de 8ª classe e os professores em exercícios das escolas secundárias acima mencionadas. Os resultados da pesquisa mostram que as experiências têm um impacto positivo no processo de ensino-aprendizagem porque para além de elevarem o nível de conhecimentos dos alunos, desperta um grande interesse estimulando os alunos para a reflexão, o que possibilita a formação de personalidades curiosas, criativas e ativas.

 

CANDIDO, Jacira

Ensino-aprendizagem de Química no ensino médio utilizando computadores e a rede internet como recursos didáticos. Bauru, Faculdade de Ciências, UNESP, 2001. 129p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Dietrich Schiel).

RESUMO: O citado trabalho apresenta uma reflexão sobre a questão do ensino-aprendizagem de química no ensino médio, em relação à utilização de computadores. Este estudo foi realizado com alunos de uma escola pública paulista, dispondo-se da sala de Informática da mesma escola, além do laboratório didático de informática da Faculdade de Educação da Unesp de Bauru. A partir de constatações das dificuldades sobre o ensino de química, vivenciada por nós como docentes e também por inúmeros pesquisadores, pensamos no uso de computadores como facilitadores de aprendizagem. Assim, iniciamos o trabalho com a adoção do programa de apresentação Power Point, depois com a utilização de sites sobre química em português e inglês. Tal exploração culminou na criação de um site sobre química em português que atendesse as principais dificuldades encontradas. Pretende-se que o site atenda também ações de educação à distância, ainda em fase incipiente neste estudo. O referencial teórico para a realização desse projeto baseou-se na literatura sobre concepções espontâneas em ciências, sobre a inserção da informática na educação, na questão da contextualização do currículo e na obra de Vygotsky e Saviani. A avaliação foi realizada por provas com testes extraídos de vestibulares, além da observação da interação dos alunos com o material de aprendizado.

 

CAPELIN, Marlene

Aspectos do ensino de Química: reflexões críticas. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Marilia – Educação. 2000. 149 p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Viviane Galvão Villani).

RESUMO: este é um estudo de caso realizado no centro federal de educação tecnológica do Paraná - unidade de pato branco, sobre o processo de ensino e de aprendizagem significativa de química, fazendo uma possível reflexão crítica sobre o ato pedagógico significativo de tal ensino. Para realizar o estudo optou-se pela metodologia do estudo de caso por se pensar que se trata de uma forma especial de tratamento de pesquisa, que pode revelar as particularidades de um caso e especialmente neste, sobre o processo de ensino e aprendizagem significativa. Os principais instrumentos de coleta de dados constituiram-se na observação, na entrevista e na análise documental. É possível entender, a partir do estudo realizado, que tanto o processo de ensino quanto o processo de aprendizagem significativa dependem de muitos fatores, entre eles, a metodologia de trabalho do professor, os conhecimentos prévios do aluno e a relação que novos conhecimentos vão estabelecer no processo de construção de conhecimentos dos alunos.

 

CARAMEL, Neusa June Carlton

Conceitos de Eletroquímica e a circulação de corrente elétrica. Universidade de São Paulo - Ensino de Ciências (Modalidades Física, Química e Biologia). 2006. 138p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Jesuina Lopes de Almeida Pacca).

RESUMO: Nossa pesquisa procura conhecer a interpretação que os alunos dão às reações de óxido-redução, responsáveis pela gera''cão de corrente elétrica e como as relacionam com a circulação de corrente elétrica nos materiais, particularmente aos aspectos microscópicos relativos à movimentação dessas cargas. Escolheu-se o fenômeno que ocorre numa pilha que é ultilizada para produzir corrente elétrica ao longo de um condutor e de uma eletrólise que ultiliza a corrente elétrica para realizar transformações químicas. Considerando-se que essas interpretações possam constituir conceitos alternativos então, colocou-se a hipótese de que esses conceitos, como costumam ser ensinados, são tais que não possibilitam o entendimento relativo à circulação das cargas em tais transformações. A pesquisa foi realizada envolvendo 125 alunos, doa quais 73 alunos da 3ª série do Ensino Médio e 52 alunos do 3ª ano do curso de Licenciatura e Bacharelado de Química, que haviam estudado o tema Eletroquimica no ano anterior. O instrumento por nós utilizado para a obtenção de dados, foi essencialmenteconstituido por duas questões com três itens cada uma, tratando do processo químico que se estabelece numa pilha e durante a realização de uma eletrólise. Encontramos em nossos alunos dificuldades ao explicarem os fenômenos microscópicos que ocorrem nas células em operação, pois na maioria dos casos as explicações não dão conta dos conteúdos estabelecidos cientificamente. A grande maioria das explicações apenas admite a corrente eletrônica, ou seja, elétrons circulam através do condutor metálico, de um ponto a outro do circuito, já que é este modelo que o aluno possui das aulas de física. Quando se referem à condução no eletrólito apresentam concepções alternativas bastante incoerentes e longe da explicação científica.

 

CARLI, Enio Borba

Jornalismo científico e o ensino de Ciências no Brasil: a utilização de notícias científicas no ensino de Biologia, Física e Química do segundo grau. São Bernardo do Campo, Instituto Metodista de Ensino Superior, 1988. 239p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Wilson da Costa Bueno).

RESUMO: Objetiva a compreensão das potencialidades e limitações da notícia científica presente nos meios de comunicação de massa, enquanto recurso de ensino. Analisa a prática do jornalismo científico no Brasil, sua possível contribuição para a educação científica e avalia movimentos nacionais e internacionais pela melhoria do ensino de ciências no segundo grau. Aplica questionários a professores de Biologia, Física e Química da rede pública do Estado de São Paulo, região do ABC, procurando identificar o grau de familiaridade, interesse e utilização pelos professores das notícias científicas e investigar a visão dos mesmos quanto ao conteúdo e concepções do conhecimento veiculados nessas notícias e sua validade no ensino. Verifica que na opinião dos professores a utilização do noticiário científico em sala de aula é válida e atende aos objetivos: atualizar conhecimentos, avaliar socialmente a ciência, compreender os mecanismos de funcionamento e produção do conhecimento científico, ilustrar o conteúdo formal, motivar os alunos e mudar o comportamento em relação a aprendizagem de ciência.

 

CARMO, Everaldo Almeida do

As analogias como instrumentos úteis para o ensino do conteúdo químico no nível médio. UFPR - Educação em Ciências e Matemáticas. 2006. 83p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Luiz Acácio Centeno Cordeiro).

RESUMO: A importância da analogia no processo ensino-aprendizagem é assunto trabalhado exaustivamente por vários autores, embora existam algumas limitações associadas ao seu uso. A pesquisa realizada insere-se na abordagem qualitativa e procura verificar a utilidade das analogias no processo ensino-aprendizagem dos conteúdos de química no ensino médio. Teve como objetivo específico evidenciar como os professores fazem uso do processo analógico em suas explanações sobre modelos atômicos. O estudo foi realizado com três professores de química de uma escola pública de Belém. Os principais resultados apontam para diversas dificuldades dos professores na produção e exploração de analogias, que parecem estar estreitamente relacionadas com a dificuldade que os alunos apresentam em assimilar os conceitos químicos, o que, em geral, culmina com a má escolha dos análogos a serem explorados durante as aulas, tornando ineficaz o uso desses procedimentos.

 

CARMO, Miriam Possar do

Um estudo sobre a evolução conceitual dos estudantes na construção de modelos explicativos relativos a conceitos de solução e o processo de dissolução. Ensino de Ciências (Modalidades Física, Química e Biologia), USP, 2005, 195p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Maria Eunice Ribeiro Marcondes).

RESUMO: O objetivo central deste trabalho foi o estudo da evolução das concepções de estudantes de 2ª e 3ª séries do Ensino Médio de duas escolas da Rede Pública de Ensino, sobre alguns conceitos, envolvendo a tema soluções e da utilização, dessas concepções na construção de um modelo que permitisse interpretar o processo de dissolução como um conjunto de interações entre as partículas constituintes do sistema. Partiu-se do pressuposto de que os estudantes possam ficar insatisfeitos com suas teorias de momento quando, o que acreditam, entra em contradição com as novas informações. Dessa forma, um processo em sala de aula foi desenvolvido para desencadear e encorajar discussões e reflexões sobre as próprias concepções, visando a reestruturação destas para níveis de maior abstração. O estudo se alicerçou em pressupostos construtivistas, e em estratégias de ensino para a mudança conceitual. Os resultados obtidos basearam-se na análise das concepções de estudantes, antes, durantes e após o processo de ensino, o que possibilitou a elaboração de níveis explicativos, os quais permitiram interpretação da evolução das concepções, desde as noções macroscópicas dentro do tema escolhido. Pode-se perceber uma evolução conceitual, de níveis concretos, com pouca abstração, para níveis conceituais, de níveis concretos, com pouca abstração, para níveis conceituais mais complexos, uma vez que os alunos estão habituados a raciocinar sobre o real. Portanto, as explicações apresentadas pelos alunos foram influenciadas pelos aspectos observáveis e pelas experiências vivenciadas. Também foi possível perceber a influência positiva na construção de conceitos quando da participação ativa do estudante, através de experimentos e experiências em sala de aula que lhes permitissem refletir sobre suas idéias e confrontá-las com outras. Nesta pesquisa procurou-se ir além do conhecimento das concepções alternativas, propondo um modelo de ensino que pudesse contribuir para a superação das mesmas, além de auxiliar os professores e planejarem um ensino mais significativo, especificamente dentro do tema soluções e em outros.

 

CARNEIRO, Suely Oliveira

Opiniões sobre estágio curricular e prática de ensino na licenciatura em química: o caso do CEFET-PB. Natal, Ensino de Ciências Naturais e Matemática, UFRN, 2008, 93p. Profissionalizante. (Orientadora: Márcia Gorette Lima da Silva).

RESUMO: Os documentos legais brasileiros estão orientando a reformulação dos cursos de formação de professores. Em todo o país muitas instituições procuram se adequar a tais documentos. Outras Instituições de Ensino Superior – IES já na implantação dos cursos procuravam se adequar às novas políticas públicas. Com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais, para a formação de professores da Educação Básica, em nível superior, cria-se em 2004 o Curso de Licenciatura em Química no CEFET-PB, cuja organização curricular atende as solicitações dos documentos legais. Este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa de natureza fenomenológica que visou compreender as opiniões de professores, no âmbito das discussões sobre as atuais políticas de formação, particularmente as relativas às resoluções CNE/CP 1 e CNE/CP 2/2002. Apóia-se na proposta curricular para o curso de Licenciatura em Química, apresenta a questão da relação entre o estágio e a prática de ensino no CEFETPB, a fim de contribuir acerca de uma reflexão sobre estas categorias para esclarecer os professores formadores. Partiu da consideração de que as mudanças operadas na sociedade contemporânea implicam mudanças nas práticas dos professores. A coleta de dados contou com dois instrumentos: um questionário com questões fechadas e abertas e entrevistas gravadas. Participaram 9 professores do CEFET-PB e 4 licenciandos. Fundamentou-se em um quadro teórico como suporte para as discussões sobre os diferentes modelos de formação docente. Concluímos que as representações de professores sobre estágio e prática de ensino como eixo articulador entre teoria e prática na atividade de formação docente está fortemente ancorada em elementos característicos da tendência formativa de uma instituição que historicamente atuava na formação de técnicos, e os resultados apontam para fortes indícios de atitudes baseadas no modelo da racionalidade técnica.

 

CARVALHO, Eduardo Oliveira.

Desenvolvimento de Ferramentas Didáticas para o Ensino de Sistemas Tampão e Princípios de Termodinâmica Aplicados aos Sistemas Biológicos. Universidade de Mogi das Cruzes – Biotecnologia. 2006. 96p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Iseli Lourenço Nantes).

RESUMO: Muitos alunos, especialmente na área biológica, chegam ao ensino superior sem o prévio conhecimento de alguns temas fundamentais de Química. Dentre diversos temas da área biológica dois tem se destacado: O conhecimento do mecanismo de ação dos tampões e os Princípios de Termodinâmica. Esses temas são de grande importância para alunos e pesquisadores de várias áreas tais como Biologia, Química e Bioquímica. Contudo, a compreensão destes temas muitas vezes é árdua para os estudantes especialmente os da área biológica. Sendo assim este trabalho teve como objetivo o desenvolvimento e o uso de ferramentas didáticas para auxiliar os alunos no processo de ensino aprendizagem durante as aulas no curso de graduação. A metodologia empregada foi a seguinte: nos cursos de Biologia e Fisioterapia dividimos as turmas em dois grupos, sendo que um grupo teve uma aula tradicional sem os recursos das ferramentas didáticas enquanto o outro grupo teve a mesma aula, porém com uso das ferramentas didáticas. Ao término da aula aplicamos um teste de avaliação para ambas as turmas para verificar a influência das ferramentas no grau de aprendizado. Para ambos os materiais didáticos, em ambas as turmas, os resultados obtidos a partir dos testes de avaliação indicaram aproveitamento significativamente maior das aulas dadas com os recursos didáticos criados.

 

 

CASAGRANDE, Elisabeth do Carmo Mendes

O papel da experimentação no estudo do solo através do ensino de química: relações entre ensino e aprendizagem numa perspectiva construtivista. Educação Agrícola, UFRRJ, 2006. 88p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Ana Cristina Souza dos Santos).

RESUMO: A estrutura curricular do ensino técnico agrícola é caracterizada pela fragmentação excessiva do conhecimento, onde ocorre uma completa separação entre o ensino médio e o profissional, o que dificulta o desenvolvimento da capacidade do aluno de relacionar conceitos entre as disciplinas. Este estudo teve como objetivo avaliar o papel do ensino experimental, visando a conectar os conhecimentos químicos aos conhecimentos de solos, através da experimentação, do dialogar com colegas e professores, dos acertos e erros, propiciando ao aluno, a possibilidade de chegar à internalização do conhecimento formal, contribuindo para a sua melhoria profissional e capacidade de contextualização. Foi utilizada metodologia elaborada a partir da perspectiva construtivista, e o referencial teórico adotado foi o de Ausubel (Aprendizagem-Sjgnificativa). A pesquisa foi realizada com 17 alunos do 3º ano do ensino médio concomitante com o Curso Técnico em Agricultura da EAF-Barbacena, que apresentavam conhecimento prévio sobre solos. No início do trabalho, pressupôs-se que devido à fragmentação do ensino, os alunos apresentavam dificuldades em estabelecer a conexão entre os saberes químicos e de solos. Para avaliar estas condições, a pesquisa foi organizada em dois momentos, quando no primeiro, foram realizadas três aulas experimentais que tiveram duração de três semanas, com duas aulas de 50 minutos por semana, num total de seis horas-aula, cujos assuntos foram a determinação da matéria orgânica no solo, a determinação de pH do solo e a preparação da calda bordalesa, por meio dos quais o desafio das aulas foi estabelecer ligações entre os conhecimentos de química e de solo, revê-los e refazê-los. No segundo momento, foram elaborados e aplicados dois questionários em dois grupos de alunos. O primeiro questionário teve por meta identificar a visão que os alunos possuem a respeito das aulas de química na sua formação e foi aplicado aos alunos que não participaram das atividades propostas para o desenvolvimento desta pesquisa. O segundo questionário trouxe, além destes objetos de investigação, a avaliação das aulas desenvolvidas e foi aplicado aos alunos que participaram nas atividades propostas na pesquisa. Os resultados mostraram que os alunos dos dois grupos reconhecem a importância da química na sua formação técnica, revelando suas dificuldades de compreender a química e relacioná-la com as disciplinas de seu curso técnico que com ela estabelecem vínculos. Todos os alunos que participaram das atividades práticas perceberam que o uso da experimentação ajudou na compreensão destas relações e atendeu às expectativas. Desta forma, utilizar experimentos como ferramenta para desenvolver a compreensão de conceitos e relacioná-los com solos, fazendo a interdisciplinaridade, é função da experimentação e devem ser explorados no Curso Técnico em Agricultura. A partir dos dados obtidos, foi possível avaliar que as atividades experimentais contribuíram na geração de reflexões que puderam conectar conhecimentos prévios dos alunos, elaborados dentro de seu contexto escolar.

 

CASTRO, Kelly Cristina Scarpim de

Uma proposta de atividade pedagógica menos excludente construída a partir da química. Curitiba, Educação, UFPR, 2003, 126p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Izaura Hiroko Kuwabara).

