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Erechtites valerianifolius


Ordem:  Asterales

Família: Asteraceae

Espécie: Erechtites valerianifolius (Wolf) DC.

Sinônimos:

Nome(s) Popular(es): Capiçova, capiçoba, almeirãozinho, capariçoba,vermelha, caperiçoba, capiçova-vermelha, caraçova, caramuru, cariçoba, cariçova, caruru-amargo, caruru-amargoso, erva-gorda, maria-gomes, voadeira, voadeira-preta

Descrição:


Planta anual, caule herbáceo, sub simples a muito ramificado acima, glabro ou ocasionalmente esparsamente hispido, estriado, 0,5-1,0 (chegando a 2,0 ou mais) m de altura. Folhas inferiores pecioladas, ovado-lanceoladas, inteiras ou serreadas até irregular-denteada, folhas médias pecioladas com alas estreitas decurrentes, profundamente pinadas lobadas. lobos lanceoladas e serreados a irregular inceso-denteado, ou pinatisecto com segmentos lineares todo ou quase todo semelhante às folhas inferiores; folhas superiores similares às medianas, mas reduzindo de tamanho ligeiramente acima, ou por vezes abruptamente reduzindo vários nós abaixo da inflorescência. Inflorescências terminais e axilares, formando uma panícula cimosa bastante congesta. Capítulos delgados, na antese, cerca de 10 mm compr., 3 mm larg., pouco ventricoso, com bractéolas caliculares extendendo-se até 1/4 ou 1/5 da altura do invólucro; invólucro de 12-14 (a 16) filárias; filárias 7-8 mm de compr. 0,5-0,75 mm larg. lineares e agudas a acuminadas, com quilha achatada e 4-5 nervuras, glabro ou raramente com diminutos tricomas, flores do raio uniseriadas ou sub-biseriadas, corola 5 lobos, com lobos de 0,5 mm compr. e 0,2 mm larg., ápices glandulo-espessado e encurvado. Flores do disco mais numerosas que flores do raio, algumas mais esternas apresentam transição em tamanho e formato, com corola 7-8 mm de compr., apenas ligeiramente mais longa e dilatads do que as flores pistiladas, as flores internas com corola ligeiramente mais longa e maior, delgada, infundiculiforme, 5 lobos, com lobos 0,5 mm compr., e 0,2-0,35 mm de larg., seus ápices glandulosos-espessados. Aquênios cilíndricos, 2,5-3,5 mm de compr. com cerca de 10 fortes costelas marrom-pálido, marrom-escuro e totalmente glabros a minimamente viloso ou hispido nos sulcos. Papus multiseriados, delgado, róseo-lilacino a vermelho pálido, raramente raramente ou quase nunca tornam-se brancas, sub igualando as flores, ultrapando as filárias. (BELCHER, 1956)

Hábitos, ecologia:

Espécie daninha de ampla distribuição muito comum em jardins e gramados, assim como bordas de rua e plantações. É uma das primeiras plantas a se estabelecerem em lugares alterados, devido ao grande número de sementes aladas que produz rapidamente. Esta planta produz capítulos de cor lilás-rosado bastante característicos, polinizados por abelhas. 

Usos:

Alimentício: As folhas e inflorescências são consumidas em saladas cruas, refogados, juntamente com carnes, sopas, bolinhos e uma variedade de alimentos em diversas partes do mundo.

"Malefícios": Erva altamente infestante de cultivos, pastagens e outros ambientes abertos.

Referências:

Belcher, R. O., A REVISION OF THE GENUS ERECHTITES (COMPOSITAE), WITH INQUIRIES INTO SENECIO AND ARRHENECHTHITES, Annals of the Missouri Botanical Garden , Vol. 43, No. 1 (Feb., 1956), pp. 1-85

Borges, R.A.X. 2011. Erechtites in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2011/FB016114).

Fernandes, A. C. & Ritter, M. R. (2009) A família Asteraceae Martinov no Morro Santana, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Brasileira de Biociências7, 395-439

KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Tese de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. 590p. il. 









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