Os tipos de aquários e a escolha das espécies de peixes


Existem vários tipos de aquários, classificados de acordo com as espécies de peixes e/ou plantas que nele habitam. Os

mais comuns e também os mais aconselhados para iniciantes são os comunitários, onde habitam várias espécies de

peixes, provenientes de vários locais do planeta, vivendo (na medida do possível) em harmonia. Nestes aquários, as

necessidades dos peixes em relação ás características da água, á temperatura, iluminação e também á alimentação devem

ser semelhantes.

Mas existem outros tipos, tais como:

Aquários mono-específicos ou de espécies (onde apenas habitam peixes da mesma espécie); Aquários de água fria (com peixes e

plantas de água fria); Aquários de água quente  Aquários de biótopo (onde apenas existem peixes e plantas provenientes da mesma

zona geográfica e se tenta reproduzir todos os pormenores do meio ambiente natural de origem);

Aquários de reprodução (montados apenas com a finalidade de criarem as condições ideais para os peixes

se reproduzirem, desde a qualidade da água, aos abrigos necessários, e sem o incómodo de terem outros peixes que seriam possíveis

predadores para os ovos e/ou as crias);

Aquários de criação (têm o mesmo objectivo dos de reprodução, ao se tentar criar as condições

ideais para os alevinos - que são os peixes bebés - crescerem, muitas vezes os aquários de reprodução também servem para criação,

bastando retirar os pais assim que as crias nascem ou os ovos estiverem depositados);

Aquários Hospital (montados para receberem

peixes vítimas de doenças, isolando-os e tratando-os sem interferir com os restante habitantes do aquário).


Vamos ter em consideração o aquário comunitário: Porquê o comunitário!?: Maior variedade de espécies de peixes e plantas, podendo

se escolher as mais fáceis de se manter; é esteticamente mais atraente, o estilo de decoração a adoptar não tem limites: podemos criar

"grutas", "montanhas rochosas", troncos "gigantes", grandes "florestas", zonas de pedras maiores (areão de maior granulometria),

"praias" de areia fina, zonas de areão escuro, outras mais claras... Enfim!... Basta que na altura de decorar e depois ao observar o

aquário voltemos (se já não o formos) a ser crianças, e colarmos a cara ao vidro e deixarmos que a nossa imaginação nos projecte tudo

isto...

Ao iniciarmos o processo da escolha dos peixes, deve-se ter logo em atenção a sua compatibilidade social. As espécies demasiado

agressivas ou territoriais, devem ser eliminadas da nossa lista, pois acabariam por perturbar e "stressar" os outros peixes, com as suas

constantes brigas.

Outro critério de selecção é em que número se deve manter cada tipo de espécie de peixes: em cardume, aos pares, apenas um

exemplar ou um único macho no mesmo aquário, tudo isto interfere na sua sociabilidade.


Em relação ao número de total exemplares que se devem manter num aquário, existe uma regra que básica: 1 cm de peixe (excluindo

a cauda) por cada litro de água. Por exemplo, num aquário de 100 litros poderemos manter 20 guppys de 5 cm cada. Deve-se ter ainda

em atenção o tamanho final dos peixes, e por isso mesmo devemos dar uma margem de segurança.


Ao observarmos um aquário comunitário, percebemos também que cada uma das espécies de peixes tem

preferência por determinadas áreas do tanque. Há os que preferem nadar junto da superfície, outros gostam

mais do terço médio e ainda os que nadam quase sempre pelo fundo. Existem também outros que nadam por


toda a parte do aquário. É importante escolher os peixes de acordo com estas suas preferências para que o aquário comunitário se

torne esteticamente agradável.


Outra das razões para se escolherem peixes para os vários níveis da água tem a ver com a alimentação. Os peixes de superfície são

alimentados com flocos ou outros alimentos flutuantes. Com a corrente da água ou com a agitação feita pelos próprios peixes ao

comer, esses alimentos acabam por cair para o fundo e apodrecer, caso não existam outros peixes nos níveis mais baixos da água que

os consumam. Obviamente que existem e devem ser fornecidos regularmente alimentos próprios para os peixes de fundo, tais como

comprimidos que se afundam rapidamente, ou pastilhas para prender ao vidro. Os peixes que nadam pela zona intermédia do aquário,

normalmente acabam por se alimentar de todos os alimentos referidos.


A forma anatómica e a posição da boca também nos indicam qual o nível de profundidade em que o peixe normalmente habita.

Os peixes de superfície têm quase sempre uma superfície dorsal direita e a boca virada para cima. Os do nível intermédio possuem a

boca na extremidade da cabeça, mesmo na zona central. Os peixes do fundo apresentam a boca virada para baixo e a superfície ventral

lisa.


Ficam aqui alguns exemplos de peixes mais comuns para um aquário comunitário bem distribuído:


Peixes de superfície: Danio Zebra, Guppy


Peixes da zona intermédia: Escalar, Tricogaster, Barbos, Néons, Cardinais.


Peixes de fundo: Peixes-gato, Coridoras.


Como exemplo de peixes que nadam por todo o aquário temos os da família dos Poecilídeos, tais como os espadas, os platys,  os

guppys ou as molys. Estes peixes nunca devem ser esquecidos, podendo mesmo se manter um aquário só destas famílias.


Todos estes peixes acabam por "visitar" todas as áreas do aquário. Não existem espécies que nadem exclusivamente numa só zona do

aquário.









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