Entrevista ao realizador Helder Magalhães
Outubro 2009

Biografia do realizador Helder Magalhães

Nasceu em Vila Nova de Famalicão, em 1986. Recebeu a 1a menção honrosa no concurso "Literária 1999", pela Editorial Caminho. Estudou artes na ESCB, tendo trabalhado em cenografia e ingressado como membro do júri de concursos de artes plásticas. Foi juri da juventude nos festivais FamaFest e Cine Eco, em 2008. É licenciado em Ciências da Engenharia Civil pela FEUP (Porto) e termina actualmente o Mestrado na área da Segurança Contra Incêndio. Venceu o prémio Ficção Jovem e Curta- metragem no Festival famafest 2009, com o filme "Cântico Negro" e o Prémio do Público no festival Fast Foward Film Festival de 2009, com o filme "Negócio do Diabo".

É editor do blog: http://cinemaheldermagalhaes.blogspot.com/

Mais informação:

Reportagem Famafest 09 (Fotograma RTPN Famafest) http://www.youtube.com/watch?v=ArZpPofjouA

Curta metragem "Negócio do Diabo": http://www.youtube.com/watch?v=WnBOrm6oELw

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Visões do Cinema- Como surgiu a ideia de concorrer ao fast Foward?

Helder Magalhães -Foi por um amigo, que também fez parte da equipa. Veio-me falar do conceito do Fast Forward Film Festival - que por acaso já conhecia - e deu a sugestão de reunirmos um grupo para participar este ano. Disse logo que sim, porque já desde há algum tempo que ansiava em entrar num projecto com uma dimensão diferente daquilo que usualmente fazia. E assim fomos falar com mais 3 amigos que aceitaram a ideia.

Visões do Cinema- Quem era a equipa? Como foi trabalhar em conjunto e como se distribuiram em termos de funções?

Helder Magalhães- A equipa foi formada com amigos da faculdade. No total, éramos 5. Vivemos na mesma cidade e estudamos na mesma faculdade, o que poderá ter facilitado as coisas. Para a equipa, escolhemos o nome de "Ceci n'est pas un film".
Como a equipa não era muito grande, sabíamos à partida que as funções iriam ser repartidas mas tentámos, acima de tudo, que todos tivessem uma contribuição equivalente durante todo o processo de criação.
Trabalhar em conjunto foi muito bom. Aliás, para um projecto tão rápido como este, se o trabalho não fosse em conjunto ele teria sido impossível de desenvolver. É preciso um grupo unido e com muita força de vontade para levar o projecto até ao fim porque o cansaço é muito e à medida que o tempo avança a pressão também é cada vez maior. Daí que o trabalho em grupo e a entreajuda seja fundamental.

Visões do Cinema- Das 21h disponíveis para a realização do filme, como acabaram por distribuir o tempo em termos de pré - produção, produção, e pós-produção?

Helder Magalhães- A única coisa que tínhamos em consideração, antes de saber o tema sorteado, é que iríamos trabalhar imediatamente para a concepção da história. Só depois de sabermos exactamente aquilo que iríamos precisar e o que iríamos fazer é que era possível idealizar a distribuição do tempo que tinhamos disponível. Chegamos à conclusão que a maioria das cenas podiam ser gravadas durante aquela noite e deixavámos o dia seguinte para dedicar à pós-produção e, na eventualidade, para gravar as últimas cenas. Por isso, estivemos na primeira noite a gravar até quase às 6h00m da manhã (tínhamos começado por volta das 2h00m, depois de termos o guião construído e de ter reunido todo o material e adereços necessários). Depois, optamos por descansar até às 9h00m da manhã para, a partir daí, continuarmos a gravar as últimas cenas e passar de imediato à edição. E assim foi, até por volta das 17h00m, quando acabamos tudo e fomos directos para Braga (as filmagens decorreram todas em V. N. Famalicão) entregar o filme porque a hora limite era às 18h00m.

Visões do Cinema- Quais as maiores dificuldades?

Helder Magalhães - Pelo que senti, as maiores dificuldades resultam em manter o projecto de pé até ao final. Todos sabemos que há sempre um problema durante a concepção da narrativa, porque é necessário mantê-la coerente e muito linear porque o filme não podia ter mais do que 3 minutos. Também há sempre pequenas dificuldades nas filmagens, ou porque a câmara não pode estar numa melhor posição, ou porque a cena é difícil de concretizar, mas tudo isto faz parte do decorrer natural das coisas. São problemas que há em todos os filmes. Por isso, aguentar o cansaço é sem dúvida a maior dificuldade deste projecto.

Visões do Cinema - Com uma câmara de filmar de prémio já há ideias para o futuro?
Helder Magalhães - Para o ano há mais Festival. E o resto logo se verá!