Entrevista à directora de produção do Festival Monstra

Biografia Inês Lampreia
 
(Lisboa, 1979)
 
Licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. Pós-graduada em Comunicação e Tecnologias da Informação, no Instituto de Ciências Sociais e Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação, pelo ISCTE. Formadora na área dos códigos de linguagem, poesia visual e jogos ópticos e ex-produtora no Centro de Imagens e Técnicas Narrativas, no CAM - Fundação Calouste Gulbenkian. Tem trabalhado em jornalismo, produção e em educação não formal (práticas pedagógicas alternativas às empregues nas escolas). É actualmente Directora de Produção do Festival Monstra desde 2009.
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Arte Projectada - "Como se chegou a este nome: Monstra?"
 
Inês Lampreia - "A Monstra antes de ser um Festival era uma mostra, mas era uma mostra pequena e depois começou a crescer. Já não podia ser uma mostra, já era uma coisa maior, tinha que passar a ser um festival. Mas e como é que se poderia chamar? Segundo consta, segundo o director artístico, a pessoa que fez o festival acontecer, pensaram-se vários nomes e pensou-se também numa forma de se homenagear as mulheres. E depois de mostra, chegou-se a Monstra (risos). A Monstra é sempre fantástica, seja como for... Bem, isto é uma espécie de historieta que nunca se sabe se é bem verdade ou não mas é engraçada.
Nós fazemos um tipo de marketing arriscado porque todos os anos mudamos a imagem da Monstra, todos os anos ela é diferente, ela, o seu corpo, a sua cara, ela toda, muda. Realmente também se pode fazer comunicação e marketing assim, porque se cria uma expectativa "Qual é a imagem da Monstra este ano?" e nós partimos do trabalho de um realizador de cinema de animação para conceber "A Monstra", também pode significar que também andamos à procura "da Monstra", daquela que há de se manter e prevalecer ao longo do tempo, da sua imagem. O logótipo perante a imagem é pouco relevante, é o nome do festival que prevalece, porque se fosse a imagem, ninguém reconheceria o festival de um ano para o outro (risos)."


Imagem da Monstra 2010

Imagem da Monstra 2011

Arte Projectada - "Qual é a tua ideia sobre o panorama do cinema de animação em Portugal?"
 
Inês Lampreia - "O ano passado a Monstra fez 10 anos e teve como país convidado Portugal e foi muito bom ver retrospectivas que conseguiram de alguma forma mostrar o tipo de animação e a produção do nosso país. A produção teve um boom a partir dos nos 80, também com o aparecimento de algumas produtoras. Por exemplo, quem não se lembra do "Patinho Feio" ou do "Vitinho"?. Muitas vezes as pessoas não sabem mas é uma produção portuguesa de cinema de animação.
Há um crescimento muito grande com o aparecimento de novos cursos nas faculdades. Há muitos muitos jovens a querer fazer filmes e que fazem as suas primeiras produções e que depois começam a concorrer a festivais, por isso tem crescido exponencialmente.
Depois há as outras áreas envolventes, porque a animação tem a particularidade conseguir de abarcar uma série de outras áreas, como a publicidade, os jogos. Mas do ponto de vista da produção o filme tem conhecido uma grande evolução. Mais gente a fazer, mais gente interessada e depois, também temos alguns realizadores que começam a ganhar destaque internacional, obviamente também temos a nível nacional, e há também os formadores e a aposta das universidades, por isso há uma espécie de contágio. Há um crescimento."
 

O Vitinho.
Uma produção de animação portuguesa.


Arte Projectada - "O festival estende-se a exposições, formação, ao público infantil com a já famosa programação Monstrinha e a outro tipo de eventos. Podes falar-nos um pouco destas extensões? Porque sentiram a necessidade de expandir o festival?"
 
