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1 Reis

Bíblia Livre - Versão de 18 de agosto de 2012
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Primeiro Livro dos Reis

Capítulo 1

1. Quando o rei Davi era velho, e de idade avançada, cobriam-lhe de roupas, mas não se aquecia.
2. Disseram-lhe portanto seus servos: Busquem a meu senhor o rei uma moça virgem, para que esteja diante do rei, e o abrigue, e durma a seu lado, e aquecerá a meu senhor o rei.
3. E buscaram uma moça formosa por todo o termo de Israel, e acharam a Abisague sunamita, e trouxeram-na ao rei.
4. E a moça era formosa, a qual aquecia ao rei, e lhe servia: mas o rei nunca a conheceu.
5. Então Adonias filho de Hagite se levantou, dizendo: Eu reinarei. E preparou carros e cavaleiros, e cinquenta homens que corressem adiante dele.
6. E seu pai nunca o entristeceu em todos seus dias com dizer-lhe: Por que fazes assim? E também este era de bela aparência; e havia o gerado depois de Absalão.
7. E tinha tratos com Joabe filho de Zeruia, e com Abiatar sacerdote, os quais ajudavam a Adonias.
8. Mas Zadoque sacerdote, e Benaia filho de Joiada, e Natã profeta, e Simei, e Reí, e todos os grandes de Davi, não seguiam a Adonias.
9. E matando Adonias ovelhas e vacas e animais engordados junto à penha de Zoelete, que está próxima da fonte de Rogel, convidou a todos seus irmãos os filhos do rei, e a todos os homens de Judá, servos do rei:
10. Mas não convidou a Natã profeta, nem a Benaia, nem aos grandes, nem a Salomão seu irmão.
11. E falou Natã a Bate-Seba mãe de Salomão, dizendo: Não ouviste que reina Adonias filho de Hagite, sem sabê-lo Davi nosso senhor?
12. Vem pois agora, e toma meu conselho, para que guardes tua vida, e a vida de teu filho Salomão.
13. Vai, e entra ao rei Davi, e dize-lhe: Rei senhor meu, não juraste tu à tua serva, dizendo: Salomão teu filho reinará depois de mim, e ele se sentará em meu trono? por que pois reina Adonias?
14. E estando tu ainda falando com o rei, eu entrarei atrás de ti, e acabarei teus argumentos.
15. Então Bate-Seba entrou ao rei à câmara: e o rei era muito velho; e Abisague sunamita servia ao rei.
16. E Bate-Seba se inclinou, e fez reverência ao rei. E o rei disse: Que tens?
17. E ela lhe respondeu: Senhor meu, tu juraste à tua serva pelo SENHOR teu Deus, dizendo: Salomão teu filho reinará depois de mim, e ele se sentará em meu trono;
18. E eis que agora Adonias reina: e tu, meu senhor rei, agora não o soubeste.
19. Matou bois, e animais engordados, e muitas ovelhas, e convidou a todos os filhos do rei, e a Abiatar sacerdote, e a Joabe general do exército; mas a Salomão teu servo não convidou.
20. Entretanto, rei senhor meu, os olhos de todo Israel estão sobre ti, para que lhes declares quem se há de sentar no trono de meu senhor o rei depois dele.
21. De outra sorte acontecerá, quando meu senhor o rei descansar com seus pais, que eu e meu filho Salomão seremos tidos por culpados.
22. E estando ainda falando ela com o rei, eis que Natã profeta, que veio.
23. E deram aviso ao rei, dizendo: Eis que Natã profeta: o qual quando entrou ao rei, prostrou-se diante do rei inclinando seu rosto à terra.
24. E disse Natã: Rei senhor meu, disseste tu: Adonias reinará depois de mim, e ele se sentará em meu trono?
25. Porque hoje desceu, e matou bois, e animais engordados, e muitas ovelhas, e convidou a todos os filhos do rei, e aos capitães do exército, e também a Abiatar sacerdote; e eis que, estão comendo e bebendo diante dele, e disseram: Viva o rei Adonias!
26. Mas nem a mim teu servo, nem a Zadoque sacerdote, nem a Benaia filho de Joiada, nem a Salomão teu servo, convidou.
27. É este negócio ordenado por meu senhor o rei, sem haver declarado a teu servo quem se havia de sentar no trono de meu senhor o rei depois dele?
28. Então o rei Davi respondeu, e disse: Chamai-me a Bate-Seba. E ela entrou à presença do rei, e pôs-se diante do rei.
29. E o rei jurou, dizendo: Vive o SENHOR, que redimiu minha alma de toda angústia,
30. Que como eu te ei jurado pelo SENHOR Deus de Israel, dizendo: Teu filho Salomão reinará depois de mim, e ele se sentará em meu trono em lugar meu; que assim o farei hoje.
31. Então Bate-Seba se inclinou ao rei, seu rosto à terra, e fazendo reverência ao rei, disse: Viva meu senhor o rei Davi para sempre.
32. E o rei Davi disse: Chamai-me a Zadoque sacerdote, e a Natã profeta, e a Benaia filho de Joiada. E eles entraram à presença do rei.
33. E o rei lhes disse: Tomai convosco os servos de vosso senhor, e fazei subir a Salomão meu filho em minha mula, e levai-o a Giom:
34. E ali o ungirão Zadoque sacerdote e Natã profeta por rei sobre Israel; e tocareis trombeta, dizendo: Viva o rei Salomão!
35. Depois ireis vós detrás dele, e virá e se sentará em meu trono, e ele reinará por mim; porque a ele ordenei para que seja príncipe sobre Israel e sobre Judá.
36. Então Benaia filho de Joiada respondeu ao rei, e disse: Amém. Assim o diga o SENHOR, Deus de meu senhor o rei.
37. Da maneira que o SENHOR foi com meu senhor o rei, assim seja com Salomão; e ele faça maior seu trono que o trono de meu senhor o rei Davi.
38. E desceu Zadoque sacerdote, e Natã profeta, e Benaia filho de Joiada, e os quereteus e os peleteus, e fizeram subir a Salomão na mula do rei Davi, e levaram-no a Giom.
39. E tomando Zadoque sacerdote o chifre do azeite do tabernáculo, ungiu a Salomão: e tocaram trombeta, e disse todo o povo: Viva o rei Salomão!
40. Depois subiu todo o povo depois dele, e cantava a gente com flautas, e faziam grandes alegrias, que parecia que a terra se fendia com o barulho deles.
41. E ouviu-o Adonias, e todos os convidados que com ele estavam, quando já haviam acabado de comer. E ouvindo Joabe o som da trombeta, disse: Por que se alvoroça a cidade com estrondo?
42. Estando ainda ele falando, eis que Jônatas filho de Abiatar sacerdote veio, ao qual disse Adonias: Entra, porque tu és homem de esforço, e trarás boas novas.
43. E Jônatas respondeu, e disse a Adonias: Certamente nosso senhor o rei Davi há feito rei a Salomão:
44. E o rei enviou com ele a Zadoque sacerdote e a Natã profeta, e a Benaia filho de Joiada, e também aos quereteus e aos peleteus, os quais lhe fizeram subir na mula do rei;
45. E Zadoque sacerdote e Natã profeta o ungiram em Giom por rei: e de ali subiram com alegrias, e a cidade está cheia de estrondo. Este é o alvoroço que ouvistes.
46. E também Salomão se há sentado no trono do reino.
47. E ainda os servos do rei vieram a bendizer a nosso senhor o rei Davi, dizendo: Deus faça bom o nome de Salomão mais que teu nome, e faça maior seu trono que o teu. E o rei adorou na cama.
48. E também o rei falou assim: Bendito seja o SENHOR Deus de Israel, que deu hoje quem se sente em meu trono, vendo-o meus olhos.
49. Eles então se estremeceram, e levantaram-se todos os convidados que estavam com Adonias, e foi-se cada um por seu caminho.
50. Mas Adonias, temendo da presença de Salomão, levantou-se e foi-se, e agarrou as pontas do altar.
51. E foi feito saber a Salomão, dizendo: Eis que que Adonias tem medo do rei Salomão: pois agarrou as pontas do altar, dizendo: Jure-me hoje o rei Salomão que não matará à espada a seu servo.
52. E Salomão disse: Se ele for virtuoso, nenhum de seus cabelos cairá em terra: mas se se achar mal nele, morrerá.
53. E enviou o rei Salomão, e trouxeram-no do altar; e ele veio, e inclinou-se ao rei Salomão. E Salomão lhe disse: Vai-te à tua casa.

Capítulo 2

1. E achegaram-se os dias de Davi para morrer, e mandou a Salomão seu filho, dizendo:
2. Eu vou pelo caminho de toda a terra: esforça-te, e sê homem.
3. Guarda a ordenança do SENHOR teu Deus, andando em seus caminhos, e observando seus estatutos e mandamentos, e seus direitos e seus testemunhos, da maneira que está escrito na lei de Moisés, para que sejas bem-sucedido em tudo o que fizeres, e em tudo aquilo a que te voltares.
4. Para que confirme o SENHOR a palavra que me falou, dizendo: Se teus filhos guardarem seu caminho, andando diante de mim com verdade, de todo seu coração, e de toda sua alma, jamais, disse, faltará a ti homem do trono de Israel.
5. E já sabes tu o que me fez Joabe filho de Zeruia, o que fez a dois generais do exército de Israel, a Abner filho de Ner, e a Amasa filho de Jeter, os quais ele matou, derramando em paz o sangue de guerra, e pondo o sangue de guerra em seu cinto que tinha em sua cintura, e nos sapatos que tinha em seus pés.
6. Tu pois farás conforme a tua sabedoria; não deixarás ele descer ao mundo dos mortos na velhice em paz.
7. Mas aos filhos de Barzilai gileadita farás misericórdia, que sejam dos convidados a tua mesa; porque eles vieram assim a mim, quando ia fugindo de Absalão teu irmão.
8. Também tens contigo a Simei filho de Gera, filho de Benjamim, de Baurim, o qual me amaldiçoou com uma maldição forte o dia que eu ia a Maanaim. Mas ele mesmo desceu a receber-me ao Jordão, e eu lhe jurei pelo SENHOR, dizendo: Eu não te matarei à espada
9. Porém agora não o absolverás: que homem sábio és, e sabes como te hás de haver com ele: e farás descer suas cãs com sangue à sepultura.
10. E Davi descansou com seus pais, e foi sepultado na cidade de Davi.
11. Os dias que reinou Davi sobre Israel foram quarenta anos: sete anos reinou em Hebrom, e trinta e três anos reinou em Jerusalém.
12. E se sentou Salomão no trono de Davi seu pai, e foi seu reino firme em grande maneira.
13. Então Adonias filho de Hagite veio a Bate-Seba mãe de Salomão; e ela disse: É tua vinda de paz? E ele respondeu: Sim, de paz.
14. Em seguida disse: Uma palavra tenho que te dizer. E ela disse: Dize.
15. E ele disse: Tu sabes que o reino era meu, e que todo Israel havia posto em mim seu rosto, para que eu reinasse: mas o reino foi traspassado, e veio a meu irmão; porque pelo SENHOR era seu.
16. E agora eu te faço uma petição: não a negues a mim. E ela lhe disse: Fala.
17. Ele então disse: Eu te rogo que fales ao rei Salomão (porque ele não negará a ti), para que me dê a Abisague, a sunamita, por mulher.
18. E Bate-Seba disse: Está bem; eu falarei por ti ao rei.
19. E veio Bate-Seba ao rei Salomão para falar-lhe por Adonias. E o rei se levantou a recebê-la, e inclinou-se a ela, e voltou a sentar-se em seu trono, e fez pôr uma cadeira à mãe do rei, a qual se sentou à sua direita.
20. E ela disse: Uma pequena petição pretendo de ti; não me negues. E o rei lhe disse: Pede, minha mãe, que eu não te negarei.
21. E ela disse: Dê-se Abisague, a sunamita, por mulher a teu irmão Adonias.
22. E o rei Salomão respondeu, e disse a sua mãe: Por que pedes a Abisague sunamita para Adonias? Pede também para ele o reino, porque ele é meu irmão maior; e tem também a Abiatar sacerdote, e a Joabe filho de Zeruia.
23. E o rei Salomão jurou pelo SENHOR, dizendo: Assim me faça Deus e assim me acrescente, que contra sua vida falou Adonias esta palavra.
24. Agora, pois, vive o SENHOR, que me confirmou e me pôs sobre o trono de Davi meu pai, e que me fez casa, como me havia dito, que Adonias morrerá hoje.
25. Então o rei Salomão enviou por meio de Benaia filho de Joiada, o qual o golpeou de maneira que ele morreu.
26. E a Abiatar sacerdote disse o rei: Vai-te a Anatote a tuas propriedades, que tu és digno de morte; mas não te matarei hoje, porquanto levaste a arca do Senhor DEUS diante de Davi meu pai, e, além disso, foste aflito em todas as coisas em que meu pai foi aflito.
27. Assim expulsou Salomão a Abiatar do sacerdócio do SENHOR, para que se cumprisse a palavra do SENHOR que havia dito sobre a casa de Eli em Siló.
28. E veio a notícia até Joabe: porque também Joabe se havia aderido a Adonias, se bem não se havia aderido a Absalão. E fugiu Joabe ao tabernáculo do SENHOR, e agarrou-se às pontas do altar.
29. E foi feito saber a Salomão que Joabe havia fugido ao tabernáculo do SENHOR, e que estava junto ao altar. Então enviou Salomão a Benaia filho de Joiada, dizendo: Vai, e golpeia-o.
30. E entrou Benaia ao tabernáculo do SENHOR, e disse-lhe: O rei disse que saias. E ele disse: Não, mas sim aqui morrerei. E Benaia voltou com esta resposta ao rei, dizendo: Assim falou Joabe, e assim me respondeu.
31. E o rei lhe disse: Faze como ele disse; mata-lhe e enterra-o, e tira de mim e da casa de meu pai o sangue que Joabe derramou injustamente.
32. E o SENHOR fará voltar seu sangue sobre sua cabeça: que ele matou dois homens mais justos e melhores que ele, aos quais matou à espada sem que meu pai Davi soubesse nada: a Abner filho de Ner, general do exército de Israel, e a Amasa filho de Jeter, general do exército de Judá.
33. O sangue deles, pois, recairá sobre a cabeça de Joabe, e sobre a cabeça de sua descendência para sempre: mas sobre Davi e sobre sua descendência, e sobre sua casa e sobre seu trono, haverá perpetuamente paz da parte do SENHOR.
34. Então Benaia filho de Joiada subiu, e o golpeou, e o matou; e foi sepultado em sua casa no deserto.
35. E o rei pôs em seu lugar a Benaia filho de Joiada sobre o exército: e a Zadoque pôs o rei por sacerdote em lugar de Abiatar.
36. Depois enviou o rei, e fez vir a Simei, e disse-lhe: Edifica-te uma casa em Jerusalém, e mora ali, e não saias de lá à uma parte nem à outra;
37. Porque sabe de certo que o dia que saíres, e passares o ribeiro de Cedrom, sem dúvida morrerás, e teu sangue será sobre tua cabeça.
38. E Simei disse ao rei: A palavra é boa; como o rei meu senhor disse, assim o fará teu servo. E habitou Simei em Jerusalém muitos dias.
39. Porém passados três anos, aconteceu que se lhe fugiram a Simei dois servos a Aquis, filho de Maaca, rei de Gate. E deram aviso a Simei, dizendo: Eis que teus servos estão em Gate.
40. Levantou-se então Simei, e preparou seu asno, e foi a Gate, a Aquis, a procurar seus servos. Foi, pois, Simei, e voltou seus servos de Gate.
41. Disse-se logo a Salomão como Simei havia ido de Jerusalém até Gate, e que havia voltado.
42. Então o rei enviou, e fez vir a Simei, e disse-lhe: Não te conjurei eu pelo SENHOR, e te protestei, dizendo: O dia que saíres, e fordes aqui ou acolá, sabe de certo que hás de morrer? E tu me disseste: A palavra é boa, eu a obedeço.
43. Por que, pois, não guardaste o juramento do SENHOR, e o mandamento que eu te impus?
44. Disse ademais o rei a Simei: Tu sabes todo o mal, o qual teu coração bem sabe que cometeste contra meu pai Davi; o SENHOR, pois, retribuiu o mal sobre a tua cabeça.
45. E o rei Salomão será bendito, e o trono de Davi será firme perpetuamente diante do SENHOR.
46. Então o rei mandou a Benaia filho de Joiada, o qual saiu e feriu-lhe; e morreu. E o reino foi confirmado na mão de Salomão.

