TEXTOS DE APOIO PARA 6° ANO

TEXTO APOIO PARA O 6° ANO:


Aula 01:

ATMOSFERA TERRESTRE

 

Uma capa protetora

Desde épocas muito antigas, os homens se dão conta da presença do ar. Inicialmente, nele residiam figuras de divindades, como os deuses dos ventos, das tempestades, dos relâmpagos, etc. Com o progresso do conhecimento científico, as características reais desse oceano invisível foram se tornando mais claras. Sabe-se hoje que o ar é uma mistura de diversos gases e que circunda nosso planeta como uma camada que atinge algumas centenas de quilômetros de espessura. Essa camada, mais densa nas proximidades do solo e mais rarefeita à medida que se ganha altura, é conhecida com o nome de atmosfera. Sem a atmosfera, certamente a Terra seria um planeta privado de vida como a conhecemos apresentando o mesmo aspecto desolado da Lua. A atmosfera desempenha várias e importantes funções: protege o planeta das radiações nocivas dos raios solares e de outros vindos do espaço, absorve e detém parte do calor irradiado pelo Sol, provoca a desintegração de alguns meteoritos que atingem a Terra, redistribui, através da chuva, a água evaporada dos mares, além de conter o oxigênio e outros gases indispensáveis à vida.

(Universidade Federal do Pará- Adaptado do Instituto de Física)  http://www.ufpa.br/

 

 

Para fins de estudos a atmosfera terrestre é dividida em algumas camadas de acordo com a variação das transições de temperatura:

A troposfera, que geralmente se estende a 12 km (entre 20 km no equador e 8 km nos pólos). É nesta camada que acontecem praticamente todos os fenômenos que influenciam o tempo.

A estratosfera, estende-se até aproximadamente 50 km com temperaturas parecidas com as da troposfera até o limite de 20km. Esta camada é mais quente por causa do ozônio que se acumula e que absorve os raios ultravioletas.

Na mesosfera, a temperatura novamente diminui. Esta camada vai até cerca de 80 km. A esta altura, a temperatura chega a -90ºC!

E a termosfera, que não possui um limite inferior muito bem definido. Aqui as moléculas se agitam com uma velocidade enorme, o que significaria uma temperatura altíssima. Entretanto, a concentração dessas moléculas é muito baixa o que diminui drasticamente a quantidade de energia que essas moléculas poderiam transmitir para qualquer corpo que se encontrasse ali, anulando, de certa forma, a temperatura. A termosfera, por sua vez, compreende uma camada situada entre 80 a 900 km, chamada de ionosfera.

A ionosfera, como o próprio nome já diz, é composta por uma infinidade de íons criados a partir da radiação solar que incide nas moléculas de oxigênio e nitrogênio, liberando elétrons. A ionosfera é composta por três camadas (da mais próxima a mais distante) D, E e F que possuem concentrações diferentes de íons. Durante a noite as camadas D e E praticamente desaparecem, porque não há incidência de raios solares e, conseqüentemente, não há formação de íons. Ou seja, durante a noite, os íons se recombinam formando novamente as moléculas de oxigênio e nitrogênio. Mas, à noite ainda há incidência de raios solares, mesmo que de menor intensidade, o que explica porque a camada F não se extingue também.
 

(Universidade Federal do Paraná- Adaptado do Instituto de Física)   http://fisica.ufpr.br

 

Aula 02:

TEMPO E CLIMA:

 


As pessoas geralmente utilizam as palavras clima e tempo como sinônimas, porém tais empregos ocorrem de forma incorreta, pois cada palavra representa um significado distinto, ou seja, são diferentes.

O tempo refere-se ao estado momentâneo que ocorre em um determinado local a partir do ar atmosférico que pode ocorrer de maneira lenta ou rápida. Em diferença, o clima refere-se ao conjunto de condições atmosféricas que ocorrem em determinados locais de forma marcante. Dessa forma, pode-se simplificar dizendo que o clima é a junção dos tipos de tempo que ocorrem em uma determinada região, tornando-se uma característica da mesma.