Inês Lampreia - "É um objectivo muito concreto da Monstra. A Monstra considera que o cinema de animação não se esgota em si próprio, ou seja, a animação passa por outras artes e todas essas artes podem passar pela animação. Por isso o nosso princípio é também dar a conhecer as outras artes inerentes à animação, como por exemplo, quando fazemos uma exposição de marionetas no Museu das Marionetas, fazemos uma exposição com o material, os cenários e as marionetas dos filmes de animação, estamos dar a conhecer o outro lado. "Vejam os cenários, vejam como se manipulam as marionetas... no fundo é não dar o cinema de chofre, é dizer: Vocês viram o filme mas agora vamos ver como é que se faz o filme". É mais pedagógico. Da mesma forma, é tentar fazer com que o cinema de animação se encontre com a música, com a dança. É apresentar um filme musicado ao vivo. Por exemplo, o ano passado tivemos arquitectos que fizeram um espectáculo performativo em que a partir da arquitectura desenvolviam o cinema de animação.
Há toda uma tentativa de compreender o cinema de animação não isolado das outras artes.
A Monstra chama-se Festival de Animação de Lisboa e não de cinema de animação de Lisboa, exactamente porque é a partir da animação que se pode aprender a fazer, aprender a ver, compreender e para isso é preciso criar outras linhas de apreensão e por isso a formação é importante ao longo do ano, juntando as artes, porque abre a possibilidade às pessoas interessadas de aprenderem, para além de mostrar o que se faz na animação a nível internacional.
A partir do momento em que a Monstra deixou de ser a mostra, ela também foi ganhando essas novas áreas, porque o sentido da mostra cresceu com ela própria."

Exposições Monstra: Toile de Front,
de Marc Ménager e Mino Malan, e Dodu,
de José Miguel Ribeiro no Museu da Marioneta.



Exposição Monstra:"A Suspeita" de
José Miguel Ribeiro, no Museu da Marioneta
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Arte Projectada - "No que respeita a programação, todas as edições estão subordinadas a um tema e a um país, como se chega a essa escolha?"
 
Inês Lampreia - "Se tivermos em conta que temos muitos na UE e no mundo, estamos tranquilos... (risos). O primeiro ano foi o Brasil, na altura estavam-se a comemorar os 500 anos da descoberta do Brasil e então veio a propósito. 10 anos depois foi Portugal porque a Monstra fez 10 anos, é pequenina mas já fez muita coisa e é o festival de cinema mais antigo de Lisboa, antes do INDIE, do DOCLISBOA e desta nova vaga de festivais de cinema. Entretanto nós temos estado a convidar os países que por um lado são europeus e por isso são-nos mais próximos e por outro, têm relevancia do ponto de vista do cinema de animação e daí já termos convidado a França, a Inglaterra, a Filândia, a Polónia, a República Checa, que tem muita tradição e vamos assim, é assim que vamos escolhendo. A escolha não é muito dificil, é uma aposta. Fizemos a Holanda, mas já sabemos os países que já vamos convidar para 2012 e 2013, já estão a ser feitos contactos nesse sentido e depois mediante os contactos, as coisas consolidam-se ou não na tentativa de criarmos um programa.
Todos os anos as pessoas têm oportunidade de conhecer uma cinematografia, o que acontece normalmente é que se passa uma visão superficial da produção de um país e a Monstra considera que se tem que tem que se explorar senão não se fica com uma noção da estética, da história do cinema de animação desse país, dos autores e de tudo o que tem a ver com o cinema de animação, então tentamos mostrar coisas mais antigas, nomes de referência, fazer retrospectivas de realizadores, para as pessoas verem que tipo de temáticas, tipo de estética, tipo de técnicas fazem parte desse país. Quando se escolhe o país também se tem isto em consideração. E preferimos em vez de mostrar 15 cinematografias, mostrar uma, para as pessoas verem bem e apesar de termos várias retrospectivas em programa, este ano vamos ter uma mais pequena, do Japão, há sempre um país que ganha maior destaque."
 
Arte Projectada - "Como é efectuada a pesquisa de obras estrangeiras e como tem sido a adesão dos profissionais dessa área para estarem presentes no festival?"
 
