A Arte Vídeo e sua Evolução no Contexto Artístico

A arte vídeo surge nos anos sessenta com a chegada ao mercado dos primeiros equipamentos de vídeo portáteis. O vídeo surge então como um instrumento passível de ser explorado a nível artístico e a sua prática surge livre de quaisquer convenções.
 

A apropriação desta nova arte pelas vanguardas artísticas no conturbado contexto

socio-cultural dos “sixties”, revelou-se determinante para o estabelecimento do seu carácter experimental, resultante da procura de novas linguagens e novas estéticas, face às convencionais e já existentes, e para as quais, as próprias características técnicas do vídeo contribuíram.

Nomes como Nam June Paik, Wolf Vostell ou Shigeko Kubota assumiram os primeiros papéis no desenvolvimento desta prática, que nos anos setenta fazia já parte do catálogo de exibições ao grande público, em museus norte-americanos e europeus.
 
Shigeko Kubota em vídeo performance
 
Esta prática artística intimamente dependente de aparelhos técnicos, torna-se vítima de uma constante necessidade de readaptação aos materiais, sendo o seu desenvolvimento estimulado pelos mesmos, que cada vez mais sofisticados, permitem trabalhar a imagem submetendo-a a todo o tipo de efeitos criativos. Ao apropriar-se da tecnologia digital, que tem vindo a conhecer um extraordinário desenvolvimento nas últimas décadas, esta arte alarga indiscutivelmente o seu leque de possibilidades.
 
 
Em teoria de arte, o actual período no que respeita a actividade artística, é denominado de pós-modernismo e caracteriza-se essencialmente por uma multiplicidade de linhas de evolução, compreendendo o desenvolvimento de várias e diferentes estéticas que coexistem simultaneamente, interligam-se, e que por sua vez dão origem a outras novas estéticas. A vídeo arte surge então associada à prática da instalação- instalação vídeo.
 
A instalação surge como prática alternativa à escultura e procura explorar a ideia de tridimensionalidade. O artístico na instalação diz respeito à maneira como a obra é apresentada e surge disposta, procurando tematizar e colocar questões através do seu caracter problematizante. Esta ideia, pressupõe o espectador como parte integrante da obra, pois a obra resulta da interactividade espectador/obra. A prática da instalação surge associada a uma concepção teórica da arte- arte conceptual- que defende que o valor artístico da arte reside acima de tudo na teorização e na conceptualização da obra.
 
 
 
"Inasmuch as It is always already taking place" (1990) de Gary Hill
 
pormenor de" Inasmuch as It is always already taking place" (1990) de Gary Hill
 
Fontes:
"Une Histoire du Vídeo" Christine Asseche
"A Brief History of American Documentary Video" Deirdre Boyle
"A Construção de uma História - Esperanças e Paradoxos na Evolução do Vídeo", 1989, Marita Sturken,     
Fundação Serralves, Porto.
"The Cultural Logic of Vídeo"Maureen Turim
 
 
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