Capítulo 3

1. E Salomão fez parentesco com Faraó rei do Egito, porque tomou a filha de Faraó, e trouxe-a à cidade de Davi, entre tanto que acabava de edificar sua casa, e a casa do SENHOR, e os muros de Jerusalém ao redor.
2. Até então o povo sacrificava nos altos; porque não havia casa edificada ao nome do SENHOR até aqueles tempos.
3. Mas Salomão amou ao SENHOR, andando nos estatutos de seu pai Davi: somente sacrificava e queimava incenso nos altos.
4. E ia o rei a Gibeão, porque aquele era o alto principal, e Salomão sacrificava ali mil holocaustos sobre aquele altar.
5. E apareceu o SENHOR a Salomão em Gibeão uma noite em sonhos, e disse lhe Deus: Pede o que quiseres que eu te dê.
6. E Salomão disse: Tu fizeste grande misericórdia a teu servo Davi meu pai, segundo que ele andou diante de ti em verdade, em justiça, e com retidão de coração para contigo: e tu lhe guardaste esta tua grande misericórdia, que lhe deste filho que se sentasse em seu trono, como sucede hoje.
7. Agora, pois, SENHOR Deus meu, tu puseste a mim teu servo por rei em lugar de Davi meu pai: e eu sou jovem pequeno, que não sei como entrar nem sair.
8. E teu servo está em meio de teu povo ao qual tu escolheste; um povo grande, que não se pode contar nem numerar por sua multidão.
9. Dá, pois a teu servo coração dócil para julgar a teu povo, para discernir entre o bom e o mau: porque quem poderá governar este teu povo tão grande?
10. E agradou diante do Senhor que Salomão pedisse isto.
11. E disse-lhe Deus: Porque pediste isto, e não pediste para ti muitos dias, nem pediste para ti riquezas, nem pediste a vida de teus inimigos, mas pediste para ti inteligência para ouvir juízo;
12. Eis que o fiz conforme a tuas palavras: eis que te dei coração sábio e entendido, tanto que não haja havido antes de ti outro como tu, nem depois de ti se levantará outro como tu.
13. E ainda também te dei as coisas que não pediste, riquezas e glória: tal, que entre os reis ninguém haja como tu em todos teus dias.
14. E se andares em meus caminhos, guardando meus estatutos e meus mandamentos, como andou Davi teu pai, eu alargarei teus dias.
15. E quando Salomão despertou, viu que era sonho: e veio a Jerusalém, e apresentou-se diante da arca do pacto do SENHOR, e sacrificou holocaustos, e fez ofertas pacíficas; fez também banquete a todos seus servos.
16. Naquela muita vieram duas mulheres prostitutas ao rei, e apresentaram-se diante dele.
17. E disse a uma mulher: Ah, senhor meu! Eu e esta mulher morávamos em uma mesma casa, e eu pari estando com ela na casa.
18. E aconteceu ao terceiro dia depois que eu dei à luz, que esta deu à luz também, e morávamos nós juntas; ninguém de fora estava em casa, a não ser nós duas na casa.
19. E uma noite o filho desta mulher morreu, porque ela se deitou sobre ele.
20. E levantou-se à meia noite, e tomou a meu filho de junto a mim, estando eu tua serva dormindo, e o pôs a seu lado, e pôs a meu lado seu filho morto.
21. E quando eu me levantei pela manhã para dar o peito a meu filho, eis que que estava morto: mas observei-lhe pela manhã, e vi que não era meu filho, que eu havia dado à luz.
22. Então a outra mulher disse: Não; meu filho é o que vive, e teu filho é o morto. E a outra voltou a dizer: Não; teu filho é o morto, e meu filho é o que vive. Assim falavam diante do rei.
23. O rei então disse: Esta disse: Meu filho é o que vive, e teu filho é o morto: e a outra disse: Não, mas o teu é o morto, e meu filho é o que vive.
24. E disse o rei: Trazei-me uma espada. E trouxeram ao rei uma espada.
25. Em seguida o rei disse: Parti por meio o menino vivo, e dai a metade à uma, e a outra metade à outra.
26. Então a mulher cujo era o filho vivo, falou ao rei (porque suas entranhas se lhe comoveram por seu filho), e disse: Ah, senhor meu! Dai a esta o menino vivo, e não o mateis. Mas a outra disse: nem a mim nem a ti; parti-o.
27. Então o rei respondeu, e disse: Dai a aquela o filho vivo, e não o mateis: ela é sua mãe.
28. E todo Israel ouviu aquele juízo que havia dado o rei: e temeram ao rei, porque viram que havia nele sabedoria de Deus para julgar.

Capítulo 4

1. Foi, pois, o rei Salomão rei sobre todo Israel.
2. E estes foram os príncipes que teve: Azarias filho de Zadoque, sacerdote;
3. Eliorefe e Aías, filhos de Sisa, escribas; Josafá filho de Ailude, chanceler;
4. Benaia filho de Joiada era sobre o exército; e Zadoque e Abiatar eram os sacerdotes;
5. Azarias filho de Natã era sobre os governadores; Zabude filho de Natã era principal oficial, amigo do rei;
6. E Aisar era mordomo; e Adonirão filho de Abda era sobre o tributo.
7. E tinha Salomão doze governadores sobre todo Israel, os quais mantinham ao rei e à sua casa. Cada um deles estava obrigado a abastecer por um mês no ano.
8. E estes são os nomes deles: Ben-Hur no monte de Efraim;
9. Ben-Dequer, em Macaz, e em Saalbim, e em Bete-Semes, e em Elom-Bete-Hanã;
10. Ben-Hesede, em Arubote; este tinha também a Socó e toda a terra de Hefer.
11. Ben-Abinadabe, em toda a região de Dor: este tinha por mulher a Tafate filha de Salomão;
12. Baana filho de Ailude, em Taanaque e Megido, e em toda Bete-Seã, que é próxima de Zaretã, por abaixo de Jezreel, desde Bete-Seã até Abel-Meolá, e até a outra parte de Jocmeão;
13. Ben-Geber, em Ramote de Gileade; este tinha também as cidades de Jair filho de Manassés, as quais estavam em Gileade; tinha também a província de Argobe, que era em Basã, sessenta grandes cidades com muro e fechaduras de bronze;
14. Ainadabe filho de Ido, em Maanaim;
15. Aimaás em Naftali; este tomou também por mulher a Basemate filha de Salomão.
16. Baaná filho de Husai, em Aser e em Alote;
17. Josafá filho de Parua, em Issacar;
18. Simei filho de Elá, em Benjamim;
19. Geber filho de Uri, na terra de Gileade, a terra de Seom rei dos amorreus, e de Ogue rei de Basã; este era o único governador naquela terra.
20. Judá e Israel eram muitos, como a areia que está junto ao mar em multidão, comendo e bebendo e alegrando-se.
21. E Salomão senhoreava sobre todos os reinos, desde o rio da terra dos filisteus até o termo do Egito: e traziam presentes, e serviram a Salomão todos os dias que viveu.
22. E a despensa de Salomão era cada dia trinta coros de farinha refinada, e sessenta coros de farinha comum;
23. Dez bois engordados, e vinte bois de pasto, e cem ovelhas; sem os cervos, cabras, búfalos, e aves engordadas.
24. Porque ele senhoreava em toda a região que estava da outra parte do rio, desde Tifsa até Gaza, sobre todos os reis da outra parte do rio; e teve paz por todos os lados em derredor seu.
25. E Judá e Israel viviam seguros, cada um debaixo de sua parreira e debaixo de sua figueira, desde Dã até Berseba, todos os dias de Salomão.
26. Tinha ademais disto Salomão quarenta mil cavalos em seus estábulos para seus carros, e doze mil cavaleiros.
27. E estes governadores mantinham ao rei Salomão, e a todos os que à mesa do rei Salomão vinham, a cada mês; e faziam que nada faltasse.
28. Faziam também trazer cevada e palha para os cavalos e para os animais de carga, ao lugar de onde ele estava, cada um conforme ao cargo que tinha.
29. E deu Deus a Salomão sabedoria, e prudência muito grande, e largura de coração como a areia que está à beira do mar.
30. Que foi maior a sabedoria de Salomão que a de todos os orientais, e que toda a sabedoria dos egípcios.
31. E ainda foi mais sábio que todos os homens; mais que Etã ezraíta, e que Hemã e Calcol e Darda, filhos de Maol: e foi nomeado entre todas as nações de ao redor.
32. E propôs três mil parábolas; e seus versos foram mil e cinco.
33. Também descreveu as árvores, desde o cedro do Líbano até o hissopo que nasce na parede. Também descreveu os animais, as aves, os répteis, e os peixes.
34. E vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomão, e de todos os reis da terra, de onde havia chegado a fama de sua sabedoria.

Capítulo 5

1. Hirão rei de Tiro enviou também seus servos a Salomão, logo que ouviu que o haviam ungido por rei em lugar de seu pai: porque Hirão havia sempre amado a Davi.
2. Então Salomão enviou a dizer a Hirão:
3. Tu sabes como meu pai Davi não pôde edificar casa ao nome do SENHOR seu Deus, pelas guerras que lhe cercaram, até que o SENHOR pôs seus inimigos sob as plantas de seus pés.
4. Agora o SENHOR meu Deus me deu repouso por todas as partes; que nem há adversários, nem mal encontro.
5. Eu, portanto, determinei agora edificar casa ao nome do SENHOR meu Deus, como o SENHOR o falou a Davi meu pai, dizendo: Teu filho, que eu porei em lugar teu em teu trono, ele edificará casa a meu nome.
6. Manda, pois, agora que me cortem cedros do Líbano; e meus servos estarão com os teus, e eu te darei por teus servos o salário que tu disseres: porque tu sabes bem que ninguém há entre nós que saiba lavrar a madeira como os sidônios.
7. E quando Hirão ouviu as palavras de Salomão, alegrou-se em grande maneira, e disse: Bendito seja hoje o SENHOR, que deu filho sábio a Davi sobre este povo tão grande.
8. E enviou Hirão a dizer a Salomão: Ouvi o que me mandaste a dizer: eu farei tudo o que te satisfizer acerca da madeira de cedro, e a madeira de faia.
9. Meus servos a levarão desde o Líbano à mar; e eu a porei em balsas pelo mar até o lugar que tu me assinalares, e ali se desatará, e tu a tomarás: e tu farás minha vontade em dar de comer à minha família.
10. Deu, pois, Hirão a Salomão madeira de cedro e madeira de faia tudo o que quis.
11. E Salomão dava a Hirão vinte mil coros de trigo para o sustento de sua família, e vinte coros de azeite limpo: isto dava Salomão a Hirão cada um ano.
12. Deu, pois, o SENHOR a Salomão sabedoria como lhe havia dito: e havia paz entre Hirão e Salomão, e fizeram aliança entre ambos.
13. E o rei Salomão impôs tributo a todo Israel, e o tributo foi de trinta mil homens:
14. Os quais enviava ao Líbano de dez mil em dez mil, cada mês por seu turno, vindo assim a estar um mês no Líbano, e dois meses em suas casas: e Adonirão estava sobre aquele tributo.
15. Tinha também Salomão setenta mil que levavam as cargas, e oitenta mil cortadores no monte;
16. Sem os principais oficiais de Salomão que estavam sobre a obra, três mil e trezentos, os quais tinham cargo do povo que fazia a obra.
17. E mandou o rei que trouxessem grandes pedras, pedras de grande valor, para os alicerces da casa, e pedras lavradas.
18. E os pedreiros de Salomão e os de Hirão, e os preparadores, cortaram e prepararam a madeira e pedras para lavrar a casa.

Capítulo 6

1. E foi no ano quatrocentos oitenta depois que os filhos de Israel saíram do Egito, no quarto ano do princípio do reino de Salomão sobre Israel, no mês de Zife, que é o mês segundo, que ele começou a edificar a casa do SENHOR.
2. A casa que o rei Salomão edificou ao SENHOR, teve sessenta côvados de comprimento e vinte de largura, e trinta côvados de altura.
3. E o pórtico diante do templo da casa, de vinte côvados de comprimento, segundo a largura da casa, e sua largura era de dez côvados diante da casa.
4. E fez à casa janelas largas por de dentro, e estreitas por de fora.
5. Edificou também junto ao muro da casa aposentos ao redor, contra as paredes da casa em derredor do templo e do compartimento interno: e fez câmaras ao redor.
6. O aposento de abaixo era de cinco côvados de largura, e o de em meio de seis côvados de largura, e o terceiro de sete côvados de largura: porque por de fora havia feito apoios à casa em derredor, para não introduzir as vigas nas paredes da casa.
7. E a casa quando se edificou, fabricaram-na de pedras que traziam já acabadas; de tal maneira que quando a edificavam, nem martelos nem machados se ouviram na casa, nem nenhum outro instrumento de ferro.
8. A porta do aposento de em meio estava ao lado direito da casa: e subia-se por um caracol ao de em meio, e do aposento de em meio ao terceiro.
9. Lavrou, pois, a casa, e acabou-a; e cobriu a casa com artesanatos de cedro.
10. E edificou também o aposento em derredor de toda a casa, de altura de cinco côvados, o qual se apoiava na casa com madeiras de cedro.
11. E foi palavra do SENHOR a Salomão, dizendo:
12. Esta casa que tu edificas, se andares em meus estatutos, e fizeres meus direitos, e guardares todos meus mandamentos andando neles, eu terei firme contigo minha palavra que falei a Davi teu pai;
13. E habitarei em meio dos filhos de Israel, e não deixarei a meu povo Israel.
14. Assim que, Salomão preparou a casa, e acabou-a.
15. E preparou as paredes da casa por de dentro com tábuas de cedro, revestindo-a de madeira por dentro, desde o piso da casa até as paredes do teto: cobriu também o pavimento com madeira de faia.
16. Também fez ao fim da casa um edifício de vinte côvados de tábuas de cedro, desde o piso até o mais alto; e fabricou-se na casa um compartimento interno, que é o lugar santíssimo.
17. E a casa, a saber, o templo de dentro, tinha quarenta côvados.
18. E a casa estava coberta de cedro por de dentro, e tinha entalhaduras de frutos silvestres e de botões de flores. Todo era cedro; nenhuma pedra se via.
19. E adornou o compartimento interno por de dentro no meio da casa, para pôr ali a arca do pacto do SENHOR.
20. E o compartimento interno estava na parte de dentro, o qual tinha vinte côvados de comprimento, e outros vinte de largura, e outros vinte de altura; e revestiu-o de ouro puríssimo: também cobriu o altar de cedro.
21. De sorte que revestiu Salomão de ouro puro a casa por de dentro, e fechou a entrada do compartimento interno com correntes de ouro, e revestiu-o de ouro.
22. Cobriu, pois, de ouro toda a casa até o fim; e também revestiu de ouro todo o altar que estava diante do compartimento interno.
23. Fez também no compartimento interno dois querubins de madeira de oliva, cada um de altura de dez côvados.
24. A uma asa do querubim tinha cinco côvados, e a outra asa do querubim outros cinco côvados: assim que havia dez côvados desde a ponta da uma asa até a ponta da outra.
25. Também o outro querubim tinha dez côvados; porque ambos os querubins eram de um tamanho e de uma feitura.
26. A altura do um era de dez côvados, e também o outro.
27. E pôs estes querubins dentro da casa de dentro: os quais querubins estendiam suas asas, de modo que a asa do um tocava à parede, e a asa do outro querubim tocava à outra parede, e as outras duas asas se tocavam a uma à outra na metade da casa.
28. E revestiu de ouro os querubins.
29. E esculpiu todas as paredes da casa ao redor de diversas figuras, de querubins, de palmas, e de botões de flores, por de dentro e por de fora.
30. E cobriu de ouro o piso da casa, de dentro e de fora.
31. E à entrada do compartimento interno fez portas de madeira de oliva; e o umbral e os postes eram de cinco esquinas.
32. As duas portas eram de madeira de oliva; e entalhou nelas figuras de querubins e de palmas e de botões de flores, e cobriu-as de ouro: cobriu também de ouro os querubins e as palmas.
33. Igualmente fez à porta do templo postes de madeira de oliva quadrados.
34. Porém as duas portas eram de madeira de faia; e os dois lados da uma porta eram redondos, e os outros dois lados da outra porta também redondos.
35. E entalhou nelas querubins e palmas e botões de flores, e cobriu-as de ouro ajustado às entalhaduras.
36. E edificou o átrio interior de três ordens de pedras lavradas, e de uma ordem de vigas de cedro.
37. No quarto ano, no mês de Zife, se lançaram os alicerces da casa do SENHOR:
38. E no décimo primeiro ano, no mês de Bul, que é o mês oitavo, foi acabada a casa com todas seus partes, e com todo o necessário. Edificou-a, pois, em sete anos.