Inês Lampreia - A Monstra quando acaba entra em extensões. Nós estamos em muitos festivais nacionais e internacionais. Há elementos da nossa equipa que vão aos festivais internacionais ver o que é premiado e o que não é. Em cinema de animação uma longa-metragem pode demorar muitos anos a fazer e por isso não há uma produção gigantesca de longas - metragens de animação. De curtas há bastantes. Há todo esse trabalho de pesquisa, de ver e falar com pessoas, e saber o que é que tem sido feito. Depois há todo um trabalho de comunicação do nosso festival, com muitos meses de antecedência, são enviadas para as Universidades internacionais, todas as que têm artes plásticas, cinema, ou instituições relacionadas com cinema em geral, ou de cinema de animação, a dizer que estão abertas as inscrições para a competição de curtas de estudantes. Os filmes que vão a competição nunca podem ter sido realizados com mais de um ano e meio de antecedência do festival. Depois entramos em contacto com as produtoras. Há convites que são feitos directamente porque nós queremos que elas venham. As retrospectivas, são diferentes. Elas são tratadas com o país, com o Instituto do Filme, cinematecas, mas normalmente há todo este trabalho que é feito a partir de Agosto já se está a fazer este trabalho.
Hoje em dia toda a gente concorre à Mostra como concorre a outro festival. A Mostra está no circuito dos festivais internacionais. Nós recebemos chineses, recebemos japoneses, estudantes que apoiamos a estadia e vêm para apresentar o seu próprio filme e cada vez mais há gente a concorrer. É um festival de referência, não temos qualquer tipo de dificuldade em agariar filmes assim como em arranjar pessoas a trabalhar na equipa, temos voluntários e pessoas que até vêm do estrangeiro.
 
Extensões Monstra; entre 1 e 9 de Abril,
a Monstra andou à solta em Portimão...



Arte Projectada - "Como é organizado o trabalho de legendagem, no que diz respeito aos filmes estrangeiros?" 
 
Inês Lampreia - "Nós temos um programa de legendagem que mandámos fazer a um programador.
Dependendo do formato de edição, fazemos legendagem sincronizada ou não. Também podemos meter as legendas dentro do filme. Depende, se for película é sincronizada com certeza, porque é muito caro estar a colocar legendas. Se vier noutro formato, colocamos internamente. Eles têm que enviar as legendas num documento texto para que o nosso tradutor possa traduzir e depois essa tradução tem que ser inserida no nosso programa de legendagem ou no filme."
 
Arte Projectada -  "O que pode ser mais difícil neste trabalho?"
 
Inês Lampreia - O que é mais difícil mas também é mais desafiante são os recursos humanos, porque os festivais não têm que ter a mesma equipa quando estão a produzir-se e depois e deixam de ter a equipa e o que acontece é que é preciso ter uma grande capacidade para trabalhar com pessoas que não se conhece, durante um curto espaço de tempo, para que as coisas funcionem bem, para que as pessoas se sintam bem a fazer o que estão a fazer, para que resulte. E isto é um trabalho altamente desafiante porque é preciso ter muita sensibilidade, porque se está a trabalhar com pessoas que não se conhece e num curto espaço de tempo têm que se criar relações de confiança que são baseadas numa base de “somos humanos e por isso temos que tratar o essencial no momento, e no momento o que é essencial é que as pessoas trabalhem e que possam contar umas com as outras e isso tem um lado mais difícil porque tem que se estar sempre a gerir humores, a maneira de estar, a disponibilidade e tem que se ser muito solidário e olhar para o outro com o maior respeito possível porque qualquer tipo de situação mal gerida pode estar a criar mal estar e porque na verdade não se conhece os outros. Esta é uma das coisas mais difíceis, a outra é meter um festival em pé. Um festival é uma envergadura muito grande, muito pesada, porque tem muitas áreas e fazer tudo bater na mesma altura e estar tudo a funcionar ao mesmo tempo, é muito difícil. Às vezes os filmes vêm em cima da hora e ficamos todos um bocado à espera, na expectativa… Mas a parte dos recursos humanos para a produção é o que eu mais…porque depois é burocracia, protocolos, contratos e tem que se fazer, tem que se ter atenção mas não são coisas difíceis. Lidar com as pessoas é o mais desafiante, mas complexo.

