Um livro de vez em quando ...


                                                      

 

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                                   Os livros sábios,JONATHAN WOLSTENHOLME

 

 

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Os Direitos Inalienáveis do Leitor

 

1- O Direito de Não Ler

2- O Direito de Saltar Páginas

3- O Direito de Não Acabar Um Livro

4- O Direito de Reler

5- O Direito de Ler Não Importa o Quê

6- O Direito de Amar os "Heróis" dos Romances

7- O Direito de Ler Não Importa Onde

8- O Direito de Saltar de Livro em Livro

9- O Direito de Ler em Voz Alta

1'0- O Direito de Não Falar do Que se Leu 

           in Como um Romance, D. Pennac

 

Lê também a entrevista do autor sobre o Poder dos Livros. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não te esqueças que também se podem ler imagens:

                           A  Biblioteca, Vieira da Silva

É frequente a pergunta: "Que livros levavas contigo se fosses para uma ilha deserta?  Já pensaste nisso?

Possivelmente, pensaste que não levavas livro nenhum, não te fazem falta, nunca leste um livro do princípio ao fim.

Ou então, não te consegues decidir, são tantos os livros de que gostas.

Num caso ou no outro ( ou num caso intermédio, tanto faz ), vamos falar-te de alguns livros de que gostamos. Quem sabe, não vais passar a gostar também?

 

Vamos começar pelo ensaio Como um Romance, de Daniel Pennac.

Publicado nas Edições ASA , este livrinho pode ser uma ajuda para alunos, professores, pais, na descoberta de caminhos para saber apreciar a Leitura . 

Lê a sinopse que a editora faz de apresentação e, parte connosco à descoberta dos "Direitos Inalienáveis do Leitor", que o autor defende ao longo das páginas do livro. 

E, já agora, boa leitura.                                                                 

 "É sobejamente conhecida a preocupação de pais e professores pela falta de interesse e gosto que os jovens manifestam pela leitura. Daniel Pennac, romancista, professor e pai de família, descreve neste ensaio pleno de humor, que se lê Como um Romance, todas as perplexidades que usualmente assaltam os diversos intervenientes no processo educativo e formativos, sempre cheio de conflitos surdos, temores, bloqueios e teimosias.
Acima de tudo, conforme se sublinha no presente livro, a leitura tem de ser um prazer e os leitores de hoje devem usufruir de alguns direitos inalienáveis.
A profunda originalidade de Como Um Romance está na forma ao mesmo tempo muito divertida e muito séria com que o autor aborda a questão central de que dependem tanto o destino do livro como o destino da cultura e da educação.

Como Um Romance liderou durante vários meses a lista dos livros mais vendidos em França e o seu impacto originou que se falasse mesmo do "fenómeno Pennac". "

 

 A seguir,eis um bom livro para o teu contrato de leitura:  

 

De Jorge Araújo e Pedro Silva Pereira

Sinopse
História construída a partir de uma reportagem feita por um dos autores (Jorge Araújo) em Luanda sobre as crianças que vivem nos esgotos, publicada no semanário "O Independente". O livro apresenta-nos o mundo como sendo uma casa, que tem Cave e Sótão. A Cave são os buracos do esgoto que servem de tecto a Fio Maravilha e a todos os outros meninos que não têm para onde ir. Na mesma linha alegórica, o Sótão é a cidade (que fica por cima do chão e por debaixo do céu). Tem basílicas grandiosas, mesquitas com crescentes dourados, pontes que ligam margens e vidas. E prédios com vista sobre a solidão, onde as pessoas se cruzam nos elevadores, dizem 'bom dia', 'boa tarde' mas não se conhecem. É num deles que vive Nuvem Maria, a menina dos cabelos de ouro. Fio Maravilha descobriu a paixão em Nuvem Maria. Mas era um amor impossível. Na Cave, Nuvem Maria não era desejada; no Sótão, Fio Maravilha não tinha futuro. Até que um dia um brutal terramoto destrói tudo e todos mata. Excepto Fio Maravilha. Impossibilitado de regressar à Cave, vagueia pelo Sótão e descobre, no meio dos escombros, Nuvem Maria. Partem de barco. Felizes para sempre. A narrativa é acompanhada por duas dezenas de ilustrações que, através de imagens, contam a história em paralelo.

Críticas de imprensa

"Um imaginário inesperado e, no entanto, simples, rico e colorido. Muito diferente e, simultaneamente, muito igual ao mundo que nos rodeia, num livro valorizado por excelentes ilustrações, que perspectivam este universo de forma original."
Susana Nogueira, Julho 2005


"Uma história intensa e com um grande ensinamento de vida, prende, sem grande dificuldade, desde a primeira até à última página. O amor na sua forma mais primária e pura aliado a um grande exemplo de verdadeira amizade e companheirismo. Tudo bons pretextos para perder um par de horas e "saborear" a prosa genialde Jorge Araújo e Pedro Sousa Pereira"
Joana Carvalho, O Comércio do Porto, 12 de Junho de 2005

                                    

 

 

O Dia em que Sócrates Vestiu Jeans

 

 

Lucy Eyre cresceu em Londres e estudou Filosofia na Universidade de Oxford. Filha do realizador cinematográfico Richard Eyre e da produtora Sue Birtwistle, cedo se habituou à convivência com argumentistas e escritores, como é o caso de Tom Stoppard, David Hare e Ian McEwan. Uma inesperada doença levou-a a ver a vida de uma outra perspectiva. O resultado foi esta sua primeira obra – O Dia em Que Sócrates Vestiu Jeans. Actualmente vive em Addis Abeba, Etiópia.

 

 

 

 

 

      Este é outro bom livro para fazer parte da tua lista de leituras.

O Navegador Solitário
João Aguiar
Edições Asa, 1996

"O único verdadeiro pecado do mundo terreno é a estupidez.
Não podes cometer esse pecado, Solitão. Não hei-de permitir uma traição tão grande e tão feia.
Estás à beira da vitória.
Ter uma vida física liberta de cuidados. Podes saborear o melhor. A beleza, o conforto, os objectos de arte, as mulheres, a comida, os vinhos, ah, Solitão, não podes fazer o que estão a pensar fazer, nunca o permitirei, hei-de quebrar essa decisão e alimentar esse medo, (...)."

 

João Aguiar
João Aguiar nasceu em 1943 em Lisboa.
É licenciado em jornalismo e profissionalmente tem trabalhado na rádio, na televisão e na imprensa.
Pode considerar-se um escritor tardio já que terá publicado o seu primeiro romance aos quarenta anos. Terá sido talvez este tempo de maturação que lhe conferiu uma proximidade com o leitor muito particular, expressa na forma do seu discurso. Um discurso intimista, de certa forma associado ao registo diarístico de alguns dos seus romances, onde se reflectem as perplexidades do quotidiano, de tempos presentes e passados, e como pano de fundo as grandes questões da nossa identidade que é tratada ao nível individual e ao nível nacional.
Uma obra feita de muitas histórias cujo final apetece descobrir.

                        in http://www.cm-seixal.pt/passapalavra/autores/joao_aguiar.html