Aquacultura Off-Shore

Aquacultura Off-Shore em Portugal
Projecto OMEVA

(Fonte: http://omeva.zzl.org/)

Introdução:

O Projecto OMEVA, Actividades Marinhas, tem como principal objectivo promover e divulgar o investimento em aquacultura off-shore em Portugal, num conceito sustentável e economicamente viável. Baseado num modelo cooperativista de investimento, o investidor é também, se quiser, um colaborador dentro da sua área, agregando competências e enriquecendo o projecto.

O empreendedorismo nas ciências biológicas e biotecnológicas - Bioempreendedorismo - e mais especificamente na actividade produtiva que as ciências do mar podem proporcionar, aparece-nos nesta altura como uma aposta esperada e urgente, uma vez que o mar sempre representou Portugal numa perspectiva expansionista e de projecção. A altura para empreender na actividade aquícola, apesar da situação crítica do país, parece ser a ideal, pois a VONTADE POLÍTICA é grande, com apoios comunitários a fundo perdido, SEGUROS BONIFICADOS, entre outros. De facto, a oportunidade será criada para quem ousar desbravar estas águas pela primeira vez.

Além da aquacultura off-shore, é também uma das nossas metas a introdução de novas espécies marinhas para cultivo, em qualquer tipo de sistema, off-shore, on-shore ou in-shore.

Pretendemos abrir portas não só ao grande investimento, como também criar mecanismos e oportunidades ao pequeno e médio investidor neste sector, que muitas vezes têm bastante interesse nesta área, mas não possuem condições monetárias suficientes para avançarem num projecto sozinhos. Tudo isto aliado à possibilidade de recorrência a apoio comunitário, através do PROMAR (até 50% a fundo perdido).

A realização de Protocolos com Universidades e Centros de Investigação é um passo fundamental a realizar pelo OMEVA, tendo em vista, não só os benefícios de uma investigação paralela à actividade aquícola, como também a própria estimulação da investigação nacional, através da disponibilização do nosso "espaço" para ensaios e experiências.

Após Portugal, África, como é o caso de ANGOLA, será o passo seguinte em termos de expansão da actividade, uma vez que apresenta um potencial natural para a aquacultura.


Revolução Azul:

O PROJECTO OMEVA desenvolve actividades ligadas ao meio marinho, particularmente e de um modo pioneiro, na AQUACULTURA EM MAR ABERTO (off-shore), contribuindo assim para a tão referida REVOLUÇÃO AZUL. Pretende apostar no empreendedorismo e estabelecer um elo de ligação entre investigadores e investidores. Queremos ser um dos principais dinamizadores da primeira área piloto de produção aquícola em Portugal, situada ao largo da ilha da Armona, em Olhão, Algarve (APPAA). Pretendemos também apostar na ostra de Sagres, cuja  qualidade incomparável já vem dando provas há algum tempo. Resumindo, a revolução azul veio para ficar, chegou o momento de passarmos da investigação à realidade comercial.

Foto de uma sistema de jaulas marinhas de superfície.




  Foto de uma jaula submersível


Novas Espécies Marinhas:

É também uma das nossas prioridades valorizar a introdução de NOVAS ESPÉCIES MARINHAS PARA CULTIVO, em qualquer tipo de sistema, off-shore, on-shore ou in-shore (ex: Ouriço-do-mar e Polvo). Este facto em termos sócio-económicos trará vantagens competitivas para Portugal, além de estar fortemente ligado a uma investigação contínua e cada vez mais sólida nesta área, colocando-nos numa posição de vanguarda a nível nacional e internacional.


Protocolos com Universidades e Centros de Investigação:

O OMEVA pretende estabelecer PROTOCOLOS com Universidades e Centros de Investigação, disponibilizando o seu "espaço" de produção para estudos in locu e inclusivé também pequenos "espaços" fora da actividade produtiva para ensaios e experiências. Este tipo de associações além dos benefícios para a investigação nacional e particularmente a nível regional, trará, obviamente, também contrapartidas para o projecto, que irá usufruir dos resultados da investigação, além dos meios humanos (investigadores, estagiários, etc) e laboratoriais que terá ao seu dispor. O OMEVA irá também estabelecer PARCERIAS pioneiras, inclusivé com uma Universidade Alemã, num projecto sobre a influência dos peixes no transporte de carbonatos para o oceano profundo e, dependendo dos resultados do trabalho, pode ser que o simples facto de se cultivar peixe em mar aberto, possa ser considerado uma forma de captura de carbono.