Arte Projectada -
Em edições anteriores a programação estava orientada para diversas funções no trabalho de produção audiovisual: produtores, músicos…

 
Inês Lampreia - Os filmes estão inseridos em sessões por um motivo. Por uma técnica, ou por uma ideia… No caso do ano passado que é um caso particular, a Monstra como tinha como país convidado Portugal quis tentar mostrar o máximo que podia. Por um lado tinha acesso a mais coisas, claro “a prata da casa”, por outro, podia mostrá-lo de uma forma caricata, chamativa e então decidiu fazer isso… “Ok, nunca se fala dos argumentistas em cinema de animação, vamos dar a conhecer não só os realizadores…Os argumentistas, os músicos, tudo o que envolve o cinema de animação”. Daí agruparmos os filmes por esse tipo de temáticas e este ano vamos manter mas como se trata de outro país fazemos retrospectivas de determinados realizadores, de um tipo de estética mais predominante na animação, retrospectivas temáticas, mas depende também do país convidado.

Arte Projectada - Como foi a adesão do público e dos próprios artistas?

Inês Lampreia -É curioso porque por um lado ganha-se outro público. Porque por exemplo um músico que gosta de cinema de animação mas que nunca vai ver nada e de repente vê um conjunto de filmes que são seleccionados pela música que têm e se calhar interessa-se e vai ver. Pode não ser muita gente mas também interessa. Também gostamos de agradar, quando mais agradamos melhor a equipa se sente. É para o público que nós trabalhamos e queremos agradar o máximo que pudermos, por isso este tipo de temáticas servem também para isso, porque aparecem novas pessoas. Os artistas ganham um destaque que nunca antes tiveram e o feedback que tivemos foi que estavam muito contentes porque realmente é raro…O argumentista ainda por cima vai à sessão, porque a Monstra tem essa particularidade, tenta que alguém apresente o filme, que as pessoas que participaram, fizeram o filme, estejam presentes, melhor ainda porque as pessoas conhecem quem escreveu e ouvem a falar do processo. Tenta-se esse lado mais pedagógico mas o feedback tem sido muito bom.

Arte Projectada
- Fala-nos um pouco da evolução do festival. Como tem sido o balanço?

Inês Lampreia -
O ano passado tivemos cerca de 30 396 espectadores na totalidade. A Monstra cresceu exponencialmente o ano passado, porque teve uma grande projecção. Foi um ano também de mudança porque passaram-se 10 anos. Andávamos a construir e 2010 é quase como que assumpção de que a Monstra tem um peso grande para a cidade de Lisboa e então fizemos aquela grande festa e tivemos mais de 30 000 pessoas na totalidade. Nós temos muito público. A Monstra é um festival dos 3 aos 80 anos, temos a Monstrinha, para as crianças, para as escolas e para as famílias, com filmes de animação e diálogos tipicamente para as crianças, um grupo de faixa etária diferente e depois temos todo um outro de retrospectivas, grande, em vários sítios da cidade, em que abarcamos dos mais pequeninos aos mais velhos, para toda a gente que tenha interesse. Já está a crescer bastante. Agora não deixa de ser em Portugal e cinema de animação que ainda não, de uma certa forma é reconhecido como o cinema de imagem real, ainda há um bocadinho esse estereótipo, embora se pensarmos bem, a animação é o futuro do cinema. Hoje em dia não há quase nenhum filme de imagem real que não tenha animação, por isso a animação não é uma arte menor, é uma arte tão maior que auxilia todas as outras. E há países como França que auxiliam festivais de cinema de animação e temos que compreender isso como um apelo em particular, porque ganham grande projecção internacional que de outra forma não teriam e porque o que não falta são festivais de imagem real. A Monstra tem já um lugar muito especial neste campo, em Lisboa e Portugal. Internacionalmente temos este reconhecimento e sabemos que o temos, mas ainda há um bocadinho de falta de atenção por parte das entidades, não das que nos apoiam, mas de quem está na cultura, a Monstra ainda precisa de ser tratada com a importância que tem e ela tem um verdadeiro papel na cidade de Lisboa e ainda bem pela qualidade de programação que tem, porque é assim que nós temos crescido, nós não crescemos por mais apoio financeiro, nós temos crescido pela qualidade do programa e é por isso que a nossa imagem pode mudar todos os anos, porque a palavra Monstra prevalece porque se fosse por uma questão de ter mais dinheiro e por isso fazer grandes campanhas de comunicação e conseguir ter grande público, se deixássemos de ter apoios estaríamos muito mal e a verdade é que a Monstra tem crescido com esse cuidado com o público, com a qualidade do seu público e com a qualidade do seu programa.

