Home


O AMOR É O ANTÍDOTO DA VIOLÊNCIA...
Inácio Silva 



A NOSSA LÍNGUA

 

A criação de neologismos não deve ocorrer porque se passou a dizer ou a escrever de forma diferente, geralmente, por ignorância.

 

Ela acontece sempre e quando o vocabulário existente não consiga definir, com rigor, o surgimento de um novo objecto, descoberta, serviço, paradigma, conceito...


O novo acordo ortográfico contempla, lamentavelmente, alterações que nasceram do emprego errado da língua, por falta de conhecimento da sua matriz.

O mais grave é que tais erros foram sendo levianamente divulgados nos media, pelas elites, sem que, alguém, pusesse um travão na sua disseminação.

Há, pois, que fazer um ponto de ordem e repor os vocábulos que foram, levianamente, adulterados.


 Se tiver um pouco de tempo, dê uma vista de olhos a uma aula de português "online".

http://aulaportuguesonline.no.sapo.pt/escreverbem.htm


 

A arte de bem escrever

por René Magritte

Talento, inspiração, muita técnica e MUITO trabalho.

Escrever bem é uma arte, um dom, uma inspiração, um talento natural. Mas, escrever “ao correr da pena” é uma ilusão. Escrever não é uma tarefa fácil. A arte de bem escrever exige génio, rasgo e inspiração mas exige sobretudo raciocínio lógico, disciplina mental, domínio pleno de algumas regras essenciais e dedicação numa base de prática diária. E tempo. Sim, tempo. Escrever dá trabalho. Muito. E quem disser o contrário, mente. Ou não é um escritor! Escrever é fruto de um grande esforço e a habilidade técnica é directamente proporcional à frequência com que se escreve. Escrever bem não é apenas ser correcto gramaticalmente e não dar erros ortográficos. Escrever bem é ser um artista que manuseia as palavras e as ideias com a mesma destreza que um pintor manuseia as cores e as suas infinitas combinações. Escrever bem é transmitir de forma simples ideias consistentes. É elaborar para simplificar. É depurar. É construir sem pena de destruir tudo outra vez. É um acto possesso. Uma obsessão. É arrebatamento e paixão. É querer condensar o todo numa frase. É ilustrar, criar sabores, exalar aromas e transmitir imagens ao associar as palavras. É ser-se original. É contornar as regras, como se estas fossem celas imaginárias e, sem as desrespeitar, ir mais longe, alcançar o infinito. É saber descrever o ordinário de um modo extraordinário. É gerar empatia e saber traduzir o dia-a-dia. É ter uma grande bagagem cultural e não necessitar de se afirmar como intelectual. É ver o mundo de dentro para fora e depois de fora para dentro para melhor distanciamento. E, é nessa lida diária de registo, na paixão que toma e possui quem escreve, nesse voo livre em viagem mental liberta e desprendida, onde os sentidos coexistem com as vivências e as apetências que os verdadeiros escritores de talento e génio se transcendem e se revelam. Ou não. Eu, ... escritora não sou e tenho dúvidas se algum dia lá chegarei.


 

Saiba quem foi Tutankhamon


Budismo

Teve a sua origem na vida de Buda, e nas diversas tradições dele derivadas, criando, assim, uma comunidade religiosa mundial, especialmente asiática. O Budismo tem como base dois dogmas fundamentais: a reencarnação e a possibilidade universal de libertação final.
Existem diferenças nas tradições, escolas e formas regionais, sendo, por isto, praticamente impossível reconstruir a doutrina original apenas a partir dos livros sagrados. Os livros sagrados não são contemporâneos da vida de Tathagata (um dos nomes do Buda Gautama) e contêm principalmente os cânones de Pali e de Sanskrit (este nas versões chinesas e tibetanas), estando divididos em três partes: colecções de sermões e leis morais de Buda, leis monásticas e tratados ético-filosóficos. O Budismo foi, desde a origem, um movimento de carácter eminentemente prático. Partindo da origem e da causa do sofrimento, propõe-se ensinar o método de libertação deste sofrimento. A doutrina começa com as "Quatro Nobres Verdades" pregadas no começo dos ministérios de Buda: o sofrimento está incluído em toda a existência, porque tudo é impermanente; a origem do sofrimento está na sede de ser, que provém da ignorância e conduz de renascimento em renascimento; o fim do sofrimento é conseguido pela supressão do desejo, que conduz ao nirvana; o caminho que conduz à cessação do sofrimento, à "Iluminação" (ou seja, ao conhecimento da realidade para lá das aparências) tem hierarquicamente três vias: svargamarga, dhyanalokamarga e nirvanamarga. Esta última etapa é alcançada quando se consegue sair da lei do Karma e da roda da reencarnação. Para os devotos leigos é particularmente recomendada a excelência do "caminho do meio", o caminho intermédio entre uma vida de prazeres e uma austeridade extrema. As vias sagradas são oito: a crença justa, a intenção justa, a palavra justa, a acção justa, a existência justa, o esforço justo, o pensamento e, por último, a meditação justa. Estas normas do Karma abrangem o comportamento, as palavras e os pensamentos, noutros termos, o corpo, a palavra e o espírito. As oito vias sagradas ou astangamarga envolvem o tríplice ensinamento: ascese, meditação e sabedoria. A ascese envolve a vontade, pensamento e consciência justos. A meditação conduz pelos quatro êxtases à tranquilidade que é a sabedoria.

A fórmula de conversão dos budistas é o "triplo refúgio": "eu tomo refúgio no Buda, no Dharma e no Sangha". Este último é essencialmente a comunidade, primariamente de monges e monjas, à volta dos quais se reúnem os leigos. Só os primeiros estão verdadeiramente no caminho da libertação e os leigos reduzem-se à prática do "caminho intermédio", excepto no caminho dos Tantras, o Vajrayana.

Sendo diferente do Hinduísmo, o Budismo era essencialmente uma religião missionária que se desenvolveu graças ao zelo do imperador indiano Asoka, que ajudou em muito à sua propagação pela Índia e Ceilão. A divisão entre os discípulos de Buda aconteceu muito cedo, logo desde o primeiro concílio. Dividiram-se desde logo em várias escolas, sendo a tradição das escolas do Sul da Ásia diferente da das escolas do Norte. Na Índia, no século XII, o Budismo deixou de ser importante e influente como até aí, influenciando, no entanto, o Hinduísmo. O Budismo espalhou-se, no século I a. C., pela Ásia Central, de onde chegou à China. A Coreia foi a primeira a espalhar o Budismo pelo Japão, onde se manteve a divisão por diferentes escolas. O número de admiradores e convertidos tem também aumentado no Ocidente.

Budismo. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

 


 

 

Pesquise na Internet usando os motores de busca portugueses