RESUMO: A formação de trabalhadores e cidadãos no Brasil, inseridos em uma sociedade cujo desenvolvimento de forças produtivas delimita evidentemente a divisão entre capital e trabalho, traduzida pelo modelo taylorista - fordista, é constituída historicamente a partir da categoria dualidade estrutural, quando destina uma escola aos que iriam desempenhar funções intelectuais, de planejamento e surpevisão e outra aos que desempenhariam funções instrumentais, de execução. Enquanto antigamente havia a escola técnica, cuja preocupação era a formação para o trabalho, a escola atual já tem alunos trabalhadores e tem que dar conta de sua formação. As demandas e os efeitos da globalização da economia e da reestruturação produtiva, mesmo que contraditoriamente, indicam dimensões positivas como a constatação de que não há possibilidade de participação social, política e produtiva sem pelo menos 11 anos de educação escolar, sendo assim, o Ensino Médio perde o caráter de intermediador entre a educação fundamental (geral) e superior (profissional), passando a ser a última etapa da educação básica, mesmo que isto esteja distante de ser realidade em países periféricos. Desta maneira, já não se pode entender a formação profissional sem uma base sólida de educação geral. É mediante esta realidade que o Ensino Médio deverá trabalhar e tratar a sua concepção. É com a compreensão de que submeter os desiguais à igual tratamento só fará aumentar a desigualdade que a LDB, ao apontar o caráter básico do Ensino Médio, e a necessidade de assegurá-lo para todos, permite distintas modalidades de organização, inclusive a habilitação profissional, na intenção de tratar diferentemente os desiguais, de acordo com seus interesses e necessidades, para que, desta forma, possam ser iguais (eqüidade). Portanto, será necessário formular diretrizes que priorizem a formação científico-tecnológica e sócio-histórica para todos, com o objetivo de construir uma igualdade não dada no ponto de partida e que, desta forma, exige diferenciadas mediações no Ensino Médio, para que possa atender às demandas de uma clientela desigual e diferenciada. A química, juntamente com a matemática e a física integra um conjunto de disciplinas que apresentam, historicamente, um alto índice de repetência que por si justificaria o estudo das causas desse insucesso. Além disso, considerando a importância da ciência química pela sua presença ampla no cotidiano e no meio produtivo, podendo oferecer uma gama variada de opções atrativas como alternativas para propostas educacionais inovadoras. Desta forma, torna-se imprescindível pesquisar o porquê de grande parte dos alunos do ensino médio noturno obterem resultados considerados insatisfatórios na área química e/ou em outras áreas, ou se evadirem da escola antes mesmo do término de um período letivo, impossibilitando que a escola exerça o seu papel mínimo de manter incluídos os já incluídos, o que poderá fornecer elementos que permitam contribuir para a redução desses índices de exclusão. Com a intenção de investigar as relações entre a escola e a inserção dos seus alunos no mercado de trabalho, foram analisadas as representações que os jovens matriculados no período noturno, de uma escola da rede pública, situada na região metropolitana de Curitiba, têm a respeito da escola e do trabalho. Para que comparações pudessem ser realizadas, também foram analisadas as representações que os jovens matriculados no período diurno, desta mesma escola, e de um CEEBJA têm a respeito da escola e do trabalho. No que se refere à escola, foram estudadas as representações relativas à possibilidade de o conhecimento adquirido na escola responder às necessidades do mundo do trabalho, quanto às dificuldades encontradas no aprendizado de química/física/matemática e quanto à intenção de prosseguir estudando. No que se refere ao trabalho, foram examinadas as representações relacionadas à natureza do trabalho que realizam, e quantos destes alunos são trabalhadores. Numa perspectiva de pesquisa qualitativa, selecionaram-se duas escolas, o Colégio Base, localizado no centro da cidade de Campo Largo (pois é a escola onde a pesquisadora atua) e outra, um CEEBJA (pois é a escola para onde se transfere parte do alunos do ensino regular). Compuseram o universo da pesquisa trezentos e noventa e cinco alunos e oito professores, aos quais foram aplicados questionários. Os dados relativos aos alunos permitiram traçar seu perfil, realçando suas condições sócio-econômicas e também escolar. Verificou-se que a clientela de alunos do Colégio Base é de nível sócio-econômico médio-baixo; os pais dos alunos têm pouca escolaridade; a maioria dos alunos não tem vida social ativa e os hábitos de leitura são precários. Portanto, de posse destas e de outras informações, pretende-se que a Proposta de Atividade Pedagógica a ser elaborada para o Colégio Base, possa contribuir na formação pessoal e profissional deste aluno do noturno, trabalhador, de forma a ser realmente inovadora, não excludente e que guarde essas características como identidade e orientação na formação deste aluno. Neste sentido, pensa-se em construir uma Proposta de Atividade com tema geral, na intenção de que todos os professores que nela estejam envolvidos aprendam e construam coletivamente o conhecimento para que então, deste modo, possam repensar sua prática docente. É imprescindível se fazer compreender que, coletivamente (uma vez que a disciplina de Química, isoladamente, não seria capaz de resolver todos os problemas detectados), professores e alunos devem atuar como sujeitos na produção do conhecimento a ser desenvolvido, sem que este conhecimento tenha que ser, necessariamente, parte integrante de uma disciplina específica. Durante o desenvolvimento da Proposta, o importante é que os alunos tenham a oportunidade de acesso ao conhecimento totalizante do meio onde estão atuando e que venham a produzir um conhecimento até então inexistente para que possam estabelecer paralelos entre a produção de um conhecimento e a produção de sua aprendizagem.

 

CAVALCANTI, Eduardo Luiz Dias

O uso da RPG no ensino de química. Goiânia, Química, UFG, 2007, 57p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Márlon Herbert Flora Barbosa Soares).

RESUMO: A aventura é narrada pelo mestre fazendo com que seus jogadores saiam da escola de alquimia, passem por uma vila onde mora o professor raptado e daí sigam para o castelo tomado pelo alquimista vilão. No castelo os jogadores passam por salas que alem dos obstáculos químicos propostos pelos autores, lutam, abrem passagens secretas, escorregam em túneis, despencam em buracos, arrombam portas e etc., como em um jogo normal de RPG. Durante o jogo, são disponibilizados pelo mestre 8 salas em um castelo com vários outros obstáculos químicos a serem transpostos para que se possa chegar ao autor do seqüestro e conseqüente resgate do professor. O trabalho tem um enfoque fenomenológico e discute a avaliação e a problematização do conhecimento químico por meio da atividade lúdica. O jogo é realizado com turmas do ensino superior do curso de química.

 

 

 

 

CEOLIN, Maria Clara Maia

Uma proposta alternativa para o ensino de química usando a pintura como contexto. São Paulo, Instituto de Física, USP, 2005. 178p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Bayardo Baptista Torres).

RESUMO: A Ciência e a Arte são duas formas de expressão de talento. Ambas usam imagens e experimentam situações imaginárias e, ainda que os meios utilizados sejam muitos diferentes, a subjetividade no processo criativo em Ciência e Arte é muito parecida. Partindo do pressuposto que a Química e a Arte não se constituem em universos autônomos, a relação entre a Química e a Arte fornece um currículo viável para uma abordagem interdisciplinar. Considerando a baixa motivação e mesmo o desinteresse pelas aulas de Química buscou-se fazer uma investigação em torno dos seguintes questionamentos: 1) Que abordagem possibilita estabelecer uma ponte entre o ensino de Arte e de Química, aproveitando a motivação da primeira para efetivar a compreensão de conteúdos químicos? 2) Como expandir o interesse dos alunos nas aulas de Química abrangendo a História, a Geografia, a Língua Portuguesa e a Matemática? 3) Como "recriar" esse ser humano crítico, consciente, com alegria de aprender, completo após anos de ações que o fragmentaram? Para tentar responder a estas questões aplicou-se atividades envolvendo Arte para alunos de escolas públicas e particulares e para professores de Química, tendo como tema gerador a evolução dos materiais empregados na Arte ao longo da história do homem. As atividades propostas são de simples execução, mas requerem do educador entusiasmo e um certo desapego aos modelos de ensino tradicionais. Os conteúdos de Química foram abordados através de pintura com carvão, à têmpera, a técnica de marmorização, coleta e preparação das tintas e análise de filme. O processo foi dinâmico e levou a um nível de satisfação e de liberdade de produção do próprio conhecimento, além de não ficar restrito às especificidades de Química nem de Arte. As atividades implantadas foram bem avaliadas pelos participantes envolvidos

 

CESAR, Janaína

Material instrucional para química geral experimental: uma contribuição à universidade aberta do Brasil. Campinas, Química, UNICAMP, 2008, 100p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: João Carlos de Andrade).

RESUMO: A modalidade de ensino semipresencial está sendo adotada estrategicamente pelo governo para suprir o déficit de professores em diferentes áreas, inclusive de química. Diante disso, desenvolveu-se um Material Instrucional que visa colaborar com as disciplinas de química geral dos cursos de Licenciatura em química a serem oferecidos através do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). Para esse próposito, inicialmente procurou-se conhecer a situação do Ensino à Distância no Brasil e em outros países, apresentar como funciona a dinâmica dessa modalidade em algumas universidades e mostrar diferentes estudos de caso envolvendo a área de química. Uma pesquisa mais detalhada foi realizada envolvendo a UAB, em que procurou-se conhecer desde a sua proposta inicial (justificativa, público alvo, processo de seleção dos cursos, etc.) até a dinâmica dos Pólos de Apoio Presencial de Ensino em que serão ministradas, por exemplo, as aulas experimentais dos cursos de química, física, biologia, etc.. Nesse sentido, como estratégia para o presente trabalho, optou-se por reaproveitar experimentos clássicos da disciplina de Química Geral (ou já conhecidos de alguma forma) em que fosse possível contextualizar uma quantidade significativa de conceitos teóricos da disciplina em questão e disponibilizá-los posteriormente na Internet como um material de apoio. Todo o conteúdo foi redigido de maneira que o aluno tenha uma ampla visão do assunto a ser abordado, não se limitando apenas ao roteiro experimental das atividades práticas a serem realizadas nos Laboratórios Pedagógicos de Ensino.

 

CHABAB, OVSANNA

Visualização de gráficos termodinâmicos através da computação gráfica. Universidade de São Paulo - Engenharia Química, 1993, 202p. Tese de Doutorado. (Orientador: Luiz Roberto Terron).

RESUMO: O objetivo deste trabalho é produzir um programa que possa ser utilizado em diversos cursos, tais como, engenharias, química, física, etc, tanto em nível de graduação quanto em pós-graduação, por leigos em computação. Deve ser um recurso didático atual as aulas de disciplinas que envolvam termodinâmica. O VISGRATER é um software que permite a visualização de gráficos termodinâmicos tridimensionais usando elementos de computação gráfica. As imagens da superfície são geradas a partir de modelos termodinâmicos (equações de estado). Nesta primeira versão o programa mostra a superfície PVT (pressão, volume molar, temperatura), bem como dos eixos p, t e v. O VISGRATER foi desenvolvido em linguagem c e destina-se a microcomputadores da linha ibm pc/xt/at. através de um tratamento estatístico dos dados coletados de um trabalho em campo com alunos e professores de diversas instituições de ensino superior da grande São Paulo, concluiu-se que VISGRATER teve uma boa receptividade e dentre uma seria de notas atribuídas pelos usuários, a diversas variáveis argüidas, observou-se que o nível de interesse e a justificativa de uso são as variáveis que mais se destacam.

 

CHAGAS, José Aércio Silva das

Obstáculos epistemológicos encontrados no processo de compreensão do conceito de reação química. Recife, Educação, UFPE, 2001, 138p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Heloísa Flora Brasil Nóbrega Bastos).

RESUMO: Ao considerar as dificuldades encontradas no processo de contextualização do conhecimento trabalhado na química, bem como ao constatar que uma parcela substantiva dos estudantes encerra o ensino médio sem conseguir perceber as múltiplas transformações químicas presentes nas diversas situações do cotidiano e, sobretudo, por considerar o conceito de reação química como um dos principais pilares para a compreensão da forma como se organiza e constrói o conhecimento nessa área, resolvemos investigar quais os obstáculos que se interpõem ao processo de compreensão do mencionado conceito. Objetivamos, nesta investigação, fornecer subsídios que possam enriquecer a discussão a respeito das dificuldades que envolvem a compreensão do conceito de reação química, bem como tentar ampliar a reflexão a respeito das questões didático-pedagógicas e epistemológicas, intrínsecas à sua compreensão. Os resultados obtidos nesta investigação revelaram - além de entraves significativos associados à superação do raciocínio fenomenológico, ou seja, do caráter macroscópico no sentido do raciocínio teórico-conceitual, ou, mais precisamente, do nível atômico molecular - uma série de importantes obstáculos epistemológicos, dentre os quais, o substancialista, o verbal e o da experiência primeira, todos originários do processo de apropriação do conceito de reação química. Desse modo, os resultados alcançados evidenciaram, além de uma significativa diversidade de obstáculos epistemológicos, uma forma de atuação e de interferência dos mesmos - bastante complexa e específica - sobre o conhecimento científico.

 

CHASSOT, Attico Inácio

Comparação de dois instrumentos de avaliação: questões objetivas x questões de resposta livre. Porto Alegre, Faculdade de Educação, UFRGS, 1976. 163p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Ray Arthur Chesterfield).

RESUMO: Compara dois dos mais usados instrumentos de avaliação da área cognitiva em Química Geral no 3º grau: questões de respostas livres e questões objetivas. A pesquisa foi realizada em uma disciplina de Química Geral de uma Universidade de Porto Alegre, no 1º semestre de 76, onde os alunos de uma das turmas, escolhidos aleatoriamente, foram divididos, também aleatoriamente, em dois grupos. Um dos grupos, grupo Alfa (N=32), fez todas as verificações da disciplina com questões de respostas livres e para o grupo Beta (N=32) foram usadas apenas questões objetivas. No final do semestre, ambos os grupos fizeram uma prova igual, com metade das questões objetivas e metade das questões de respostas livres. Durante o semestre, os dois grupos tiveram todos os demais tratamentos idênticos. Pergunta-se também aos estudantes as preferências pelo tipo de prova, crédito de justiça que votaram a um e outro instrumento de avaliação. Avalia o tempo gasto nas diversas etapas, usando um e outro instrumento de avaliação.

 

CHASSOT, Attico Inácio

Para que(m) é útil o nosso ensino de Química. Porto Alegre, UFRGS, 1995. Tese de Doutorado. (Orientador: Laetus Mário Veit).

RESUMO: Procura responder a questão: para que(m) e útil o nosso ensino de Química? A partir de uma análise do ensino de Química, particularizando o ensino médio brasileiro, apoia a discussão do problema em textos legais, em recomendações oficiais e em livros-textos. A análise é precedida de uma breve apresentação de duas histórias: a história da construção do conhecimento, onde se mostra como a Química passa a ser considerada uma Ciência; a História da Educação, onde se procura verificar quem definiu e como foram definidos os atuais conteúdos tidos como necessários à formação química. No trabalho há uma teorização sobre o significado de ser útil e se conclui que o atual ensino de Química não satisfaz às exigências de uma Educação que responda às necessidades de uma adequada alfabetização científica. Como resposta à necessidade de um ensino menos esotérico, mais prazeroso e mais vinculado com a realidade - mas também preocupado com apropriação do conhecimento formal apresenta-se uma proposta diferenciada para fazer Educação por intermédio da Química.

 

CHAVEIRO, Elane Alves

Habilitação básica em Química e Curso Técnico em Química: elementos de uma Transição. UFMT – Educação. 1997. 192 p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Mauricéa Nunes).

RESUMO: Este trabalho buscou investigar e observar as realidades de dois cursos secundários na cidade de Cuiabá, estado de mato grosso. O primeiro curso, denominado, habilitação básica em química, ocorreu em duas escolas: uma pública – Liceu Cuiabano Estadual do 1º e 2º graus, e outra particular – Colégio São Gonçalo, no período de 1978 a 1986. Análises quantitativas foram realizadas com respeito a grade curricular utilizada, período de funcionamento e continuidade do curso, número de matrículas, taxas de evasão, desistência e repetência, formação dos professores e professoras que lecionaram neste curso. Com relação aos conteúdos, fez-se uma análise dos diários das disciplinas de química, análise química e processos químicos industriais. A preocupação central desta análise revela-se na descoberta da não independência dos professores de Liceu Cuiabano ao programa oficial de conteúdos, demonstrando que eles usaram de uma certa criatividade ao escolherem os conteúdos. Porém, mesmo com essa criatividade, pôde-se observar a questão da (ir) relevância de alguns destes conteúdos para a formação do "habilitado em química". esse fato também caracterizou a não evolução do tipo de ensino que permeia o nível secundário. Aplicou-se também um questionário com alguns dos egressos que demonstraram, dentre outras coisas, a não apropriação do conhecimento químico desenvolvido durante o curso, bem como a dúvida com a relação ao certificado de conclusão. Estes egressos não souberam explicar qual a diferença entre ser "habilitado em química"e "técnico química". Tanto no questionário, quanto nas entrevistas, puderam-se constatar as preocupações existentes com as mudanças que a nova lei de diretrizes e bases da educação nacional (lei 9394/96), irá proporcionar ao ensino técnico. Os alunos e alunas se mostraram resistentes quando foram perguntados se fariam ou não um curso técnico nos molde em que a nova lei está propondo. A maioria dos professores e professoras, que são formados pela Universidade Federal de Mato Grosso, demonstraram receio e até preocupação com esta mudanças.

 

CHENG, Cezar

Rompendo “A Tensão Superficial” para Educação em Ciências. Rio de Janeiro, Química Biológica, UFRJ, 2008, 85p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Maria Lucia Bianconi).

Resumo: Neste trabalho foi desenvolvido o DVD intitulado "Rompendo a tensão superficial", onde o tema é apresentado através de vídeos contendo experiências, explicações e curiosidades sobre o tema central, sempre utilizando linguagem simples, apropriada para o público alvo que são crianças de 8 a 12 anos. As experiências sobre tensão superficial, de fácil execução, requerem apenas material de baixo custo, não sendo necessário dispor de vidrarias, equipamentos ou locais especiais, como um laboratório, para sua execução. Este tema caracteriza-se como multidisciplinar, abrangendo física, química e biologia e se relaciona a questões do cotidiano do aluno. O DVD poderá auxiliar professores de Ciências do ensino fundamental nas aulas práticas, que podem assistir aos vídeos dos experimentos antes de repeti-los com os alunos em sala de aula. Foi realizada uma avaliação qualitativa, pela aplicação de um questionário, da versão 1.3 do DVD, com professores e/ou pesquisadores de Universidades e Centros de Ciência. Essa avaliação prévia do DVD, tanto no que se refere ao conteúdo como na produção, foi importante para se realizar os ajustes necessários antes da reprodução e distribuição em escolas. O DVD foi analisado por professores e/ou pesquisadores, de dois grupos distintos, ou seja, (i) aqueles que atuam em Divulgação Científica e Educação em Ciências e (ii) professores que não atuam nessas áreas. Numa primeira análise da avaliação, foi possível perceber que não havia diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos, mostrando que as opiniões são as mesmas, independente de estarem ou não atuando nas áreas de Divulgação ou Educação em Ciências. Em geral, o DVD foi considerado adequado à faixa etária a que se destina. As sugestões foram incluídas na versão 1.4 do DVD. Com base na opinião dos professores e/ou pesquisadores, Discute-se aqui a adequação do DVD na facilitação do processo de aprendizagem pelos alunos do ensino fundamental.

