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Aquacultura em Portugal

Portugal , devido ás suas características geográficas, encontra-se sob influência do mar Mediterrâneo e do oceano Atlântico, apresenta um potencial único para a actividade aquícola e ainda para o desenvolvimento da cultura de novas espécies com interesse comercial. No nosso país esta é uma actividade centenária apesar de só recentemente se ter iniciado com objectivos claramente industriais. Em simultâneo com a aquacultura industrial, subsiste ainda uma "actividade aquícola" artesanal de vários séculos, em regime de policultura extensiva, realizada nos tradicionais "viveiros" que resultam do reaproveitamento de salinas abandonadas ou pequenas lagunas isoladas e protegidas no litoral, em estuários ou "rias", onde os alevins selvagens entram em modo natural e aí crescem recorrendo unicamente ao alimento existente no meio natural e à renovação de água assegurada pelas marés. Da mesma forma a cultura tradicional de bivalves realiza-se em áreas protegidas, principalmente no Sul do país, sendo os bivalves semeados no fundo dos "viveiros" onde se enterram e crescem utilizando o alimento disponível no meio natural. Nos "viveiros" a intervenção humana no ciclo de produção é praticamente nula reduzindo-se quase unicamente á captura dos organismos no final do ciclo de produção. A Aquacultura nacional baseia-se na cultura em águas continentais, fundamentalmente cultura de salmonídeos e enguias, e na cultura em águas oceânicas, produzindo principalmente o robalo, dourada, o rodavalho, a ostra e a amêijoa.