Escultura



A criatividade torna estranho o que é familiar e torna familiar o que é estranho

Com o Surrealismo – a Arte torna-se inconformista, pondo em causa, todos os conceitos de civilização e de progresso. Tal atitude crítica contribuiu para a actual concepção de Arte, com consequentes reflexos na educação artística, cada vez mais aberta às proezas da imaginação criadora.

Marcelino Vespeira, Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny, Max Ernest e outros, recorrem a diversas técnicas que estimulam a imaginação criativa: desenho, colagem, livre associação de imagens, cadavre exquis, frottage, decalcomania, ocultação/desocultação, intervenção do acaso, montagem objectual, etc.

A criança pode recorrer a fragmentos de objectos, peças de brinquedos estragados e aos mais diversos desperdícios, para fazer as suas construções; processo lúdico e expressivo, que a diverte imenso, pela variedade de soluções inesperadas e surpreendentes, que não se limitam às relações

Lógicas de causa e efeito ou de forma-função, como também exploram relações ilógicas do mundo imaginário, onde tudo é possível.

 

Arte Contemporânea e Novos materiais

Enquanto que a arte conservadora recorre a materiais “nobres”, como o bronze e o mármore, o óleo e a tela, a Arte Moderna recupera frequentemente os materiais “pobres”, como embalagens, jornais e outros desperdícios da sociedade de consumo, conferindo-lhes uma potencialidade expressiva. Nesta perspectiva a Arte Moderna torna-se acessível e fica ao alcance de todas as mãos. Por outro lado a arte do passado, exaltando o virtuosismo técnico e não revelando os seus segredos, era praticada por uma elite de mestres e discípulos, que faziam escola.

Ao evidenciar a técnica utilizada, a Arte Moderna estimula a vontade de experimentação, tornando-se acessível e diversificada nas múltiplas tendências estéticas que preconiza. A diversificação da expressão amplia o sentido de linguagens inovadoras, não se limitando a códigos conhecidos da comunicação convencional. Trata-se de uma comunicação intersubjectiva, comum à expressão livre da criança e do artista. O que no artista é consciente e deliberado, na criança é prazer e intuição.

Dalila D´Alte Rodrigues              

 

 

(Ver mais no texto completo, em PDF, anexo)

 

Nota: Em anexo estão igualmente os Links, numa folha Word, com ligação directa.


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pedro martins,
26/08/2010, 09:13
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pedro martins,
26/08/2010, 09:14
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