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Begonia cucullata (Azedinha-do-brejo)

Nome(s) Popular(es):
Azedinha-do-brejo, erva-de-sapo, begônia, azeda-do-brejo, begônia-do-brejo, begônia-do-banhado, coração-de-estudante-do-brejo, begônia-são-joão


Divisão: Magnoliophyta
           Classe: Magnoliopsida
                Ordem: Cucurbitales
                                Família: Begoniaceae
                                                       Espécie: Begonia cucullata Willd.
Sinônimos:
Begonia cuneata Walp. 

Descrição:

Ervas eretas, 40-80 cm alt. Caules 6-11 cm compr. Folhas 8 x 7 cm, verdes, 
base avermelhadas, ovadas, cuculadas, pilosas, ápice obtuso, base cordada, 
margens crenadas, 6-7 nervuras na base. Pecíolos 1,5-4 cm compr., verdes, 
ápice e base avermelhados. Estípulas 1,5-3 x 1,5-2,5 cm, oblongas, persistentes, 
crenadas, ciliadas. Cimeiras 4-14 cm compr., 2 nós, paucifloras. Pedúnculos 
3-8 cm compr. Brácteas 4-6 mm compr., oblongas, persistentes, ciliadas. Flores 
estaminadas tépalas 4, 1-1,5 x 1-1,5 cm, alvas, as externas largamente ovadas, 
base e ápice arredondados, as internas 1-1,2 x 0,5 cm, obovadas, ápice 
arredondado, base aguda. Flores pistiladas tépalas 5, 7-8 x 0,4-0,6 cm, alvorosadas, obovais, desiguais. Estigmas amarelos. Pedicelos 1-2 cm compr. 
Ovários de placentas bipartidas, com óvulos dispostos em ambas as faces das 
lamelas. Cápsulas 2,3-2,5 x 1,8-2,5 cm. Alas desiguais Sementes elípticas. (KOLLMANN, 2006)

Hábitos, ecologia:

Herbácea comum em terrenos brejosos ou com muita humidade, em ambientes abertos. Possui flores rosadas bem claras muito vistosas, por isso foi usada para produzir as diversas variedades ornamentais que existem hoje. Suas flores são unissexuais e visitadas por diversas abelhas. Os frutos secos capsulares se abrem e as minúsculas sementes são dispersas pela água e pelo vento. 

Usos:

Alimentícia: A planta toda é consumível tanto em campo, como em saladas cruas, possui gosto ácido devido à presença de ácido oxálico em seus tecidos (o mesmo das azedinhas ou trevinhos Oxalis spp.). Os ramos e folhas jovens também podem ser adicionados a cozidos e molhos, dando a estes um sabor característico.

Medicinal: Na medicina popular latino-americana, esta planta é utilizada para combater estomatites em crianças, como refrescante em processos febris e contra malária; Em certas localidades, é adicionada ao tereré, bebida semelhante ao chimarrão, porém com o mate frio preparado tradicionalmente em um recipiente feito com chifre bovino; neste contexto, possui propriedades contra faringites, estomatites e protege contra "males da boca"; o sumo das folhas e caules é utilizado para tratar verrugas e feridas abertas;  utilizada por povos indígenas para aliviar dores de dentes causadas por cáries; também citada como útil para tratar desinteiras.

Ornamental: É uma das espécies ancestrais das variedades ornamentais de "Begonia semperflores", que possuem diversas cores, porte reduzido e floração abundante.

"Malefícios": 

Pode invadir cultivos úmidos, como arroz, em especial nas margens de valas de irrigação; Pessoas com problemas renais não devem consumir esta planta, pois seus compostos oxálicos são muito agressivos ao sistema renal.

Referências:

ARRUÁ, R.D. Dos variedades de Begonia cucullata comercializadas en el mercado de Asunción, Paraguay con el nombre común de “agrial”. Trabalho de conclusão de Curso (Fitomedicina). Universidad Nacional de Asunción. 2009. 

Center for aquatic and invasive plants, University of Florida. Disponível em: <http://plants.ifas.ufl.edu/node/65> Acesso em: 12 jan 2012

Jacques, E.L. 2011. Begoniaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2011/FB005597).

KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. 590p. il. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870>.

KOLLMANN, L. J. C. . Begoniaceae da Estação Biológica de Santa Lúcia, municipio de Santa Teresa, Estado do Espírito Santo, Brasil. Boletim do Museu de Biologia Mello Leitão, v. 20, p. 07-25, 2006. Disponível em: <http://melloleitao.locaweb.com.br/boletim/arquivos/20/MBML_20_Kollmann.pdf>








B. cucullata em cultivo de arroz irrigado, Rodeio-SC.

Begonia cucullata

Begonia cucullataB. cucullata em borda de Floresta Ombrófila Mista Montana, Doutor Pedrinho - SC









B. cucullata em terreno baldio, Jaraguá do Sul - SC.

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