África: Potencial Natural:

ÁFRICA será sem dúvida um objectivo a alcançar, não só pela afinidade histórica existente, como também pelas potencialidades naturais que nos oferece. Uma actividade aquícola economicamente produtiva e sustentável num continente em vias de desenvolvimento é uma aposta coerente e seguramente rentável.


Foto de um sistema especial de long-lines

 

 Foto de um sistema de long-lines


Objectivos:

Diagrama Resumindo os Objectivos do Projecto OMEVA


Vantagens Competitivas:

Além da oferta de um produto diferenciado, Portugal relativamente ao mercado interno possui VANTAGENS COMPETITIVAS evidentes, nomeadamente para o vendedor (Ex: grandes superfícies comerciais) e para o consumidor final. A principal vantagem tem a ver com a distância do local de produção até ao ponto de venda, por exemplo, se as Douradas forem produzidas na Grécia, além dos custos de transporte acrescidos até chegar a Portugal, há também que somar pelo menos 3 dias de viagem, ou seja, já não é peixe fresco e muito menos do dia, portanto de baixa qualidade para um consumidor exigente, e com uma margem de perdas elevada para o vendedor, que apenas poderá ter o peixe na banca por mais 1 ou 2 dias. Com a produção off-shore de peixe e bivalves nos Mares Algarvios, garante-se um produto de origem Atlântica, de elevada qualidade, e com a frescura de ser do dia.

Diagrama Resumindo o Impacto da Pesca Excessiva



Declínio das pescas e Sustentabilidade:

A aquacultura neste momento parece ser o único caminho sustentável que nos irá garantir o acesso ao consumo futuro de pescado e de outros recursos biólogicos do mar, uma vez que o DECLÍNIO DAS PESCAS é cada vez mais evidente. Estudos científicos apontam para a extinção de várias espécies de peixe até 2050, altura em que a pesca extrativista em grande escala deixará de ser viável, devido à diminuição massiva dos stocks pesqueiros, além disso o peixe proveniente da aquacultura incorpora mais Omega 3, vital na prevenção de doenças cardiovasculares nos humanos. A pesca artesanal, que sustenta pequenas comunidades pesqueiras à volta do globo, deverá ser mantida e incentivada, aliada a uma aquacultura cada vez menos poluente, intrusiva e que se baseie na cooperação dentro das populações de que dela dependem. A aquacultura pretende acima de tudo exercer uma política social, promovendo e garantindo que os recursos são um bem comum, por isso devem ser consumidos racionalmente e preservados, mas para isso é também necessário que a actividade aquícola assente nos pilares da SUSTENTABILIDADE, através de métodos e estruturas de cultivo cada vez mais integradas no ambiente em que se inserem. Por isso a AQUACULTURA EM MAR ABERTO abre-nos, cada vez mais, o caminho para uma produção mais natural e semelhante à pesca. As jaulas flutuantes e/ou submersíveis estão a desenvolver-se de dia para dia, garantindo não só um produto de maior qualidade mas também um investimento menos pesado em infra-estrutura, além disso os métodos de cultivo evoluem, nomeadamente a alimentação, que tende a ser mais ecológica e sustentável, recorrendo a rações ricas em proteínas vegetais (soja, etc) e promovendo técnicas de alimento vivo, que deverá ser produzido em paralelo e exclusivamente para alimentar as unidades de engorda. Resumindo, a aquacultura em mar aberto veio para ficar, só nos resta garantir que ela progrida não só em prol dos nossos interesses presentes, mas também futuros.

Diagrama Resumindo os Objectivos do Projecto OMEVA (Continuação)



Investimento em aquacultura off-shore:

Relativamente à questão que normalmente é colocada quando se pretende investir em aquacultura ou em outra actividade qualquer, ou seja, o facto de ser ou não um BOM NEGÓCIO À PARTIDA. É uma questão de difícil resposta, pois qualquer negócio envolve riscos, que obviamente deverão ser minimizados através de um estudo de viabilidade económico-financeira, mas acima de tudo com um bom método de investimento e de acção. No entanto, poderiam enumerar-se aqui vários factores que fazem da aquacultura uma aposta viável, entre as quais, e o mais óbvio, que é o facto de estarmos a produzir alimento. Por isso o OMEVA, pretende acima de tudo lidar com um perfil de investidor que não só tenha um gosto particular pela actividade e seja exigente quanto à metodologia aplicada, mas também acredite, tal como nós, que muito do sucesso de um empresa deste tipo passa pela INOVAÇÃO e pela permanente procura de IDEIAS e soluções. Acreditamos que não existem bons negócios à partida, mas sim boas ideias que deverão ser aplicadas, ajustadas e mesmo renovadas consoante o evoluir e o feedback do mercado.