A Demanda de Dom Fuas Bragatela


Paulo Moreiras

 

 

 

“Saudemos a estreia de Paulo Moreiras que, com «A Demanda de D. Fuas Bragatela» nos devolve ao genuíno coração do romance histórico ante-romântico que é o pícaro. (...) (Há muito) que não se publicava em Portugal um romance pícaro-jocoso de tão elevada qualidade imaginativa, seja quanto à peripécia da intriga, seja quanto ao domínio do vocabulário, seja quanto à própria inventiva deste. (...) Autêntico carnaval de imaginação literária, «A Demanda de D. Fuas Bragatela» merece esgotar rapidamente a primeira edição e ver-lhe atribuído um dos inúmeros prémios literários existentes (...)”

Miguel Real, in JL em 30/10/2002 , em 2-11-2002

 

“Ide asinha comprar este livro e deleitai-vos com as demandas literárias de um homem que um dia escreveu um «Elogio da Ginja» e que, agora, esparrama talento num romance de beber e chorar por mais.”

Rui Lagartinho, in DNa em 21/09/2002 , em 30-9-2002

 

“A história de um “portuguesinho valente” – e confuso, irrequieto, adaptável às circunstâncias adversas – no tempo que se seguiu ao reinado de D. Dinis. Nesta figura podemos descortinar virtudes que perdemos e defeitos que conservamos.”

in «Mil Folhas» (Público) 9/11/2002, em 12-11-2002

 

“«A Demanda de D. Fuas Bragatela» é um livro transbordante, cheio como um ovo: de grandezas e misérias, de humor e muita picardia. Dezenas de homens e mulheres: judeus e cristãos, ricos e pobres, espertalhões ou lerdos das ideias, borrachões roliços e alarves esparramados nas tábuas corridas das tabernas, ladrões escanzelados sempre a monte. É o retrato bem disposto e a cores do povo, para quem se decretou a leis das sesmarias mas que continuou pobrete e por isso alegrete.”

Rui Lagartinho, in DNa em 21/9/2002, em 12-11-2002

 

“Já é best seller no mercado lisboeta o livro de Paulo Moreiras, escritor moçambicano de 33 anos, mas de tal modo já mestre da novela picaresca ibérica, que mais parece ter nascido na Península. (A Demanda de D. Fuas Bragatela, Temas e Debates, 2002, 25 euros). Trata-se de narrativa com inigualável sabor, numa linguagem acessível, sem rebuscamentos ou arcaísmos ininteligíveis, e de tal modo escorreita e limpa que parece ter sido escrita num português que ainda é parcialmente falado no interior do Brasil. Ou dos Brasis. Paulo Moreiras viveu na região do Douro, em Portugal, passou por Almada, nos arredores da capital, e hoje mora em Meirinhas, entre Leiria e Pombal.
Dom Fuas Bragatela - o ‘Dom’ veio depois que, trota e vira-mundos, Bragatela, nascido em Trancoso, voltou a Portugal, com um falso título de físico passado pela Universidade de Salamanca, esta universidade que, ainda hoje, ‘a poucos sara e a muitos manca’.
Ele é irmão-gêmeo de Gil Blas Santillane, do Lazarillo de Tormes, de Guzmán de Alfarache e da Celestina - todas personagens do supra-sumo da picardia que, no Brasil, resultou num subproduto: o malandro carioca do morro.
Bragatela viveu a vida de miúdo (puto) de família paupérrima naquele Portugal medieval dominado pelos nobres, fidalgos e burgueses mercantilistas, que enriqueceriam nas ‘carreiras’ das Índias e do Brasil. Seu nascimento foi obscuro: a mãe, rameira, o pai, alfaiate, a avó, herbolária e feiticeira.
Ele poderia repetir, como o Guzmán de Alfarache, seu parceiro espanhol: ‘Aunque naci sin padres que en mi cuna/ sembrasen las primícias de su oficio/ tuvo mi juventud por padre el vicio/ y mi vida madastra en la fortuna’.”

Marco-Aurélio de Alcântara, in Diário de Pernambuco, em 7-1-2003

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