Historial

A Sociedade Musical Gouveense “Pedro Amaral Botto Machado” é um corolário da implantação da República em Portugal. No dia 5 de Outubro de 1911 festejava-se o primeiro Aniversário da implantação da República em Portugal e para festejar o acontecimento histórico, alguns filarmónicos de uma banda já existente na altura (“Sociedade Euterpe” que na altura era designada como “Banda dos Bombeiros”) manifestaram vontade de vir para a rua executar o Hino Nacional. Não autorizou tal o regente, pelo que os músicos se preparavam para arrombar a porta quando a polícia apareceu com a chave requisitada pela autoridade municipal. Incorporaram-se em seguida no cortejo que percorria as principais ruas da vila de então, executando “A Portuguesa”, o novo Hino Nacional do Portugal republicano.

Entretanto, o republicano Pedro Amaral Botto Machado, grande benemérito de Gouveia, tendo conhecimento do que se tinha passado, dirigiu-se aos músicos, felicitou-os e sabendo que eles tinham pensado formar uma banda, convidou-os a continuar. Foi assim fundada a Sociedade Musical Gouveense, que coexistiu durante muitos anos, com a Sociedade Euterpe, sendo sempre notória a rivalidade entre as duas filarmónicas locais.

Sociedade Musical Gouveense em 1917

A Banda filarmónica tem atuado em vários pontos do nosso País e em Espanha. Com inúmeros concertos efetuados, tem ainda participado em cerimónias oficiais, festas religiosas, bem como em festivais de bandas de música civis. Foi a única banda do Distrito da Guarda escolhida pela Delegação Regional de Cultura para todas as edições (2006 a 2012) da iniciativa “Bandas em Concerto”, que procurou reunir as melhores bandas da Região Centro. Gravou em 2008 o seu primeiro CD intitulado “Over the Hill”. Em 2010 participou no Concurso de Bandas do Ateneu Artistico Vilafranquense na 2ª categoria, tendo-lhe sido atribuído o 2º prémio.

É atualmente constituída por 58 elementos e tem como Diretor artístico o Maestro Helder Abreu.