O tempo pode mudar de uma hora pra outra. Em uma região onde o sol está forte, pode em questão de minutos ter o céu coberto por nuvens que inibem o calor do sol e traz um clima agradável. Isso é possível graças às massas de ar que se deslocam e flutuam pela troposfera, influenciando o tempo e conseqüentemente o clima de diversos locais do planeta.

O tempo pode se modificar diversas vezes em um só dia: de manhã o céu está claro ausente de nuvens, ao meio-dia o céu já apresenta poucas nuvens, às 14:00 o céu está completamente coberto por nuvens, porém às 16:00 as nuvens se dissipam e o dia se torna abafado.

As condições do tempo e as características do clima conseguem influenciar em toda a rotina humana, pois existem atividades que somente são realizadas em um determinado tempo com distintas características climáticas, ou seja, não é possível realizar algumas atividades se o tempo e o clima não estiverem propensos para tal. Além do tempo que pode influenciar o clima de uma região, existem outros fatores que também marcam esse processo, como a latitude, altitude, maritimidade, continentalidade, correntes marítimas, relevo e vegetação.

 

Aula 03:

UMIDADE RELATIVA DO AR:

A umidade do ar é o nome dado ao vapor de água existente na atmosfera que varia de acordo com a temperatura e a pressão do clima. A umidade não é visível a olho nu, necessita-se de aparelhos como o higrômetro para observá-la, mas ao saturar, o ar provoca alterações visíveis como é o caso de nevoeiros e neblinas que se apresentam em forma de gotículas de ar que se formam quando há perda de calor transformado as gotículas de ar em gotículas de água; orvalho que é provocado por gotículas de água que se formam em superfícies que perdem calor e geada que é provocada pelo congelamento do orvalho quando a temperatura chega a ser inferior que 0ºC.

A umidade pode ser expressa em números absolutos (g/m³) e relativos (%) onde os relativos se sobressaem. Quando usado sob forma relativa, aponta para capacidade limite que o ar possui que o permite reter o vapor de água. No inverno, a umidade relativa do ar é bem baixa causando ar seco, doenças respiratórias e dificuldades de respirar. Já no verão, a umidade do ar é mais alta o que faz com que o corpo libere líquido através do suor, resfriando assim o corpo.

Qual a importância da umidade relativa do ar para a cultura do abacaxizeiro?

A umidade relativa do ar alta (acima de 85%) favorece a ocorrência de doenças fúngicas e bacterianas. Mudanças bruscas na umidade do ar podem causar fendilhamento na inflorescência e no fruto. Em áreas de baixa pluviosidade, a alta umidade do ar melhora o crescimento da planta. Mas a umidade baixa atrasa o crescimento da planta, causa ressecamento da ponta da folha e afeta a floração natural.

Data Edição:  29/08/06    
Fonte: Embrapa Informação Tecnológica    

 

Por que é importante entender a umidade relativa do ar para a saúde dos seres humanos?

Alguns meses do ano são marcados por baixos índices de Umidade Relativa do Ar (URA) - menos de 30% em algumas regiões do país - o que motiva a Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, a alertar órgãos de defesa civil de vários estados do Sudeste, Centro-Oeste e Norte para orientar medidas preventivas para minimizar os efeitos das baixas taxas de URA na população. De acordo com o pneumologista Clóvis Botelho, pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a baixa umidade pode prejudicar as vias respiratórias. O aparelho respiratório trabalha bem, sem maiores gastos de energia, com a umidade até 60%. Abaixo disto, exige-se maior trabalho do aparelho respiratório em todos os indivíduos. Os estados do Mato Grosso e Goiás chegaram a apresentar índices de umidade iguais a 10%. A sensibilidade às variações de umidade aumentam em pessoas portadoras de algum tipo de doença brônquica, tais como asma ou doença pulmonar. "Para quem não tem problemas no pulmão, só há motivo para se preocupar quando estiver abaixo de 30%. Porém, para os portadores de quaisquer tipos de doença respiratória, deve-se ficar alerta para valores abaixo de 60%", afirma Botelho. O pesquisador ressalta que a imprensa tem divulgado apenas os limites de atenção entre 20 a 30% da umidade. No mês de julho de 2008 a umidade relativa do ar em alguns estados do Centro-Oeste chegou a ser comparado a mesma presente no Deserto do Saara.