 

CHIAPETTA, Marilia Gonçalves

Ciências no Ensino Médio; Prática Pedagógica em Química; Física e Biologia. PUC-SP, Educação: História, Política, Sociedade, 2000, 150p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Maria das Mercês Ferreira Sampaio).

RESUMO: O trabalho tem por objetivo compreender, do ponto de vista dos professores de Física, Química e Biologia do ensino médio da rede estadual paulista, como se dá organização de sua prática pedagógica e de identificar os fatores que nela interferem. Assim, os dados foram levantados por meio de entrevistas e de questionários dirigidos a estes professores. Lida com uma hipótese de que os professores de ciências reagem às condições que interferem na sua prática pedagógica, criando mecanismos para modificar essas condições ou amenizar obstáculos. Parte também da idéia de que os professores de Física, Química e Biologia irão apontar o número de aulas de ciências no ensino médio como limitador dá prática pedagógica da área, em função das medidas legais impostas a partir de 1998. O principal referencial de análise utilizado foi o tempo na perspectiva de Hargreaves, que propõe quatro dimensões do tempo aplicadas ao trabalho do professor, salientando a diferença entre o tempo visto pela administração e o tempo real da sala de aula, em um sistema burocrático de ensino. O estudo permitiu concluir que a redução do tempo-aluno nessas disciplinas tem levado à intensificação do trabalho dos professores da área; os docentes, por sua vez, reagem individualmente às condições impostas através de simplificações das preparações, correções e desenvolvimento de atividades na sala de aula; entretanto, não se identificou nenhum tipo de articulação dos docentes, no sentido de modificar as condições adversas ao bom desenvolvimento de sua prática. Já a redução do número de aulas das disciplinas foi realmente apontado como fator limitador da prática da área.

 

CHRISPINO, Álvaro

Didática Especial de Química e Prática de Ensino de Química: uma proposta voltada para a Química e sociedade. Rio de Janeiro, Centro de Filosofia e Ciências Humanas/Faculdade de Educação, UFRJ, 1992. 125p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Antônio Flávio Moreira).

RESUMO: Visa o ensino de Química ligada ao cotidiano do cidadão, considerando o professor de Química como um agente produtor dessa visão crítica. Como os docentes nem sempre adotam métodos alternativos de ensino, praticando o ensino tradicional, este grupo não foi considerado na pesquisa, e os licenciandos foram analisados dentro da disciplina “Didática Especial de Química e Prática de Ensino de Química” por trabalhar propostas envolvendo unidades de planejamento, metodologia de ensino, conteúdo programático e avaliação. Identifica: a) a visão de ensino de Química e sociedade; b) a evolução de pesquisas atuais em currículos de Química; c) projetos de metodologias alternativas para a formação do professor; d) a situação da licenciatura em Química no Brasil; e) os temas cotidianos ligados ao estudo e aprendizagem de Química; f) a contribuição de outras disciplinas; g) vertentes de pensamento que podem contribuir para a formação do cidadão.

 

CIRINO, Marcelo Maia

A intermediação da noção de probabilidade na construção de conceitos relacionados à cinética química no ensino médio. Bauru, Educação para a Ciência, UNESP, 2007, 201p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Aguinaldo Robinson de Souza).

RESUMO: Este trabalho procurou identificar como estudantes do Ensino Médio se apropriam de conceitos e elaboram determinados modelos inseridos em Cinética Química, especificamente o modelo cinético de colisão de partículas numa reação (Teoria das Colisões). Esta análise e as reflexões que a seguiram foram baseadas principalmente nos estudos realizados por Piaget (1975, 1975b, 1977), Piaget & Inhelder (1975,1977), Jun (2000) e Fischbein (1975). Utilizamos como documentos as transcrições das entrevistas (pré e pós-testes) realizadas individualmente com cada aluno. Inicialmente os estudantes foram entrevistados (pré-testes) com o intuito de identificar a familiaridade com a noção de evento probabilístico ou aleatório. Numa segunda etapa (pós-testes) esse conhecimento (ou a ausência parcial/total dele) foi posto à prova numa tentativa de estabelecer relações com um conteúdo específico da Química (Teoria das Colisões). Os resultados obtidos apontam para grandes discrepâncias entre o modelo cinético de colisões elaborado pelos estudantes e o cientificamente aceito.

 

COELHO, Juliana Cardoso

A chuva ácida na perspectiva de tema social: um estudo com professores de Química em Criciúma (SC). Florianópolis, Centro de Ciências da Educação, UFSC, 2005. 169p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Carlos Alberto Marques).

RESUMO: Este trabalho trata sobre a contextualização no ensino de Química por meio de temas sociais a partir de contextos relevantes para os estudantes. Para tanto, investiga qual a compreensão que um grupo de professores de Química de Criciúma (SC) — cidade comprometida pela exploração e uso do carvão — possui a respeito desse contexto como possibilidade para a abordagem temática. A pesquisa foi organizada em duas etapas: a partir de uma amostra de quinze professores buscou-se identificar práticas pedagógicas em termos de uma aproximação de situações-problema cotidianas e as dificuldades que encontram para trabalhar com temas nas aulas de Química. Em um segundo momento, a partir dos resultados obtidos, foi feita uma seleção de professores para uma entrevista semi-estruturada em que se utilizou um texto que discute sobre a região Sul do Estado de Santa Catarina como área crítica nacional em termos de controle de poluição e particularmente o problema da chuva ácida na perspectiva do enfoque Ciência-Tecnologia-Sociedade (CTS) e da Química Verde. Da análise dos resultados foi possível concluir que não há, por parte dos professores, uma compreensão maior desse contexto e, de sua utilização no ensino de Química. Quanto às práticas pedagógicas do grupo de professores predominou o que se denominou de distanciamento das situações-problema cotidianas, centradas na ênfase conceitual. Essas práticas foram bem caracterizadas na etapa subseqüente da pesquisa onde, frente ao tema social apresentado através do texto a seis professores, três focalizaram o ensino de conceitos e outros três conferiram relevância ao contexto. Os resultados da pesquisa indicam que é grande o desafio para trabalhar o tema num enfoque CTS e da Química Verde, pois apenas um professor aproxima-se de uma abordagem na perspectiva de tema social. Fundamenta-se nos resultados obtidos para sugerir aspectos a serem contemplados em cursos de formação, tanto inicial como continuada, de professores de Química visando contribuir com abordagens temáticas na perspectiva de uma formação para o exercício da cidadania.

 

COLAGRANDE, Elaine Angelina

Desenvolvimento de um jogo didático virtual para o aprendizado do conceito de mol. Universidade de São Paulo - Ensino de Ciências (Modalidades Física, Química E Biologia), 2008, 109p. (Orientador: Bayardo Baptista Torres).

RESUMO: Um fato verificado pelos professores ligados à área de educação química é que o conceito de mol, de fundamental importância para o ensino de química, constitui um obstáculo de aprendizagem, visto que os alunos de ensino médio sentem considerável dificuldade em seu aprendizado, pois o referido conceito requer conhecimentos básicos nem sempre bem definidos na estrutura cognitiva dos estudantes. Para atenuar este problema, foi desenvolvido um software, na forma de jogo didático, baseado nas dificuldades relatadas em entrevistas com professores e alunos e fundamentado na teoria da atividade de Leontiev. O objetivo deste trabalho foi investigar se este recurso auxilia como mediador na aprendizagem do conceito de mol. O jogo é composto de três fases, das quais duas exploram conceitos matemáticos básicos como reconhecimento de fórmulas, cálculos envolvendo potências e relações proporcionais e a terceira fase aborda o conceito de mol propriamente dito. Estudantes do ensino médio utilizaram o software e os dados coletados foram analisados levando-se em conta os testes escritos respondidos pelos alunos e suas ações durante o jogo. Os resultados obtidos, as observações realizadas durante a aplicação do jogo e os comentários dos participantes indicam claramente que o software foi eficaz e motivador, tendo em seu corpo o aspecto lúdico e o educativo, e que contribuiu na aprendizagem do conceito em questão.

 

COMEGNO, Leonora Maria Antunes

Contribuição do enfoque CTS para os conteúdos escolares de química. UFPA – Educação. 2007. 112p. Dissertação de Mestrado. (Orientadores: Noela Ivernizzi; Orliney Maciel Guimarães).

RESUMO: Esse trabalho tem como objetivo entender em que medida o enfoque CTS pode contribuir para a apropriação dos conteúdos escolares de química, a partir das categorias interdisciplinaridade e contextualização.Procura-se analisar como se estrutura o enfoque CTS e o ensino de química no Brasil, a partir do histórico de cada um, para elucidar como esse movimento pode contribuir para reestruturação dos conteúdos escolares de química para o ensino médio voltado tanto para a formação do cidadão como preparação para o trabalho numa sociedade impactada pela tecnologia e pela nova organização social do trabalho. A pesquisa documental referente ao Parecer nº 15/98, à Resolução nº 3/98 e aos PCNEMs visa desvelar tais categorias no sentido de promover nos educandos atitudes crítico-reflexivas nos termos da relação dos conteúdos escolares de química com o contexto científico, tecnológico e social. Concluiu-se que o movimento CTS pode ser uma alternativa que possibilita a superação da maneira como os conteúdos escolares de química são ensinados, mediante a ampliação das categorias acima.

 

CORRÊA, Ana Paula Poscidônio Magalhães

A Formação do Professor de Química na Fafig - Guaxupé-Mg: Formação Inicial em um Contexto em Transformação. Educação, PUC-CAMP, 2003, 95p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Dulce Maria Pompêo de Camargo).

RESUMO: O presente trabalho desenvolvido na linha de pesquisa "Universidade, Docência e Formação de Professores", analisa a formação do professor de Química em um contexto de transformações estruturais na educação brasileira. Nosso foco principal de estudo foi analisar a formação inicial do aluno do curso de Licenciatura em Química da FAFIG - Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Guaxupé, relacionada ao seu próprio perfil e à sua experiência profissional. Na intenção de contextualizar esse aluno do curso de Licenciatura, analisamos as configurações políticas e as legislações que permearam a trajetória da Instituição. Discutimos a implantação da nova LDB (9.495/96) e suas conseqüências no curso estudado. A coleta de dados através de questionário permitiu levantar o perfil dos pesquisados. A análise e interpretação dos depoimentos contribuíram para a seleção das quatro alunas que foram posteriormente entrevistadas. As entrevistas foram analisadas a partir de categorias centradas nas contribuições do curso à sua vida profissional e experiência na escola básica após início do curso no Estágio Supervisionado: relação teoria/prática. Tais categorias foram relacionadas ao perfil profissional dessas alunas e ao motivo que as levou a freqüentar o curso de formação de professor de Química. Acreditamos que nosso trabalho traz contribuições para a reflexão sobre fatores importante, tais como o papel do Estágio Supervisionado para a formação do professor de Química.

 

 

CORREIA, Maria Teresinha Marchi

Dicotomia teoria-prática: uma abordagem no ensino de química orgânica experimental - a pesquisa orientada como principio educativo. Blumenau, Educação, FURB, 1995, 225p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Maria Oly Pey).

RESUMO: Sob o tema "Dicotomia teoria-prática uma abordagem no ensino de química orgânica experimental - a pesquisa orientada como principio educativo", abordou-se a importância da pesquisa no saber-fazer. Neste sentido, objetivou-se propor a pesquisa orientada como uma pratica pedagógica que minimizasse a dicotomia teoria-prática. O presente estudo foi realizado em um grupo de dezessete alunos do curso de engenharia química da FURB no primeiro semestre de 1994, seguindo um roteiro de trabalho denominado "os passos da pesquisa orientada", que teve três fases de tomada de decisões e coleta de dados. A primeira foi a da superação d resentou os resultados de seu projeto de pesquisa. Todas as três fases estiveram sob orientação do professor e nas quais os dados da pesquisa foram coletados ao final de cada fase da metodologia aplicada. Um resultado considerado significativo esteve relacionado com a avaliação. No momento em que o conhecimento passou a ser uma busca do próprio aluno através da sua escolha no tema de pesquisa, o avaliar passou a ser um processo normal, natural prazeroso. O aluno foi avaliado pela motivação, interesse, alto domínio do que ele conseguiu fazer.

 

CORTES JR., Lailton Passos

As representações Sociais de "Química Ambiental": contribuições para a formação de bacharéis e professores de Química. Ensino de Ciências (Modalidades Física, Química e Biologia), USP, 2008, 138p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Carmen Fernandez)

Resumo: Esta pesquisa se propõe a investigar as representações sociais acerca do termo “Química Ambiental” entre estudantes iniciantes (segundo semestre) e depois de quatro anos em andamento nos cursos de Bacharelado em Química Ambiental e Licenciatura em Química do Instituto de Química da Universidade de São Paulo. Adotamos como referencial de investigação a Teoria das Representações Sociais e como metodologia a técnica da associação livre de palavras associada à elaboração de um texto. Os resultados foram analisados através da freqüência e ordem média de evocação das palavras para delinear o núcleo central da representação social, além dos elementos periféricos. Nos textos são identificadas unidades de análise que são utilizadas para construção de mapas cognitivos. A associação das palavras mais evocadas com as leituras dos mapas cognitivos para cada aluno proporcionou a construção de um mapa conceitual representativo da visão sobre “Química Ambiental” para cada uma das turmas analisadas. De uma forma geral, os iniciantes tanto da Licenciatura em Química como da Química Ambiental apresentaram uma visão naturalista de meio ambiente e também revelaram uma concepção de Educação Ambiental sobre o ambiente, em que bastaria munir as pessoas com informações e fatos relacionados aos problemas ambientais para resolvê-los. Os estudantes iniciantes de ambos os cursos apresentaram uma concepção preservacionista do meio ambiente, sendo mais enfatizada a necessidade de conscientização das pessoas pelos licenciandos. Por outro lado, os bacharelandos em Química Ambiental fazem bastante menção à pesquisa com vistas ao tratamento da poluição e uma visão de remediação é predominante. A diferença entre as representações sociais verificadas entre os alunos das duas modalidades podem estar relacionadas, em parte, à representação social dos alunos sobre o seu papel enquanto profissionais nos aspectos que envolvem a Química Ambiental. Os alunos concluintes representam a Química Ambiental ainda com idéias preservacionistas. Um aspecto positivo, porém, é o aparecimento da idéia de Química Verde em ambos os grupos. As idéias centrais apresentadas pelos estudantes iniciantes em ambos os cursos incluem poluição, meio ambiente, reciclagem, e preservação. Essas mesmas idéias estavam presentes também no grupo de concluintes, o que significa que poderiam ser consideradas constituintes do núcleo central da representação, e que se mantém durante os cursos. Entretanto, foi possível notar a emergência de um elemento periférico de destaque: a Química Verde, que pode ser considerado representativo do amadurecimento do conhecimento técnico dos alunos ao longo do curso de graduação, podendo ser visto como incorporado ao flexível sistema periférico.

 

CORTES, Mônica Souza

Utilização de pigmentos de origem vegetal como indicadores em titulações espectrofotométricas para ensino de química geral e analítica. São Carlos, Química (Química Analítica), USP, 2005, 39p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Eder Tadeu Gomes Cavalheiro).

RESUMO: Flavonóides são compostos fenólicos encontrados principalmente em plantas (mais de 4000 flavonóides já foram isolados). No entanto, o enfoque do presente trabalho está centralizado em tecidos vegetais de coloração escura, fazendo-se necessário discutir e definir a classe de flavonóides que originam estas cores, as antocianinas, que são substâncias extraídas de espécies vegetais facilmente encontradas na natureza. Devido à diversidade de nossa flora são, conseqüentemente, abundantes no Brasil. Neste trabalho usaram-se extratos brutos de flores de Tibouchina granulosa (quaresmeira) e Rodhodendron simsii (azaléia), para determinação de pontos finais em titulações espectrofotométricas e fotométricas, de ácidos e bases e as variações de cores dos extratos na presença de metais, no desenvolvimento de experimentos didáticos. Para os métodos de detecção de pontos finais nas titulações foram selecionados os melhores comprimentos de onda em diferentes pH, pois a coloração do extrato varia em função deste parâmetro.

 

COSTA, Adalcindo Rodrigues da

Contextualização, dialogia e parceria no estudo da Ligação Iônica: uma abordagem microgenética. Belém, Educação em Ciências e Matemáticas, UFPA, 2005, 148p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: José Moysés Alves).

RESUMO: Acredito que um ensino contextualizado e dialógico valoriza a experiência cultural dos alunos e pode contribuir para a formação de cidadãos críticos, agentes de transformações, visando à construção de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Este ensino vai além da transmissão de informações, propicia o desenvolvimento intelectual e moral dos alunos, num clima afetivo e motivacional favorável. Neste sentido, na presente investigação, objetivei criar condições para um ensino contextualizado e dialógico, na introdução à linguagem da química. Além disso, pretendi analisar a evolução do desempenho individual de alguns alunos, considerando as contribuições de suas interações com os colegas e comigo, ao longo de uma seqüência didática. Participaram da pesquisa vinte e nove alunos de uma de minhas turmas de 8ª série do ensino fundamental, do Núcleo Pedagógico Integrado, Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará. A turma era constituída por doze meninos e dezessete meninas, com idades variando de treze a quinze anos. A partir de uma demonstração da condução da corrente elétrica na água com sal e da não condutividade elétrica no sal sólido, desafiei os alunos a explicarem tal fato, tendo em vista a construção do conceito de ligação iônica. Primeiro, cada aluno formulou uma resposta escrita. Depois, eles se reuniram em grupos formados espontaneamente, discutiram suas respostas e formularam uma resposta escrita consensual. Em seguida, com base nas respostas escritas individuais e nas formuladas pelos grupos espontâneos, considerando também a participação dos alunos nestes grupos, formei outros grupos, recombinando os alunos. Estes grupos recombinados também discutiram e apresentaram uma resposta escrita consensual. Posteriormente, os grupos apresentaram e discutiram suas respostas com toda a turma. Por último, cada aluno formulou, por escrito a sua explicação para o fato observado. Participei das discussões dos grupos, fomentando a discussão entre os alunos e só acrescentando informações novas quando considerei que eles tinham debatido suficientemente o assunto entre eles. Gravei as aulas em vídeo e em áudio e, posteriormente, transcrevi as fitas. Escolhi sete alunos que participaram de um dos grupos recombinados para comparar suas respostas escritas individuais e a contribuição das interações com os colegas e comigo para a transformação de tais respostas. Os resultados mostraram que todos os alunos chegaram, ao final, a uma explicação teórica aceitável para o fenômeno observado, partindo de descrições ou explicações fundamentadas em generalizações empíricas ou explicações que incorporavam termos teóricos, mas sem domínio conceitual. Estas transformações ocorreram durante as interações, com os colegas e comigo, nas quais predominou uma abordagem comunicativa interativa dialógica. Os alunos que participaram ativamente das discussões tiveram oportunidade de argumentar e ser contestados, de reformular suas hipóteses ou adotar outras. Discuto a necessidade de buscar outras maneiras de contextualizar o ensino; de envolver todos os alunos nas discussões dos grupos; de construir a generalização da explicação teórica e aplica-la a novos contextos; de fomentar e avaliar o clima afetivo e motivacional e o desenvolvimento de uma sociedade de parceiros na sala de aula. Além disso, reflito sobre a importância desta pesquisa para a minha formação.

