Núcleo Colonial Itatyaia

Visconde de Mauá obteve do Governo em 1870 a concessão para explorar carvão vegetal, o que ocasionou o primeiro desmatamento da região. Foi nessa região já devastada pela carvoaria que nasceram o Núcleo Colonial de Itatiaya e o de Visconde de Mauá. Os núcleos foram criados quando o Governo Federal comprou em 04 de junho de 1908 do Comendador Henrique Irineu de Souza, filho e herdeiro do Visconde de Mauá, 48.000 hectares de terra com benfeitorias, distribuídas em 7 fazendas. Esses dois núcleos coloniais foram os únicos estabelecidos no Estado do Rio de Janeiro, dentre os vinte e três fundados em todo o país durante a fase de colonização no começo do século XX. Itaiaya e Mauá foram na época divididos pelo governo em lotes rurais (de aproximadamente 25 hectares) e urbanos (de aproximadamente 3.000 m²) e colocados à  venda aos colonos.

O Núcleo Colonial Itatiaya recebeu predominantemente famílias imigrantes alemãs, suíças e austríacas com o propósito de produzir frutas européias, cereais, tubérculos e criar gado de raças de clima temperado, pois as terras da Serra da Mantiqueira foram equivocadamente avaliadas como área de clima semelhante ao dos Alpes Europeus. 

Por indicação do botânico sueco radicado no Brasil Alberto Loefgren, em 1914 o Governo toma providências para incorporar ao patrimônio do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, sob a denominação de Reserva Florestal de Itatiaia, 11.943 hectares de terras não vendidas do total das 48.000 hectares das antigas Fazendas do Visconde de Mauá comprados em 1908. A reserva, que englobava lotes contíguos da parte norte do Núcleo Colonial Itatiaya que ainda não haviam sido vendidos, passou, em 1927, à  categoria de Estação Biológica de Itatiaia. Nessa área exata, em 1937, seria criado o primeiro parque nacional brasileiro. Os núcleos, Itatiaya e Mauá continuaram com suas áreas, parte delas em posse de particulares, fora da área do parque.

Nucleo Colonial Itatyaia 1940

Foto Aérea de 1940

Foto Aérea de 2008