Sobre a Arte Vídeo (breves apontamentos)
Um pouco de história

As primeiras experiências de captação e transmissão electrónica de imagem, surgem na europa dos anos 30, num contexto de criação e importação de nova tecnologia.

A partir dos anos 50, são comercializados os primeiros aparelhos, entre os quais o magnetoscópio, que perminte a captação e transmissão da imagem em simultâneo.

 

 

 

 

lançamento do 1º magnetoscópio

O surgimento da tecnologia vídeo traz 2 novas formas de criação: os programas televisivos para difusão ao grande público, e a sua integração na produção artística.

Da televisão para as galerias e museus, a arte vídeo encontra-se desde o seu início, na maior parte das manifestações da arte contemporânea, sobre a forma de instalação, ou género artístico.

Inicialmente caracterizada pela crítica, de formalista, esotérica e elistista, esta prática é sobretudo dependente do desenvolvimento técnico e vítima da constante readaptação/ melhoria dos materiais. 

Cada vez mais sofisticado ao nível do tratamento de imagem e da edição, o vídeo representa um poderoso instrumento de criação para os artístas e de sedução para o público.

As suas afinidades com o experimentalismo derivam da sua resistência à classificação. Video-pintura, video-clip, vídeo-poema, todos são caracterizados pela "trucagem", a possibilidade de elaboração de espaços impossíveis, a constante metamoforse e a fragmentação de cenas heterogeneas. É então tendencialmente composta na ordem do onírico, e afasta-se por natureza dos cânones tradicionais da narrativa (por oposição ao cinema convencional), construíndo-se por vezes, mais próxima da composição musical.

Na primavera de 1963 surgem as primeiras experiências na galeria Parnass, em Wuppertal (Alemanha).

Nam June Paik e John Cage instalam 13 televisores com frequências electro-acústicas provinientes de piano, e destiladas por 13 megafones.

 

 

 

 

Em Maio de 1963, Wolf Vostell regista em pelicula 16mm as décollages electromagnéticas: imagens de TV desregulada. "Sun in your head" é apresentado na galeria Smolin, em New York.

 

 

 

 

 

A oposição vídeo arte e TV verifica-se na sua essência. A crítica reside na falta de arte, por parte da televisão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nam June Paik, «Wrap around the World», 1988

Cláudia Almeida