 

COSTA, Denise Kriedte da

A educação em química pela pesquisa: um caminho para a autonomia. Porto Alegre, Educação em Ciências e Matemática, PUC-RS, 2004, 156p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Maurivan Güntzel Ramos).

RESUMO: Este trabalho de pesquisa objetiva estudar o desenvolvimento da autonomia em estudantes do ensino médio. Após desenvolver uma Unidade de Aprendizagem em Química com os alunos do Ensino Médio de uma Escola particular, por meio da análise de depoimentos, de ocorrências de sala de aula e da produção escrita, pretende-se compreender como se dá o desenvolvimento da autonomia em processos de educar pela pesquisa. O trabalho inicia com um breve relato sobre as origens da pesquisa, sua relação com a própria história da autora, justificando as razões da escolha do tema e do problema, bem como as questões de pesquisa que orientam o trabalho. Para o desenvolvimento desta pesquisa estruturam-se alguns caminhos teóricos norteadores que envolveram a reflexão sobre o educar pela pesquisa, as Unidades de Aprendizagem e o desenvolvimento e construção da autonomia pelos alunos. A Unidade de Aprendizagem foi construída levando-se em consideração as idéias prévias dos estudantes, que foram categorizadas e analisadas, possibilitando a estruturação de atividades. Nessa construção foi possível identificar alguns indicadores de autonomia: os desafios, a afetividade e a motivação; a experimentação e a interdisciplinaridade; a organização, a responsabilidade e o desenvolvimento da consciência crítica e a produção escrita e a argumentação que foram analisados e discutidos ao longo da proposta. Os achados fazem crer na possibilidade de desenvolver e construir a autonomia no ambiente escolar. Com isso, pretende-se compreender de que forma podemos contribuir para a formação de sujeitos mais autônomos e mais capazes.

 

COSTA, Elizabete Lustosa

Análise das interações discursivas de uma seqüência introdutória de ensino: aprendizagem do conceito de substância. São Paulo, Educação, USP, 2004, 125p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Marcelo Giordan).

RESUMO: Nossa pesquisa diz respeito a uma seqüência experimental introdutória de substância, a partir de uma perspectiva macroscópica, desenvolvida com estudantes de primeiro ano de Habilitação ao Magistério em uma cidade do Estado de São Paulo. Interessa-nos analisar, nessa seqüência de ensino-aprendizagem, o pensamento cotidiano dos estudantes sobre substância, além do processo que ocorre enquanto professora e alunos participam conjuntamente de situações em foco, propomos-nos as seguintes perguntas: 1) Que idéia espontânea de substância os estudantes trazem para a situação de ensino escolar? 2) Quais são os padrões e a função do discurso dos episódios principais? 3) Como pode ser caracterizada a estrutura das aulas principais? 4) Que significados químicos estão sendo construídos no plano social durante as referidas aulas? 5) Será que a professora está transmitindo aos estudantes a concepção empirista de ciências ai conduzir o seu ensino? Nossas principais fontes de dados são seqüências interativas entre professora e alunos durante o processo de ensino-aprendizagem sobre substância, das quais obtivemos episódios de ensino, entendidos como fragmentos dos eventos discursivos. Nossa busca de resposta às perguntas foi feita por meio de leitura atenta dos episódios à luz, principalmente, da perspectiva sociocultural de Vygotsky e de neo-vygotskyanos sobre a formação de sujeito. A idéia espontânea de substância predominante entre os aluno é algo ?proveniente da natureza?. O discurso se apresenta principalmente na sua função dialógica e padrão não-triádico do tipo I ? R ? F ? R ? F... As aulas principais são compostas por três seções interdependentes. Embora a professora desenvolva um ensino interativo, identificamos nesse ensino marcas de empirismo e indução. Portanto, a professora pode estar transmitindo implicitamente a visão empirista de ciências a seus alunos. Entretanto, parece-nos que alguns conceitos relacionados à substância estão sendo construídos no plano intersubjetivo.

 

COSTA, Maria Luiza

O ensino técnico profissional: um estudo sobre a escola técnica de química do município de Luís Antonio-SP. Ribeirão Preto, Educação, Centro Universitário Moura Lacerda, 2008, 118p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Alessandra David Moreira da Costa).

RESUMO: Este trabalho se propõe a analisar a criação de uma Escola Técnica em uma cidade do interior do Estado de São Paulo, no ano de 1991, e a questão das mudanças curriculares ocorridas por influência do mercado de trabalho, visando o oferecimento de maiores oportunidades aos jovens moradores da região. O objetivo é apresentar alguns elementos que evidenciam esta influência nas mudanças curriculares da referida Escola, analisando-a também no contexto político e econômico, sem a pretensão de esgotá-las. O referencial teórico abrange estudos realizados por Antunes (2006), Ciavatta (2005), Cunha (2000), Ferretti (2005), Frigotto (1998, 2000, 2005), Gentili (2002), Ghiraldelli (2003), Ianni (2001 e 2005), Kuenzer (2001, 2007), Lopes (2000), Manfredi (2002), Nosella (2007), Sacristán (1998, 2000), Saviani (2004, 2005, 2007), Shiroma (2002), Zotti (2004). A linha de investigação para construção do nosso objeto de estudo levou a adoção de uma metodologia qualitativa de pesquisa, configurada como um estudo de caso. O avanço tecnológico atual, faz com que o mercado de trabalho se torne a cada dia, mais exigente e competitivo com relação à qualificação dos trabalhadores. A análise da realidade nacional articulada ao contexto do capitalismo mundial torna-se primordial, pois as relações político sociais estão mediadas pela ideologia neoliberal. Para compreender as estratégias que o projeto neoliberal no Brasil tem reservadas para a educação, é importante também compreender que esse processo numa era de globalização, é parte de uma dinâmica internacional mais ampla. Nas considerações finais da pesquisa, ficou evidenciado que os currículos oficiais foram sendo construídos ao longo da história da educação brasileira de acordo com o modelo econômico vigente e demandas do mercado de trabalho.

 

COSTA, Rita de Cássia de Almeida

A Construção Social de uma Química Escolar. PUC-RJ – Educação. 1998. 212 p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Ana Waleska Pollo Campos Mendonça).

RESUMO: Recuperar o processo de construção da disciplina Química Geral na Escola Técnica Federal de Química do Rio de Janeiro, a partir da organização do ensino industrial no país, nos anos 40, constituiu-se o objetivo dessa dissertação. Através da reconstituição dos currículos formais da escola e das práticas pedagógicas realizadas, buscamos compreender a dinâmica social que faz com que o conhecimento escolar se configure, em um dado momento, de um modo e não de outro. Para tal, levamos em consideração os contextos cultural, sócio-histórico, institucional e biográfico em que a disciplina, em questão, se inscreve.

 

CUNHA, Ana Cristina Borges

As concepções de formação continuada dos professores de química da rede estadual de ensino em Goiânia: os desafios para uma formação continuada eficaz. Goiânia, Química, UFG, 2005, 84p. Profissionalizante. (Orientador: Wilson Botter Júnior).

RESUMO: A formação continuada pode ser definida como todas as atividades desenvolvidas após a graduação, com vistas a promover o aprimoramento do professor e a melhoria de suas potencialidades como um todo, devendo estar articulada com o projeto educativo da escola e levando-se em consideração os anseios e experiências dos educadores, permitindo-os produzir novos conhecimentos. Com o objetivo de conhecer as concepções sobre formação continuada dos professores que ministravam aulas de química, em maio de 2004 no município de Goiânia, assim como, o papel da escola, do estado e da universidade nesse processo, desenvolveu-se este trabalho. No período analisado, havia 60 professores de química, licenciados e/ou bacharéis em química, dos 204 professores de ensino médio que ministravam essa disciplina. Desses 60 professores, 57 foram tomados como universo da pesquisa, pois três se encontravam de licença. Realizado um levantamento das informações contidas nos documentos da subsecretaria metropolitana de educação de Goiânia. A seguir, os professores responderam a um questionário semi-aberto e foram submetidos a uma entrevista semi-estruturada. Os dados revelaram que um grande número de professores, 27 (47%), considera a formação continuada como um processo que ocorre durante toda a vida. Além disso, 14 (25%) professores definem a formação continuada como cursos de aperfeiçoamento, reciclagem, atualização ou até mesmo cursos específicos de sua área de atuação (química) e, somente, 9 (14%) definem a formação continuada como cursos feitos após a graduação. Os professores foram unânimes em afirmar que a formação continuada é uma necessidade, uma vez que o conhecimento é globalizado e dinâmico, forçando o professor a se atualizar constantemente. No que diz respeito ao seu aprimoramento, os professores reconhecem que a formação continuada interfere de modo significativo em suas práticas pedagógicas. Além disso, para eles, tanto a rede estadual de ensino, quanto as universidades têm exercido seus papéis muito aquém de seus reais potenciais, nessa área. Identificou-se, pelas falas dos professores, que o processo de formação continuada em Goiânia não tem ocorrido como deveria: no contexto de trabalho dos professores e levando-se em conta, principalmente, o conhecimento e as experiências que os mesmos detêm.

 

CUNHA, Aparecida Miranda

Evasão do curso de Química da UnB: A interpretação do aluno evadido. Brasília, Instituto de Psicologia, UnB, 1997. 137p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Elizabeth Tunes).

RESUMO: O estudo da evasão do aluno do curso de Química foi o escopo deste trabalho. O objetivo era conhecer as razões que levaram alunos da UnB, que ingressaram por vestibular, a saírem do curso antes da sua conclusão. Para a composição da amostra, tomou-se o universo dos evadidos do curso no período compreendido entre o primeiro semestre de 1990 e o segundo semestre de 1995. Pelo procedimento da amostragem aleatória, foram sorteados 23 ex-alunos, os quais, posteriormente, foram entrevistados. Com base na análise do fluxo de entrada e saída de alunos do curso de Química e dos motivos para a evasão apresentados pelos ex-alunos nas entrevistas, pôde-se constatar que a evasão é conseqüência de aspectos intrínsecos ao curso e também de condições estruturais e administrativas que caracterizam o sistema de graduação vigente na UnB. Segundo a perspectiva do aluno evadido, os motivos que o levaram a sair do curso relacionam-se a aspectos da vida escolar anterior à entrada na Universidade, às expectativas não correspondidas pelo curso, ao intrincado funcionamento do sistema acadêmico da graduação e, ainda, às experiências pessoais e interpessoais vividas durante a sua permanência no curso e na UnB. O estudo levou a uma nova compreensão do problema da evasão universitária. Do ponto de vista do aluno evadido, a evasão é motivada pelo que encontra durante a sua passagem pelo curso e acredita que não pode mudar. Neste sentido, para o aluno evadido do curso de Química, a evasão toma a conotação de uma resposta na forma de um protesto, mais do que de um fracasso. Os resultados mostram a necessidade de urgentes mudanças no encaminhamento de procedimentos acadêmicos, passando pela necessidade da retomada da orientação sistemática e continuada ao estudante de graduação - seja da parte do professor, seja da parte do profissional que atua junto ao estudante -, até a revisão da proposta curricular atual do curso de Química, levando à redefinição do papel do aluno e do professor deste curso.

 

CUNHA, Maria Bernadete de Melo

Perfil Conceitual: Trabalhando a Concepção de Matéria e Estados Físicos dos Materiais com alunos e alunas do Ensino Médio. Salvador, Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA, 2003, 110p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Olival Freire Junior).

RESUMO: Este trabalho de dissertação é o resultado da pesquisa qualitativa, acerca de conceitos relacionados à constituição da matéria, isto é, de sua natureza descontínua, e seus estados físicos, desenvolvida com alunos da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Luiz Viana, em Salvador-BA, durante o ano letivo de 2002. Na metodologia empregada, foram utilizadas, para o levantamento de dados, atividades em sala de aula e em laboratório, trabalhando-se as propriedades físicas dos materiais, consideradas como pré-testes e pós-testes, em que alunos e alunas responderam a questões abertas e fizeram desenhos representativos relacionados aos temas abordados, os quais foram analisados de acordo com as categorias indicadas por Mortimer (2000), para observar a evolução do perfil conceitual da matéria e seus estados físicos. Os resultados mostraram um avanço significativo nas concepções apresentadas por alunos e alunas, indicando que o começo das atividades na disciplina Química, para o ensino médio, pode ser feito a partir do entendimento das propriedades dos materiais, observadas à nível macroscópico, para se chegar à constituição dos mesmos à nível de partículas, utilizando-se modelos explicativos. A evolução das idéias de alunos e alunas pode ser acompanhada através do perfil conceitual.

 

CUNHA, Meire Lúcia Jorge

O Laboratório Químico como Local de Ensino e Pesquisa: as inovações de Justus Von Liebig. PUC-SP, História da Ciência, 2000, 122p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Marcia Helena Mendes Ferraz).

RESUMO: Justus Von Liebig, químico alemão que no período de 1824 a 1852 atuou como professor em um instituto de química por ele idealizado na Universidade de Giessen, proporcionou significantes modificações no método de ensino, na pesquisa e na aplicação industrial da química. Desde seu tempo, observa-se uma crescente expansão da química que se tornou uma ciência reconhecida ocupando espaço nas universidades e institutos de ensino. Nascido em 1803 em Darmsladt perseguiu seus sonhos de infância buscando formação em química, que na época era apenas ensinada nos cursos de Filosofia, Medicina e Farmácia. O ponto de partida de seu sucesso foi o Instituto de Giessen onde com seus alunos, através de ensino experimental, desenvolveu análises elementares, teoria sobre radicais, isomerismo, química agrícola e química aninal, viabilizando publicações importantes pra a química e toda a sociedade. Liebig não desenvolveu apenas programas de ensino e pesquisa com seus alunos, providenciou a base lógica necessária para elaboração de planos, procedimentos práticos e condições materais para que eles pudessem continuar seu trabalho. Como resultado temos que, dos 60 químicos contemplados com o prêmio nobel, 44 deles ou estudaram com Liebig ou com os alunos de Liebig que frequentaram o Instituto de Giessen.

 

DALL’ORTO, Hilda Lea Rabello

Do professor técnico ao professor reflexivo: contribuições e limitações da didática e da prática de ensino na formação docente em Química. Campinas, Faculdade de Educação, UNICAMP, 1999. 103p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Roseli Pacheco Schnetzler).

RESUMO: O presente trabalho investiga o papel da Didática e da Prática de Ensino na formação do professor de Química, explicitando suas contribuições e limitações. Nesta perspectiva foram entrevistados três alunos da Licenciatura em Química (formandos), três professores do ensino médio (em exercício) e seis professores formadores de professores de Química. Destes últimos, três eram responsáveis por disciplinas específicas dos Institutos ou Departamentos de Química e três pelas disciplinas de Didática e Prática de Ensino de Química de Faculdades de Educação. As idéias veiculadas nas entrevistas foram analisadas à luz dos pressupostos dos modelos da Racionalidade Técnica e da Racionalidade Prática para a respectiva formação do professor técnico e do professor reflexivo. Constatou-se que os formadores vinculados à Faculdade de Educação, conscientes da predominância e da limitação do modelo da Racionalidade Técnica na formação de professores de Química, orientavam seu trabalho segundo os preceitos do modelo da Racionalidade Prática. Ao refletirem sobre suas próprias ações educativas, como professores de Didática e Prática de Ensino de Química, evidenciaram limitações e contribuições dessas disciplinas para a formação de professores reflexivos. Os formadores ligados aos Institutos ou Departamentos de Química, igualmente responsáveis pela formação dos licenciandos, manifestaram não estar conscientes de tal responsabilidade e demonstraram possuir uma visão simplista da ação docente: dominar o conteúdo químico e saber algumas “técnicas” pedagógicas. Por isso, o papel da Didática e da Prática de Ensino é o de fornecer técnicas e receitas de ensino, opinião também apoiada pelos professores de Química do ensino médio e compartilhada pelos licenciandos, no âmbito de suas expectativas para tais disciplinas.

 

DANTAS, Josivânia Marisa

Fermentação da cana-de-açúcar: um contexto para o ensino de álcoois. Natal, UFRN, 2002. 73p. (Orientadores: Adelaide Maria Vieira Viveiros; Francisco Gurgel de Azevedo).

RESUMO: Foi elaborado um material didático contextualizado - unidade de ensino - para ser usado em sala de aula, com o objetivo de ensinar Álcoois no nível médio. O contexto escolhido foi a produção de etanol via fermentação da cana-de-açúcar, com base no processo utilizado na Usina São Francisco, localizada em Ceará-Mirim - RN. A unidade de ensino assim elaborada, foi testada com alunos do 3° ano de uma escola pública em Ceará-Mirim, através de discussões, trabalhos em grupos, relatos escritos e verbais e outras atividades, procurando sempre promover a participação dos alunos. Os resultados obtidos mostram, claramente, um melhor desempenho dos alunos tanto no que diz respeito à motivação pelas aulas, quanto à participação durante as aulas e ao aproveitamento. Portanto, pode-se afirmar que os alunos, em geral, não tiveram maiores dificuldades e absorveram bem esse tipo de trabalho.