Arte Projectada
-Quantas pessoas trabalham actualmente para a produção deste evento?

Inês Lampreia - Na altura do festival a equipa costuma ter cerca de 20 pessoas e depois cerca de 40 a 60 com voluntários. Temos muitos voluntariados, temos tantos que não podemos abrir as equipas para voluntariado uma semana antes do festival, senão nós não conseguimos…

Arte Projectada
- Como é o desenvolvido o trabalho pós-festival?

Inês Lampreia -
Arrumar a casa, fazer um estudo, fazemos uma recolha de informação. Como temos espaços diferentes, temos que recolher a informação toda. Escrevemos durante o festival relatórios intercalares para saber como as coisas estão a correr. No final do festival arrumamos a casa e começam os relatórios, para os apoios institucionais, e relatórios “caseiros”, o levantamento do que se passou. Todas as pessoas da equipa fazem um relatório.

Arte Projectada
-Qual é a diferença entre a competição de curtas-metragens e as curtíssimas?

Inês Lampreia -
As curtíssimas é uma nova competição, abrimos este ano, são filmes até 2 minutos, independentemente do tema e se são curtas de realizadores ou curtas de estudantes. O que importa é que os filmes não podem ter mais de 2 minutos e é algo de novo. A competição de longas-metragens só existe nos anos ímpares e a competição de curtas-metragens nos anos pares. As Curtas de estudantes mantém-se todos os anos. Porque é que é diferente, porque as curtas de estudantes são filmes, não são publicidade, não são outro género. E nas curtíssimas pode ser um trabalho publicitário, pode ser um jogo, tem é que ter até 2 minutos, essa é a grande diferença e são para toda a gente, enquanto as curtas de estudantes é para estudantes internacionais, normalmente, do ensino superior e a competição de longas metragens, é para realizadores, assim como a competição de curtas nos anos pares é para realizadores. Um estudante que ganhe um prémio de filme num festival, pelo menos já vai sair da Universidade com alguma coisa para continuar e para ganhar apoios para conseguir fazer mais filmes.

Arte Projectada
-Ao todo quantas obras fazem parte do programa?

Inês Lampreia -
Nos anos em que a competição é de curtas são muito mais filmes enquanto que nos anos de longas, como não há uma produção de longas como há nas curtas, são muito menos filmes. Nós temos cerca de 8 longas em competição. O ano passado ainda foram mais por causa das retrospectivas portuguesas, nós fizemos uma selecção muito profunda para podermos dar a conhecer o máximo mas este ano vão ser bastantes, devem rondar umas 200. O ano passado foi um ano diferente. Mas o habitual é cerca de 200 a 400, sim.


A Visões do Cinema agradece à Directora de Produção do Festival Monstra, Inês Lampreia,  a disponibilidade para nos conceder esta entrevista.
 
 
 
 
 
 
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