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Governo comunista da China está retirando as cruzes de igrejas

postado em 19 de mar de 2018 11:53 por Gustavo Coutinho

Xi Jinping decretou "guerra" contra o cristianismo

O Partido Comunista ordenou novamente que sejam removidas a força cruzes e outros símbolos religiosos. O caso mais recente foi o da Catedral Católica de Shangqiu, na província de Henan.

Apesar da censura às redes sociais, fiéis da igreja conseguiram divulgar imagens de um guindaste arrancando a cruz, enquanto policiais entravam na igreja, desligavam a energia elétrica e retiravam todas as pessoas que estavam no templo.

Quando o padre e algumas freiras protestaram, tiveram seus telefones confiscados. A igreja ficou “interditada” cerca de cinco horas, mas ninguém foi preso.

Gina Goh, líder chinesa da ONG International Christian Concern, que denuncia constantemente a perseguição aos cristãos, afirmou que: “À medida que o presidente Xi Jinping se estabelece como líder vitalício da China, nossa liberdade religiosa continua está desaparecendo”.

“A repressão às igrejas acontecia principalmente nas comunidades subterrâneas, mas agora estamos vendo ataques crescentes às igrejas sancionadas pelo Estado”, alertou.

Ativistas informaram que, entre 2013 e 2015, mais de 1.200 cruzes foram removidas das igrejas somente nas províncias orientais da China.

A Catedral Católica de Shangqiu foi construída por missionários espanhóis em 1924 e foi tombada como “Patrimônio Histórico e Cultural Protegido” pelo governo chinês em 2002. Mesmo assim, não ficou livre da nova onda de repressão.

Recentemente, a missão Portas Abertas revelou que a China está enviando cristãos aos chamados “campos de reeducação”, prática similar ao que ocorre na Coreia do Norte. Esses “centros de transformação mental” forçam os detidos a serem leais à China, e não à sua religião. Segundo relatos de familiares, as condições nesses locais são precárias e incluem trabalhos forçados. Com informações Gospel Prime

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