 

Adaptado da publicação: Dra. Shirley de Campos.

Data da publicação: 14/10/2004


TEXTO APOIO PARA O 7° ANO:

REGIÃO SUDESTE DO BRASIL:

AULA 01: A região sudeste é a principal região do país, sua importância está em seu destaque industrial e econômico, sua população é de 75,6 milhões de habitantes, se consolidando como a mais populosa do país, isso significa que de cada 100 brasileiros 44 são provenientes da região sudeste, o seu território representa 11% do total do país.

Os fatores da industrialização no Sudeste

O desenvolvimento industrial na região ocorreu principalmente a partir do século XX, após o declínio do café. O café ocupou durante muito tempo lugar de destaque nas exportações e essas “seguravam” a economia brasileira. Na região sudeste os estados produtores de café eram principalmente São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O declínio do café, no final da década de 1920, foi provocado pela crise de 29, por não oferecer grandes lucros uma grande parcela de fazendeiros vendeu suas propriedades. Com o recurso adquirido na venda das fazendas investiram, entre outras, na indústria, as primeiras se limitavam ao setor têxtil, alimentação, bens de consumo, sabão e velas.

O surgimento das indústrias na região sudeste está vinculado à produção cafeeira decorrente da:

• Grande quantidade de trabalhadores da produção do café foi atraída para trabalhar nas indústrias que iniciavam suas
atividades.

• Rede de transportes, uma vez que as infra-estruturas eram usadas para escoar a produção de café das fazendas para os portos, com a introdução das indústrias esses mesmos trajetos serviam para transportar matéria prima e mercadorias.

• Do grande número de mão-de-obra imigrante presente no Brasil, esses já tinham experiências industriais, pois a maioria era de origem européia e nesse período a Europa já havia passado pelo processo de industrialização.

A indústria e os recursos naturais

Os minérios e as energias favoreceram a expansão das indústrias, tendo em vista que esse dois são importantes e fundamentais elementos dentro do processo de industrialização, nesse quesito a região era bem servida, proporcionando a instalação de fábricas nas suas mediações.

No final das décadas de 40 e 50 houve a criação das indústrias de base no Brasil, mais precisamente na região sudeste, como a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), Vale do Rio Doce e a Petrobrás. Todas as mudanças para implementar a indústria promoveram a expansão de diversos seguimentos industriais.

Em Minas Gerais as principais jazidas eram de extração de ferro, manganês, bauxita e ouro, o local ficou conhecido de quadrilátero ferrífero. Nesse mesmo momento ocorreu a construção de várias usinas hidrelétricas, fato importante, pois havia uma crescente demanda de energia para abastecer ou suprir as necessidades desse setor produtivo, além das residências e comércio.

Transportes e a integração da região sudeste:

O desenvolvimento do transporte favoreceu o desenvolvimento industrial e econômico de toda a região e também do Brasil. Alienado ao crescimento das indústrias e à evolução dos transportes ocorreu, simultaneamente, o aumento populacional gerando um maior fluxo de mercadorias e de matéria prima.

A expansão comercial contribuiu para uma integração entre os estados que integram a região. Uma das principais e mais importantes etapas do processo industrial e econômico foi a implantação das empresas fabricantes de veículos automotores, na década de 50, que impulsionou a construção de rodovias, a criação delas contribuiu para uma maior integração entre os entes da região e também com outros estados e que mais ainda favoreceu o processo de povoamento. Em pouco tempo as rodovias superaram as ferrovias, tanto é que as ferrovias atuais continuam com a mesma extensão do período da produção de café, cerca de 12,4 mil km.