Capítulo 7

1. Depois edificou Salomão sua própria casa em treze anos, e acabou de construí-la toda.
2. Também edificou a casa do bosque do Líbano, a qual tinha cinco côvados de comprimento, e cinquenta côvados de largura, e trinta côvados de altura, sobre quatro ordens de colunas de cedro, com vigas de cedro sobre as colunas.
3. E estava coberta de tábuas de cedro acima sobre as vigas, que se apoiavam em quarenta e cinco colunas: cada fileira tinha quinze colunas.
4. E havia três ordens de janelas, uma janela contra a outra em três ordens.
5. E todas as portas e postes eram quadrados: e as umas janelas estavam de frente às outras em três ordens.
6. Também fez um pórtico de colunas, que tinha de comprimento cinquenta côvados, e trinta côvados de largura; e este pórtico estava diante daquelas outras, com suas colunas e vigas correspondentes.
7. Fez também o pórtico do trono em que havia de julgar, o pórtico do juízo, e revestiu-o de cedro do chão ao teto.
8. E na casa em que ele morava, havia outro átrio dentro do pórtico, de obra semelhante a esta. Edificou também Salomão uma casa para a filha de Faraó, que havia tomado por mulher, da mesma obra daquele pórtico.
9. Todas aquelas obras foram de pedras de grande valor, cortadas e serradas com serras segundo as medidas, assim por de dentro como por de fora, desde o alicerce até os topos das paredes, e também por de fora até o grande átrio.
10. O alicerce era de pedras de grande valor, de pedras grandes, de pedras de dez côvados, e de pedras de oito côvados.
11. De ali acima eram também pedras de grande valor, lavradas conforme a suas medidas, e obra de cedro.
12. E no grande átrio ao redor havia três ordens de pedras lavradas, e uma ordem de vigas de cedro: e assim o átrio interior da casa do SENHOR, e o átrio da casa.
13. E enviou o rei Salomão, e fez vir de Tiro a Hirão,
14. Filho de uma viúva da tribo de Naftali, e seu pai havia sido de Tiro: trabalhava ele em bronze, cheio de sabedoria e de inteligência e saber em toda obra de bronze. Este pois veio ao rei Salomão, e fez toda sua obra.
15. E fundiu duas colunas de bronze, a altura de cada qual era de dezoito côvados: e rodeava a uma e a outra coluna um fio de doze côvados.
16. Fez também dois capitéis de fundição de bronze, para que fossem postos sobre as cabeças das colunas: a altura de um capitel era de cinco côvados, e a do outro capitel de cinco côvados.
17. Havia trançados à maneira de redes, e grinaldas à maneira de correntes, para os capitéis que se haviam de pôr sobre as cabeças das colunas: sete para cada capitel.
18. E quando havia feito as colunas, fez também duas ordens de romãs ao redor no um enredado, para cobrir os capitéis que estavam nas cabeças das colunas com as romãs: e da mesma forma fez no outro capitel.
19. Os capitéis que estavam sobre as colunas no pórtico, tinham trabalho de flores por quatro côvados.
20. Tinham também os capitéis de sobre as duas colunas, duzentas romãs em duas ordens ao redor em cada capitel, encima da parte arredondada do capitel, o qual estava diante do trançado.
21. Estas colunas ele erigiu no pórtico do templo: e quando havia levantado a coluna da direita, pôs-lhe por nome Jaquim: e levantando a coluna da esquerda, chamou seu nome Boaz.
22. E pôs nas cabeças das colunas trabalho em forma de açucenas; e assim se acabou a obra das colunas.
23. Fez também um mar de fundição, de dez côvados do um lado ao outro, perfeitamente redondo: sua altura era de cinco côvados, e cingia-o ao redor um cordão de trinta côvados.
24. E cercavam aquele mar por debaixo de sua borda em derredor umas bolas como frutos, dez em cada côvado, que cingiam o mar ao redor em duas ordens, as quais haviam sido fundidas quando ele foi fundido.
25. E estava assentado sobre doze bois: três estavam voltados ao norte, e três estavam voltados ao ocidente, e três estavam voltados ao sul, e três estavam voltados ao oriente; sobre estes se apoiava o mar, e as traseiras deles estavam até a parte de dentro.
26. A espessura do mar era de um palmo, e sua borda era lavrada como a borda de um cálice, ou de flor de lírio: e cabiam nele dois mil batos.
27. Fez também dez bases de bronze, sendo o comprimento de cada base de quatro côvados, e a largura de quatro côvados, e de três côvados a altura.
28. A obra das bases era esta: tinham uns painéis, as quais estavam entre molduras:
29. E sobre aqueles painéis que estavam entre as molduras, figuras de leões, e de bois, e de querubins; e sobre as molduras da base, assim encima como debaixo dos leões e dos bois, havia uns acréscimos de baixo-relevo.
30. Cada base tinha quatro rodas de bronze com mesas de bronze; e em seus quatro eixos havia uns apoios, os quais haviam sido fundidos a cada lado com grinaldas, para estarem debaixo da fonte.
31. E a abertura da bacia era de um côvado no suporte que saía para acima da base; e era sua abertura redonda, da feitura do mesmo suporte, e este de côvado e meio. Havia também sobre a abertura entalhes em seus painéis, que eram quadrados, não redondas.
32. As quatro rodas estavam debaixo dos painéis, e os eixos das rodas estavam na mesma base. A altura de cada roda era de um côvado e meio.
33. E a feitura das rodas era como a feitura das rodas de um carro: seus eixos, seus raios, e seus cubos, e seus aros, tudo era de fundição.
34. Também os quatro apoios às quatro esquinas de cada base: e os apoios eram da mesma base.
35. E no alto da base havia meio côvado de altura redondo por todas partes: e encima da base suas molduras e painéis, as quais eram dela mesma.
36. E fez nas tábuas das molduras, e nas cintas, entalhaduras de querubins, e de leões, e de palmas, com proporção no espaço de cada uma, e ao redor outros adornos.
37. De esta forma fez dez bases fundidas de uma mesma maneira, de uma mesma medida, e de uma mesma entalhadura.
38. Fez também dez fontes de bronze: cada fonte continha quarenta batos, e cada uma era de quatro côvados; e assentou uma fonte sobre cada uma das dez bases.
39. E pôs as cinco bases à direita da casa, e as outras cinco à esquerda: e assentou o mar ao lado direito da casa, ao oriente, até o sul.
40. Também fez Hirão fontes, e tenazes, e bacias. Assim acabou toda a obra que fez a Salomão para a casa do SENHOR:
41. A saber, duas colunas, e os vasos redondos dos capitéis que estavam no alto das duas colunas; e duas redes que cobriam os dois vasos redondos dos capitéis que estavam sobre a cabeça das colunas;
42. E quatrocentas romãs para as duas redes, duas ordens de romãs em cada rede, para cobrir os dois vasos redondos que estavam sobre as cabeças das colunas;
43. E as dez bases, e as dez fontes sobre as bases;
44. E um mar, e doze bois debaixo do mar;
45. E caldeiras, e pás, e bacias; e todos os vasos que Hirão fez ao rei Salomão, para a casa do SENHOR de bronze polido.
46. Todo o fez fundir o rei na planície do Jordão, em terra argilosa, entre Sucote e Zaretã.
47. E deixou Salomão sem inquirir o peso do bronze de todos os vasos, pela grande abundância deles.
48. Então fez Salomão todos os vasos que pertenciam à casa do SENHOR: um altar de ouro, e uma mesa sobre a qual estavam os pães da proposição, também de ouro;
49. E cinco candelabros de ouro puríssimo à direita, e outros cinco à esquerda, diante do oráculo; com as flores, e as lâmpadas, e tenazes de ouro;
50. Também os cântaros, vasos, bacias, colheres, e incensários, de ouro puríssimo; também de ouro as dobradiças das portas da casa de dentro, do lugar santíssimo, e os das portas do templo.
51. Assim se acabou toda a obra que dispôs fazer o rei Salomão para a casa do SENHOR. E meteu Salomão o que Davi seu pai havia dedicado, é a saber, prata, e ouro, e vasos, e o pôs tudo em guarda nas tesourarias da casa do SENHOR.

Capítulo 8

1. Então juntou Salomão os anciãos de Israel, e a todos os chefes das tribos, e aos príncipes das famílias dos filhos de Israel, ao rei Salomão em Jerusalém para trazer a arca do pacto do SENHOR da cidade de Davi, que é Sião.
2. E se juntaram ao rei Salomão todos os homens de Israel no mês de Etanim, que é o mês sétimo, no dia solene.
3. E vieram todos os anciãos de Israel, e os sacerdotes tomaram a arca.
4. E levaram a arca do SENHOR, e o tabernáculo do testemunho, e todos os vasos sagrados que estavam no tabernáculo; os quais levavam os sacerdotes e levitas.
5. E o rei Salomão, e toda a congregação de Israel que a ele se havia juntado, estavam com ele diante da arca, sacrificando ovelhas e bois, que pela abundância não se podiam contar nem numerar.
6. E os sacerdotes puseram a arca do pacto do SENHOR em seu lugar, no oráculo da casa, no lugar santíssimo, debaixo das asas dos querubins.
7. Porque os querubins tinham estendidas as asas sobre o lugar da arca, e assim cobriam os querubins a arca e suas varas por encima.
8. E fizeram sair as varas, de maneira que as extremidades das varas podiam ser vistas desde o santuário diante do compartimento interno, mas não se viam desde fora: e assim ficaram até hoje.
9. Na arca nenhuma coisa havia mais das duas tábuas de pedra que havia ali posto Moisés em Horebe, de onde o SENHOR fez a aliança com os filhos de Israel, quando saíram da terra do Egito.
10. E quando os sacerdotes saíram do santuário, a nuvem encheu a casa do SENHOR.
11. E os sacerdotes não puderam estar para ministrar por causa da nuvem; porque a glória do SENHOR havia enchido a casa do SENHOR.
12. Então disse Salomão: o SENHOR disse que ele habitaria na escuridão.
13. Eu edifiquei casa por morada para ti, assento em que tu habites para sempre.
14. E virando o rei seu rosto, abençoou a toda a congregação de Israel; e toda a congregação de Israel estava em pé.
15. E disse: Bendito seja o SENHOR Deus de Israel, que falou de sua boca a Davi meu pai, e com sua mão o cumpriu, dizendo:
16. Desde o dia que tirei meu povo Israel do Egito, não escolhi cidade de todas as tribos de Israel para edificar casa na qual estivesse meu nome, ainda que escolhi a Davi para que presidisse em meu povo Israel.
17. E Davi meu pai teve no coração edificar casa ao nome do SENHOR Deus de Israel.
18. Mas o SENHOR disse a Davi meu pai: Quanto a haver tu tido no coração edificar casa a meu nome, bem fizeste em ter tal vontade;
19. Porém tu não edificarás a casa, mas sim teu filho que sairá de teus lombos, ele edificará casa a meu nome.
20. E o SENHOR verificou sua palavra que havia dito; que me levantei eu em lugar de Davi meu pai, e sentei-me no trono de Israel, como o SENHOR havia dito, e edifiquei a casa ao nome do SENHOR Deus de Israel.
21. E pus nela lugar para a arca, na qual está o pacto do SENHOR, que ele fez com nossos pais quando os tirou da terra do Egito.
22. Pôs-se logo Salomão diante do altar do SENHOR, em presença de toda a congregação de Israel, e estendendo suas mãos ao céu,
23. Disse: o SENHOR Deus de Israel, não há Deus como tu, nem acima nos céus nem abaixo na terra, que guardas o pacto e a misericórdia a teus servos, os que andam diante de ti de todo seu coração;
24. Que guardaste a teu servo Davi meu pai o que lhe disseste: disseste-o com tua boca, e com tua mão o cumpriste, como aparece este dia.
25. Agora, pois, SENHOR Deus de Israel, cumpre a teu servo Davi meu pai o que lhe prometeste, dizendo: Não faltará homem de ti diante de mim, que se sente no trono de Israel, com tal que teus filhos guardem seu caminho, que andem diante de mim como tu tens andado diante de mim.
26. Agora, pois, ó Deus de Israel, verifique-se tua palavra que disseste a teu servo Davi meu pai.
27. Porém é verdade que Deus haja de morar sobre a terra? Eis que os céus, os céus dos céus, não te podem conter: quanto menos esta casa que eu edifiquei?
28. Contudo, tu atenderás à oração de teu servo, e a sua súplica, ó SENHOR Deus meu, ouvindo propício o clamor e oração que teu servo faz hoje diante de ti:
29. Que estejam teus olhos abertos de noite e de dia sobre esta casa, sobre este lugar do qual disseste: Meu nome estará ali; e que ouças a oração que teu servo fará neste lugar.
30. Ouve, pois a oração de teu servo, e de teu povo Israel; quando orarem em este lugar, também tu o ouvirás no lugar de tua habitação, desde os céus: que ouças e perdoes.
31. Quando alguém houver pecado contra seu próximo, e lhe tomarem juramento fazendo-lhe jurar, e vier o juramento diante de teu altar em esta casa;
32. Tu ouvirás desde o céu, e operarás, e julgarás a teus servos, condenando ao ímpio, tornando seu proceder sobre sua cabeça, e justificando ao justo para dar-lhe conforme a sua justiça.
33. Quando teu povo Israel houver caído diante de seus inimigos, por haver pecado contra ti, e a ti se voltarem, e confessarem teu nome, e orarem, e te rogarem e suplicarem nesta casa;
34. Ouve-os tu nos céus, e perdoa o pecado de teu povo Israel, e traze-os de volta à terra que deste a seus pais.
35. Quando o céu se fechar, e não chover, por haver eles pecado contra ti, e te rogarem em este lugar, e confessarem teu nome, e se converterem do pecado, quando os houveres afligido;
36. Tu ouvirás nos céus, e perdoarás o pecado de teus servos e de teu povo Israel, ensinando-lhes o bom caminho em que andem; e darás chuvas sobre tua terra, a qual deste a teu povo por herdade.
37. Quando na terra houver fome, ou pestilência, ou ferrugem, ou mofo, ou locusta, ou pulgão: se seus inimigos os tiverem cercados na terra de seu domicílio; qualquer praga ou enfermidade que seja;
38. Toda oração e toda súplica que fizer qualquer homem, ou todo teu povo Israel, quando qualquer um sentir a praga de seu coração, e estender suas mãos a esta casa;
39. Tu ouvirás nos céus, na habitação de tua morada, e perdoarás, e operarás, e darás a cada um conforme a seus caminhos, cujo coração tu conheces; (porque somente tu conheces o coração de todos os filhos dos homens;)
40. Para que te temam todos os dias que viverem sobre a face da terra que tu deste a nossos pais.
41. Também o estrangeiro, que não é de teu povo Israel, que houver vindo de distantes terras a causa de teu nome,
42. (Porque ouvirão de teu grande nome, e de tua mão forte, e de teu braço estendido,) e vier a orar a esta casa;
43. Tu ouvirás nos céus, na habitação de tua morada, e farás conforme a todo aquilo pelo qual o estrangeiro houver a ti clamado: para que todos os povos da terra conheçam teu nome, e te temam, como teu povo Israel, e entendam que o teu nome é invocado sobre esta casa que eu edifiquei.
44. Se teu povo sair em batalha contra seus inimigos pelo caminho que tu os enviares, e orarem ao SENHOR até a cidade que tu escolheste, e até a casa que eu edifiquei a teu nome,
45. Tu ouvirás nos céus sua oração e sua súplica, e lhes farás direito.
46. Se houverem pecado contra ti, (porque não há homem que não peque) e tu estiveres irado contra eles, e os entregares diante do inimigo, para que os prendam e levem a terra inimiga, seja longe ou próxima,
47. E eles converterem em si na terra de onde forem cativos; se se converterem, e orarem a ti na terra dos que os prenderam, e disserem: Pecamos, fizemos o mau, cometemos impiedade;
48. E se se converterem a ti de todo seu coração e de toda sua alma, na terra de seus inimigos que os houverem levado cativos, e orarem a ti até sua terra, que tu deste a seus pais, até a cidade que tu escolheste e a casa que eu edifiquei a teu nome;
49. Tu ouvirás nos céus, na habitação de tua morada, sua oração e sua súplica, e lhes farás direito;
50. E perdoarás a teu povo que havia pecado contra ti, e todas suas infrações com que se houverem contra ti rebelado; e farás que tenham deles misericórdia os que os houverem levado cativos:
51. Porque eles são teu povo e tua propriedade, que tu tiraste do Egito, de em meio do forno de ferro.
52. Que teus olhos estejam abertos à oração de teu servo, e à súplica de teu povo Israel, para ouvi-los em tudo aquilo pelo que te invocarem:
53. Pois que tu os separaste para ti por tua propriedade de todos os povos da terra, como o disseste por meio de Moisés teu servo, quando tiraste a nossos pais do Egito, ó Senhor DEUS.
54. E foi, que quando acabou Salomão de fazer ao SENHOR toda esta oração e súplica, levantou-se de estar de joelhos diante do altar do SENHOR com suas mãos estendidas ao céu;
55. E posto em pé, abençoou a toda a congregação de Israel, dizendo em voz alta:
56. Bendito seja o SENHOR, que deu repouso a seu povo Israel, conforme a tudo o que ele havia dito; nenhuma palavra faltou de todas suas promessas que expressou por Moisés seu servo.
57. Seja com nós o SENHOR nosso Deus, como foi com nossos pais; e não nos desampare, nem nos deixe;
58. Incline nosso coração a ele, para que andemos em todos os seus caminhos, e guardemos seus mandamentos e seus estatutos e seus direitos, os quais ele mandou a nossos pais.
59. E que estas minhas palavras com que orei diante do SENHOR estejam próximas do SENHOR nosso Deus de dia e de noite, para que ele proteja a causa de seu servo, e de seu povo Israel, cada coisa em seu tempo;
60. A fim de que todos os povos da terra saibam que o SENHOR é Deus, e que não há outro.
61. Seja, pois perfeito vosso coração para com o SENHOR nosso Deus, andando em seus estatutos, e guardando seus mandamentos, como o dia de hoje.
62. Então o rei, e todo Israel com ele, sacrificaram vítimas diante do SENHOR.
63. E sacrificou Salomão por sacrifícios pacíficos, os quais ofereceu ao SENHOR vinte e dois mil bois, e cento vinte mil ovelhas. Assim dedicaram o rei e todos os filhos de Israel a casa do SENHOR.
64. Aquele mesmo dia santificou o rei o meio do átrio que estava diante da casa do SENHOR: porque ofereceu ali os holocaustos, e os presentes, e a gordura das ofertas pacíficas; porquanto o altar de bronze que estava diante do SENHOR era pequeno, e não couberam nele os holocaustos, os presentes, e a gordura das ofertas pacíficas.
65. Naquele tempo Salomão fez festa, e com ele todo Israel, uma grande congregação, desde como entram em Hamate até o rio do Egito, diante do SENHOR nosso Deus, por sete dias e outros sete dias, isto é, por catorze dias.
66. E o oitavo dia despediu ao povo: e eles bendizendo ao rei, se foram a suas moradas alegres e jubilosos de coração por todos os benefícios que o SENHOR havia feito a Davi seu servo, e a seu povo Israel.

Capítulo 9

1. E quando Salomão havia acabado a obra da casa do SENHOR, e a casa real, e tudo o que Salomão quis fazer,
2. o SENHOR apareceu a Salomão a segunda vez, como lhe havia aparecido em Gibeão.
3. E disse-lhe o SENHOR: Eu ouvido tua oração e teu rogo, que fizeste em minha presença. Eu santifiquei esta casa que tu hás edificado, para pôr meu nome nela para sempre; e nela estarão meus olhos e meu coração todos os dias.
4. E se tu andares diante de mim, como andou Davi teu pai, em integridade de coração e em equidade, fazendo todas as coisas que eu te ei mandado, e guardando meus estatutos e meus direitos,
5. Eu afirmarei o trono de teu reino sobre Israel para sempre, como falei a Davi teu pai, dizendo: Não faltará de ti homem no trono de Israel.
6. Mas se obstinadamente vos apartardes de mim vós e vossos filhos, e não guardardes meus mandamentos e meus estatutos que eu pus diante de vós, mas sim que fordes e servirdes a deuses alheios, e os adorardes;
7. Eu cortarei a Israel de sobre a face da terra que lhes entreguei; e esta casa que santifiquei a meu nome, eu a lançarei de diante de mim, e Israel será por provérbio e fábula a todos os povos;
8. E esta casa que estava em estima, qualquer um que passar por ela se pasmará, e assoviará, e dirá: Por que fez assim o SENHOR a esta terra, e a esta casa?
9. E dirão: Porquanto deixaram ao SENHOR seu Deus, que havia tirado a seus pais da terra do Egito, e lançaram mão a deuses alheios, e os adoraram, e os serviram: por isso trouxe o SENHOR sobre eles todo este mal.
10. E aconteceu ao fim de vinte anos, em que Salomão havia edificado as duas casas, a casa do SENHOR e a casa real,
11. (Para as quais Hirão rei de Tiro, havia trazido a Salomão madeira de cedro e de faia, e quanto ouro ele quis), que o rei Salomão deu a Hirão vinte cidades em terra de Galileia.
12. E saiu Hirão de Tiro para ver as cidades que Salomão lhe havia dado, e não lhe contentaram.
13. E disse: Que cidades são estas que me deste, irmão? E pôs-lhes por nome, a terra de Cabul, até hoje.
14. E havia Hirão enviado ao rei cento e vinte talentos de ouro.
15. E esta é a razão do tributo que o rei Salomão impôs para edificar a casa do SENHOR, e sua casa, e a Milo, e o muro de Jerusalém, e a Hazor, e Megido, e Gezer.
16. Faraó o rei do Egito havia subido e tomado a Gezer, e queimado-a, e havia morto os cananeus que habitavam a cidade, e dado-a em presente à sua filha a mulher de Salomão.
17. Restaurou, pois Salomão a Gezer, e à baixa Bete-Horom,
18. E a Baalate, e a Tadmor em terra do deserto;
19. Também todas as cidades de onde Salomão tinha armazéns, e as cidades dos carros, e as cidades de cavaleiros, e tudo o que Salomão desejou edificar em Jerusalém, no Líbano, e em toda a terra de seu senhorio.
20. A todos os povos que restaram dos amorreus, heteus, perizeus, heveus, jebuseus, que não foram dos filhos de Israel;
21. A seus filhos que restaram na terra depois deles, que os filhos de Israel não puderam acabar, fez Salomão que servissem com tributo até hoje.
22. Mas a ninguém dos filhos de Israel impôs Salomão serviço, mas sim que eram homens de guerra, ou seus criados, ou seus príncipes, ou seus capitães, ou comandantes de seus carros, ou sua cavaleiros.
23. E os que Salomão havia feito chefes e líderes sobre as obras, eram quinhentos e cinquenta, os quais estavam sobre o povo que trabalhava naquela obra.
24. E subiu a filha de Faraó da cidade de Davi a sua casa que Salomão lhe havia edificado: então edificou ele a Milo.
25. E oferecia Salomão três vezes cada um ano holocaustos e pacíficos sobre o altar que ele edificou ao SENHOR, e queimava incenso sobre o que estava diante do SENHOR, depois que a casa foi acabada.
26. Fez também o rei Salomão navios em Eziom-Geber, que é junto a Elate na beira do mar Vermelho, na terra de Edom.
27. E enviou Hirão neles a seus servos, marinheiros e destros no mar, com os servos de Salomão:
28. Os quais foram a Ofir, e tomaram dali ouro, quatrocentos e vinte talentos, e trouxeram-no ao rei Salomão.

Capítulo 10

1. E ouvindo a rainha de Sabá a fama de Salomão no nome do SENHOR, veio a provar-lhe com perguntas.
2. E veio a Jerusalém com muito grande comitiva, com camelos carregados de especiarias, e ouro em grande abundância, e pedras preciosas: e quando veio a Salomão, propôs-lhe todo o que em seu coração tinha.
3. E Salomão lhe declarou todas suas palavras: nenhuma coisa se lhe escondeu ao rei, que não lhe declarasse.
4. E quando a rainha de Sabá viu toda a sabedoria de Salomão, e a casa que havia edificado,
5. Também a comida de sua mesa, o assento de seus servos, o estado e roupas dos que lhe serviam, seus mestres-salas, e seus holocaustos que sacrificava na casa do SENHOR, ficou pasma.
6. E disse ao rei: Verdade é o que ouvi em minha terra de tuas coisas e de tua sabedoria;
7. Mas eu não o cria, até que vim, e meus olhos viram, que nem ainda a metade foi o que se me disse: é maior tua sabedoria e bem que a fama que eu havia ouvido.
8. Bem-aventurados teus homens, ditosos estes teus servos, que estão continuamente diante de ti, e ouvem tua sabedoria.
9. o SENHOR teu Deus seja bendito, que se agradou de ti para te pôr no trono de Israel; porque o SENHOR amou sempre a Israel, e te pôs por rei, para que faças direito e justiça.
10. E deu ela ao rei cento e vinte talentos de ouro, e muita especiaria, e pedras preciosas: nunca veio tão grande quantidade de especiarias, como a rainha de Sabá deu ao rei Salomão.
11. A frota de Hirão que havia trazido o ouro de Ofir, trazia também de Ofir muita madeira de sândalo, e pedras preciosas.
12. E da madeira de sândalo fez o rei balaústres para a casa do SENHOR, e para as casas reais, harpas também e saltérios para os cantores: nunca veio tanta madeira de sândalo, nem se há visto até hoje.
13. E o rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo o que quis, e tudo o que pediu, ademais do que Salomão lhe deu como da mão do rei Salomão. E ela se voltou, e se foi a sua terra com seus criados.
14. O peso do ouro que Salomão tinha de renda cada um ano era seiscentos sessenta e seis talentos de ouro;
15. Sem o dos mercadores, e da contratação de especiarias, e de todos os reis de Arábia, e dos principais da terra.
16. Fez também o rei Salomão duzentos paveses de ouro estendido: seiscentos siclos de ouro gastou em cada pavês.
17. Também trezentos escudos de ouro estendido, em cada um dos quais gastou três libras de ouro: e os pôs o rei na casa do bosque do Líbano.
18. Fez também o rei um grande trono de marfim, o qual cobriu de ouro puríssimo.
19. Seis degraus tinha o trono, e o alto dele era redondo pelo recosto: e da uma parte e da outra tinha apoios próximo do assento, junto aos quais estavam colocados dois leões.
20. Estavam também doze leões postos ali sobre os seis degraus, da uma parte e da outra: em nenhum outro reino se havia feito trono semelhante.
21. E todos os vasos de beber do rei Salomão eram de ouro, e também toda a vasilha da casa do bosque do Líbano era de ouro fino: não havia prata; em tempo de Salomão não era de valor.
22. Porque o rei tinha a frota que saía à mar, a Társis, com a frota de Hirão: uma vez em cada três anos vinha a frota de Társis, e trazia ouro, prata, marfim, macacos e pavões.
23. Assim excedia o rei Salomão a todos os reis da terra em riquezas e em sabedoria.
24. Toda a terra procurava ver a cara de Salomão, para ouvir sua sabedoria, a qual Deus havia posto em seu coração.
25. E todos lhe levavam cada ano seus presentes: vasos de ouro, vasos de prata, roupas, armas, aromas, cavalos e mulas.
26. E juntou Salomão carros e cavaleiros; e tinha mil quatrocentos carros, e doze mil cavaleiros, os quais pôs nas cidades dos carros, e com o rei em Jerusalém.
27. E pôs o rei em Jerusalém prata como pedras, e cedros como os sicômoros que estão pelos campos em abundância.
28. E traziam cavalos a Salomão do Egito e de Coa: porque os mercadores do rei compravam cavalos de Coa.
29. E vinha e saía do Egito, o carro por seiscentas peças de prata, e o cavalo por cento e cinquenta; e assim os traziam por meio deles, todos os reis dos heteus, e da Síria.

Capítulo 11

1. Porém o rei Salomão amou, além da filha de Faraó, muitas mulheres estrangeiras: às de Moabe, às de Amom, às de Edom, às de Sídon, e às heteias;
2. Nações das quais o SENHOR havia dito aos filhos de Israel: Não entrareis a elas, nem elas entrarão a vós; porque certamente farão inclinar vossos corações atrás seus deuses. A estas, pois, juntou-se Salomão com amor.
3. E teve setecentas mulheres rainhas, e trezentas concubinas; e suas mulheres desviaram seu coração.
4. E já que Salomão era velho, suas mulheres inclinaram seu coração atrás deuses alheios; e seu coração não era perfeito com o SENHOR seu Deus, como o coração de seu pai Davi.
5. Porque Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas.
6. E fez Salomão o que era mau nos olhos do SENHOR, e não seguiu completamente o SENHOR como seu pai Davi.
7. Então edificou Salomão um alto a Camos, abominação de Moabe, no monte que está em frente de Jerusalém; e a Moloque, abominação dos filhos de Amom.
8. E assim fez para todas suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso, e sacrificavam a seus deuses.
9. E irou-se o SENHOR contra Salomão, porquanto estava seu coração desviado do SENHOR Deus de Israel, que lhe havia aparecido duas vezes,
10. E lhe havia mandado acerca disto, que não seguisse deuses alheios: mas ele não gardou o que lhe mandou o SENHOR.
11. E disse o SENHOR a Salomão: Porquanto houve isto em ti, e não guardaste meu pacto e meus estatutos que eu te mandei, romperei o reino de ti, e o entregarei a teu servo.
12. Porém não o farei em teus dias, por amor de Davi teu pai: eu o romperei da mão de teu filho.
13. Todavia não romperei todo o reino, mas sim que darei uma tribo a teu filho, por amor de Davi meu servo, e por amor de Jerusalém que eu escolhi.
14. E o SENHOR suscitou um adversário a Salomão, a Hadade, edomita, do sangue real, o qual estava em Edom.
15. Porque quando Davi estava em Edom, e subiu Joabe o general do exército a enterrar os mortos, e matou a todos os homens de Edom,
16. (Porque seis meses habitou ali Joabe, e todo Israel, até que havia acabado a todo o sexo masculino em Edom;)
17. Então fugiu Hadade, e com ele alguns homens edomitas dos servos de seu pai, e foi-se ao Egito; era então Hadade jovem pequeno.
18. E levantaram-se de Midiã, e vieram a Parã; e tomando consigo homens de Parã, vieram-se ao Egito, a Faraó rei do Egito, o qual lhe deu casa, e lhe assinalou alimentos, e ainda lhe deu terra.
19. E achou Hadade grande graça diante de Faraó, o qual lhe deu por mulher à irmã de sua esposa, à irmã da rainha Tafnes.
20. E a irmã de Tafnes lhe deu à luz seu filho Genubate, ao qual Tafnes desmamou dentro da casa de Faraó; e estava Genubate na casa de Faraó entre os filhos de Faraó.
21. E ouvindo Hadade em Egito que Davi havia dormido com seus pais, e que era morto Joabe general do exército, Hadade disse a Faraó: Deixa-me ir a minha terra.
22. E respondeu-lhe Faraó: Por que? O que te falta comigo, que procuras ir-te a tua terra? E ele respondeu: Nada; contudo, rogo-te que me deixes ir.
23. Despertou-lhe também Deus por adversário a Rezom, filho de Eliada, o qual havia fugído de seu amo Hadadezer, rei de Zobá.
24. E havia juntado gente contra ele, e havia-se feito capitão de uma companhia, quando Davi derrotou aos de Zobá. Depois se foram a Damasco, e habitaram ali e fizeram-lhe rei em Damasco.
25. E foi adversário a Israel todos os dias de Salomão; e foi outro mal com o de Hadade, porque aborreceu a Israel, e reinou sobre a Síria.
26. Também Jeroboão filho de Nebate, efrateu de Zeredá, servo de Salomão, (sua mãe se chamava Zerua, mulher viúva) levantou sua mão contra o rei.
27. E a causa por que este levantou mão contra o rei, foi esta: Salomão edificando a Milo, fechou a abertura da cidade de Davi seu pai.
28. E o homem Jeroboão era valente e esforçado; e vendo Salomão ao rapaz que era homem ativo, encomendou-lhe todo o cargo da casa de José.
29. Aconteceu pois naquele tempo, que saindo Jeroboão de Jerusalém, encontrou-lhe no caminho o profeta Aías silonita; e ele estava coberto com uma capa nova; e estavam eles dois sós no campo.
30. E segurando Aías da capa nova que tinha sobre si, rompeu-a em doze pedaços,
31. E disse a Jeroboão: Toma para ti os dez pedaços; porque assim disse o SENHOR Deus de Israel: Eis que que eu rompo o reino da mão de Salomão, e a ti darei dez tribos;
32. (E ele terá uma tribo, por amor de Davi meu servo, e por amor de Jerusalém, cidade que eu escolhi de todas as tribos de Israel:)
33. Porquanto me deixaram, e adoraram a Astarote deusa dos sidônios, e a Camos deus de Moabe, e a Moloque deus dos filhos de Amom; e não andaram em meus caminhos, para fazer o reto diante de meus olhos, e meus estatutos, e meus direitos, como fez seu pai Davi.
34. Porém não tirarei nada de seu reino de suas mãos, mas sim que o manterei por chefe todos os dias de sua vida, por amor de Davi meu servo, ao qual eu escolhi, e ele guardou meus mandamentos e meus estatutos:
35. Mas eu tirarei o reino da mão de seu filho, e o darei a ti, as dez tribos.
36. E a seu filho darei uma tribo, para que meu servo Davi tenha lâmpada todos os dias diante de mim em Jerusalém, cidade que eu me escolhi para pôr nela meu nome.
37. Eu pois te tomarei a ti, e tu reinarás em todas as coisas que desejar tua alma, e serás rei sobre Israel.
38. E será que, se prestares ouvido a todas as coisas que te mandar, e andares em meus caminhos, e fizeres o reto diante de meus olhos, guardando meus estatutos e meus mandamentos, como fez Davi meu servo, eu serei contigo, e te edificarei casa firme, como a edifiquei a Davi, e eu te entregarei a Israel.
39. E eu afligirei a semente de Davi por causa disto, mas não para sempre.
40. Procurou, portanto, Salomão de matar a Jeroboão, mas levantando-se Jeroboão, fugiu ao Egito, a Sisaque rei do Egito, e esteve em Egito até a morte de Salomão.
41. Os demais dos feitos de Salomão, e todas as coisas que fez, e sua sabedoria, não estão escritas no livro dos feitos de Salomão?
42. E os dias que Salomão reinou em Jerusalém sobre todo Israel foram quarenta anos.
43. E descansou Salomão com seus pais, e foi sepultado na cidade de seu pai Davi: e reinou em seu lugar Roboão seu filho.

Capítulo 12

1. E foi Roboão a Siquém; porque todo Israel havia vindo a Siquém para fazê-lo rei.
2. E aconteceu, que quando o ouviu Jeroboão filho de Nebate, que estava em Egito, porque havia fugido de diante do rei Salomão, e habitava em Egito;
3. Enviaram e chamaram-lhe. Veio pois Jeroboão e toda a congregação de Israel, e falaram a Roboão, dizendo:
4. Teu pai agravou nosso jugo, mas agora tu diminui algo da dura servidão de teu pai, e do jugo pesado que ele pôs sobre nós, e te serviremos.
5. E ele lhes disse: Ide, e daqui a três dias voltai a mim. E o povo se foi.
6. Então o rei Roboão tomou conselho com os anciãos que haviam estado diante de Salomão seu pai quando vivia, e disse: Como aconselhais vós que responda a este povo?
7. E eles lhe falaram, dizendo: Se tu fores hoje servo deste povo, e o servires, e respondendo-lhe boas palavras lhes falares, eles te servirão para sempre.
8. Mas ele, deixado o conselho dos anciãos que eles lhe haviam dado, tomou conselho com os rapazes que se haviam criado com ele, e estavam diante dele.
9. E disse-lhes: Como aconselhais vós que respondamos a este povo, que me falou, dizendo: Diminui algo do jugo que teu pai pôs sobre nós?
10. Então os rapazes que se haviam criado com ele lhe responderam, dizendo: Assim falarás a este povo que te disse estas palavras: Teu pai agravou nosso jugo; mas tu diminui-nos algo: assim lhes falarás: O menor dedo dos meus é mais espesso que os lombos de meu pai.
11. Agora, pois, meu pai vos impôs carga de pesado jugo, mas eu acrescentarei a vosso jugo; meu pai vos feriu com açoites, mas eu vos ferirei com escorpiões.
12. E ao terceiro dia veio Jeroboão com todo o povo a Roboão; segundo o rei o havia mandado, dizendo: Voltai a mim ao terceiro dia.
13. E o rei respondeu ao povo duramente, deixado o conselho dos anciãos que eles lhe haviam dado;
14. E falou-lhes conforme ao conselho dos rapazes, dizendo: Meu pai agravou vosso jugo, mas eu acrescentarei a vosso jugo; meu pai vos feriu com açoites, mas eu vos ferirei com escorpiões.
15. E não ouviu o rei ao povo; porque era ordenação do SENHOR, para confirmar sua palavra, que o SENHOR havia falado por meio de Aías silonita a Jeroboão filho de Nebate.
16. E quando todo o povo viu que o rei não lhes havia ouvido, respondeu-lhe estas palavras, dizendo: Que parte temos nós com Davi? Não temos propriedade no filho de Jessé. Israel, a tuas moradas! Provê agora em tua casa, Davi! Então Israel se foi a suas moradas.
17. Mas reinou Roboão sobre os filhos de Israel que moravam nas cidades de Judá.
18. E o rei Roboão enviou a Adorão, que estava sobre os tributos; mas apedrejou-lhe todo Israel, e morreu. Então o rei Roboão se esforçou a subir em um carro, e fugir a Jerusalém.
19. Assim se separou Israel da casa de Davi até hoje.
20. E aconteceu que, ouvindo todo Israel que Jeroboão havia voltado, enviaram e chamaram-lhe à congregação, e fizeram-lhe rei sobre todo Israel, sem restar tribo alguma que seguisse a casa de Davi, a não ser somente a tribo de Judá.
21. E quando Roboão veio a Jerusalém, juntou toda a casa de Judá e a tribo de Benjamim, cento e oitenta mil homens escolhidos de guerra, para fazer guerra à casa de Israel, e restituir o reino a Roboão filho de Salomão.
22. Mas foi palavra do SENHOR a Semaías homem de Deus, dizendo:
23. Fala a Roboão filho de Salomão, rei de Judá, e a toda a casa de Judá e de Benjamim, e aos demais do povo, dizendo:
24. Assim disse o SENHOR: Não vades, nem luteis contra vossos irmãos os filhos de Israel; voltai-vos cada um à sua casa; porque este negócio eu o fiz. E eles ouviram a palavra de Deus, e voltaram, e foram-se, conforme à palavra do SENHOR.
25. E reedificou Jeroboão a Siquém no monte de Efraim, e habitou nela; e saindo dali, reedificou a Peniel.
26. E disse Jeroboão em seu coração: Agora se voltará o reino à casa de Davi,
27. Se este povo subir a sacrificar à casa do SENHOR em Jerusalém: porque o coração deste povo se converterá a seu senhor Roboão rei de Judá, e me matarão a mim, e se tornarão a Roboão rei de Judá.
28. E havido conselho, fez o rei dois bezerros de ouro, e disse ao povo: Demais subistes a Jerusalém: eis que teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito.
29. E pôs o um em Betel, e o outro pôs em Dã.
30. E isto foi ocasião de pecado; porque o povo ia a adorar diante do um, até Dã.
31. Fez também casa de altos, e fez sacerdotes da classe do povo, que não eram dos filhos de Levi.
32. Então instituiu Jeroboão solenidade no mês oitavo, aos quinze do mês, conforme à solenidade que se celebrava em Judá; e sacrificou sobre altar. Assim fez em Betel, sacrificando aos bezerros que havia feito. Ordenou também em Betel sacerdote
33. Sacrificou pois sobre o altar que ele havia feito em Betel, aos quinze do mês oitavo, o mês que ele havia inventado de seu coração; e fez festa aos filhos de Israel, e subiu ao altar para queimar incenso.

Capítulo 13

1. E eis que um homem de Deus por palavra do SENHOR veio de Judá a Betel; e estando Jeroboão ao altar para queimar incenso,
2. Ele clamou contra o altar por palavra do SENHOR, e disse: Altar, altar, assim disse o SENHOR: Eis que à casa de Davi nascerá um filho, chamado Josias, o qual sacrificará sobre ti aos sacerdotes dos altos que queimam sobre ti incenso; e sobre ti queimarão ossos humanos.
3. E aquele mesmo dia deu um sinal, dizendo: Esta é o sinal de que o SENHOR falou: eis que que o altar se quebrará, e a cinza que sobre ele está se derramará.
4. E quando o rei Jeroboão ouviu a palavra do homem de Deus, que havia clamado contra o altar de Betel, estendendo sua mão desde o altar, disse: Prendei-lhe! Mas a mão que havia estendido contra ele, se lhe secou, que não a pôde voltar a si.
5. E o altar se rompeu, e derramou-se a cinza do altar, conforme o sinal que o homem de Deus havia dado por palavra do SENHOR.
6. Então respondendo o rei, disse ao homem de Deus: Peço-te que rogues à face do SENHOR teu Deus, e ora por mim, que minha mão me seja restituída. E o homem de Deus orou à face do SENHOR, e a mão do rei se lhe recuperou e tornou-se como antes.
7. E o rei disse ao homem de Deus: Vem comigo à casa, e comerás, e eu te darei um presente.
8. Mas o homem de Deus disse ao rei: Se me desses a metade de tua casa, não iria contigo, nem comeria pão nem beberia água neste lugar;
9. Porque assim me está mandado por palavra do SENHOR, dizendo: Não comas pão, nem bebas água, nem voltes pelo caminho que fordes.
10. Foi-se, pois, por outro caminho, e não voltou pelo caminho por de onde havia vindo a Betel.
11. Morava naquele tempo em Betel um velho profeta, ao qual veio seu filho, e contou-lhe tudo o que o homem de Deus havia feito aquele dia em Betel: contaram-lhe também a seu pai as palavras que havia falado ao rei.
12. E seu pai lhes disse: Por que caminho foi? E seus filhos lhe mostraram o caminho por de onde se havia voltado o homem de Deus, que havia vindo de Judá.
13. E ele disse a seus filhos: Preparai-me o asno. E eles lhe prepararam o asno, e subiu nele.
14. E indo atrás o homem de Deus, achou-lhe que estava sentado debaixo de um carvalho: e disse-lhe: És tu o homem de Deus que vieste de Judá? E ele disse: Eu sou.
15. Disse-lhe então: Vem comigo à casa, e come do pão.
16. Mas ele respondeu: Não poderei voltar contigo, nem irei contigo; nem tampouco comerei pão nem beberei água contigo neste lugar;
17. Porque por palavra de Deus me foi dito: Não comas pão nem bebas água ali, nem voltes pelo caminho que fores.
18. E o outro lhe disse: Eu também sou profeta como tu, e um anjo me falou pela palavra do SENHOR, dizendo: Faze-o voltar contigo à tua casa, para que coma pão e beba água. Porém mentiu-lhe.
19. Então voltou com ele, e comeu do pão em sua casa, e bebeu da água.
20. E aconteceu que, estando eles à mesa, veio a palavra do SENHOR ao profeta que lhe havia feito voltar;
21. E clamou ao homem de Deus que havia vindo de Judá, dizendo: Assim disse o SENHOR: Porquanto foste rebelde ao dito do SENHOR, e não guardaste o mandamento que o SENHOR teu Deus te havia prescrito,
22. Em vez disso voltaste, e comeste do pão e bebeste da água no lugar de onde o SENHOR te havia dito não comesses pão nem bebesses água, não entrará teu corpo no sepulcro de teus pais.
23. E quando havia comido do pão e bebido, o profeta que lhe havia feito voltar lhe preparou um asno;
24. E indo-se, encontrou-lhe um leão no caminho, e matou-lhe; e seu corpo estava lançado no caminho, e o asno estava junto a ele, e o leão também estava junto ao corpo.
25. E eis que uns que passavam, e viram o corpo que estava lançado no caminho, e o leão que estava junto ao corpo: e vieram, e disseram-no na cidade de onde o velho profeta habitava.
26. E ouvindo-o o profeta que lhe havia voltado do caminho, disse: O homem de Deus é, que foi rebelde ao dito do SENHOR: portanto o SENHOR lhe entregou ao leão, que lhe quebrantou e matou, conforme à palavra do SENHOR que ele lhe disse.
27. E falou a seus filhos, e disse-lhes: Preparai-me um asno. E eles se o prepararam.
28. E ele foi, e achou seu corpo estendido no caminho, e o asno e o leão estavam junto ao corpo: o leão não havia comido o corpo, nem danificado ao asno.
29. E tomando o profeta o corpo do homem de Deus, o pôs sobre o asno, e o levou. E o profeta velho veio à cidade, para lamentar-lhe e enterrar-lhe.
30. E pôs seu corpo em seu sepulcro; e lamentaram-lhe, dizendo: Ai, irmão meu!
31. E depois que lhe houveram enterrado, falou a seus filhos, dizendo: Quando eu morrer, enterrai-me no sepulcro em que está sepultado o homem de Deus; ponde meus ossos junto aos seus.
32. Porque sem dúvida virá o que ele disse a vozes por palavra do SENHOR contra o altar que está em Betel, e contra todas as casas dos altos que estão nas cidades de Samaria.
33. Depois disto não se converteu Jeroboão de seu mau caminho: antes voltou a fazer sacerdotes dos altos da classe do povo, e quem queria se consagrava, e era dos sacerdotes dos altos.
34. E isto foi causa de pecado à casa de Jeroboão; pelo qual foi cortada e desraigada de sobre a face da terra.

Capítulo 14

1. Naquele tempo Abias filho de Jeroboão caiu enfermo,
2. E disse Jeroboão à sua mulher: Levanta-te agora, disfarça-te, porque não te conheçam que és a mulher de Jeroboão, e vai a Siló; que ali está Aías profeta, o que me disse que eu havia de ser rei sobre este povo.
3. E toma em tua mão dez pães, e bolos, e uma botija de mel, e vai a ele; que te declare o que será deste jovem.
4. E a mulher de Jeroboão o fez assim; e levantou-se, e foi a Siló, e veio à casa de Aías. E não podia já ver Aías, que seus olhos se haviam escurecido à causa de sua velhice.
5. Mas o SENHOR havia dito a Aías: Eis que a mulher de Jeroboão virá a consultar-te por seu filho, que está enfermo: assim e assim lhe responderás; pois será que quando ela vier, virá dissimulada.
6. E quando Aías ouviu o som de seus pés quando entrava pela porta, disse: Entra, mulher de Jeroboão; por que te finges outra? Porém eu sou enviado a ti com revelação dura.
7. Vai, e dize a Jeroboão: Assim disse o SENHOR Deus de Israel: Porquanto eu te levantei de em meio do povo, e te fiz príncipe sobre meu povo Israel,
8. E rompi o reino da casa de Davi, e o entreguei a ti; e tu não foste como Davi meu servo, que guardou meus mandamentos e andou após o mim com todo seu coração, fazendo somente o direito diante de meus olhos;
9. Antes fizeste o mau sobre todos os que foram antes de ti: que foste e te fizeste deuses alheios e de fundição para irar-me, e a mim me lançaste atrás tuas costas:
10. Portanto, eis que eu trago mal sobre a casa de Jeroboão, e eu exterminarei de Jeroboão todo macho, tanto o escravo como o livre em Israel; e varrerei a posteridade da casa de Jeroboão, como é varrido o lixo, até que seja acabada.
11. O que morrer dos de Jeroboão na cidade, lhe comerão os cães; e o que morrer no campo, as aves do céu o comerão; porque o SENHOR o disse.
12. E tu levanta-te, e vai-te à tua casa; que em entrando teu pé na cidade, morrerá o jovem.
13. E todo Israel o lamentará, e lhe enterrarão; porque somente ele dos de Jeroboão entrará em sepultura; porquanto se achou nele alguma coisa boa do SENHOR Deus de Israel, na casa de Jeroboão.
14. E o SENHOR se levantará um rei sobre Israel, o qual exterminará a casa de Jeroboão neste dia; e que, se agora?
15. E o SENHOR sacudirá a Israel, ao modo que a cana se agita nas águas: e ele arrancará a Israel desta boa terra que havia dado a seus pais, e os dispersará da outra parte do rio, porquanto fizeram seus bosques, irando ao SENHOR.
16. E ele entregará a Israel pelos pecados de Jeroboão, o qual pecou, e fez pecar a Israel.
17. Então a mulher de Jeroboão se levantou, e se foi, e veio a Tirsa: e entrando ela pelo umbral da casa, o jovem morreu.
18. E enterraram-no, e lamentaram-no todo Israel, conforme à palavra do SENHOR, que ele havia falado por mão de seu servo Aías profeta.
19. Os outros feitos de Jeroboão, que guerras fez, e como reinou, tudo está escrito no livro das histórias dos reis de Israel.
20. O tempo que reinou Jeroboão foram vinte e dois anos; e havendo descansado com seus pais, reinou em seu lugar Nadabe seu filho.
21. E Roboão filho de Salomão reinou em Judá. De quarenta e um anos era Roboão quando começou a reinar, e dezessete anos reinou em Jerusalém, cidade que o SENHOR elegeu de todas as tribos de Israel para pôr ali seu nome. O nome de sua mãe foi Naamá, amonita.
22. E Judá fez o que era mau aos olhos do SENHOR, e iraram-lhe mais que tudo o que seus pais haviam feito em seus pecados que cometeram.
23. Porque eles também se edificaram altos, estátuas, e bosques, em todo morro alto, e debaixo de toda árvore frondosa:
24. E havia também sodomitas na terra, e fizeram conforme a todas as abominações das nações que o SENHOR havia lançado diante dos filhos de Israel.
25. Ao quinto ano do rei Roboão subiu Sisaque rei do Egito contra Jerusalém.
26. E tomou os tesouros da casa do SENHOR, e os tesouros da casa real, e saqueou-o tudo: levou-se também todos os escudos de ouro que Salomão havia feito.
27. E em lugar deles fez o rei Roboão escudos de bronze, e deu-os em mãos dos capitães dos da guarda, os quais guardavam a porta da casa real.
28. E quando o rei entrava na casa do SENHOR, os da guarda os levavam; e punham-nos depois na câmara dos da guarda.
29. Os demais dos feitos de Roboão, e todas as coisas que fez, não estão escritas nas crônicas dos reis de Judá?
30. E havia guerra entre Roboão e Jeroboão todos os dias.
31. E descansou Roboão com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi. O nome de sua mãe foi Naamá, amonita. E reinou em seu lugar Abião seu filho.

Capítulo 15

1. No ano dezoito do rei Jeroboão filho de Nebate, Abião começou a reinar sobre Judá.
2. Reinou três anos em Jerusalém. O nome de sua mãe foi Maaca, filha de Abisalom.
3. E andou em todos os pecados de seu pai, que havia este feito antes dele; e não foi seu coração perfeito com o SENHOR seu Deus, como o coração de Davi seu pai.
4. Mas por amor de Davi, deu-lhe o SENHOR seu Deus lâmpada em Jerusalém, levantando-lhe a seu filho depois dele, e sustentando a Jerusalém:
5. Porquanto Davi havia feito o que era correto diante dos olhos do SENHOR, e de nenhuma coisa que lhe mandasse se havia apartado em todos os dias de sua vida, exceto o negócio de Urias Heteu.
6. E havia guerra entre Roboão e Jeroboão todos os dias de sua vida.
7. Os demais dos feitos de Abião, e todas as coisas que fez, não estão escritas no livro das crônicas dos reis de Judá? E havia guerra entre Abião e Jeroboão.
8. E dormiu Abião com seus pais, e sepultaram-no na cidade de Davi: e reinou Asa seu filho em seu lugar.
9. No ano vinte de Jeroboão rei de Israel, Asa começou a reinar sobre Judá.
10. E reinou quarenta e um anos em Jerusalém; o nome de sua mãe foi Maaca, filha de Absalão.
11. E Asa fez o reto ante os olhos do SENHOR, como Davi seu pai.
12. Porque tirou os sodomitas da terra, e tirou todas as imundícies que seus pais haviam feito.
13. E também privou a sua mãe Maaca de ser princesa, porque havia feito um ídolo em um bosque. Ademais destruiu Asa o ídolo de sua mãe, e queimou-o junto ao ribeiro de Cedrom.
14. Porém os altos não se tiraram: contudo, o coração de Asa foi perfeito para com o SENHOR toda sua vida.
15. Também meteu na casa do SENHOR o que seu pai havia dedicado, e o que ele dedicou: ouro, e prata, e vasos.
16. E havia guerra entre Asa e Baasa rei de Israel, todo o tempo de ambos.
17. E subiu Baasa rei de Israel contra Judá, e edificou a Ramá, para não deixar sair nem entrar a ninguém de Asa, rei de Judá.
18. Então tomando Asa toda a prata e ouro que havia restado nos tesouros da casa do SENHOR, e os tesouros da casa real, entregou-os nas mãos de seus servos, e enviou-os o rei Asa a Ben-Hadade, filho de Tabrimom, filho de Heziom, rei da Síria, o qual residia em Damasco, dizendo:
19. Aliança há entre mim e ti, e entre meu pai e o teu: eis que eu te envio um presente de prata e ouro: vai, e rompe tua aliança com Baasa rei de Israel, para que me deixe.
20. E Ben-Hadade consentiu com o rei Asa, e enviou os príncipes dos exércitos que tinha contra as cidades de Israel, e feriu a Ijom, e a Dã, e a Abel-Bete-Maaca, e a toda Quinerete, com toda a terra de Naftali.
21. E ouvindo isto Baasa, deixou de edificar a Ramá, e ficou em Tirsa.
22. Então o rei Asa convocou a todo Judá, sem excetuar ninguém; e tiraram de Ramá a pedra e a madeira com que Baasa edificava, e edificou o rei Asa com ele a Gibeá de Benjamim, e a Mispá.
23. Os demais de todos os feitos de Asa, e toda sua fortaleza, e todas as coisas que fez, e as cidades que edificou, não está tudo escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? Mas no tempo de sua velhice enfermou de seus pés.
24. E descansou Asa com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi seu pai: e reinou em seu lugar Josafá seu filho.
25. E Nadabe, filho de Jeroboão, começou a reinar sobre Israel no segundo ano de Asa rei de Judá; e reinou sobre Israel dois anos.
26. E fez o que era mau diante dos olhos do SENHOR, andando no caminho de seu pai, e em seus pecados com que fez pecar a Israel.
27. E Baasa filho de Aías, o qual era da casa de Issacar, fez conspiração contra ele: e feriu-o Baasa em Gibetom, que era dos filisteus: porque Nadabe e todo Israel tinham cercado a Gibetom.
28. Matou-o pois Baasa no terceiro ano de Asa rei de Judá, e reinou em lugar seu.
29. E quando ele veio ao reino, feriu toda a casa de Jeroboão, sem deixar alma vivente dos de Jeroboão, até exterminá-lo, conforme à palavra do SENHOR que ele falou por seu servo Aías silonita;
30. Por os pecados de Jeroboão que ele havia cometido, e com os quais fez pecar a Israel; e por sua provocação com que provocou a ira ao SENHOR Deus de Israel.
31. Os demais dos feitos de Nadabe, e todas as coisas que fez, não está tudo escrito no livro das crônicas dos reis de Israel?
32. E havia guerra entre Asa e Baasa rei de Israel, todo o tempo de ambos.
33. No terceiro ano de Asa rei de Judá, começou a reinar Baasa filho de Aías sobre todo Israel em Tirsa; e reinou vinte e quatro anos.
34. E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, e andou no caminho de Jeroboão, e em seu pecado com que fez pecar a Israel.

Capítulo 16

1. E foi palavra do SENHOR a Jeú filho de Hanani contra Baasa, dizendo:
2. Pois que eu te levantei do pó, e te pus por príncipe sobre meu povo Israel, e tu andaste no caminho de Jeroboão, e fizeste pecar a meu povo Israel, provocando-me a ira com seus pecados;
3. Eis que eu varrerei a posteridade de Baasa, e a posteridade de sua casa: e porei tua casa como a casa de Jeroboão filho de Nebate.
4. O que de Baasa for morto na cidade, lhe comerão os cães; e o que dele for morto no campo, as aves do céu o comerão.
5. Os demais dos feitos de Baasa, e as coisas que fez, e sua fortaleza, não está tudo escrito no livro das crônicas dos reis de Israel?
6. E descansou Baasa com seus pais, e foi sepultado em Tirsa; e reinou em seu lugar Elá seu filho.
7. Porém a palavra do SENHOR por meio de Jeú profeta, filho de Hanani, havia sido contra Baasa e também contra sua casa, com motivo de todo o mal que fez aos olhos do SENHOR, provocando-lhe à ira com as obras de suas mãos, para que fosse feita como a casa de Jeroboão; e porque o havia ferido.
8. No ano vinte e seis de Asa rei de Judá, começou a reinar Elá filho de Baasa sobre Israel em Tirsa; e reinou dois anos.
9. E fez conspiração contra ele seu servo Zinri, comandante da metade dos carros. E estando ele em Tirsa, bebendo e embriagado em casa de Arsa seu mordomo em Tirsa,
10. Veio Zinri, e o feriu e matou, no ano vinte e sete de Asa rei de Judá; e reinou em lugar seu.
11. E logo que chegou a reinar e esteve sentado em seu trono, feriu toda a casa de Baasa, sem deixar nela macho, nem seus parentes nem amigos.
12. Assim exterminou Zinri toda a casa de Baasa, conforme à palavra do SENHOR, que havia proferido contra Baasa por meio do profeta Jeú;
13. Por todos os pecados de Baasa, e os pecados de Elá seu filho, com que eles pecaram e fizeram pecar a Israel, provocando à ira ao SENHOR Deus de Israel com suas vaidades.
14. Os demais feitos de Elá, e todas as coisas que fez, não está tudo escrito no livro das crônicas dos reis de Israel?
15. No ano vinte e sete de Asa rei de Judá, começou a reinar Zinri, e reinou sete dias em Tirsa; e o povo havia assentado campo sobre Gibetom, cidade dos filisteus.
16. E o povo que estava no campo ouviu dizer: Zinri fez conspiração, e matou ao rei. Então todo Israel levantou o mesmo dia por rei sobre Israel a Onri, general do exército, no campo.
17. E subiu Onri de Gibetom, e com ele todo Israel, e cercaram a Tirsa.
18. Mas vendo Zinri tomado a cidade, entrou no palácio da casa real, e pegou fogo à casa consigo: assim morreu.
19. Por seus pecados que ele havia cometido, fazendo o que era mau aos olhos do SENHOR, e andando nos caminhos de Jeroboão, e em seu pecado que cometeu, fazendo pecar a Israel.
20. Os demais feitos de Zinri, e sua conspiração que formou, não está tudo escrito no livro das crônicas dos reis de Israel?
21. Então o povo de Israel foi dividido em duas partes: a metade do povo seguia a Tibni filho de Ginate, para fazê-lo rei: e a outra metade seguia a Onri.
22. Mas o povo que seguia a Onri pôde mais que o que seguia a Tibni filho de Ginate; e Tibni morreu, e Onri foi rei.
23. No ano trinta e um de Asa rei de Judá, começou a reinar Onri sobre Israel, e reinou doze anos: em Tirsa reinou seis anos.
24. E ele comprou de Semer o monte de Samaria por dois talentos de prata, e edificou no monte: e chamou o nome da cidade que edificou Samaria, do nome de Semer, senhor que foi daquele monte.
25. E Onri fez o mau aos olhos do SENHOR, e fez pior que todos os que haviam sido antes dele:
26. Pois andou em todos os caminhos de Jeroboão filho de Nebate, e em seu pecado com que fez pecar a Israel, provocando à ira ao SENHOR Deus de Israel com seus ídolos.
27. Os demais dos feitos de Onri, e todas as coisas que fez, e suas valentias que executou, não está tudo escrito no livro das crônicas dos reis de Israel?
28. E Onri descansou com seus pais, e foi sepultado em Samaria; e reinou em lugar seu Acabe, seu filho.
29. E começou a reinar Acabe filho de Onri sobre Israel o ano trinta e oito de Asa rei de Judá.
30. E reinou Acabe filho de Onri sobre Israel em Samaria vinte e dois anos. E Acabe filho de Onri fez o que era mau aos olhos do SENHOR além de todos os que foram antes dele;
31. Porque lhe foi pouca coisa andar nos pecados de Jeroboão filho de Nebate, e tomou por mulher a Jezabel filha de Etbaal rei dos sidônios, e foi e serviu a Baal, e o adorou.
32. E fez altar a Baal, no templo de Baal que ele edificou em Samaria.
33. Fez também Acabe um bosque; e acrescentou Acabe fazendo provocar à ira ao SENHOR Deus de Israel, mais que todos os reis de Israel que antes dele haviam sido.
34. Em seu tempo Hiel de Betel reedificou a Jericó. À custa de Abirão seu primogênito lançou o alicerce, e à custa de Segube seu filho posterior pôs suas portas, conforme à palavra do SENHOR que havia falado por Josué filho de Num.

Capítulo 17

1. Então Elias Tisbita, que era dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o SENHOR Deus de Israel, diante do qual estou, que não haverá chuva nem orvalho nestes anos, a não ser por minha palavra.
2. E foi a ele palavra do SENHOR, dizendo:
3. Aparta-te daqui, e volta-te ao oriente, e esconde-te no ribeiro de Querite, que está diante do Jordão;
4. E beberás do ribeiro; e eu ei mandado aos corvos que te deem ali de comer.
5. E ele foi, e fez conforme à palavra do SENHOR; pois se foi e assentou junto ao ribeiro de Querite, que está antes do Jordão.
6. E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, e pão e carne à tarde; e bebia do ribeiro.
7. Passados alguns dias, secou-se o ribeiro; porque não havia chovido sobre a terra.
8. E foi a ele palavra do SENHOR, dizendo:
9. Levanta-te, vai-te a Sarepta de Sídon, e ali morarás: eis que eu mandei ali a uma mulher viúva que te sustente.
10. Então ele se levantou, e se foi a Sarepta. E quando chegou à porta da cidade, eis que uma mulher viúva que estava ali colhendo gravetos; e ele a chamou, e disse-lhe: Rogo-te que me tragas um pouco de água em um vaso, para que beba.
11. E indo ela para trazê-la, ele a voltou a chamar, e disse-lhe: Rogo-te que me tragas também um bocado de pão em tua mão.
12. E ela respondeu: Vive o SENHOR Deus teu, que não tenho pão cozido; que somente um punhado de farinha tenho no jarro, e um pouco de azeite em uma botija: e agora cozia dois gravetos, para entrar-me e prepará-lo para mim e para meu filho, e que o comamos, e morramos.
13. E Elias lhe disse: Não tenhas temor; vai, face como disseste: porém faze-me a mim primeiro disso uma pequena torta cozida debaixo da cinza, e traze-a a mim; e depois farás para ti e para teu filho.
14. Porque o SENHOR Deus de Israel disse assim: O jarro da farinha não esvaziará, nem se diminuirá a botija do azeite, até aquele dia que o SENHOR dará chuva sobre a face da terra.
15. Então ela foi, e fez como lhe disse Elias; e comeu ele, e ela e sua casa, muitos dias.
16. E o jarro da farinha não esvaziou, nem minguou a botija do azeite, conforme à palavra do SENHOR que havia dito por Elias.
17. Depois destas coisas aconteceu que caiu enfermo o filho da ama da casa, e a enfermidade foi tão grave, que não restou nele respiração.
18. E ela disse a Elias: Que tenho eu contigo, homem de Deus? Vieste a mim para trazer em memória minhas iniquidades, e para fazer-me morrer meu filho?
19. E ele lhe disse: Dá-me aqui teu filho. Então ele o tomou de seu colo, e levou-o à câmara de onde ele estava, e pôs-lhe sobre sua cama;
20. E clamando ao SENHOR, disse: SENHOR Deus meu, ainda à viúva em cuja casa eu estou hospedado afligiste, matando-lhe seu filho?
21. E ele se estendeu sobre o menino três vezes, e clamou ao SENHOR, e disse: SENHOR Deus meu, rogo-te que volte a alma deste menino a suas entranhas.
22. E o SENHOR ouviu a voz de Elias, e a alma do menino voltou a suas entranhas, e reviveu.
23. Tomando logo Elias ao menino, trouxe-o da câmara à casa, e deu-o à sua mãe, e disse-lhe Elias: Olha, teu filho vive.
24. Então a mulher disse a Elias: Agora conheço que tu és homem de Deus, e que a palavra do SENHOR é verdade em tua boca.

