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Thunbergia alata



Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Acanthaceae

Espécie: Thunbergia alata Bojer ex. Sims
Sinônimos: -
Nome(s) Popular(es): Cu-de-cachorro, amarelinha, bunda-de-mulata, carólia, bunda-de-mulata, cipó-africano, erva-cabrita, erva-de-cabrita, jasmim-da-itália, jasmim-sombra, olho-de-poeta, suzana-dos-olhos-negros, olho-preto, maria-sem-vergonha
Etimologia: Thumbergia faz referência ao botânico sueco Kari P. Thunberg (1743-1828). alata provém da característica do pecíolo alado.

Voucher: L.A. Funez 731, 1788, 4479

Descrição: 

Liana rastejante ou escandente pubescente em geral cerca de 1 m de compr. Folhas ovadas até triangular-ovadas, 2- cm de compr., agudas pelo ápice, cordadas ou hastadas pela base, inteiras ou remotamente pouco-dentadas, pubescentes; pecíolos alado-marginados, tão compridos como as lâminas foliares ou mais curtos. Flores axilares, os pedúnculos delgados mais curto que os pecíolos; brácteas ovado-lanceoladas, agudas ou acuminadas, pubescentes, cerca de 1,5 cm de compr. Cálice mais curto que as brácteas; corola 2,5 - 4 cm de compr., amarela ou ocasionalmente branca, com o interior do tubo purpúreo-escuro. Fruto uma cápsula deprimido-globosa, pubescente 0,5 - 1 cm de diâmetro, rostro forte cerca de 1 cm de compr. (Wasshausen & Smith 1969).

Hábitos, ecologia:

Espécie originária da África, foi trazida para o Brasil e outros países como planta ornamental, onde adaptou-se muito bem ao clima e solo, rapidamente alastrando-se pelas áreas favoráveis ao seu crescimento, como cercas, beiras de estrada e terrenos baldios. Pode ser uma invasora agressiva, suprimindo a vegetação devido ao seu rápido crescimento. Suas flores abrem-se praticamente durante o ano todo, e são polinizadas por abelhas. Os frutos são cápsulas e quando secos, apresentam deiscência explosiva, com capacidade de arremessar as sementes alguns metros da planta-mãe. 

Hábitos: 

Encontrada em todo o Brasil, nas regiões de floresta tropical. A espécie é originária do sul da África e ocorre como naturalizada na América do Sul, Ásia e Malásia, assim como invasora na Austrália e Havaí. Habita proximidades de habitações humanas, como ambientes ruderais, margens de estradas e rodovias, áreas agrícolas, terrenos baldios, capoeiras e bordas de floresta.

Floração e frutificação:

Floresce e frutifica o ano todo.

Interações com a fauna:

Foram vistos diversos insetos visitando suas flores, especialmente lepidópteros Hesperiidae.

Informações adicionais:

Erva de origem africana, foi trazida ao Brasil com finalidade ornamental, Dispersa-se através da deiscência explosiva das cápsulas, que arremessam as sementes para longe da planta-mãe.

Usos:

Ornamental: Utilizável como espécie ornamental.

"Malefícios":

Embora não sejam observados densos agrupamentos desta espécie em áreas naturais no Brasil, trata-se de uma espécie exótica. A espécie é considerada invasora no Hawaii e na Austrália.

Referências:

Groth, D. 1999. Caracterização morfológica das unidades de dispersão de cinco espécies invasoras. Revista Brasileira de Sementes 21(2): 260-264.

Plantzafrica. 2012.http://www.plantzafrica.com/planttuv/thunbergalata.htmAcesso em 08/01/2012

Profice, S.R.,Kameyama, C.,Côrtes, A.L.A.,Braz, D.M.,Indriunas, A.,Vilar, T.,Pessoa, C.,Ezcurra & C.,Wasshausen, D. 2016. Acanthaceae in: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponivel em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB4140>. Acesso em: 18 Jan. 2016

Wasshausen, D.C. & Smith, L.B. 1969. Acantáceas. In: Reitz, R. Flora Ilustrada Catarinense. Herbário Barbosa Rodrigues, Itajaí. 134p.


Flor, detalhe da abertura da corola (variação com tubo claro)

Flor, detalhe da abertura da corola (variação com tubo escuro)

Flor, detalhe do tubo e brácteas

Visitante floral, Hesperiidae

Folha, face adaxial

Folha, face abaxial

Caule

Hábito

Hábito

Hábito

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