INÍCIO

4.3 - História das Aparelhagens: Tupinambá, Super Pop, Rubi e Brasilândia
 

TUPINAMBÁ

De acordo com o DJ Dinho, o Tupinambá já existe há mais de trinta anos. E ele surgiu em Abaetetuba, quando Andir Corrêa, o patriarca da família fazia as festas, principalmente no interior da cidade, na região das Ilhas. Depois toda a família teve que se mudar pra Belém devido o trabalho.

 Com isso, Andir trouxe também a aparelhagem, até então na época não era tão conhecida, e pra conciliar o trabalho dele com a aparelhagem, o DJ Dinho, aos 12 anos, começou a trabalhar na aparelhagem para poder ajudar o pai.

            O Tupinambá já teve os seguintes slogans: Treme-Terra Tupinambá, Novíssimo Treme-Terra Tupinambá e hoje em dia está com o nome de Fantástico Tupinambá.

            Atualmente possui 38 funcionários. A sua potência sonora total equivale a cem mil watts. O ingresso das festas custa em média de R$10,00 e cada festa é freqüentada por um público em torno de 5 mil pessoas. São vários fã-clubes, entre eles: Os Safadões, Equipe Rex, Equipe Tubarão, Bad Boys, Galera da Moto, Galera do Laser, Galera Tô Nem Vendo, Galera do Centavo, Galera do Chop, Fura-Olho e outras.

            Os DJs do Tupinambá são: DJ Dinho, Toninho, Wesley , Patty Potência e Agatha.

Festa do Tupinambá 

SUPER POP

A aparelhagem Super Pop existe há quase 18 anos e já teve quatro denominações, entre elas: Pop som O Águia de Fogo, Pop Som 1, 2, 3 e 4, Super Pop O Peso do Som, Super Pop O Águia de Fogo e atualmente é denominado como O Águia de Fogo Super Pop, O Arrasta Povo.

O DJ Juninho, do Super Pop, explica que o “Águia de Fogo” era o nome de um seriado muito famoso da década de 80, sobre um helicóptero da polícia que sobrevoava a cidade em busca de crimes a serem resolvidos. Por causa disso eles se inspiraram no seriado para que todo o equipamento lembrasse a idéia do helicóptero. Os comandos lembram uma cabine e a aparelhagem espalha gelo seco, as metralhadoras soltam faísca e papel laminado.

Atualmente o Super Pop faz 16 festas mensais, com o público de cinco mil pessoas e a média de ingresso em torno de R$ 7,00. Os DJs são considerados artistas, as aparelhagens são homenageadas com músicas por parte de cantores e bandas, além de vários fã-clubes. Só o Super Popsom tem mais de 60 fã-clubes, entre eles o Eternamente Popsom, Explosão Popsom e As Marias do Pop. A potência sonora do Super Pop é de mais de 200 mil watts.

A empresa Pop Som está divida em Super Pop O Novo Águia de Fogo, que possui 50 funcionários e tem como DJs: Élison e Juninho; e Pop Saudade, A Relíquia da Saudade, que emprega 30 funcionários, no comando está o DJ Betinho e Siqueira.

 

RUBI

Segundo o DJ Gilmar Santos, a aparelhagem Rubi surgiu no dia 13 de Agosto de 1950, e quem comandava era pai Orlando Santos. Nessa época, a aparelhagem chamava-se Esplêndido Rubi. Em Junho de 1973, Gilmar Santos, um dos filhos assume o Rubi, o Todo Poderoso “Peso Pesado” tocando brega e outros ritmos variados, o aparelho sempre zelando pela qualidade ao seu público.

 Em 2002, surgiu a 1º nave do som, trazendo a maior atração em termo de aparelhagem do Estado do Pará, o Dj que antes ficava de costas para o público, passou a comandar o som de frente para o público. Já em 2003, surgiu a nova nave do som.

Uns meses depois Rubi lança a Boite Itinerante, com alta tecnologia em iluminação.

Em novembro de 2004 surgiu “A Espaçonave do Som”, com toneladas de iluminação, som de alta qualidade digital, para variados tipos de ambientes.

Em 03 de dezembro de 2005, foi lançado no Iate Clube o novo Rubi, O Portal Intergálactico, com o primeiro sistema Flay Pea, mais potente, qualidade total, tecnologia de ponta, com 05 Dj's, inclusive lançou a primeira DJ mulher (Dj Dani Cabrita) nas aparelhagens.. Atualmente os DJS do Rubi são: DJ Gilmar Santos, Dani Cabrita e Junior Moreno. E o atual título da aparelhagem é Rubi, A Volta da Espaçonave do Som.