 

DAZZANI, Melissa

Uma experiência de avaliação da aprendizagem no ensino médio: a participação dos alunos na reconstrução de seus conceitos químicos. USP, 2004, 175p. (Orientadora: Maria Eunice Ribeiro Marcondes).

RESUMO: Os alunos do ensino médio são submetidos a uma série de atividades durante o ano letivo, incluindo as provas, que são utilizadas para a avaliação da aprendizagem. Ao final de cada bimestre, uma nota é atribuída pelo professor e os alunos que não obtém o desempenho esperado são submetidos a uma nova prova para tentar recuperar essa nota. Freqüentemente, o processo de avaliação e de recuperação tem como principal objetivo recuperar a nota do aluno e não os seus conhecimentos. A melhoria da nota obtida após a recuperação, nem sempre está relacionada com a aprendizagem efetiva dos conhecimentos revistos. Neste contexto, um método alternativo visando auxiliar na recuperação da aprendizagem dos conceitos de Química por parte dos alunos que apresentavam dificuldades foi desenvolvido e testado. O presente trabalho foi realizado com alunos do primeiro ano e do segundo ano do ensino médio de duas escolas localizadas na região metropolitana de São Paulo. Nesse processo, o aluno participa ativamente de seu aprendizado e toma consciência de seus erros e de suas dificuldades. O método proposto consiste no desenvolvimento de quatro etapas. A primeira tem como objetivo fazer o aluno perceber suas dificuldades. Na segunda etapa, o aluno recebe orientações de estudo do professor e é submetido a uma nova avaliação. Na terceira etapa, o aluno participa ativamente de seu aprendizado, discutindo concecitos de química. Na quarta etapa, procurou-se verificar a eficiência desse processo de avaliação e de recuperação da aprendizagem através da apresentação de questões para o aluno resolver um mês após a atividade. Os resultados obtidos indicaram que cerca de 60% dos alunos do 1º ano conseguiram recuperar seus conceitos, contra cerca de 30 % do 2º ano. A maior eficiência para os alunos do 1º ano pode ser explicada por não estarem acostumados com os processos convencionais de recuperação da escola, que visam somente a melhoria das notas. Em ambas as séries, os alunos mostraram um grande envolvimento com as atividades realizadas. O processo de avaliação e de recuperação da aprendizagem desenvolvido neste trabalho mostrou-se mais eficiente do que os métodos anteriormente adotados. A aprendizagem deu-se de forma mais significativa e estudantes puderam reformular os conceitos de química que ainda apresentavam dificuldades.

 

DELL’AGNOLO, Rosana Maria

Análise de vídeo-gravações das aulas de química como instrumento de auto-formação continuada. Ensino de Ciências (Modalidades Física, Química e Biologia), USP, 2004, 175p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Elsa Garrido).

RESUMO: Esta pesquisa foi desenvolvida por um grupo de professores e coordenadires do Ensino Médio na área de química. Videogravamos nossas aulas em sala e em laboratórios e avaliamos essas aulas individualmente e coletivamente. Desenvolvemos algumas fichas para facilitar essa avaliação e posteriormente discutimos em grupo cada aula. O objetivo da pesquisa era reconhecer a video-gracao como um instrumento facilitador, agilizador e versátil para a auto-formação continuada desse grupo de professores. A aula em si era discutida para ver se a videogravao oferece condições para a capacitação almejada. Resultado foi extremamente satisfatório pois a conclusão que pude obter e que essa troca de experiências via videogracao introduzem no grupo de professores a vontade de se discutir as praticas em sala de aula, principalmente como instrumento de contribuição para a ampliação do conhecimento químico. O grupo prossegue nessas atividades mesmo com o final da pesquisa.

 

DIB, Siland Meiry França

Análise de imagens em livros didáticos de química: um caminho para a comunicação de conceitos científicos. Universidade Católica de Brasília – Educação. 2004. 147p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: José Florêncio Rodrigues Júnior).

RESUMO: Este estudo constitui uma análise das imagens existentes em livros didáticos de química de ensino médio; em particular, no capítulo sobre eletroquímica. Visa contribuir para o processo de decisão relativo à inclusão de imagens nos textos didáticos, apontando aspectos referentes às funções, à diagramação, o grau de abstração (iconicidade) das imagens e a utilização dos esquemas ilustrativos para a abordagem dos conteúdos científicos. A metodologia utilizada valeu-se de duas abordagens de análise das imagens: a morfológica e a semântica. A primeira refere-se ao tipo de imagem, número de imagens por páginas, inclusão de legendas, área de ocupação, e cor; a segunda, ao papel que uma imagem desempenha no texto, seu contexto e os aspectos relativos à iconicidade, também designada figuridade. Dois juízes analisaram 158 figuras provenientes de quatro livros didáticos de química, utilizando-se de grades construídas para esse fim. O estudo permitiu obter algumas conclusões importantes dentre elas pode-se destacar: as imagens possuem papéis diferenciados para o texto didático de química, e, em sua maioria são do tipo explicativas, dado a quantidade de informações que são traduzidas de forma esquemática para reforçar as informações ditas textualmente; os problemas morfológicos, relacionados à composição e a forma das imagens podem comprometer sua função para o texto, ocasionado problemas na comunicação por imagens; as imagens são de fundamental importância para a transmissão dos conceitos químicos relativos ao estudo da eletroquímica porque elucidam informações textuais da descrição de fenômenos (sob a forma macroscópica) que não podem ser visualizados. Este trabalho também oferece informações importantes, para autores e professores, responsáveis pela elaboração e adoção de livros didáticos, no que se refere à melhor exploração do potencial que as imagens possuem para a comunicação nos textos escolares.

 

ECHEVERRIA, Augustina Rosa

Dimensão empírico-teórica no processo de ensino-aprendizagem do conceito soluções no ensino médio. Campinas, Faculdade de Educação, UNICAMP, 1993. 283p. Tese de Doutorado. (Orientador: Roseli Pacheco Schnetzler).

RESUMO: Tem como objetivo fundamental investigar a relação das dimensões empírico-teórica no processo de ensino-aprendizagem do conceito químico soluções. Parte do pressuposto de que, em se tratando do ensino de Química em geral, e de soluções em particular, um tratamento adequado das idéias emergidas da observação empírica e dos raciocínios teóricos poderia contribuir para promover nos alunos a formação do pensamento teórico, cuja responsabilidade recai, fundamentalmente, na Escola. Os dados desta investigação são obtidos a partir de: a) transcrição de entrevistas com professores de escolas públicas da cidade de Campinas-SP; b) análise de teses aplicados a alunos de 1º e 2º anos do ensino médio de uma escola técnica de Química, antes e depois do processo de ensino de soluções; e) análise do processo de ensino-aprendizagem de soluções, constando de três estudos: análise de testes aplicados a alunos do 2º ano do ensino médio antes de serem submetidos ao ensino de soluções; análise da observação das aulas do mencionado ensino feita mediante registros de observação; transcrição e análise de entrevistas realizadas com uma amostra de alunos que estavam passando pelo processo de ensino-aprendizagem de soluções. Efetua uma análise de conteúdo tanto dos dados emergidos dos testes quanto das entrevistas. As análises deste conjunto de dados apontam a preponderância de uma visão empiricista-utilitária dos professores com respeito ao tema soluções, em detrimento dos aspectos teóricos do mesmo. Esta visão, por sua vez, se reflete nos dados de aprendizagem, que mostram a dificuldade dos alunos em construir explicações teóricas para os fenômenos relacionados com soluções. Os dados de aprendizagem mostram, também, uma grande potencialidade dos alunos em trabalhar com raciocínios teóricos, o que não está sendo aproveitado pelo ensino no que poderia ser uma tentativa de promover, nos alunos, o pensamento teórico.

 

ELEUTÉRIO, Célia Maria Serrão

Jogos didáticos: alternativas no ensino de Ciências. Ensino de Ciências na Amazônia, Universidade do Estado do Amazonas, 2008, 163p. Profissionalizante. (Orientador: Amarildo Menezes Gonzaga).

RESUMO: O ensino de química no Brasil continua sendo um desafio para professores e alunos de Ensino Médio. A insatisfação de professores, que não conseguem atingir os objetivos propostos, e alunos que analisam e consideram a química uma disciplina de difícil compreensão, continua sendo uma grande preocupação dos educadores. Os conteúdos muitas vezes são ensinados descontextualizados, contribuindo para a rejeição dessa ciência no espaço escolar. Esforços vêm sendo realizados, na tentativa de encontrar novas alternativas para a melhoria do ensino de Química, na última etapa da Educação Básica, entre eles a inserção de atividades lúdicas que fazem sucesso em sala de aula na Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental, e são desprezadas no contexto do Ensino Médio. Tais constatações levaram ao desenvolvimento desta pesquisa, que foi realizada com professores e alunos da 1ª série do Ensino Médio em cinco escolas da rede estadual do Amazonas, tendo como base a próprias experiências e vivências dos pesquisadores. Tem como objetivo principal: descobrir qual a importância dos jogos para o ensino de Química, e como é possível demonstrá-la a partir da transformação de experiências docentes focadas na utilização daqueles recursos pedagógicos, na condição de facilitadores do processo ensino aprendizagem de química. Os resultados da pesquisa levaram à criação de uma cartilha com dez jogos que foram elaborados e confeccionados pelos alunos, professores e pesquisadores, durante oficinas pedagógicas, com o intuito de contribuir com a melhoria do ensino de Química, visto que não existe outra maneira de educar que não seja por meio da sensibilização e humanização dos alunos, e os jogos didáticos, quando aplicados em um ambiente favorável, podem contribuir significativamente para esse feito.

 

ESCREMIN, João Vicente

Luminescência de compostos de Eu3+: uma proposta de ensino, conceitos, modelos e linguagens. Universidade de Franca, Ciências, 2008, 82p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Paulo Sérgio Calefi).

RESUMO: A luminescência, que consiste na irradiação da luz a baixas temperaturas, está muito presente no cotidiano das pessoas, como nas ruas iluminadas de uma grande cidade, nas placas de sinalização das rodovias ou na luz verde de um vagalume, por exemplo. Entretanto, através da análise de trabalhos envolvendo a luminescência do Eu3+ aceitos para apresentação em cinco Reuniões Anuais da Sociedade Brasileira de Química, foi evidenciado que a linguagem usada para a explicação deste fenômeno de interesse na comunidade científica e tecnológica é muito específica. Além disso, foi observada a inexistência de um material que apresentasse uma explicação, dos fenômenos envolvidos através de uma linguagem que fosse acessível para iniciantes no entendimento deste estado da arte. Mediante estes fatos, esta dissertação buscou fazer uma transposição entre a linguagem, modelos e analogias utilizados em textos científicos abordando a luminescência de compostos de Eu3+ para que se tornasse de fácil o entendimento e a construção de conhecimentos para os iniciantes no assunto. Tendo em vista a ampla utilização da luminescência do Eu3+ pela comunidade científica mundial e sua vasta gama de aplicações tecnológicas bem como a carência de materiais didáticos com uma linguagem mais acessível, principalmente aos iniciantes nesta área de pesquisa, os objetivos deste trabalho foram um levantamento dos termos utilizados em resumos aceitos para apresentação nas RAs da SBQ e dissertações e teses de alunos e professores do Grupo de Pesquisa em Química de Materiais da Universidade de Franca (Unifran), acerca do fenômeno da luminescência. Em seguida foi desenvolvido um material didático que contemplou uma explicação com uma linguagem mais acessível dos termos utilizados especificamente em trabalhos científicos envolvendo luminescência de compostos de Eu3+. Por fim, decidiu-se a construção de um modelo com massa de biscuit para os orbitais f e a proposta de uma explicação sobre o fenômeno de luminescência do Eu3+ através deste modelo.

 

FARIAS, Maria de Fátima

A concepção e a prática avaliativa dos professores de química da rede pública estadual em Goiânia. Química, UFG, 2004, 108p. Profissionalizante. (Orientador: Wilson Botter Júnior).

RESUMO: Este estudo tem como principal objetivo investigar a prática avaliativa dos professores de Química licenciados em Química, do quadro efetivo, das escolas da rede pública estadual de ensino médio na cidade de Goiânia, bem como, a relação entre a avaliação e o processo de ensino e aprendizagem.A pesquisa foi realizada nas escolas da rede pública estadual da cidade de Goiânia. Em fevereiro de 2003 havia 21 professores de Química licenciados em Química no quadro efetivo da Secretaria Estadual de Educação, dos 208, professores de Química do ensino médio. Estes 21 professores foram tomados como o universo da pesquisa. O principal objetivo desta pesquisa foi investigar a concepção e a prática avaliada desse grupo de professores, bem como, analisar os reflexos dessa prática no processo de ensino e aprendizagem. O trabalho de pesquisa foi realizado baseado em uma abordagem qualitativa, onde se pretendia retratar a realidade de um grupo específico (os professores de Química do ensino médio da rede pública estadual de Goiânia) de forma complexa e profunda. A pesquisa de campo foi realizada através da análise documental, de entrevistas e da observação das aulas dos professores. O resultados obtidos indicam que os professores, apesar de estarem preocupados com a questão da contextualização, não conseguem aplicar na prática esta intenção, praticam um ensino transmissivo, baseado na transmissão/recepção, tendo como principal recurso o livro didático de ensino médio. A fundamentação teórica que embasa o trabalho desses professores, é a pedagogia tradicional. Para esses professores, a avaliação é a própria prova, não fazem, assim, distinção entre avaliação e instrumento de avaliação. Nesse contexto, avaliação é praticada no sentido da medida e da verificação, de forma desvinculada do processo educativo.

 

FARIAS, Mario Luiz de

Combustão e seus efeitos: um estudo sobre concepções de alunos do ensino técnico do CEFET-RS, visando à Educação Ambiental. Educação Ambiental, UFRG, 2003, 267p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Arion de Castro Kurtz dos Santos).

RESUMO: Esta dissertação, inserida na Linha de Pesquisa da Educação Ambiental, Currículo e Formação de Professores (EACFP), teve como tema a combustão e seus efeitos, enfocando concepções de alunos do ensino técnico do CEFET-RS, com vistas à Educação Ambiental. Os alunos eram dos cursos de Manutenção Eletromecânica e de Química, representando, respectivamente, as áreas profissionais Indústria e Química, sendo que 47 deles estavam no início e 57, no final destes cursos. Com relação às concepções levantadas sobre o tema, os propósitos foram: a) qualificá-las, quanto ao perfil; b) comparar os diferentes grupos de alunos:c) verificar se o ensino técnico contribuiu na construção das mesmas; d) identificar a existência de concepções alternativas; e) oferecer os resultados da pesquisa, e propor formas, para a ambientalização do currículo. A fundamentação sobre a abordagem da pesquisa, consiste em dois capítulos, um sobre concepções, aprendizagem e Educação e o outro, tratando da combustão e seus efeitos. O levantamento de concepções foi realizado através da aplicação de um questionário, sendo que cada questão consistiu numa afirmativa a respeito do tema da pesquisa, para o aluno tomar posicionamento, valendo-se de uma escala do tipo Kilert, com 5 pontos, e realizar comentários descritivos sobgre a mesma. Não foi realizada intervenção específica, pois, para esta pesquisa, o ensino no curso técnico foi considerado como sendo 'o experimento'. Os dados objetivos dos posicionamentos foram tratados estatisticamente, coma utilização de programas computacionais, e estão apresentados em tabelas e gráficos. Os comentários tiveram tratamento qualitativo e estão comunicados através de resumos, em redes sistêmicas. Os resultados indicaram que o perfil das concepções, sobre as diferentes dimensões relacionadas com o tema da pesquisa, vairou desde baixo a ótimo. Por exemplo, de acordo com os critérios seguidos, relativamente à combustão e seu emprego, chuva ácida, aquecimento global e sobre a possibilidade de evitar os danos decorrentes da combustão, o perfil das concepções foi baixo ou regular; sobre os aspectos prejudiciais das queimadas, para o meio ambiente, e dos gases da combustão, para a saúde, os alunos apresentaram um ótimo perfil das concepções. Com relação a alguns tópicos, existiram diferenças entre o perfil das concepções, por curso e por adiantamento. O ensino nos cursos técnicos contribuiu para a construção das concepções sobre a maioria dos assuntos. Não houve contribuição exclusiva sobre algum deles. No geral, essa contribuição foi mais efetiva no Curso de Química. Os estudantes manifestaram idéias que vieram ao encontro de constatações de pesquisadores do Movimento das Concepções Alternativas. Também, os resultados fornecem referências para a ambientalização do currículo, que pode ser efetivada com a abordagem transversal do tema da pesquisa, considerando as concepções dos alunos. Houve a constatação de limitações nesta pesquisa e foram indicadas algumas sugestões para superá-las, em pesquisas semelhantes.

 

FAUNDEZ VALLEJOS, Nora Jacqueline.

Em busca de uma fundamentação para a formação didática de professores de química. UNICAMP – Faculdade de Educação, Campinas, SP, 1997, 128p. Tese de Doutorado. (Orientador: Mansur Lutfi).

 RESUMO: Esta tese pesquisa as idéias sobre a formação do professor de química para refletir junto a eles sobre sua formação. Analisa sua prática docente com o objetivo de atuar para melhorá-la. Proporciona uma fundamentação, que lhe permite entender sua formação orientando-a na construção social e difusão do conhecimento. Neste contexto, apresentamos alguns aspectos da filosofia da ciência, estabelecendo uma relação com o processo de ensino-aprendizagem, o que permite fundamentar a didática do ensino de ciências. Isso permitirá analisar a formação dos professores de química no que se refere a seus conhecimentos do conteúdo da disciplina e sobre os aspectos profissional, prático e acadêmico.

 

 

 

FELIPE, Delmir da Costa

Hipertexto e ensino de química: visões de alunos e professores do Ensino Médio. Fundação Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – Educação. 2004.  120p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Shirley Takeco Gobara).

RESUMO: Esta pesquisa apresenta um hipertexto de Química Geral, envolvendo as Leis de Lavoisier e Proust, desenvolvido como material didático para o Ensino Médio, tendo como referencial teórico a Teoria Cognitiva de Ausubel. O hipertexto foi desenvolvido utilizando o programa Power Point, da Microsoft. A questão básica foi investigar se a re-elaboração de um hipertexto pelo aluno, originalmente construído e apresentado aos alunos pelo pesquisador, poderia contribuir para um aprendizado mais significativo dos conceitos que envolvem essas Leis da Química. Ele foi aplicado a um grupo de cinco alunos do Ensino Médio e avaliado por cinco professores de Química atuantes no Ensino Médio da rede pública e privada. A avaliação foi realizada através de entrevistas semi-estruturadas. Tanto os alunos como os professores, avaliaram positivamente o hipertexto, levantando aspectos positivos como: interatividade, interdisciplinaridade, a busca da construção do conhecimento, a motivação do aluno para o aprendizado. Foram levantados os seguintes aspectos negativos: dificuldade dos alunos em trabalhar com o Power Point e necessidade de instruções mais detalhadas para reformulação do hipertexto. Com os resultados obtidos na pesquisa é possível concluir que a participação dos alunos na reconstrução de um hipertexto pode ser uma atividade facilitadora da aprendizagem.

 

FERNANDES, Francisco Robalo

Modelos didáticos de professores de Química: um estudo em escolas de Uruguaiana. Porto Alegre, Faculdade de Educação, PUC-RS, 2001. 72p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Roque Moraes).

RESUMO: A presente pesquisa buscou investigar os modelos didáticos dos professores de Química do ensino médio das escolas estaduais e particulares do município de Uruguaiana. Os participantes do estudo foram oito professores, sendo que três possuem Licenciatura em Química e cinco são licenciados em Ciências Biológicas e lecionam na disciplina, todos atuando em sala de aula há mais de três anos. As entrevistas foram realizadas em duas etapas, focalizando questões abertas a partir de categorias predeterminadas: concepção de Ciência, metodologia, conteúdos e avaliação. Na primeira etapa das entrevistas os professores posicionaram-se, por escrito, a partir de questionamentos diretamente ligados às categorias. Posteriormente houve retorno aos entrevistados para complementação de dados. Através da análise das entrevistas concluiu-se que os professores, em relação às categorias pesquisadas, apresentam modelos didáticos fundamentados essencialmente em métodos tradicionais de educação. Em relação à concepção de Ciência foi possível verificar grandes dificuldades, por parte dos professores, para elaboração e caracterização do que é Ciência. A totalidade dos professores entende a Ciência para o fazer, para a compreensão de fenômenos, resolução de problemas, etc. Os entrevistados não demonstraram possuir uma visão moderna de Ciência. As conclusões, embora apontem para métodos caracteristicamente tradicionais, mostram a existência de indicadores que demonstram uma certa insatisfação dos professores com os resultados alcançados em seu trabalho docente. Alguns entrevistados sentem a necessidade de mudanças para que o processo se torne mais adequado às necessidades e realidade atuais.

 

FERRARO, Concetta Schifino

Estudo comparativo entre duas técnicas de laboratório de Química: a da redescoberta e a tradicional. Porto Alegre, PUC-RS, 1990. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Icara da Silva Holmesland).

RESUMO: Verifica a viabilidade da utilização da técnica da redescoberta no ensino de Química, em laboratório, como atividade capaz de desenvolver habilidades e atitudes científicas nos alunos. Faz um estudo sobre os posicionamentos dos alunos que utilizaram a técnica da redescoberta diante da técnica tradicional de ensino. Trata-se de uma pesquisa realizada cp, alunos da disciplina de Química Orgânica II da PUC-RS. Utiliza dois instrumentos: uma escala de posicionamentos, constituída por 30 itens, destinada a detectar as diferenças nos posicionamentos dos alunos dos dois grupos e um questionário aberto, onde os alunos deveriam expressar sua percepção sobre as aulas de laboratório ministradas, para identificar e comparar os posicionamentos dos alunos dos grupos experimentais e de controle. Constata que os alunos do grupo experimental manifestaram-se favoráveis à utilização da técnica da redescoberta, destacando, principalmente, o fato de que ela proporciona melhores condições de aprendizagem e retenção de informações.

 

FERRAZ, Lúcia Corrêa

Concepções dos professores de química sobre currículo. Cuiabá, UFMT, Instituto de Educação, 2003, 110p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Mauricéa Nunes).

RESUMO: Nos últimos anos, o Currículo, como tema, ganhou amplas discussões. Junto à estas discussões evidenciou-se também o estudo e a pesquisa sobre as concepções dos professores acerca do Currículo. Acredita-se que essas concepções possam influenciar a construção de Currículos no sentido de explicitar e permitir escolher a forma, a estrutura e o conteúdo a ser trabalhado. Essas questões, dentro de uma perspectiva teórico-prática, podem adquirir um papel fundamental nos métodos de ensino dos educadores. As concepções que os professores de Química possuem sobre Currículo também podem sofrer influências semelhantes. Desta forma, compreende-se então, que o ensino de Química pode ser analisado à luz das diferentes concepções de Currículo. Partindo deste pressuposto, este trabalho teve por finalidade, pesquisar as concepções sobre Currículo apresentadas pelos professores de Química das Escolas Públicas Estaduais do Município de Cuiabá-MT. Considerando as contribuições dentro das limitações previstas, definiu-se Currículo a partir das concepções apresentadas por pesquisadores mais expressivos da literatura especializada. A pesquisa foi referenciada a partir dos pressupostos teóricos propostos por Traldi (1984). Referenciou-se também nas teorias propostas por Sacristán (2000), que sugere a perspectiva teórico-prática do Currículo. As respostas dos professores de Química pesquisados foram analisadas, organizadas e categorizadas segundo esses referenciais teóricos. Buscou-se também discutir a relação entre Currículo e formação de professores e as influências que estes recebem durante à sua formação. O resultado da pesquisa mostrou que a maioria dos professores de Química ainda apresentam suas concepções centradas no conhecimento ou matéria (conteúdo programático) ou na soma de exigências acadêmicas (conteúdos, exposição sistemática, saber elaborado), implicando num ensino de transmissão de conhecimento (ensino tradicional).

 

FERRAZ, Marcia Helena Mendes

As ciências em Portugal e no Brasil (1772-1822): o texto conflituoso da química. Comunicação e Semiótica, PUC-SP, 1995, 248p. Tese de Doutorado. (Orientadora: Ana Maria Alfonso Goldfarb).

RESUMO: A reforma de 1772 da universidade de Coimbra, que se insere num conjunto de medidas que procuravam colocar o reino português na via de desenvolvimento da Europa. No que se respeita ao ensino universitário às medidas modificam o curso de leis e o de teologia e transformavam completamente o curso de medicina. O ponto crucial da reforma foi a criação do curso filosófico como preparatório para as outras faculdades, em que se introduzia o estudo das ciências modernas, como a historia natural, a física experimental e a química, esta ultima ensinada pela primeira vez em Portugal. Para as "ciências naturais e filosóficas" formam ser os espaços de ensino e também de produção de conhecimento das novas ciências. O curso filosófico deveria também formar um novo tipo de profissional em Portugal: filosofo natural, a quem seriam destinados diversos cargos no governo, como o de naturalista. Algumas instituições criadas cerca do final do século XVIII, como a academia das ciências de Lisboa e o laboratório químico da casa da moeda, tinham como objetivos a produção e a divulgação do conhecimento sobre a natureza associadas ao estudo de sua aplicação. 

 

FERRAZ, Marcia Helena Mendes

O processo de transformação da teoria do flogístico no Séc. XVIII. História Social, USP, 1991, 196p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: José Carlos Sebe Bom Meihy).

RESUMO: A teoria do flogístico elaborada por G. E. Stahl (1660-1734) a partir das idéias de J.J. Becher (1635-1681) para os fenômenos de combustão e calcinação destaca-se do conjunto de suas idéias químicas pela importância dada aos fenômenos envolvendo a queima. Difundindo-se a partir de terras germânicas para outros centros europeus, notadamente a franca e a Inglaterra, já em meados do século XVIII a teoria do flogístico seria aceita pela grande maioria dos "químicos" da época. Mesmo em terras germânica e contemporaneamente a Stahl, no entanto, a teoria sofreria modificações e adições. Em épocas posteriores seus seguidores promo o e da transformação da matéria, o trabalho de Stahl dotou esta ciência de um objeto de estudo bem definido e forneceu uma teoria com grande potencial explicativo e de previsão. E o ponto inicial de um longo processo de transformação que se estendeu por todo o século XVIII.

 

FERREIRA, Maira

A revista Superinteressante, os livros didáticos de química e os parâmetros curriculares nacionais instituindo “novos” conteúdos escolares em ciências/química. Educação, UFRGS, 2008, 212p. Tese de Doutorado. (Orientadora: Maria Lúcia Castagna Wortmann).

RESUMO: Nesta tese de doutorado, examino algumas produções culturais que me permitiram acompanhar processos ligados à produção dos conhecimentos escolares em Ciências/Química. Para tanto, examinei os PCNs, alguns livros didáticos de Química e a Revista Superinteressante. A pesquisa foi desenvolvida sob inspiração dos Estudos Culturais, utilizando aportes teóricos de Stuart Hall, que busquei conectar ao pensamento de Michel Foucault e Thomas Popkewitz para realizar as análises discursivas procedidas. Tais análises permitiram indicar entrelaçamentos entre os enunciados que compõem os diferentes discursos colocados em circulação por tais produções e indicar que temas como saúde, meio ambiente, desenvolvimento tecnológico e consumo passaram a constituir a “pauta” tanto da revista examinada, quanto dos livros didáticos e dos PCNs, o que, de certo modo, legitima e escolariza esses temas, no caso estudado na área de Ciências/Química, na Educação Básica. A inserção de novos temas/conteúdos indica haver uma ruptura em relação ao que anteriormente era considerado como conteúdos escolares pertinentes ao ensino de Ciências/Química. No tratamento do tema saúde, por exemplo,os textos passaram a ocupar-se com a indicação de formas para viver mais e com mais saúde, com melhor aparência, com cuidados para a manutenção da agilidade e juventude, o que implica viver uma “democrática” ditadura de fazer escolhas responsáveis para os cuidados com o corpo, ou seja, nessas produções culturais o discurso do cuidado com a saúde encontra-se associado à vontade de mudanças de atitude dos sujeitos frente aos seus hábitos de vida. Em relação ao modo de focalizar o tema meio ambiente, os enunciados ressaltam a importância da incorporação de práticas cotidianas aos conteúdos escolares, sendo isso considerado requisito para o desenvolvimento da cidadania que, por sua vez, seria promovida na relação dos sujeitos com o meio ambiente.

 

FERREIRA, Poliana Flávia Maia

Modelagem e suas contribuições para o ensino de ciências: uma análise no estudo de equilíbrio químico. Educação, UFMG, 2006, 268p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Rosária da Silva Justi).

RESUMO: Nas últimas décadas, a partir da crença de que a alfabetização científica deve incluir uma compreensão sobre a natureza e os processos através dos quais o conhecimento científico se desenvolve, pesquisadores têm enfatizado a importância de os processos de ensino e aprendizagem serem conduzidos a partir de uma perspectiva fundamentada na construção de modelos. Nesse sentido, o envolvimento de alunos (de todos os níveis educacionais) em atividades de modelagem emerge como uma parte essencial de uma abordagem mais ampla para o ensino. Nessa perspectiva, uma proposta para o ensino de equilíbrio químico foi elaborada a partir do diagrama ‘modelo de modelagem’. Esta pesquisa apresenta e discute como os alunos construíram uma visão qualitativa de equilíbrio químico quando envolvidos em um processo de ensino que favoreceu a elaboração, teste e discussão de modelos concretos que eles construíram na tentativa de explicar sistemas em equilíbrio. A pesquisa também discute a aprendizagem dos alunos sobre modelos e modelagem enquanto envolvidos nesse processo de ensino, assim como a visão que os próprios alunos tiveram sobre seus processos de aprendizagem. O estudo foi conduzido como uma pesquisa-ação em uma turma de primeiro ano do ensino médio de uma escola federal (alunos com idades entre 14-15 anos). Os dados foram coletados a partir de materiais escritos produzidos pelos alunos durante todo o processo, gravações em vídeo de todas as aulas e gravações em áudio das discussões em cada grupo de alunos. A partir da análise dos dados escritos e da participação dos alunos nas discussões, um estudo de caso foi redigido para cada grupo. A análise desses estudos de caso permitiu discutir não só sobre a aprendizagem dos alunos, mas também sobre as contribuições de cada uma das etapas do processo de ensino. O fato de o processo de ensino ter-se fundamentado no diagrama implica que a transposição de seus elementos para o ensino contribuiu para a aprendizagem na medida em que foram promovidas oportunidades para: o estabelecimento de relações entre conhecimentos prévios e novas evidências empíricas, a expressão dos modelos dos alunos em forma concreta, e a discussão de tais modelos a fim de avaliar suas adequações. Os resultados desta pesquisa também suportam recomendações para que outros conceitos químicos sejam ensinados de maneira similar e outras pesquisas sejam conduzidas nesta área a fim de ampliar o conhecimento sobre o ensino de ciências fundamentado em modelagem

 

FIGUEIREDO, Kristianne Lina

Formação continuada de professores de química buscando inovação, autonomia e colaboração: análise do desenvolvimento e seus conhecimentos sobre modelagem a partir de envolvimento em pesquisa-ação e um grupo colaborativo. Educação, UFMG, 2008, 266p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Rosária da Silva Justi).

RESUMO: Este projeto fundamentou-se em uma perspectiva de formação docente orientada pela racionalidade prática. O projeto se caracterizou pelo envolvimento de professores de química em um grupo colaborativo de pesquisa-ação que tinha como objetivo geral promover o desenvolvimento dos conhecimentos destes sobre modelos e modelagem no ensino de química. O processo de formação foi realizado em 24 encontros quinzenais, projetados segundo o Modelo de Raciocínio Pedagógico (Wilson, Shulman & Richert, 1987 apud Feldman, 1996) docente, com duração de três horas, que foram divididos em dois grandes momentos: (i) a instrução dos professores sob uma perspectiva construtivista, na qual se desenvolveu abordagens teórica e prática sobre modelos e modelagem na ciência e no ensino de ciências, e (ii) a realização de uma pesquisa-ação colaborativa pelos participantes, a qual envolveu essencialmente a elaboração de uma estratégia de ensino, para um tópico específico da disciplina, baseada no diagrama Modelo de Modelagem (Justi & Gilbert, 2002), a aplicação dessa estratégia pelos professores em seus respectivos contextos de sala de aula e as discussões e reflexões para, na e sobre cada uma dessas etapas compartilhadas dentro o grupo. Este projeto buscou investigar as influências (i) da participação em um projeto de formação continuada a partir da colaboração e da pesquisa-ação no desenvolvimento do conhecimento das professoras sobre modelos e modelagem e (ii) da condução de uma pesquisa-ação colaborativa em suas práticas docentes. Duas professoras foram investigadas usando os registros em vídeo de todos os encontros do grupo e das aulas nas quais elas aplicaram a estratégia de ensino, além de entrevistas individuais conduzidas em diferentes momentos do processo. A análise dos resultados indicou que: (i) as professoras demonstraram uma evolução significativa em seus conhecimentos; (ii) suas práticas docentes sofreram mudanças, dentro das limitações de seus contextos escolares; (iii) as mudanças na prática pareceram estar associadas aos vários momentos de reflexões das professoras sobre o processo vivenciado e suas auto-reflexões sobre sua prática e elas mesmas como professoras.

 

FILHO, Francisco Dutra de Macedo.

A ilusão do simplismo na transmissão do saber químico: uma análise dos módulos de ensino de Química do C.E.S. Profa. Lia Campos de Natal - RN. Natal, UFRN, 1991. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Otavio Augusto de Araújo Tavares).

RESUMO: Analisa criticamente o principal instrumento de ensino - módulos do C.E.S. (Natal - RN) utilizado para a compreensão da auto-aprendizagem individualizada da disciplina de Química. Objetiva verificar se os módulos são capazes de gerar resultados satisfatórios de aprendizagem para a clientela. Recorre à técnica descritiva, incluindo a discussão e/ou crítica de aspectos determinados como critérios fundamentais de análise do material investigado, bem como a perspectiva psico-pedagógica-cognitivista da Teoria de Aprendizagem Significativa de Ausubel, cujos pressupostos constituíram o parâmetro para a compreensão do processo de ensino. Evidencia o caráter mecânico da aprendizagem que pode ser efetuada através do material de ensino, além de sua incompatibilidade com a proposta metodológica dos CES. Aponta para a necessidade de se trabalhar uma nova perspectiva pedagógica, capaz não só de superar a utilização de um "modelo único", como também, de tornar a dimensão significativa da aprendizagem uma realidade concreta para a clientela.

 

FILHO, José Roberto Migliato.

"Utilização de modelos moleculares no ensino de estequiometria para alunos do ensino médio". São Carlos, Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia, UFSCar, 2005. 106p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Luiz Henrique Ferreira).

