6. Conclusão

 

Esta webquest procurou elucidar, por meio dos poemas de Manoel de Barros, que a poesia se insurge no parco e ordinário cotidiano de cada um de nós para doar uma significação de transcendência da qual nascemos carecendo.

 

Epifanicamente, saudosista em relação à infância, ressentido diante do presente, “o poeta manifesta o desejo por uma situação que ainda não existe. E isso é tão poético que acabou identificando a poesia com a rebelião, ao dizer-se que o poeta é – por natureza – um rebelado. Mesmo quando a realidade se modifica no sentido do seu desejo, esta nova realidade ainda não é exatamente a que ele idealizou e, por isso, ele prossegue em sua luta – luta pela conquista de um bem, luta pela superação de uma perda. