- Explicar hipnose clínica... as sessões de hipnose

1 - EXPLICAR HIPNOSE CLÍNICA
 
           A Hipnose Clínica é um meio de transmitir sugestões de motivação e de bem-estar, num estado agradável de relaxamento profundo.
 - Vou-lhe pedir para fechar os olhos

- Em seguida vou-lhe pedir para relaxar profundamente todos os seus músculos e neste estado agradável (de relaxamento ou de transe) vou lhe pedir para imaginar, visualizar ou simplesmente sentir, determinadas sensações que lhe vou indicar…

Porque é que o relaxamento e os olhos fechados são importantes?

Porque em hipnose clínica trabalhamos com a mente inconsciente e temos acesso a esta parte da mente quando a mente consciente não tem que fazer ou não necessita de estar activa ou vigilante.

A mente consciente é uma pequena parte da sua mente que pensa de forma activa e deliberada ao longo do dia, é a parte que controla os movimentos, pensamentos e acções conscientes que faz.

Quando está activa, a mente consciente analisa e “criva” todo o novo acontecimento de acordo com os padrões de pensamento que lá tem.

A mente consciente “desliga-se automaticamente” sempre que não tem necessidade de “trabalhar” e “liga-se automaticamente” quando tal é necessário.

Consegue-se “desligar automaticamente” a mente consciente, quando não há necessidade de efectuar movimentos conscientes (estar calmo e relaxado) com o corpo e olhos.

 A mente inconsciente 'não pensa', apenas executa, por isso é tão eficaz em hipnose clínica, pois a informação é dirigida a esta parte da mente. 

A nossa mente inconsciente não tem raciocínio lógico, 'não pensa' (isso é uma função da parte consciente), não sabe o que é melhor para nós, ela apenas executa, de acordo com a informação que a parte consciente 'deixou passar'.

Porque a nossa mente inconsciente 'não pensa' pode armazenar muito mais informação (95%) em comparação com a parte consciente (5%) e pode por isso processar milhões de mensagens provenientes de informações sensoriais em cada segundo e contém toda a sabedoria, ensinamentos, memórias e inteligência, adquirida ao longo de toda a nossa vida.

Com base em toda a grande quantidade de informação que guardamos na nossa mente inconsciente são criados os “programas automáticos de comportamento” que nos permitem reagir “automaticamente” de acordo com aquela informação. Esta parte da nossa mente, PORQUE NÃO TEM RACIOCÍNIO LÓGICO (esta é uma função da mente consciente), não sabe o que é melhor para nós, ela EXECUTA TUDO O QUE ORDENARMOS. 

Quando deixamos entrar de forma consciente ou inconsciente alguma coisa na nossa mente, ela vai desde logo guardá-lo na parte inconsciente e vai recorrer a esse ensinamento mais tarde e em situações similares, dando assim origem a um novo programa automático de comportamento, que será despoletado mais tarde e será reforçado sempre que o repetirmos.

A mente inconsciente armazena e dirige todos estes  “programas automáticos de comportamento”  que usamos para vivermos o dia-a-dia.

Os “programas automáticos de comportamento”, são os responsáveis por:

- pela forma como reagimos aos acontecimentos…

- pelo normal funcionamento do nosso organismo, como p.ex.: o batimento cardíaco, a respiração, a corrente sanguínea, etc. …

- pela boa ou menos boa reacção do nosso organismo às doenças…

- etc.

Estes “programas automáticos” permitem-nos ter uma função de “auto-piloto” no cérebro, o que faz com que possamos fazer múltiplas tarefas em simultâneo, sem nos termos de concentrar em todas elas ao mesmo tempo.

Exemplos de “programas automáticos”:

1º - quando tirou a carta de condução, teve de aprender, passo-a-passo todos os pormenores para conduzir. Tinha de estar concentrado conscientemente em todas as situações …, nas mudanças, nos piscas, em olhar para o espelho, etc… Logo que interiorizou todos estes procedimentos para conduzir deixou de ter de concentrar-se conscientemente quando agora vai conduzir, ou seja, depois de ter interiorizado o “programa”, o seu inconsciente passou a comandar as suas mãos, sem que tivesse de se focar no processo de forma consciente.

2º - quando é atacado por uma doença não precisa de ordenar de forma consciente ao seu organismo para reagir, pois a sua mente inconsciente ordena ao seu organismo para reagir quando estas situações surgirem… está assim criado o “programa automático” de combate a essa doença.

