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De acordo com o Relatório do Estado da População Mundial, do UNFPA, no ano de 2009 metade da população mundial vivia em zonas urbanas. O extraordinário crescimento das cidades verificado nas últimas décadas, e em particular o crescimento das cidades do mundo em desenvolvimento, colocam grandes desafios à humanidade no combate aos flagelos da pobreza e da insegurança alimentar. Pode-se dizer que estes problemas se “urbanizaram” nas últimas décadas. Contudo, as organizações sempre privilegiaram o trabalho dirigido às populações das zonas rurais. Em parte, porque sempre se entendeu que este contexto não apresenta, potencialmente, as mesmas oportunidades de diversificação económica, nem a mesma capacidade de gerar actividades que proporcionem oportunidades de emprego ou rendimento.

Contudo, os níveis do êxodo rural e de concentração urbana apontam para a necessidade urgente de debate, políticas e abordagens práticas direccionadas para o combate da pobreza urbana. A crise recente mostrou quão vulneráveis se encontram os cidadãos pobres das grandes metrópoles. Estes, mais dependentes do mercado, terão sido particularmente tocados pela inflação verificada nos preços dos alimentos. 

Apesar de se tratar de uma actividade estranha à cidade, a agricultura urbana sempre demonstrou uma grande resiliência. Trata-se de uma realidade com carácter universal que importa considerar no contexto das políticas de planeamento e ordenamento do território. Partindo do contributo de especialistas internacionais e nacionais, este seminário, a organizar a 22 de Abril de 2010, no Lubango, pretende debater estes aspectos e contribuir para a promoção desta actividade nas cidades de Angola. 


Para mais informações, p.f., contacte a organização do evento através do e-mail: grau@esac.pt.