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    Regularmente, podes saber algumas notícias da escola e dos livros e da Net  e...

 

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11 de Março de 2010

    No passado mês de Fevereiro tiveram lugar as Nemesianas, semana cultural sem a qual a escola já não sabe viver. Como é costume, houve Concurso Literário e divulgamos aqui os trabalhos vencedores.

Na categoria de Conto foi premiado o trabalho do aluno Guilherme Monteiro, do 10º  I, e na categoria de Poesia o trabalho do aluno Cláudio Ferro, do 10º C.

Podes ler os trabalhos premiados aqui: Vulto, prémio de Poesia

                                    Vi um vulto

                                    de uma pessoa

                                    a caminhar

                                    à beira-mar.

                                    Estava a caminhar à toa,

                                    perdido,

                                    sozinho,

                                    sem sentido.

                                    Aproximei-me dele

                                    e vi que era o meu lembrar;

                                    o meu passado;

                                    um muro,

                                    que a minha mente não conseguia…

                                    ultrapassar.


                                   Então houve uma luz,

                                   um martelo

                                   que despedaçou

                                   aquele muro

                                   e o vulto

                                   continuou,

                                   comigo,

                                   o seu caminho.

                                                                            Cláudio Ferro




ت)مرير                                


Ouviam-se cantos lá fora, sem nenhuma voz distinta que se pudesse destacar. Acordou e, ao abrir os olhos, lentamente, apercebeu-se que estava num quarto de pedra branca como a neve, dando o ar de ser algo angelical. Pintada na abóbada por cima dele, estava uma rosa-dos-ventos dourada, talhada em ouro. Olhou para Este , viu, por entre as cortinas de seda da janela, os primeiros raios de Sol daquele dia e sentiu a brisa matinal a entrar naqueles aposentos de marfim.

 Enquanto tentava perceber onde estava, entrou no quarto uma criança de olhos verdes e cabelos indomáveis como o mar. Correu para o abraçar e, ao fazê-lo, sentiu uma satisfação e uma paz de espírito como nunca havia sentido. Queria voltar a adormecer.

Voltou a acordar, mas desta vez o mundo parecia ser bem mais real. Olhou para o seu lado esquerdo. Com os olhos semicerrados e deitado no chão, via a bandeira da sua nação rasgada e corpos caídos por todo o lado. Duas setas trespassadas no torso e um corte profundo na perna, sem contar com as inúmeras equimoses que lhe cobriam o corpo. À sua frente, lá longe, erguia-se um crepúsculo triste que não conseguia abafar a neblina negra que trazia um ar tão pesado que conseguia apenas por si só pregar o cavaleiro ao chão. Até mesmo a sua armadura escarlate havia perdido a sua cor. Lentamente começou a cair um nevoeiro fantasmagórico, como se a Morte em pessoa tivesse vindo buscar a sua colheita. Este nevoeiro começou a isolar o cavaleiro e poucos momentos depois, não conseguia ver mais nada, nem sequer a sua bandeira. Tinha a sua mão direita agarrada à sua espada, ou o que restara dela. Não conseguia perceber se tinha ganho a batalha, pois não se ouvia um barulho, nem se via qualquer sinal de vida, como se uma catástrofe tivesse caído naquele campo antes de o vencedor ter sido decidido. Pousou a espada no seu peito e antes de voltar a fechar os olhos, lembrou-se de quando era criança e queria ser cavaleiro, lutar pelo seu país e conquistar o mundo, tirando-o de tanto mal e demência. Queria poder ter sido reconhecido como o homem que conseguiu dar a volta e que marcou uma nova era na sua nação. Foi com este pensamento que voltou a abandonar aquele cenário hediondo.

Estava num campo de relva, com montes e prados verdejantes cobertos por flores amarelas por todo o lado, e um Sol cumprimentava-o com um doce calor a bater-lhe na sua cara morena. Corria e saltava como se fosse um jovem, sempre sob a atenção de um grande plátano que jazia numa colina mais à sua frente e que dançava quando o vento era mais forte. Dançava ele e o cabelo do homem, loiro e selvagem, que pouco a pouco começou a notar que o vento que lhe beijava o rosto trazia um cheiro a maresia e, ao virar, viu para seu espanto, a rasgar todo o horizonte, um oceano de água límpida e cristalina como um diamante, de um azul profundo e intocável. Junto do oceano estava uma praia pequena que formava dunas gigantes quando se fundia com os campos. A areia era quente e fina      , parecendo-se com ouro. Na costa, tinha um pequeno barco individual feito de uma madeira antiga e imponente, pois apesar de ser pálido e pequeno, via-se que era forte e resistente.

Custava-lhe pensar que estava na altura de partir, mas não conseguia perceber o que o fazia ter esses sentimentos tão tristonhos. Foi andando num passo lento, mas decidido, e por entre a erva e as flores, ou na areia quente, ouvia vozes na sua cabeça, não como as que tinha ouvido no quarto, mas vozes familiares, que não lhe eram indiferentes. Tocou com os pés na água. Estava e quente e transparente, e no entanto não se via qualquer peixe nas redondezas. As ondas batiam suavemente no barco, fazendo-o baloiçar como um berço de um bebé a ser embalado. Entrou no barco, pegou no remo que estava dentro dele, e remou, em direcção ao horizonte. Assim começou a última viagem do valoroso El Rei D. Sebastião I, o Desejado, viagem que iria acabar junto dos seus antepassados, com quem iria trocar vivências e orgulhar-se da sua presença até ao findar dos dias. Nunca mais ninguém voltou àquela praia e no campo apenas sobrou a sua voz e o seu calor, até ao dia em que o plátano pereceu e as suas folhas não dançaram mais com o vento.

(Do título - em árabe, significa Passagem)

                                                                                                  Guilherme Monteiro



7 de Novembro de 2007

    Se quiseres jogar, aprender inglês e ao mesmo tempo contribuir para minorar a fome no mundo, vai até este site:

http://freerice.com/index.php

Tens aqui uma boa maneira de fazer uma boa tripla acção.

 

19 de Outubro de 2007

      Na segunda-feira,dia 22, comemoramos o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares.

Passa Pela BE, aproveita o convívio com os livros, os filmes e os computadores e aceita os marcadores de livros que temos para te oferecer, feitos pelos alunos do 12º H.

A eles, o nosso Obrigado!

Boas leituras!  

 

27 de Julho de 2007

Bem, por estes dias, a Biblioteca está fechada ao público. A grande notícia é mesmo a construção da página.

Em Setembro, quando nos reencontrarmos todos, ela já vai estar bem mais recheada.

Boas férias para todos.

E boas leituras! 

 

07 de Setembro de 2007

Estamos de volta.

Depois desta merecida pausa para retemperar as forças,voltamos ao trabalho.

Já deves saber que no dia 13 lá estaremos para te receber.

Como vamos recomeçar, aproveitamos para desejar a todos um bom ano escolar!