APARELHAGENS DE BAILES DA SAUDADE

 

O Baile da Saudade é a volta dos grandes sucessos dos bregas das décadas de 50, 60, 70, 80 e 90 denominados de flashes brega. Nos bailes dança-se de tudo um pouco: desde o flash brega, que é mais forte, até a discoteca, passando pelo pagode, lambada, zouk, cúmbia e música lenta, sem o aceleramento do ritmo, mantendo a originalidade da música na hora de dançar.

Vale ressaltar que nem tudo que as emissoras comerciais tocam significa que é só aquilo que se está produzindo em Belém em termos de brega calypso e nem tão pouco o que certas aparelhagens tocam nas festas. Nestas, as músicas, além de estarem superaceleradas, os casais não conseguem dançar mais do que 10 músicas seguidas, sendo repetitivos demais.

Por conta dessa explosão musical que vem se tornando cada vez mais presente através dos Bailes da Saudade, nossas gravadoras regionais já lançam no mercado, principalmente os selos independentes, os CD´s de coletânea só de flashes bregas, como o CD lançado recentemente pela Tetéia Produções. Até a aparelhagem Rubi também lançou o seu CD nesta linha com um repertório variado de grandes sucessos da década de 90 e que em agosto de 2006 lançou o Rubi Saudade, A Nave da Saudade.

Uma outra aparelhagem teve seu nome recriado foi o Pop Saudade. Com isso, os bregas da linha pop-melody voltam a ser os mais executados nos programas das emissoras de rádios em Belém e em Estados do Nordeste. Hoje, em todos os cantos de Belém, de domingo a sábado, a boemia da velha guarda se faz presente nos bailes da saudade.

O Baile de Saudade é um tipo de festa voltado prioritariamente para um público de maior idade (entre 25 e 60 anos, aproximadamente) e em que se destacam a apresentação de boleros, lambadas, zouk, cúmbia, merengues e flashbregas (bregas antigos).

Normalmente, os contratos celebrados entre aparelhagem e casa de festa (ou mediados por festeiros) para este tipo de evento tomam como base valores muito menores do que as aparelhagens comuns.

O baixo custo dos ingressos e a presença de um público específico apreciador das "músicas do passado" caracteriza a festa de aparelhagens do passado. Neste caso, não há presença de fã-clubes. Além disso, a preocupação com a segurança neste tipo de evento também é muito menor que nas outras aparelhagens, o que é confirmado pela presença poucos seguranças particulares.

 
 

BRASILÂNDIA, O CALHAMBEQUE DA SAUDADE

 

De acordo com Zenildo Fonseca, o proprietário do Brasilândia, tudo começou com seu pai, nos anos 1940, no bairro da pedreira. O comerciante Zeno Fonseca, dono de uma fábrica de móveis no bairro da Matinha (hoje Fátima), começou a colocar um aparelho de som em frente à loja e, aos poucos, foi recebendo convites para tocar nos aniversários dos filhos dos amigos até conseguir um acervo com mais de 30 mil unidades, entre LPs, long plays e compactos, de rotação 33 ou 78. Em 1945, o “Pickarpo Brasilândia” animava as noites paraenses. Em 1950, o nome da aparelhagem mudou pra “Sonoros Brasilândia”. Em 1978, era intitulada como “Som Brasilândia”. E em 2004, é inaugurado o “O Novo Brasilândia, O Calhambeque da Saudade”.

Zenildo, herdeiro da aparelhagem, faz questão de manter o compromisso e a tradição iniciada por seu pai há mais de 60 anos. Ele mantém a exclusividade dos vinis - os DJs só usam CDs e MDs para tocar a abertura da festa e as vinhetas. O acervo de vinis do Brasilândia tipo de arranhão, o que não acontece com o CD”, explica.

Segundo ele, o diferencial do vinil é o ruído característico da agulha em contato com o disco. São mais de cinco agulhas por festa. Zenildo afirma que, nas festas, são vendidas de mil caixas de cerveja por final de semana. E além da equipe de 20 pessoas do Brasilândia, as festas geram ainda cerca de 100 empregos indiretos.

Em outubro de 2005 foi gravado o primeiro DVD.

Atualmente, os DJs do Brasilândia são: DJ Zenildo e Maizena 

As aparelhagens de saudade que mais se destacam são: Brasilândia, Alvi-Azul, Diamantina, Som Alternativa, Pop Saudade e Rubi Saudade.