RESUMO: A falta de materiais instrucionais para o ensino de ciências é um problema comum no Brasil e, em relação ao ensino de química, em particular, este problema pode ser observado mesmo em paises mais desenvolvidos. Os modelos moleculares, embora sejam um dos poucos materiais didáticos disponíveis para o ensino de química, têm sido pouco utilizado e sua aplicação tem ficado restrita ao ensino de conceitos relacionados à geometria molecular. A falta de materiais didáticos interfere especialmente no ensino da estequiometria, uma vez que diversos autores apontam este tópico como sendo dos mais difíceis de serem compreendidos pelos estudantes. Este trabalho descreve diversas atividades que foram desenvolvidas em mini-cursos de estequiometria, as quais utilizaram os modelos moleculares como recurso didático principal. Os mini-cursos foram oferecidos para estudantes do Ensino Médio nas instalações do DQ/UFSCar, bem como em duas escolas públicas da cidade de São Carlos – São Paulo, uma na periferia e uma na região central. Para a coleta de dados, foram desenvolvidas diversas atividades nas quais os alunos podiam optar pelo uso de modelos moleculares. Os resultados revelaram que a utilização de modelos moleculares facilitou o processo de aprendizagem envolvido na realização de atividades relacionadas a balanceamento de equações químicas, Lei de Lavoisier, Lei de Proust, volume molar e rendimento de reações químicas. Além disso, verificou-se que os alunos tornaram-se independentes de simulações com o material didático ainda nas primeiras atividades, e quase completamente independentes dos mesmos quando tinham que resolver problemas mais complexos. Segundo depoimento dos alunos, a utilização de modelos moleculares contribuiu muito para a compreensão dos temas abordados nos mini-cursos, o que esta de acordo com afirmações de pesquisadores que propõe metodologias de ensino que privilegiem a introdução de conceitos químicos sem a abordagem dos aspectos matemáticos envolvidos como forma de evitar as dificuldades de aprendizagem de química, comum em nossas escolas de Ensino Médio.

 

 

 

 

FINZI, Sandra Noemi

Os livros didáticos de química para o ensino médio: critérios de análise e concepções de professores. Ensino de Ciências (Modalidades Física, Química e Biologia), 2008, 102p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Adelaide Faljoni Alario).

RESUMO: Este estudo teve como objetivo geral investigar os critérios usados pelos professores de Química da Diretoria Centro-Sul da cidade de São Paulo para a escolha do livro didático de sua disciplina. Esta pesquisa teve como objetivo ainda refletir sobre os critérios adotados pelos professores ao analisar um Livro Didático de Química, bem como compreender o que eles pensam em relação ao uso do Livro Didático em sala de aula e na preparação de suas aulas. Os dados foram coletados através de dinâmicas de grupo e de discussões coletivas (grupo focal). Essas discussões foram gravadas em vídeo e foi feita a transcrição do áudio desses encontros. A análise dessas discussões foi realizada confrontando os critérios dos professores e os critérios de avaliação do PNLEM/2007 (Programa Nacional do Livro do Ensino Médio de 2007). Pudemos concluir que os critérios de escolha dos livros didáticos dos professores envolvidos na pesquisa não são iguais aos critérios adotados para avaliação dos livros didáticos pelos avaliadores do PNLEM/2007.

 

FIRME, Ruth do Nascimento.

A implementação de uma abordagem CTS (Ciência-Tecnologia-Sociedade) no ensino da química: um olhar sobre a prática pedagógica. Universidade Federal Rural de Pernambuco - Ensino das Ciências. 2007. 100 p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Edenia Maria Ribeiro do Amaral).

RESUMO: O presente estudo teve como objetivo analisar como professores de Química implementaram uma abordagem CTS em suas salas de aula e aspectos da prática pedagógica desses professores que se constituíram como obstáculos para uma efetiva implementação. A proposta de ensino com orientação CTS (Ciência-Tecnologia-Sociedade) visa promover a articulação dos conhecimentos científicos e tecnológicos com o contexto social possibilitando a compreensão e a avaliação das conseqüências sócio-ambientais desse desenvolvimento. Entretanto, a implementação de novas perspectivas de ensino, como por exemplo, a perspectiva de ensino CTS, tem estreita relação com concepções docentes que podem influenciar a prática pedagógica na sala de aula. Dessa forma também foram investigadas as concepções dos professores participantes sobre CTS. Participaram da pesquisa três professores de Química, embora no acompanhamento na sala de aula essa amostra foi reduzida a dois professores. A metodologia envolveu atividades como entrevistas individuais, encontros com os professores, e a observação desses professores em suas salas de aula. A análise dos resultados revelou que: as articulações CTS promovidas pelos professores em suas salas de aula foram compatíveis com suas concepções CTS; a falta de informações técnicas e científicas contribuiu para pouca expressão do aspecto tecnológico; a velocidade da inovação tecnológica implicou numa complexidade científica não abordada na sala de aula; o material didático não deu suporte às discussões na sala de aula implicando numa abordagem limitada quanto ao aspecto social; a diversidade nas intenções e nas formas de intervenção dos professores imprimiram uma dinâmica bem diferente das aulas observadas fora da perspectiva CTS; a abordagem comunicativa promovida pelos professores possibilitou ou limitou alguns objetivos propostos pela perspectiva de ensino.

 

FLACH, Maria Cristina Sallas

Laboratórios de ensino de Química: Educação Ambiental através do plano de controle de rejeitos no curso profissionalizante - RS. Porto Alegre, Instituto de Biociências, UFRGS, 2001. 153p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Cornélia Eckert).

RESUMO: Este estudo visa refletir sobre os procedimentos práticos referentes aos cuidados ambientais, no âmbito de unidades escolares de ensino profissionalizante em Química, no RS. A partir de uma pesquisa desenvolvida nestas escolas, propõe-se a elaboração de um plano para o controle dos rejeitos químicos gerados nos laboratórios de ensino de Química. A discussão é feita seguindo as técnicas aplicadas na disciplina de Análise Química na Escola Estadual São João Batista e sugere-se procedimentos de menor impacto poluente no processo de ensino e aprendizagem para a formação do profissional técnico em Química. A fim de caracterizar o curso Técnico em Química cada instituição foi questionada sobre sua organização curricular, perfil profissional trabalhado e principais ramos industriais atendidos, bem como sobre os métodos usados na disciplina que inicia o aprendizado nos laboratórios de ensino: a Análise Química. As instituições também foram visitadas para conhecer a situação destes laboratórios e, principalmente, o destino dos rejeitos gerados. As possibilidades de destino para a maioria dos rejeitos químicos é seu reaproveitamento; ou então seu retorno para a mesma atividade ou seu reprocesso. A interpretação dos fenômenos ocorridos durante as atividades práticas da análise qualitativa se dá através do equacionamento de reações químicas, verificação de espécies presentes em solução e caracterização dos rejeitos formados. Este conjunto de informações possibilita sistematizar uma seqüência de opções, surgindo a proposta de um plano de controle que pode ser usado para qualificar a técnica aplicada quanto aos padrões ambientais. Os resultados obtidos demonstram a heterogeneidade das instituições; entretanto, é consenso que iniciativa e ética são as principais habilidades que o profissional da área deve ter. Isto evidencia a relação direta entre o conhecimento adquirido na escola e a preocupação ambiental na futura atividade profissional. Esta abordagem fomenta o conhecimento das Ciências Ambientais, pois proporciona situações de aprendizagem a partir do desafio de minimizar a geração de rejeitos químicos, sem comprometer a prática pedagógica.

 

FONSECA NETTO, Antônio Machado

A indução como processo de ensino de Química. Araraquara, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara, UNESP, 1973. 226p. Tese de Doutorado. (Orientadora: Amélia A. Domingues de Castro).

RESUMO: Aplica método indutivo no estudo, consistindo em rever a teoria (formação de hipóteses), incluir observações (dedução-revisão de hipóteses) e verificar a teoria no experimento. Constata que, mantendo o aluno em atividade pode-se: a) estimular o aprendizado, b) conseguir que o aluno consulte o professor espontaneamente, c) desenvolver seu raciocínio, d) despertar seu interesse para os experimentos de laboratório e os resultados que deles advém, e) levantar hipóteses sobre os fenômenos, e f) entendendo que seu trabalho individual tem finalidades altamente sociais, tomar consciência de sua responsabilidade, além de respeitar a opinião dos demais educandos.

 

FONSECA, Maria Helena Pamplona B. da.

Transversalidade e tecnologias de informação e comunicação: ensinando química utilizando um ambiente virtual com tema gerador: água. Centro de Ciências e Tecnologia, UENF, 2005. 152p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Clevi Elena Rapkiewicz).

RESUMO: Os ambientes de ensino através do computador ganharam incentivos tanto na legislação educacional quanto no desenvolvimento de novas tecnologias e conseqüentemente, os cursos de formação de professores receberam um impulso de valorização no uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Paralelamente, as últimas diretrizes educacionais consideram o Meio Ambiente como tema importante no Ensino Médio destacando a necessidade de um estudo contextualizado em todas as disciplinas. Ademais, a Química é considerada uma das disciplinas de grande dificuldade de aprendizagem e as pesquisas com criação e utilização de ferramentas dinâmicas que auxiliem no ensino-aprendizagem desta disciplina têm crescido nos últimos anos. Neste contexto, este projeto utiliza o Ambiente Virtual para o Estudo de Ciências (AVEC) veiculado através da internet, com a finalidade de ensinar Química a partir da Química Ambiental. Esta proposta visa desenvolver, um modelo de construção do conhecimento para que o ensino de Química tenha uma melhor fundamentação teórica e que atenda a demanda social por um ensino contextualizado e sintonizado com as necessidades tecnológicas atuais. O ambiente está baseado na metodologia ABC (Aprendizagem Baseada em Casos), o qual é apresentando 2 (duas) situações-problema relacionadas ao tema Água. A primeira situação está direcionada para professores e licenciandos de Química, com o objetivo de solicitar ao professor, que através do problema de escassez de água, formule um planejamento de aula com esta temática, ensinando conceitos do currículo de química do Ensino médio. A segunda proposta é para ser usada pelos professores com seus alunos no Ensino Médio. Esta proposta enfatiza os problemas de vários poluentes químicos para as águas. Estes poluentes possuem diferentes características químicas que levam os alunos a aprenderem conceitos importantes da disciplina. O AVEC-QUÍMICA foi utilizado com licenciandos e professores de Química. O grupo de licenciandos participou ativamente demonstrando motivação com avaliação positiva do ambiente ao final dos processos de análises das situações-problema. Além disso, este grupo indicou uma aprendizagem sobre os temas abordados que permitiram verificar a validade do ambiente criado para o ensino de Química através da Química Ambiental, além de mostrarem a possibilidade de utilização deste tipo de ambiente para formação continuada de professores.

 

FRANCISCO JR., Wilmo Ernesto 

Experimentação, modelos e analogias no ensino da deposição metálica espontânea: uma aproximação entre Paulo Freire e aulas de Química. São Carlos, Educação, UFSCar, 2008, 100p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Dácio Rodney Hartwig).

RESUMO: As analogias aparecem em diversas situações do dia-a-dia e freqüentemente configuram-se como uma tentativa de explicação ou compreensão de algo desconhecido a partir de algo conhecido. É praticamente impossível dissociar o pensamento humano do raciocínio analógico. O pensamento analógico possui tanto efeitos afetivos quanto efeitos cognitivos. Outrossim, as analogias são comumente empregadas pelos professores de Ciências além de terem influído grande parte da construção do conhecimento científico. Basicamente as analogias adquirem duas funções: inferencial e comunicativa. As analogias podem ser aqui entendidas como o primeiro passo de um processo cognitivo pelo qual, a partir da identificação de aspectos similares entre dois eventos, torna-se possível fazer inferências e predições a respeito de aspectos não correspondentes entre ambos. As analogias também podem ser distinguidas enquanto sua função comunicativa, constituindo-se em um instrumento para facilitar deliberadamente a compreensão de um conceito a alguém. As analogias encontram-se também no cerne da idéia de modelos. Todo modelo é uma representação de algo e estabelece uma relação analógica. Portanto, analogias e modelos são conceitos indissolúveis um do outro. O presente trabalho discute um modelo analógico elaborado e aplicado para o ensino do conceito de deposição metálica espontânea. O plano de ensino foi dividido em quatro partes: (i) apresentação do modelo analógico; (ii) apresentação e problematização do experimento de deposição metálica espontânea; (iii) problematização do modelo analógico e (iv) avaliação. Cada uma das quatro etapas foram conduzidas numa perspectiva problematizadora. Os dados foram coletados por meio de questionários e observações em sala de aula. No que tange à aprendizagem, os dados indicaram um bom entendimento dos aspectos qualitativos do fenômeno por parte dos estudantes. Onze de quinze alunos consideraram em suas representações os principais aspectos microscópicos, a se destacar a dinamicidade do processo, a solubilização do metal da lâmina e a precipitação do metal da solução após a reação. Em relação aos aspectos quantitativos, todos os estudantes resolveram o problema mais simples. Para a resolução de todos os problemas numéricos deveria se considerar a dinamicidade do processo, caso contrário a solução alcançada seria incorreta. O problema mais complicado foi resolvido corretamente por apenas um dos estudantes. Tal fato pode ser explicado pela falta de compreensão e interpretação do enunciado do problema. De um modo geral, os estudantes apresentaram boa receptividade ao modelo analógico desenvolvido e mostraram grande participação nas atividades desenvolvidas, o que resultou em uma boa aprendizagem. A maior dificuldade apresentada foi relacionada aos aspectos quantitativos, sobretudo devido às habilidades matemáticas e a capacidade de interpretação dos problemas um pouco mais complexos. A instituição da supervisão de ensino e a municipalização em valinhos: tensões, conflitos e incertezas.

 

FRANCISCO, Cristiane Andretta

A produção do conhecimento sobre o ensino de química no Brasil: um olhar a partir das reuniões anuais da sociedade brasileira de química. São Carlos, Química (química analítica), USP, 2006, 141p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Salete Linhares Queiroz).

RESUMO: Este trabalho discute a produção acadêmica brasileira na área de Educação em Química. A principal fonte de informação utilizada foi a Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química (RASBQ), no período de 1999 a 2005. Todos os resumos apresentados na seção de Ensino de Química das RASBQs foram investigados com o intuito de se promover uma discussão sobre o desenvolvimento da área no Brasil. Os resumos foram estudados em função dos seguintes aspectos: ano de apresentação, região brasileira de produção, instituição e unidade responsável pela pesquisa, nível escolar abrangido no estudo e foco temático do estudo. Os resultados sugerem que a Educação em Química no Brasil é uma área bem estabelecida entre as demais áreas clássicas da Química, com um grande número de grupos de pesquisa. A área vem se consolidando continuamente, em especial nos últimos 5 anos. As análises realizadas indicaram: (a) um aumento no número absoluto de resumos apresentados na seção de Ensino de Química de 1999 a 2005; (b) uma alta concentração da produção na região Sudeste; (c) uma alta concentração da produção em algumas universidades; (d) uma elevada incidência de estudos sobre o Ensino Básico; (e) uma irregularidade da produção no que diz respeito aos focos temáticos. Existem alguns tópicos que necessitam de uma atenção especial para que sejam satisfatoriamente estudados. Finalmente, a partir dos resultados provenientes do trabalho, algumas considerações são feitas com relação ao presente e ao futuro da área em foco.

 

FRANCISCO, Manoel Henrique

Vídeos experimentais para o ensino de química no nível médio. Campinas, Química, UNICAMP, 2006. 120p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Jose de Alencar Simoni).

RESUMO: Com o objetivo de oferecer ao professor uma alternativa para que ele possa fazer um trabalho, um pouco, mais próximo do “Fazer Química” foi desenvolvido um conjunto de seis filmes-experimentos que contemplam conceitos fundamentais no ensino da físico-química. Os conceitos abordados são: solubilidade, entalpia de solução, eletrólise, titulação condutométrica, propriedades coligativas e condutividade de soluções. Entendemos que não podendo, o aluno, realizar o seu próprio experimento, não podendo o professor realizar esse experimento na forma de demonstração, resta a possibilidade de utilização de vídeos de experimentos, os quais devem exigir uma menor preparação do professor, a utilização de parcos recursos materiais (já existentes na escola), não expõe o aluno a possíveis riscos materiais e têm um gasto mínimo de tempo e dinheiro. Esses vídeos são apropriados para o ensino médio e contemplam, mais fortemente, aspectos quantitativos dos tópicos listados anteriormente. Todos os experimentos filmados foram paralelamente realizados no laboratório, dentro dos rigores necessários à determinação científica e os procedimentos e materiais utilizados nas filmagens foram adaptados de forma a contemplar os aspectos científicos, didáticos e visuais.A escolha do tema gerador, “soluções”, foi norteada pelo aspecto central que esse tema desempenha nas atividades humanas e no “funcionamento” da natureza, entendo a natureza como os processos vitais da vida em nosso planeta.Os vídeos foram idealizados, realizados e editados nos laboratórios do IQ, sem a ajuda de quaisquer outros profissionais da área da mídia e apresentam duração média de 8 minutos.

 

FRANCISCO, Zulmira Luís

O ensino de Química em Moçambique e os saberes culturais locais. PUC-SP – Educação. 2004. 270p. Tese de Doutorado. (Orientador: Alipio Marcio Dias Casali).

RESUMO: Este trabalho visa afirmar uma nova concepção de Currículo para o Ensino de Química a partir de um olhar crítico sobre os atuais programas de ensino do curso de formação dos professores na Universidade Pedagógica (UP) e das Escolas Secundárias em Moçambique. Esses programas encontram-se desvinculados da vivência cultural quotidiana dos alunos e professores. O presente trabalho teve como ponto de partida o problema da ausência de ligação entre a teoria e a prática no Ensino de Química constatada nas atividades do estágio pedagógico do curso de formação de professores de Química da UP. Discute-se a relação entre a teoria e a prática no Ensino de Química mostrando que é possível redimensionar toda a prática pedagógica em Química a partir dos pressupostos da Etnometodologia, propondo-se um ensino da Química que vincula Cultura, Educação, Ciência e Currículo. Dialogando com a teoria de etnometodologia de Alain Coulon, fundamentei essa proposta percorrendo a teoria interpretativa da cultura de Clifford Geertz. Com Jean-Claude Forquin e J. Guimeno Sacristán, entre outros, reconstruí as bases epistemológicas da educação e do currículo de química como transmissão e reconstrução de cultura. A pesquisa empírica compreendeu dois momentos: o primeiro, como pesquisa exploratória junto aos alunos e professores da Escola Secundária de Malhazine e junto aos docentes de Química da UP. No segundo, como pesquisa sistemática, junto aos estudantes do curso de formação de professores de Química na UP, ocasião em que partilhamos o projeto de um futuro currículo etnoqúimico indo ao campo para investigar os saberes culturais quotidianos relacionados à Química e verificar as possibilidades de sua integração no currículo oficial. A principal conclusão desta pesquisa é que existem nas culturas locais, valores, saberes e práticas que, pela relevância dos seus conteúdos, métodos e meios podem e devem ser resgatados e incorporados no currículo oficial do Ensino de Química.