Capítulo 18

1. Passados muitos dias, veio a palavra do SENHOR a Elias no terceiro ano, dizendo: Vai, mostra-te a Acabe, e eu darei chuva sobre a face da terra.
2. Foi, pois, Elias a mostrar-se a Acabe. Havia naquele tempo grande fome em Samaria.
3. E Acabe chamou a Obadias seu mordomo, o qual Obadias era em grande maneira temeroso do SENHOR;
4. Porque quando Jezabel destruía aos profetas do SENHOR, Obadias tomou cem profetas, os quais escondeu de cinquenta em cinquenta por covas, e sustentou-os a pão e água.
5. E disse Acabe a Obadias: Vai pelo país a todas as fontes de águas, e a todos os ribeiros; que acaso acharemos grama com que conservemos a vida aos cavalos e às mulas, para que não nos fiquemos sem animais.
6. E partiram entre si o país para percorrerem-no: Acabe foi de por si por um caminho, e Obadias foi separadamente por outro.
7. E indo Obadias pelo caminho, encontrou-se com Elias; e como lhe conheceu, prostrou-se sobre seu rosto, e disse: Não és tu meu senhor Elias?
8. E ele respondeu: Eu sou; vai, dize a teu amo: Eis que Elias.
9. Porém ele disse: Em que ei pecado, para que tu entregues teu servo em mão de Acabe para que me mate?
10. Vive o SENHOR teu Deus, que não houve nação nem reino de onde meu senhor não haja enviado a buscar-te; e respondendo eles: Não está aqui, ele conjurou a reinos e nações se não te acharam.
11. E agora tu dizes: Vai, dize a teu amo: Aqui está Elias?
12. E acontecerá que, logo que eu me haja partido de ti, o espírito do SENHOR te levará de onde eu não saiba; e vindo eu, e dando as novas a Acabe, e se ele não te achar, me matará; e teu servo teme ao SENHOR desde sua juventude.
13. Não foi dito a meu senhor o que fiz, quando Jezabel matava aos profetas do SENHOR: que escondi cem homens dos profetas do SENHOR de cinquenta em cinquenta em covas, e os mantive a pão e água?
14. E agora dizes tu: Vai, dize a teu amo: Aqui está Elias: para que ele me mate?
15. E disse-lhe Elias: Vive o SENHOR dos exércitos, diante do qual estou, que hoje me mostrarei a ele.
16. Então Obadias foi a encontrar-se com Acabe, e deu-lhe o aviso; e Acabe veio a encontrar-se com Elias.
17. E quando Acabe viu a Elias, disse-lhe Acabe: És tu o que perturbas a Israel?
18. E ele respondeu: Eu não perturbei a Israel, mas sim tu e a casa de teu pai, deixando os mandamentos do SENHOR, e seguindo aos baalins.
19. Envia, pois, agora e juntai-me a todo Israel no monte de Carmelo, e os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal, e os quatrocentos profetas dos bosques, que comem da mesa de Jezabel.
20. Então Acabe enviou a todos os filhos de Israel, e juntou os profetas no monte de Carmelo.
21. E aproximando-se Elias a todo o povo, disse: Até quando hesitareis vós entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-lhe; e se Baal, ide depois dele. E o povo não respondeu palavra.
22. E Elias converteu a dizer ao povo: Só eu restei profeta do SENHOR; mas dos profetas de Baal há quatrocentos e cinquenta homens.
23. Deem-se a nós, pois, dois bois, e escolham-se eles o um, e cortem-no em pedaços, e ponham-no sobre lenha, mas não ponham fogo debaixo; e eu prepararei o outro boi, e o porei sobre lenha, e nenhum fogo porei debaixo.
24. Invocai logo vós no nome de vossos deuses, e eu invocarei no nome do SENHOR: e o Deus que responder por fogo, esse seja Deus. E todo o povo respondeu, dizendo: Bem dito.
25. Então Elias disse aos profetas de Baal: Escolhei-vos o um boi, e fazei primeiro, pois que vós sois os mais: e invocai no nome de vossos deuses, mas não ponhais fogo debaixo.
26. E eles tomaram o boi que lhes foi dado, e prepararam-no, e invocaram no nome de Baal desde a manhã até o meio dia, dizendo: Baal, responde-nos! Mas não havia voz, nem quem respondesse; entretanto, eles andavam saltando próximo do altar que haviam feito.
27. E aconteceu ao meio dia, que Elias se ridicularizava deles, dizendo: Gritai em alta voz, que deus é: talvez esteja conversando, ou tem alguma ocupação, ou está caminhando; acaso dorme, e despertará.
28. E eles clamavam a grandes vozes, e cortavam-se com espadas e com lancetas conforme a seu costume, até jorrar o sangue sobre eles.
29. E quando passou o meio dia, e eles profetizaram até o tempo do sacrifício da oferta, e não havia voz, nem quem respondesse nem escutasse;
30. Elias disse então a todo o povo: Aproximai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele: e ele reparou o altar do SENHOR que estava arruinado.
31. E tomando Elias doze pedras, conforme ao número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual havia sido palavra do SENHOR, dizendo: Israel será teu nome;
32. Edificou com as pedras um altar no nome do SENHOR: depois fez uma sulco ao redor do altar, quanto cabiam duas medidas de semente.
33. Pôs logo a lenha, e cortou o boi em pedaços, e o pôs sobre a lenha.
34. E disse: Enchei quatro cântaros de água, e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha. E disse: Fazei-o outra vez; e outra vez o fizeram. Disse ainda: Fazei-o a terceira vez; e fizeram-no a terceira vez.
35. De maneira que as águas corriam ao redor do altar; e havia também enchido de água o sulco.
36. E quando chegou a hora de oferecer-se o holocausto, chegou-se o profeta Elias, e disse: SENHOR Deus de Abraão, de Isaque, e de Israel, seja hoje manifesto que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que por mandado teu fiz todas estas coisas.
37. Responde-me, SENHOR, responde-me; para que conheça este povo que tu, ó SENHOR, és o Deus, e que tu voltaste atrás o coração deles.
38. Então caiu fogo do SENHOR, o qual consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda sugou as águas que estavam no sulco.
39. E vendo-o todo o povo, caíram sobre seus rostos, e disseram: o SENHOR é o Deus! o SENHOR é o Deus!
40. E disse-lhes Elias: Prendei aos profetas de Baal, que não escape ninguém. E eles os prenderam; e levou-os Elias ao ribeiro de Quisom, e ali os degolou.
41. E então Elias disse a Acabe: Sobe, come e bebe; porque uma grande chuva faz ruído.
42. E Acabe subiu a comer e a beber. E Elias subiu ao cume do Carmelo; e prostrando-se em terra, pôs seu rosto entre os joelhos.
43. E disse a seu criado: Sobe agora, e olha até o mar. E ele subiu, e olhou, e disse: Não há nada. E ele lhe voltou a dizer: Volta sete vezes.
44. E à sétima vez disse: Eu vejo uma pequena nuvem como a palma da mão de um homem, que sobe do mar. E ele disse: Vai, e dize a Acabe: Unge e desce, porque a chuva não te interrompa.
45. E aconteceu, estando em isto, que os céus se escureceram com nuvens e vento; e houve uma grande chuva. E subindo Acabe, veio a Jezreel.
46. E a mão do SENHOR foi sobre Elias, o qual cingiu seus lombos, e veio correndo diante de Acabe até chegar a Jezreel.

Capítulo 19

1. E Acabe deu a notícia a Jezabel de tudo o que Elias havia feito, de como havia matado à espada a todos os profetas.
2. Então enviou Jezabel a Elias um mensageiro, dizendo: Assim me façam os deuses, e assim me acrescentem, se amanhã a estas horas eu não haja posto tua pessoa como a de um deles.
3. Vendo, pois, o perigo, levantou-se e foi-se por salvar sua vida, e veio a Berseba, que é em Judá, e deixou ali seu criado.
4. E ele se foi pelo deserto um dia de caminho, e veio e sentou-se debaixo de um junípero; e desejando morrer, disse: Basta já, ó SENHOR, tira minha alma; que não sou eu melhor que meus pais.
5. E lançando-se debaixo do junípero, ficou dormido: e eis que logo um anjo que lhe tocou, e lhe disse: Levanta-te, come.
6. Então ele olhou, e eis que a sua cabeceira uma torta cozida sobre as ascuas, e um vaso de água: e comeu e bebeu e voltou-se a dormir.
7. E voltando o anjo do SENHOR a segunda vez, tocou-lhe, dizendo: Levanta-te, come: porque grande caminho te resta.
8. Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e caminhou com a força daquela comida quarenta dias e quarenta noites, até o monte de Deus, Horebe.
9. E ali se meteu em uma cova, de onde teve a noite. E foi a ele palavra do SENHOR, o qual lhe disse: Que fazes aqui, Elias?
10. E ele respondeu: Tenho sentido um zelo intenso pelo SENHOR Deus dos exércitos; porque os filhos de Israel deixaram tua aliança, derrubaram teus altares, e mataram à espada teus profetas: e eu só restei, e me buscam para tirar-me a vida.
11. E ele lhe disse: Sai fora, e põe-te no monte diante do SENHOR. E eis que o SENHOR que passava, e um grande e poderoso vento que rompia os montes, e quebrava as penhas diante do SENHOR: mas o SENHOR não estava no vento. E depois do vento um terremoto: mas o SENHOR não estava no terremoto.
12. E depois do terremoto um fogo: mas o SENHOR não estava no fogo. E depois do fogo uma voz agradável e suave.
13. E quando o ouviu Elias, cobriu seu rosto com seu manto, e saiu, e parou-se à porta da cova. E eis que chegou uma voz a ele, dizendo: Que fazes aqui, Elias?
14. E ele respondeu: Tenho sentido um zelo intenso pelo SENHOR Deus dos exércitos; porque os filhos de Israel deixaram tua aliança, derrubaram teus altares, e mataram à espada teus profetas: e eu só restei, e me buscam para tirar-me a vida.
15. E disse-lhe o SENHOR: Vai, volta-te por teu caminho, pelo deserto de Damasco: e chegarás, e ungirás a Hazael por rei da Síria;
16. E a Jeú, filho de Ninsi, ungirás por rei sobre Israel; e a Eliseu filho de Safate, de Abel-Meolá, ungirás para que seja profeta em lugar de ti.
17. E será, que o que escapar da espada, de Hazael, Jeú o matará; e o que escapar da espada de Jeú, Eliseu o matará.
18. E eu farei que restem em Israel sete mil; todos os joelhos que não se encurvaram a Baal, e bocas todas que não o beijaram.
19. E partindo-se ele dali, achou a Eliseu filho de Safate, que arava com doze juntas diante de si; e ele era um dos doze trabalhadores. E passando Elias por diante dele, lançou sobre ele seu manto.
20. Então deixando ele os bois, veio correndo após Elias, e disse: Rogo-te que me deixes beijar meu pai e minha mãe, e logo te seguirei. E ele lhe disse: Vai, volta: que te fiz eu?
21. E interrompeu de segui-lo, tomou um par de bois, e os matou, e com o arado dos bois cozeu a carne deles, e deu-a ao povo que comessem. Depois se levantou, e foi atrás de Elias, e o servia.

Capítulo 20

1. Então Ben-Hadade, rei da Síria, juntou a todo seu exército, e com ele trinta e dois reis, com cavalos e carros: e subiu, e pôs cerco a Samaria, e combateu-a.
2. E enviou mensageiros à cidade a Acabe rei de Israel, dizendo:
3. Assim disse Ben-Hadade: Tua prata e teu ouro são meus, e tuas mulheres e teus filhos belos são meus.
4. E o rei de Israel respondeu, e disse: Como tu dizes, rei senhor meu, eu sou teu, e tudo o que tenho.
5. E voltando os mensageiros outra vez, disseram: Assim disse Ben-Hadade: Eu te enviei a dizer: Tua prata e teu ouro, e tuas mulheres e teus filhos me darás.
6. Além disso, amanhã a estas horas enviarei eu a ti meus servos, os quais vasculharão a tua casa, e as casas de teus servos; e tomarão com suas mãos, e levarão tudo o que for precioso que tiveres.
7. Então o rei de Israel chamou a todos os anciãos da terra, e disse-lhes: Entendei, e vede agora como este não busca a não ser mal: pois que enviou a mim por minhas mulheres e meus filhos, e por minha prata e por meu ouro; e eu não se o neguei.
8. E todos os anciãos e todo o povo lhe responderam: Não lhe obedeças, nem faças o que te pede.
9. Então ele respondeu aos embaixadores de Ben-Hadade: Dizei ao rei meu senhor: Farei tudo o que mandaste a teu servo ao princípio; mas isto não posso fazer. E os embaixadores foram, e deram-lhe a resposta.
10. E Ben-Hadade converteu a enviar-lhe a dizer: Assim me façam os deuses, e assim me acrescentem, que o pó de Samaria não bastará aos punhos de todo o povo que me segue.
11. E o rei de Israel respondeu, e disse: Dizei-lhe, que não se glorie o que se cinge, como o que já se descinge.
12. E quando ele ouviu esta palavra, estando bebendo com os reis nas tendas, disse a seus servos: Ponde. E eles puseram contra a cidade.
13. E eis que um profeta se chegou a Acabe rei de Israel; e lhe disse: Assim disse o SENHOR: Viste esta grande multidão? Eis que eu a entregarei hoje em tua mão, para que conheças que eu sou o SENHOR.
14. E respondeu Acabe: Por meio de quem? E ele disse: Assim disse o SENHOR: Por meio dos criados dos príncipes das províncias. E disse Acabe: Quem começará a batalha? E ele respondeu: Tu.
15. Então ele revistou os criados dos príncipes das províncias, os quais foram duzentos trinta e dois. Em seguida revistou todo o povo, todos os filhos de Israel, que foram sete mil.
16. E saíram a meio dia. E estava Ben-Hadade bebendo, embriagado nas tendas, ele e os reis, os trinta e dois reis que haviam vindo em sua ajuda.
17. E os criados dos príncipes das províncias saíram os primeiros. E havia Ben-Hadade enviado quem lhe deu aviso, dizendo: Saíram homens de Samaria.
18. Ele então disse: Se saíram por paz, tomai-os vivos; e se saíram para lutar, tomai-os vivos.
19. Saíram, pois da cidade os criados dos príncipes das províncias, e após eles o exército.
20. E feriu cada um ao que vinha contra si: e fugiram os sírios, seguindo-os os de Israel. E o rei da Síria, Ben-Hadade, se escapou em um cavalo com alguma gente de cavalaria.
21. E saiu o rei de Israel, e feriu a cavaleiros, e os carros; e derrotou os sírios com grande estrago.
22. Chegando-se logo o profeta ao rei de Israel, lhe disse: Vai, fortalece-te, e considera e olha o que hás de fazer; porque passado o ano, o rei da Síria há de vir contra ti.
23. E os servos do rei da Síria lhe disseram: seus deuses são deuses dos montes, por isso nos venceram; mas se lutássemos com eles na planície, se verá se não os vencemos.
24. Faze, pois assim: Tira aos reis cada um de seu posto, e põe capitães em lugar deles.
25. E tu, forma-te outro exército como o exército que perdeste, cavalos por cavalos, e carros por carros; logo lutaremos com eles em campo raso, e veremos se não os vencemos. E ele lhes deu ouvido, e o fez assim.
26. Passado o ano, Ben-Hadade revistou os sírios, e veio a Afeque a lutar contra Israel.
27. E os filhos de Israel foram também inspecionados, e tomando provisões foram-lhes ao encontro; e assentaram acampamento os filhos de Israel diante deles, como dois pequenos rebanhos de cabras; e os sírios enchiam a terra.
28. Chegando-se então o homem de Deus ao rei de Israel, falou-lhe dizendo: Assim disse o SENHOR: Porquanto os sírios disseram, o SENHOR é Deus dos montes, não Deus dos vales, eu entregarei toda esta grande multidão em tua mão, para que conheçais que eu sou o SENHOR.
29. Sete dias tiveram assentado o acampamento uns diante dos outros, e ao sétimo dia começou a batalha: e mataram os filhos de Israel dos sírios em um dia cem mil homens a pé.
30. Os demais fugiram a Afeque, à cidade: e o muro caiu sobre vinte e sete mil homens que haviam restado. Também Ben-Hadade veio fugindo à cidade, e escondia-se de câmara em câmara.
31. Então seus servos lhe disseram: Eis que, ouvimos dos reis da casa de Israel que são reis clementes: ponhamos, pois, agora sacos em nossos lombos, e cordas em nossas cabeças, e saiamos ao rei de Israel: porventura te salvará a vida.
32. Cingiram, pois seus lombos de sacos, e cordas a suas cabeças, e vieram ao rei de Israel, e disseram-lhe: Teu servo Ben-Hadade disse: Rogo-te que viva minha alma. E ele respondeu: Se ele vive ainda, meu irmão é.
33. Isto tomaram aqueles homens por bom presságio, e logo tomaram esta palavra de sua boca, e disseram: Teu irmão Ben-Hadade! E ele disse: Ide, e trazei-lhe. Ben-Hadade então se apresentou a Acabe, e ele lhe fez subir em um carro.
34. E disse-lhe Ben-Hadade: As cidades que meu pai tomou ao teu, eu as restituirei; e faze praças em Damasco para ti, como meu pai as fez em Samaria. E eu, disse Acabe, te deixarei partir com esta aliança. Fez, pois com ele aliança, e deixou-lhe ir.
35. Então um homem dos filhos dos profetas disse a seu companheiro por palavra de Deus: Fere-me agora. Mas o outro homem não quis ferir-lhe.
36. E ele lhe disse: Porquanto não obedeceste à palavra do SENHOR, eis que em apartando-te de mim, te ferirá um leão. E quando se separou dele, encontrou-lhe um leão, e feriu-lhe.
37. Encontrou-se logo com outro homem, e disse-lhe: Fere-me agora. E o homem lhe deu um golpe, e fez-lhe uma ferida.
38. E o profeta se foi, e pôs-se diante do rei no caminho, e disfarçou-se com um véu sobre os olhos.
39. E quando o rei passava, ele deu vozes ao rei, e disse: Teu servo saiu entre a tropa: e eis que um, que estava a sair, trouxe-me um homem, dizendo: Guarda a este homem, e se ele vier a faltar, tua vida será pela dele, ou pagarás um talento de prata.
40. E quando o teu servo estava ocupado à uma parte e à outra, ele desapareceu. Então o rei de Israel lhe disse: Essa será tua sentença: tu a pronunciaste.
41. Porém ele se tirou logo o véu de sobre seus olhos, e o rei de Israel conheceu que era dos profetas.
42. E ele lhe disse: Assim disse o SENHOR: Porquanto soltaste da mão o homem de meu anátema, tua vida será pela sua, e teu povo pelo seu.
43. E o rei de Israel se foi a sua casa triste e irritado, e chegou a Samaria.

