Embora as campanhas de boicote sejam avaliadas em função do seu impacto econômico, o seu sucesso é, também, determinado pela sua capacidade para modificar a opinião e as posições políticas. Uma campanha é avaliada pelo seu impacto econômico, por sua exposição nos meios de comunicação, pela mudança do discurso da opinião pública no que diz respeito a compreensão da luta do povo palestino e pelo impacto psicológico sobre o ofensor quanto à inaceitabilidade da sua conduta. O boicote pode assumir, nomeadamente, as seguintes formas: (i) Boicote Acadêmico e Cultural A cooperação acadêmica e cultural reforça a imagem de Israel nos palcos internacionais. Recusando participar em intercâmbios culturais, artistas e instituições culturais de todo o mundo os artistas podem enviar a Israel uma mensagem clara de que a sua ocupação e discriminação contra os Palestinos é inaceitável. Em particular, o boicote acadêmico pode ter impacto significativo nas instituições responsáveis por promover as teorias e os conhecimentos necessários para o prosseguimento, por Israel, das suas políticas de ocupação e discriminação. (ii) Boicote ao Consumo Os consumidores individuais podem mostrar a sua oposição aos projetos de Israel participando num boicote ao consumo de produtos e serviços israelitas. O boicote ao consumo atua de duas formas: primeiro, criando má publicidade para o ofensor e, depois, exercendo pressão econômica para a mudança. (iii) Boicote Esportivo Os acontecimentos esportivos internacionais podem desempenhar um papel importante na construção da imagem de um país no resto do mundo. Um boicote esportivo a Israel enviaria uma mensagem poderosa de que a sua política de ocupação, expulsão e racismo contra os Palestinos são inaceitáveis. |