 

FRANCO NETO, João Ribeiro

Tecnologias no ensino de geometria molecular. Universidade Federal de Uberlândia – Química. 2007. 131p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Rejane Maria Ghisolfi da Silva).

RESUMO: Este estudo teve como objetivo investigar a utilização de diferentes tecnologias no ensino de Geometria Molecular e, fundamentalmente, identificar se o software ChemSketch® potencia ou desfavorece a elaboração de modelos mais adequados de estruturas químicas. Para subsidiar este trabalho, recorreu-se à pesquisa qualitativa, que se consolidou em um estudo de caso. O estudo de caso foi o método de procedimento adotado, voltado para uma turma de 28 alunos da 2ª série do Ensino Médio, de uma escola particular, do estado de Minas Gerais. Os alunos tiveram oportunidade de vivenciar diferentes situações de ensino de Química, com tecnologias, e também de avaliar sobre seus aspectos relacionados à aprendizagem em Química. Os dados foram coletados por meio de questionários; gravações, em áudio e vídeo das atividades; elaboração de um planejamento das atividades de Química, envolvendo as tecnologias: quadro e giz, bolas de isopor e varetas e o software ChemSketch®. As análises foram feitas segundo duas perspectivas: (i) avaliação dos alunos a respeito da utilização de tais tecnologias e (ii) observações e registros realizados nos ambientes de aprendizagem. A partir dessas análises, é possível perceber que o desenvolvimento das atividades de forma combinada entre tecnologias favorece a aprendizagem para os educandos, visto que, desse modo, eles constroem as estruturas de forma mais adequada. Embora o software proporcionasse uma visualização melhor das estruturas das moléculas, os alunos não obtiveram um desempenho satisfatório, o que sugere que, na utilização do computador, o professor desempenha um papel fundamental.

 

FRANCO, Ana Leonor S. Junqueira

Diagnóstico das condições de formação dos professores e do ensino de Química no município de Barretos. São Carlos, Química, UFSCar, 2006, 238p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Alzir Azevedo Batista).

RESUMO: Este trabalho apresenta um estudo analítico descritivo sobre o ensino de química em Barretos (São Paulo). O estudo visa, principalmente, investigar as práticas pedagógicas no ensino médio e superior de química e sugerir possíveis estratégias de intervenção. A metodologia envolveu a aplicação de três tipos de questionários: um deles preenchido por professores de química do ensino médio, outro por professores do ensino superior de química e um terceiro por alunos de graduação em química. Os questionários dos professores do ensino médio e do ensino superior indagavam sobre: a formação e a experiência profissional dos mesmos; os recursos pedagógicos disponíveis; a implementação de tópicos de estudo, as práticas adotadas em sala de aula e a forma de realização da avaliação dos estudantes. O questionário dos alunos continha indagações diversas a respeito da vida pessoal e estudantil dos mesmos, sobre as práticas adotadas em sala de aula pelos professores e sobre os recursos pedagógicos disponíveis na instituição à qual se vinculam. Os resultados demonstram que, no caso estudado, estratégias de ensino diversificadas não são usualmente aplicadas por professores do ensino médio e superior; que as aulas expositivas predominam em ambos os níveis de ensino, e as abordagens centradas no professor, com a utilização de livros-textos, são as práticas mais comuns. Considera-se que isto é preocupante em um mundo no qual a ciência e a tecnologia possuem impacto tão grande na sociedade, e portanto, a discussão de temas atuais em ciência deve ser estimulada com mais vigor nos cursos de química, pois os estudantes devem ser capazes de discutir e tomar atitudes sobre tais temas, como jovens cidadãos na nossa sociedade. Verificou-se que a grande maioria dos professores do ensino médio mencionou que equipamentos e materiais de laboratório não se encontram disponíveis. A situação com relação ao ensino superior é melhor, mas ainda está longe de ser satisfatória. Professores e alunos de graduação mencionaram que a quantidade de computadores e de materiais disponíveis nos laboratórios e na biblioteca é insuficiente. Esta situação necessita ser retificada antes que o custo para a atualização e reposição destes recursos se torne inviável. Provas escritas, em conjunto com atividades relacionadas às aulas práticas de laboratório, são as fontes de informação de maior peso para a avaliação dos alunos em ambos os níveis de ensino e são também responsáveis pela maior proporção das notas dos estudantes, constatando-se que pouca ênfase tem sido dada a formas de avaliação alternativas. Conclui-se que ações para modificar essa situação são desejáveis no ensino médio e superior, assim como a assistência aos professores no desenvolvimento de suas próprias estratégias de avaliação.

 

FREIRE, Leila Inés Follmann.

Pensamento crítico, enfoque educacional CTS e o ensino de química. Universidade Federal de Santa Catarina - Educação Cientifica e Tecnológica. 2007. 300p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Walter Antonio Bazzo).

RESUMO: Neste estudo aponto o Ensino de Química com enfoque CTS como uma das possibilidades de desenvolver junto aos alunos o pensamento crítico em relação à Ciência e à Tecnologia. É possível perceber uma relação muito grande entre o enfoque educacional Ciência, Tecnologia e Sociedade e a perspectiva de Pensamento Crítico (PC) desenhada para esta pesquisa. Ela está alicerçada nos pensamentos de Carraher (1983), Lipman (1995) e Freire (1986; 2000). A partir destes autores, o PC passa a ser entendido como a capacidade de analisar profundamente, questionar, discutir problemas e buscar soluções racionais adequadas, levando em consideração as diferentes opiniões sobre um mesmo assunto. Aliado ao Ensino de Química num enfoque CTS o desenvolvimento do Pensamento Crítico ganha aplicação prática na sala de aula. Neste sentido, realizei um trabalho empírico com duas turmas de estudantes do ensino médio, com atividades voltadas ao desenvolvimento do PC. Realizei sondagens iniciais e finais sobre o nível de pensamento crítico dos participantes e pude evidenciar que após a aplicação de seqüências didáticas, estruturadas sob a perspectiva CTS-PC, a capacidade de pensamento deles melhorou. As atividades realizadas em ambas as turmas durante as seqüências didáticas se basearam em casos simulados, uma atividade típica do enfoque CTS, e atividades dirigidas à educação do pensamento. Com resultados principais apresento as metodologias utilizadas e os seus desdobramentos. Concluo apontando os principais avanços que os estudantes tiveram em sua maneira de pensar a Ciência e a Tecnologia e o desenvolvimento que as atividades trouxeram para o pensamento crítico.

 

FREITAS, Aline Luanda da Costa

Um estudo de caso sobre a representação do conteúdo de isomeria no ensino médio através do hipertexto. Ensino de Ciências e Matemática, Universidade Luterana do Brasil, 2008, 112p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Marlise Geller).

RESUMO: Este trabalho tem como proposta principal investigar o uso do hipertexto como recurso metodológico para o ensino de Química, considerando o potencial das Tecnologias de Informação e Comunicação no processo de ensino. Para tanto fez-se necessária uma revisão de literatura envolvendo os seguintes tópicos: o ensino de química no nível médio, abordando também o tema Isomeria; as tecnologias de informação e comunicação no ensino de química e suas aplicações no ensino médio; e hipertexto e hipermídia como artefatos tecnológicos para a educação. A pesquisa foi realizada com alunos de uma turma de 3º ano do Ensino Médio, em uma escola pública do Estado do Rio Grande do Sul, onde a atividade proposta foi a construção de hipertexto sobre Isomeria Química. A metodologia utilizada para esta pesquisa tem caráter qualitativo, visto que se trata de uma pesquisa interpretativa, com base na técnica designada como estudo de caso, o qual se refere a um estudo empírico, que faz uso de várias fontes de evidencia. Como parte dos resultados, foram obtidos 12 hipertextos, desenvolvido pelos alunos. A partir desses hipertextos buscamos avaliar as representações criadas pelos alunos na forma de organização, disposição dos conteúdos e ainda os recursos práticos da tecnologia empregada. Os itens para a avaliação dos hipertextos produzidos foram elencados dentro de dois indicadores: o indicador autenticidade que busca avaliar o lado prático dos hipertextos, como a utilização de recursos de animação e cor de slides, além da aplicação do hiperlink para a navegação do hipertexto. O indicador representação dos conteúdos, cujo objetivo foi avaliar os conteúdos abordados sobre isomeria. Ainda dentro do indicador representação dos conteúdos julgou-se necessário avaliar de forma individual as representações das diferentes estruturas químicas utilizadas pelos alunos para exemplificar os tipos de isomeria. Outro aspecto presente nessa pesquisa foi um instrumento de coleta de dados aplicado aos alunos, que objetivou conhecer as concepções dos mesmos sobre o trabalho desenvolvido. De forma geral, os resultados obtidos apontam que uma metodologia de ensino com utilização de hipertextos é adequada ao processo de ensino de isomeria química.

 

FREITAS, Carlos Alberto Andrade.

Aquisição de noções básicas de conhecimento no campo da química: indicadores para uma proposta alternativa. Universidade Federal da Bahia – Educação. 2006. 269p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Mary de Andrade Arapiraca).

RESUMO: Este estudo teve como objetivo elaborar e avaliar uma proposta de ensino para a aquisição dos conhecimentos da Química tendo como campo de investigação as escolas do ensino médio da rede pública da cidade de Jequié-BA. Na realização do trabalho foi verificada a evolução do processo de aquisição do conhecimento dessa disciplina, e avaliado a utilização de exemplos da presença da química no cotidiano como elemento motivador do processo da aprendizagem. A base teórica dessa pesquisa fundamenta-se numa abordagem que leva em consideração os aspectos culturais, sociais e fenomenológicos. A parte empírica do estudo ocorreu em três classes do 1º ano do ensino médio, sendo duas do turno noturno, uma das quais proveniente do projeto da aceleração, e outra do turno matutino, localizadas em Bairros periféricos. No entanto, o levantamento feito para verificar a situação do ensino de química foi realizado nos seis estabelecimentos que oferecem o ensino médio na cidade. As respostas dos alunos e dos professores aos questionários aplicados e as entrevistas realizadas com os docentes que participaram, como protagonistas na pesquisa, revelaram a existência de uma série de problemas que dificultam a aprendizagem de química. Entre eles destacam-se: a falta de material e local adequado para as atividades experimentais; insuficiência da carga horária; divisão da jornada de trabalho lecionando outras disciplinas. Com relação aos procedimentos de ensino investigados os sujeitos da pesquisa fizeram uma avaliação muito positiva. A sua aplicação em ambientes de aprendizagem de singular carência, demonstrou nos resultados obtidos, a eficiência técnica e a viabilidade socioeconômica da proposta investigada, o que possibilita a sua utilização com maior freqüência nas escolas públicas, objetivando a melhoria da aprendizagem de química.

 

FREY, Gislaine Francisca Meurer

Unidade de aprendizagem: proposta de trabalho para a construção do conhecimento químico. Educação em Ciências e Matemática, PUC-RS, 2005, 114p. Dissertação de Mestrado. (Orientadora: Nara Regina de Souza Basso).

RESUMO: O presente trabalho é o relato de uma pesquisa de análise e compreensão sobre as contribuições que a proposta de trabalho - unidades de aprendizagem - pode trazer ao processo de construção do conhecimento em química. Por meio da análise de depoimentos, de ocorrências de sala de aula e da produção escrita, são apresentadas neste trabalho, as diversas atividades que auxiliaram na aprendizagem e no desenvolvimento de habilidades e competências a doze alunos do Ensino Médio de uma Escola Pública. Esta proposta de trabalho foi desenvolvida através do educar pela pesquisa, onde os alunos aprenderam a aprender com pesquisa em sala de aula, com diálogo e com a produção escrita, sempre tendo o professor como mediador do processo de aprendizagem. A análise dos dados apontam para as diversas atividades como motivadoras para o conhecimento, onde os alunos demonstraram raciocínio próprio na construção dos conceitos químicos com argumentação fundamentada ao defender suas idéias e traduziram, por meio de textos, as evoluções dos seus conhecimentos químicos.

 

 

 

FROZZA, Janes Caciano

Os impactos da reestruturação produtiva no mundo do trabalho e as expectativas do profissional bacharel em Química. UFPR, Educação, 2006, 115p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Orliney Maciel Guimarães).

RESUMO: Os objetivos desta pesquisa foram o de investigar os impactos da reestruturação produtiva no mundo do trabalho na qual atuam os profissionais de química de nível superior e mostrar como o curso de bacharelado em Química da UFPR tem preparado os alunos para enfrentar as novas mudanças ocorridas no setor produtivo diante da globalização, principalmente através do estágio supervisionado que, na maioria das vezes, é o primeiro contato do aluno com o mundo do trabalho. A investigação foi realizada, empiricamente, através da aplicação de questionãrios aos alunos ingressantes no curso de Química da UFPR no ano de 2005, aos alunos que realizaram o estágio obrigatório nos anos de 2004 e 2005, aos alunos que realizaram o estágio obrigatório nos anos de 2004 e 2005 e com profissionais que já atuam no mercado de trabalho e em uma segunda etapa, através de visitas nas empresas onde os Químicos entrevistados atuam. As respostas provindas das pesquisas mostram que a grande maioria dos alunos do curso de Química da UFPR tem utilizado a iniciação científica para computar as horas de estágio supervisionado obrigatório, embora essa atividade seja de grande importância para a formação acadêmica do químico de nível superior, esteja amparada pelo regimento interno do curso e permita ao aluno desenvolver várias habilidades desejáveis a essa profissão, por outro lado a sua formação inicial apresenta um distanciamento da realidade profissional encontrada no mundo do trabalho não acadêmico. Foi observado que a diversidade e a natureza das atividades executadas pelos alunos, as habilidades desenvolvidas, os conceitos utilizados, a oportunidade de contato com equipamentos e técnicas relacionados aos aspectos teóricos vistos durante o curso, são bem mais amplos para os alunos que realizaram seus estágios dentro da Universidade. Uma vez que as atividades desenvolvidas pelos alunos nas empresas são consideradas por eles monótonas e repetitivas, passam a executarem tarefas de outros profissionais, na maioria das vezes, serviços gerais, sem aplicação alguma do conhecimento de química. Por outro lado, eles consideram que tem um maior contato com a realidade do mundo de trabalho, principalmente àqueles relativos à convivência com outros profissionais mais experientes, com o trabalho em equipe, conhecimento de novos softwares, novas tecnologias e principalmente com a necessidade de apresentar resultados para se manterem na empresa. Os resultados obtidos em relação à atuação dos profissionais de química de nível superior, no setor produtivo, apontam para uma precarização profissional generalizada, envolvendo uma formação influenciada pelo capitalismo, a qual impõe ao trabalhador situações como: o acúmulo de funções, o caráter multi-tarefas, a ausência de planos de carreira, a ausência de sindicalização e até a responsabilização solitária pela sua empregabilidade. Os dados obtidos nesse estudo não só apontam para a necessidade de se promover reflexões e intervenções diretas para atualizar a proposta do Curso de Química, caso se pretenda preparar um profissional capaz de enfrentar o mundo do trabalho cada vez mais competitivo e exigente, como também, preparar para enfrentar os desafios de uma nova sociedade que apresenta novas modalidades de emprego e novas configurações de trabalho. Os quatro anos de graduação devem servir para, além da aquisição dos conhecimentos necessários à formação desse profissional, desenvolver atitudes maduras e buscar alicerçar uma postura profissional diferenciada.

 

FURLANI, Juliana Maria Sampaio

A apropriação de um novo currículo de química na prática de sala de aula. Belo Horizonte, Faculdade de Educação, UFMG, 2003. 199p. Dissertação de Mestrado. (Orientador: Eduardo Fleury Mortimer).

RESUMO: Esta investigação analisa as características das interações interpessoais entre professores, enquanto se comunicavam, via Internet, através de um ambiente virtual de diálogo, criado especialmente para organização de grupos colaborativos, visando a construção de materiais didáticos e trocas de experiências profissionais. Os sujeitos que participaram desse projeto são professores de ciências e matemática do Ensino Fundamental e Médio da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais. Foram analisadas as interações na modalidade grupo de discussão, constituídas das mensagens trocadas pelos sujeitos da pesquisa e seus interlocutores, através de uma rede de computadores, que ligava os denominados Laboratórios Associados ao CECIMIG/UFMG. Os laboratórios foram montados em 14 cidades pólos em todo o Estado de Minas Gerais. As possibilidades de reflexões dos sujeitos sobre o processo, e as possíveis reflexões sobre a sala de aula que foram suscitadas durante o processo foram resgatadas a partir de questionários e entrevistas. Durante a coleta e análise dos dados, diferentes formas de organização desses dados foram emergindo, e houve construção de conhecimento no sentido da forma de organizar e analisar esse tipo particular de dados. Para análise dos dados foi usada a epistemologia da prática reflexiva defendida por Schön. Para ele é possível o desenvolvimento profissional a partir da reflexão sobre a ação profissional. Para a análise do processo através de reflexões dos sujeitos durante e sobre o processo, buscamos inspiração nas categorias de reflexões utilizadas por Schön. Os resultados mostraram que o ambiente de comunicação virtual, via Internet, não é sozinho capaz de promover o diálogo reflexivo entre professores, que para isto necessitam de estímulo constante e de condições apropriadas. Entre essas condições existem algumas relacionadas às peculiaridades da interlocução nesse ambiente, que puderam ser evidenciadas a partir desta investigação. O ambiente virtual constitui um contexto interativo no qual, idéias e experiências podem ser trocadas, ainda que tendam a ocorrer conflitos. Essas idéias, experiências e conflitos podem ser explicitados a partir da reflexão sobre a ação, tornando-se conscientes e produzindo conhecimento profissional.



Comments