Nossas Redes Sociais:

Essas siglas possuem significados distintos um do outro apesar de ser ligada aos homossexuais. A sigla GLS algumas vezes é usada indiscriminadamente como sinônimo para a sigla GLBT, o que é uma imprecisão. Enquanto o primeiro se refere ao segmento de mercado, incluindo pessoas de qualquer orientação sexual, o segundo tem um caráter político-social, referindo-se ao conjunto das minorias sexuais. 

A sigla GLS é o acrônimo de Gays, Lésbicas e Simpatizantes, utilizada comercialmente para definir espaços, locais, eventos, produtos e serviços destinados ao consumidor Gay e Lésbica e a qualquer outro que deseje fazer uso destes, ou seja, os simpatizantes. A expressão é freqüentemente usada no Brasil, que se popularizou por designar, em uma única sigla, não só os Gays e Lésbicas, mas também os Simpatizantes que são aqueles que, independentemente de Orientação Sexual, são de alguma forma solidária, simpatizante e aberta em relação maneira de ser dos homossexuais. Então a sigla GLS é um conceito referente ao segmento de mercado. 

Já a sigla LGBT que é o acrônimo de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros. Embora refira apenas seis, é utilizado para identificar todas as orientações sexuais minoritárias e manifestações de identidades de gênero divergentes do sexo designado no nascimento. Wikipédia (2008) 

Inicialmente, o termo mais comum era GLS, sendo a representação para: gays, lésbicas e simpatizantes. Com o crescimento do movimento contra a homofobia e da livre expressão sexual, a sigla GLS foi alterada para GLBS, ou seja Gays, Lésbicas, Bissexuais e Simpatizantes que logo foi mudado para GLBT e GLBTS com a inclusão da categoria dos transgêneros (travestis, transexuais, transformistas, crossdressers, bonecas e drag queens dentre outros). 

A sigla GLBT ou GLBTS perdurou por pouco tempo, pois o movimento lésbico ganhou mais sensibilidade dentro do movimento homossexual e a sigla foi alterada para LGBT atualmente a sigla mais completa em uso pelos movimentos homossexuais. 

Sendo que o “S” de simpatizantes pode ser substituído pela letra “A” de Aliados ou ainda acrescido a Letra “Q” de Queer que não é muito comum, porém é utilizada em alguns países e por alguns grupos do movimento gay. A inclusão do “L” na frente da sigla do movimento gay deu-se pelo grande crescimento do movimento lésbico e pelo apoio da comunidade gay às mulheres homossexuais. 

No Brasil, o termo atual oficialmente usado para a diversidade é LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e trangêneros). A alteração do termo GLBT em favor de LGBT foi aprovada na 1ª Conferência Nacional GLBT realizada em Brasília, no período de 5 e 8 de junho de 2008. A mudança de nomenclatura foi realizada a fim de valorizar as lésbicas no contexto da diversidade sexual e também de aproximar o termo brasileiro com o termo predominante em várias outras culturas. ILGA – Internacional Lesbians and Gays Associação. 

NOTA OFICIAL SOBRE O USO DA SIGLA LGBT 

Em consonância com as discussões da Diretoria da ABGLT, da decisão da Assembléia (05/06/08), órgão máximo da ABGLT, e das determinações da I Conferência Nacional LGBT, realizada em Brasília de 5 a 8 de junho deste ano, a ABGLT recomenda a mudança e utilização da sigla LGBT, em substituição a GLBT, em todas as comunicações feitas por suas afiliadas, mídia  e  governo. 

Esta mudança se faz necessária no momento para garantir maior visibilidade ao segmento de lésbicas no ativismo brasileiro. Com isso, o movimento no Brasil segue tendências internacionais que priorizam as lésbicas para combater os vários séculos de patriarcalismo e dominação masculina. São exemplos disso a International Lesbian and Gay Association (ILGA), a Lesbian and Gay Foundation, do Reino Unido, e a National Lesbian and Gay Journalists Association, dos Estados Unidos. 

Vale lembrar que os demais segmentos (G, B e Ts) são igualmente importantes na luta contra a homofobia e outras formas de discriminação. No entanto, no âmbito do movimento LGBT brasileiro, são as lésbicas as que se encontram com menor representação. No último encontro da ABGLT, por exemplo, realizado em Maceió, AL, em 2006, somente 6% das organizações presentes eram de lésbicas. 

Esta mudança coaduna-se também com outras ações, como o lançamento do Manifesto do Coletivo de Mulheres da ABGLT, que reuniu demandas de mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais e visa, entre outros objetivos, garantir a incorporação do feminismo no cotidiano, nas formulações e nas prioridades da associação. 

Toni Reis
Fundador da ABGLT



 

        

        29/Janeiro - Dia de Luta das Travestis
        17/Maio - Dia de Luta contra a Homofobia
        28/Junho - Dia do Orgulho LGBT
        29/Agosto - Dia da Visbilidade Lésbica
        23/Setembro - Dia da Visbilidade Bissexual