No 1º caso: Quando tem um acidente, o seu “programa automático” pode ter ficado “danificado” e não o deixar reagir da forma que pretende quando vai novamente conduzir

No 2º caso: Quando está doente significa que o seu organismo não reagiu de forma correcta e apropriada às ameaças de que foi vítima, significa isto que o seu “programa automático” de combate a esta doença não está a servir os seus interesses actuais e neste caso terão de ser avaliadas as causas.

Uma reacção desajustada a uma doença pode ter origem em alguns ensinamentos e aprendizagens que tem guardado na sua mente inconsciente e que não sejam os mais apropriados e que agora esteja auto-sabotar este programa de combate à doença.

 Estes programas (“hábitos”) são úteis porque libertam a nossa consciência para pensar noutras coisas.

Mas, por vezes é preciso mudar, passar por cima, actualizar ou mesmo descartar completamente os nossos velhos programas que já podem estar desactualizados.

Há muitos hábitos que são simplesmente coisas que fomos acumulando por acaso, muitas vezes de forma inconsciente (como crenças, ideologias, etc.) e de que nunca nos libertámos.

Talvez nem tenham sido úteis na altura, mas aceitámo-las, porque no-lo disseram para fazermos.

P.ex. foi-nos dito em muitos casos quando éramos crianças que não fazíamos o suficiente, pelo menos em certas áreas.

Como adultos vamos continuar a permitir que esses velhos programas dirijam o nossos comportamento e passamos muito tempo preocupados com o facto de não sermos suficientemente bons ou por não temos chegado onde queríamos.

Os nossos programas mentais inconscientes permitem-nos ter uma vida mais fluida, desde que vão de encontro às nossas necessidades.

Sempre que repetimos uma acção ou ouvimos e aceitamos as mesmas sugestões, estamos a reforçar um “programa automático” do nosso inconsciente” o qual se vai tornar cada vez mais forte, como se de um músculo se tratasse que se torna cada vez maior e mais resistente cada vez que vamos ao ginásio.

Logo, quando um determinado “programa automático” que já está instalado e a funcionar na nossa mente inconsciente não nos serve e nos causa mal-estar há que substituí-lo por outro que vá de encontro às nossas expectativas actuais, é isto que a hipnose vai fazer.

A hipnose clínica ao ter acesso à mente inconsciente vai localizar o “programa automático” que não serve e removê-lo ou substituí-lo por outro que vá de encontro às expectativas do paciente.

Ao longo das sessões de hipnose eu vou dar instruções à sua mente inconsciente para que faça coisas novas, para que os seus “programas automáticos” passem a funcionar da maneira que lhe dão mais prazer.

REVELAR SEGREDOS:

- Isso não vai acontecer, pois na maior parte dos tratamentos não vai ser preciso estabelecer diálogo com o paciente, pois há outras formas de comunicar como p.ex. através da RIM (Resposta Ideo Motora “levantar os dedos”);

- Se for imprescindível dialogar com o paciente previamente serão estabelecido quais os assuntos, datas, circunstâncias, etc., que o paciente quer manter privadas e não se mencionarão durante o transe.


2 – SESSÕES DE HIPNOSE

 Ø  1ª Sessão (2 horas aprox.):

                1ª parte - Explicar a Hipnose Clínica e desfazer equívocos,

2ª parte – Fazer o Raport ou Questionário Informativo do Paciente, com vista a ter a “visão do paciente” do seu problema e avaliar quais os seus gostos e preferência com vista a preparar uma abordagem mais específica do problema.

Explicar o Plano de Tratamento para o caso e explicar as técnicas que vão ser aplicadas a seguir,

3ª parte – Experimentação de relaxamento profundo e de técnicas de hipnose mais simples e genéricas com vista a familiarizar o paciente com a hipnose e eliminar qualquer receio que o paciente tenha em relação a esta terapia.
4ª parte – Trabalho Para Casa (TPC).
Note:  Em caso mais simples, como alguns medos ou fobias, pode ser necessária apenas uma sessão.
 

Ø  2ª Sessão e seguintes (1,30 hora aprox.):

1ª parte – Feedback – avaliar resultados e

2ª parte – Explicar as técnicas que vão ser aplicadas

3ª parte – Aplicação de técnicas de hipnose já mais elaboradas e direccionadas ao problema específico do paciente.
 

Como disse Einestein…  “Insanidade é continuar a fazer sempre as mesmas coisas vezes sem conta e esperar resultados diferentes”