A distribuição da indústria no sudeste:

A distribuição das indústrias na região sudeste possui uma hierarquia, em que alguns estados são mais desenvolvidos industrialmente com base na concentração do número de indústrias presentes. Desse modo fica ordenado da seguinte forma: em primeiro lugar a Grande São Paulo, em segundo Rio de Janeiro e terceiro Belo Horizonte, sendo que a primeira e a segunda são as megalópoles brasileiras.

 

AULA 02:

Região Sudeste: Paisagens intensamente Transformadas

No passado a região sudeste ocupava áreas de diversos tipos de vegetação como cerrado, caatinga, vegetação litorânea, campos de altitude e araucária. A mata atlântica atingia cerca de 500 km de toda costa brasileira, hoje restam aproximadamente 5% de áreas preservadas.

Os motivos que levaram à devastação foram os agentes de interesse econômico tal como a agricultura com a produção monocultora comercial de café, cana-de-açúcar entre outras, indústrias que surgiram após a Segunda Guerra Mundial no Brasil, mineração que serviu para o crescimento da região e do país e abastecimento das indústrias de matéria-prima e a ocupação urbana que se apoderou de extensas áreas e que muitas vezes não levaram em conta os fatores ambientais no início de sua formação, todos esses causaram sérios problemas de ordem ambiental ao longo de décadas, e dessa forma deixou uma herança de destruição e perdas naturais, muitas delas irreversíveis.

Hoje as poucas áreas preservadas se encontram em regiões com predominância de relevo com grande incidência de aclives e declives, ou seja, terreno acidentado, como por exemplo, a Serra do Mar e Serra da Mantiqueira.

 A quantidade restrita de florestas da Mata Atlântica coloca em risco uma série de animais endêmicos (animais que são encontrados em apenas um lugar no mundo, e dessa forma não se adaptam a ambientes diferentes), faz-se necessário a busca da preservação permanente das florestas remanescentes, para a conservação da rica fauna e flora.

A poluição dos ambientes urbanos

A região sudeste é densamente povoada, abriga as sete maiores metrópoles brasileiras, são elas: São Paulo com uma população estimada de 17,8 milhões, Rio de Janeiro com 10,8 milhões, Belo Horizonte 4,8 milhões, Campinas 2,3 milhões, Vitória e Baixada Santista ambas com 1,4 milhões e em Minas, o Vale do Aço com 560 mil.

A imensa concentração de pessoas provocam poluição no solo, água e ar. A poluição do solo ocorre principalmente nos lixões, que além de poluir o solo atinge também o lençol freático, a água é poluída através de esgotos sem tratamento, resíduos de produtos químicos descartados pela indústria e o ar que sofre alterações provenientes da emissão de gases de veículos com combustíveis fósseis (carros, ônibus e caminhões) e emitidos também por
atividades industriais. Os diversos tipos de poluição podem provocar doenças como a hepatite, leptospirose e doenças respiratórias, comuns nos períodos de baixa umidade, dentre outras.

Os grandes centros urbanos da região sudeste convivem com outros inconvenientes, é o caso das enchentes e deslizamentos de terra. As enchentes ocorrem geralmente na primavera e verão, ambos são períodos predominantemente chuvosos, às vezes devido à torrencialidade, um único dia de chuva vale mais que um inverno inteiro.

 Os principais agentes das enchentes são a impermeabilização do solo, por causa das construções (asfaltos, calçadas, edificações) e a falta de áreas verdes que permitem a absorção da água da chuva pelo solo. No caso dos deslizamentos as causas estão ligadas à falta de vegetação e a ocupação urbana em locais com relevos impróprios, como não existe cobertura vegetal para reter a água, o solo absorve até um nível de saturação é nesse momento que ocorre o deslizamento, pois a terra não consegue suportar e se rompe.

Por: Eduardo de Freitas http://www.brasilescola.com


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