ESCOPOS DO GRUPO E PROFISSÃO DE VALORES


"Il n'y a de foi inébranlable que celle qui peut regarder la raison face à face, dans tous les âges de l'humanité"

  

    Na dicção de Allan Kardec,o emérito intelectual francês, polímata, poliglota e pedagogo, a quem incumbiu organizar e corporificar a Doutrina Espírita, "(...) há polêmica e polêmica, mas uma existe diante da qual jamais recuaremos: a defesa séria dos princípios que professamos (...)". (RE, XI, 1858)

    Desse modo, mister recuperar, no mundo contemporâneo, as claridades da metodologia kardeciana, implementada lógica e racionalmente para ser aplicada ao fenômeno espirítico. Infelizmente, pouco se há feito para recriar o ambiente de seriedade no qual o Mestre de Lyon estabelecera o tríplice alicerce de uma nova ontologia, nitidamente contraposta àquela de bases filosóficas e teológicas comprometidas com o dogmatismo das religiões tradicionais.

    O Espiritismo assenta-se não só em uma filosofia interexistencial cristalinamente ontológica, adstrita, pois, ao exame da verdadeira natureza do ser, senão também na experiência fenomênica e metodologicamente administrada. Sem tergiversar, Allan Kardec - no item 7 do cap. I de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - reconhece à Doutrina Espírita o amparo incondicional do Cristo, razão por que se há reputado e assim reconhecido o Espiritismo como a "Terceira Revelação" de Deus à humanidade, uma vez que, na sua específica dimensão histórico-profética, ele compõe em si mesmo o "Consolador" prometido por Jesus.

    Tudo quanto Allan Kardec implementou parece andar no olvido. No Movimento Espírita Brasileiro (MEB), em que há muita gente boa e respeitável, aqueles existem que dizem aquilo em que pensam, antes de pensar naquilo que disseram os Espíritos ao Codificador. A seriedade do pensamento espírita somente se restabelecerá, no plano experimental, pela aplicação da criteriologia doutrinária e, no plano filosófico, pela exatidão linguística e conceitual. Eis alguns dos objetivos do GRUPO APOLOGÉTICA DA DOUTRINA ESPÍRITA.

    No mesmo diapasão, o sítio destina-se a veicular não apenas artigos e ensaios apologéticos, mas também arrazoados defensórios, nos quais a falsa imagem levada a efeito por detratores e antagonistas do Espiritismo seja irretrucavelmente desfeita, embora o Espiritismo em si não exija nenhuma defesa. Não obstante, afigura-se inegável a nefasta ingerência daqueles que, falhos de leitura e de raciocínio, aspiram a distorcê-lo, somente para manter fiéis, adeptos, partidários, correligionários e asseclas na mais cristalina papalvice. Tudo, evidentemente, à custa de enxovalhamento moral e de cincas mentais.