Capítulo 21

1. Passados estes negócios, aconteceu que Nabote de Jezreel tinha em Jezreel uma vinha junto ao palácio de Acabe rei de Samaria.
2. E Acabe falou a Nabote, dizendo: Dá-me tua vinha para uma horta de legumes, porque está próxima, junto a minha casa, e eu te darei por ela outra vinha melhor que esta; ou se melhor te parecer, te pagarei seu valor em dinheiro.
3. E Nabote respondeu a Acabe: Guarde-me o SENHOR de que eu te dê a ti a propriedade de meus pais.
4. E veio Acabe à sua casa triste e irritado, pela palavra que Nabote de Jezreel havia lhe respondido, dizendo: Não te darei a propriedade de meus pais. E deitou-se em sua cama, e virou seu rosto, e não comeu pão.
5. E veio a ele sua mulher Jezabel, e disse-lhe: Por que está tão triste teu espírito, e não comes pão?
6. E ele respondeu: Porque falei com Nabote de Jezreel, e disse-lhe que me desse sua vinha por dinheiro, ou que, se mais quisesse, eu lhe daria outra vinha por ela; e ele respondeu: Eu não te darei minha vinha.
7. E sua mulher Jezabel lhe disse: És tu agora rei sobre Israel? Levanta-te, e come pão, e alegra-te: eu te darei a vinha de Nabote de Jezreel.
8. Então ela escreveu cartas em nome de Acabe, e selou-as com seu anel e enviou-as aos anciãos e aos principais que moravam em sua cidade com Nabote.
9. E as cartas que escreveu diziam assim: Proclamai jejum, e ponde a Nabote em posição de destaque do povo;
10. E ponde dois homens perversos diante dele, que testemunhem contra ele, e digam: Tu blasfemaste a Deus e ao rei. E então o tirai, e apedrejai-o, e morra.
11. E os de sua cidade, os anciãos e os principais que moravam em sua cidade, o fizeram como Jezabel lhes mandou, conforme o escrito nas cartas que ela lhes havia enviado.
12. E promulgaram jejum, e assentaram a Nabote em posição de destaque do povo.
13. Vieram então dois homens perversos, e sentaram-se diante dele: e aqueles homens de Belial testemunharam contra Nabote diante do povo, dizendo: Nabote blasfemou a Deus e ao rei. E tiraram-no fora da cidade, e apedrejaram-no com pedras, e morreu.
14. Depois enviaram a dizer a Jezabel: Nabote foi apedrejado e morto.
15. E quando Jezabel ouviu que Nabote havia sido apedrejado e morto, disse a Acabe: Levanta-te e possui a vinha de Nabote de Jezreel, que não te a quis dar por dinheiro; porque Nabote não vive, mas sim que está morto.
16. E ouvindo Acabe que Nabote era morto, levantou-se para descer à vinha de Nabote de Jezreel, para tomar possessão dela.
17. Então veio a palavra do SENHOR a Elias Tisbita, dizendo:
18. Levanta-te, desce a encontrar-te com Acabe rei de Israel, que está em Samaria: eis que ele está na vinha de Nabote, à qual desceu para tomar possessão dela.
19. E falar-lhe hás, dizendo: Assim disse o SENHOR: Não mataste e também possuíste? E voltarás a falar-lhe, dizendo: Assim disse o SENHOR: No mesmo lugar de onde lamberam os cães o sangue de Nabote, os cães lamberão também teu sangue, o teu mesmo.
20. E Acabe disse a Elias: Achaste-me, inimigo meu? E ele respondeu: Eu te encontrei, porque te vendeste a fazer o mal diante do SENHOR.
21. Eis que eu trago mal sobre ti, e varrerei tua posteridade, e exterminarei de Acabe todo macho, ao escravo e ao livre em Israel:
22. E eu porei tua casa como a casa de Jeroboão filho de Nebate, e como a casa de Baasa filho de Aías; pela provocação com que me provocaste à ira, e com que fizeste pecar a Israel.
23. De Jezabel também falou o SENHOR, dizendo: Os cães comerão a Jezabel no muro de Jezreel.
24. O que de Acabe for morto na cidade, cães lhe comerão: e o que for morto no campo, comê-lo-ão as aves do céu.
25. (À verdade ninguém foi como Acabe, que se vendeu a fazer o mal aos olhos do SENHOR; porque Jezabel sua mulher o incitava.
26. Ele foi em grande maneira abominável, caminhando após o os ídolos, conforme a tudo o que fizeram os amorreus, aos quais lançou o SENHOR diante dos filhos de Israel.)
27. E aconteceu quando Acabe ouviu estas palavras, que rasgou suas roupas, e pôs saco sobre sua carne, e jejuou, e dormiu em saco, e andou humilhado.
28. Então veio a palavra do SENHOR a Elias Tisbita, dizendo:
29. Não viste como Acabe se humilhou diante de mim? Pois porquanto se humilhou diante de mim, não trarei o mal em seus dias: nos dias de seu filho trarei o mal sobre sua casa.

Capítulo 22

1. Três anos passaram sem guerra entre os sírios e Israel.
2. E aconteceu ao terceiro ano, que Josafá rei de Judá desceu ao rei de Israel.
3. E o rei de Israel disse a seus servos: Não sabeis que Ramote de Gileade e nossa? Porém ficamos quietos, sem a tomar da mão do rei da Síria.
4. E disse a Josafá: Queres vir comigo a lutar contra Ramote de Gileade? E Josafá respondeu ao rei de Israel: Como eu, assim tu; e como meu povo, assim teu povo; e como meus cavalos, teus cavalos.
5. E disse logo Josafá ao rei de Israel: Eu te rogo que consultes hoje a palavra do SENHOR.
6. Então o rei de Israel juntou os profetas, como quatrocentos homens, aos quais disse: Irei à guerra contra Ramote de Gileade, ou a deixarei? E eles disseram: Sobe; porque o Senhor a entregará em mão do rei.
7. E disse Josafá: Há ainda aqui algum profeta do SENHOR, pelo qual consultemos?
8. E o rei de Israel respondeu a Josafá: Ainda há um homem pelo qual poderíamos consultar ao SENHOR, Micaías, filho de Inlá: mas eu lhe aborreço porque nunca me profetiza bem, a não ser somente mal. E Josafá disse: Não fale o rei assim.
9. Então o rei de Israel chamou a um eunuco, e disse-lhe: traze logo a Micaías filho de Inlá.
10. E o rei de Israel e Josafá rei de Judá estavam sentados cada um em sua cadeira, vestidos de suas roupas reais, na praça junto à entrada da porta de Samaria; e todos os profetas profetizavam diante deles.
11. E Zedequias filho de Quenaaná se havia feito uns chifres de ferro, e disse: Assim disse o SENHOR: Com estes chifrarás aos siros até acabá-los.
12. E todos os profetas profetizavam da mesma maneira, dizendo: Sobe a Ramote de Gileade, e serás próspero; que o SENHOR a dará em mão do rei.
13. E o mensageiro que havia ido a chamar a Micaías, falou-lhe, dizendo: Eis que as palavras dos profetas unanimemente anunciam o bem ao rei; seja agora a tua palavra conforme à palavra de algum deles, e anuncia o bem.
14. E Micaías respondeu: Vive o SENHOR, que o que o SENHOR me falar, isso direi.
15. Veio, pois, ao rei, e o rei lhe disse: Micaías, devemos ir lutar por Ramote de Gileade, ou a deixaremos? E ele respondeu: Sobe, que serás próspero, e o SENHOR a entregará na mão do rei.
16. E o rei lhe disse: Até quantas vezes te farei jurar que não me digas a não ser a verdade no nome do SENHOR?
17. Então ele disse: Eu vi a todo Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor: e o SENHOR disse: Estes não têm senhor: volte-se cada um a sua casa em paz.
18. E o rei de Israel disse a Josafá: Não te o havia eu dito? Nenhuma coisa boa profetizará ele acerca de mim, a não ser somente mal.
19. Então ele disse: Ouve, pois, a palavra do SENHOR: Eu vi o SENHOR sentado em seu trono, e todo o exército dos céus estava junto a ele, à sua direita e à sua esquerda.
20. E o SENHOR disse: Quem induzirá a Acabe, para que suba e caia em Ramote de Gileade? E um dizia de uma maneira; e outro dizia de outra.
21. E saiu um espírito, e pôs-se diante do SENHOR, e disse: Eu lhe induzirei. E o SENHOR lhe disse: De que maneira?
22. E ele disse: Eu sairei, e serei espírito de mentira em boca de todos seus profetas. E ele disse: induzi-lo-ás, e ainda sairás com ele; sai, pois, e faze-o assim.
23. E agora, eis que o SENHOR pôs espírito de mentira na boca de todos estes teus profetas, e o SENHOR decretou o mal acerca de ti.
24. Chegando-se então Zedequias filho de Quenaaná, feriu a Micaías na face, dizendo: Por onde se foi de mim o espírito do SENHOR para falar a ti?
25. E Micaías respondeu: Eis que tu o verás naquele dia, quando te irás metendo de câmara em câmara por esconder-te.
26. Então o rei de Israel disse: Toma a Micaías, e volta-o a Amom governador da cidade, e a Joás filho do rei;
27. E dirás: Assim disse o rei: Lançai a este no cárcere, e mantende-lhe com pão de angústia e com água de aflição, até que eu volte em paz.
28. E disse Micaías: Se chegares a voltar em paz, o SENHOR não falou por mim. Em seguida disse: Ouvi, povos todos.
29. Subiu, pois, o rei de Israel com Josafá rei de Judá a Ramote de Gileade.
30. E o rei de Israel disse a Josafá: Eu me disfarçarei, e entrarei na batalha: e tu veste-te tuas vestes. E o rei de Israel se disfarçou, e entrou na batalha.
31. Mas o rei da Síria havia mandado a seus trinta e dois capitães dos carros, dizendo: Não luteis vós nem com grande nem com pequeno, a não ser somente contra o rei de Israel.
32. E quando os capitães dos carros viram a Josafá, disseram: Certamente este é o rei de Israel; e vieram a ele para lutar com ele; mas o rei Josafá gritou.
33. Vendo, então, os capitães dos carros que não era o rei de Israel, apartaram-se dele.
34. E um homem disparando seu arco ao acaso, feriu ao rei de Israel por entre as junturas da armadura; pelo que disse ele a seu condutor do carro: Toma a volta, e tira-me do campo, que estou ferido.
35. Mas a batalha havia se intensificado naquele dia, e o rei esteve em seu carro diante dos sírios, e à tarde morreu: e o sangue da ferida corria pelo fundo do carro.
36. E ao pôr do sol saiu um clamor pelo campo, dizendo: Cada um à sua cidade, e cada qual à sua terra!
37. E morreu, pois, o rei, e foi trazido a Samaria; e sepultaram ao rei em Samaria.
38. E lavaram o carro no tanque de Samaria, onde as prostitutas também se lavavam; e os cães lamberam seu sangue, conforme à palavra do SENHOR que havia falado.
39. Os demais dos feitos de Acabe, e todas as coisas que ele executou, e a casa de marfim que fez, e todas as cidades que edificou, não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?
40. E descansou Acabe com seus pais, e reinou em seu lugar Acazias seu filho.
41. E Josafá filho de Asa começou a reinar sobre Judá no quarto ano de Acabe rei de Israel.
42. E era Josafá de trinta e cinco anos quando começou a reinar, e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. O nome de sua mãe foi Azuba filha de Sili.
43. E andou em todo o caminho de Asa seu pai, sem desviar dele, fazendo o reto nos olhos do SENHOR. Contudo isso os altos não foram tirados; que o povo sacrificava ainda, e queimava incenso nos altos.
44. E Josafá fez paz com o rei de Israel.
45. Os demais dos feitos de Josafá, e suas façanhas, e as guerras que fez, não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?
46. Removeu também da terra o resto dos sodomitas que haviam restado no tempo de seu pai Asa.
47. Não havia então rei em Edom; governador havia em lugar de rei.
48. Havia Josafá feito navios em Társis, os quais haviam de ir a Ofir por ouro; mas não foram, porque se romperam em Eziom-Geber.
49. Então Acazias filho de Acabe disse a Josafá: Vão meus servos com os teus nos navios. Mas Josafá não quis.
50. E dormiu Josafá com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi seu pai; e em seu lugar reinou Jeorão seu filho.
51. E Acazias filho de Acabe começou a reinar sobre Israel em Samaria, o ano dezessete de Josafá rei de Judá; e reinou dois anos sobre Israel.
52. E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, e andou no caminho de seu pai, e no caminho de sua mãe, e no caminho de Jeroboão filho de Nebate, que fez pecar a Israel:
53. Porque serviu a Baal, e o adorou, e provocou à ira o SENHOR Deus de Israel, conforme todas as coisas que seu pai havia feito.

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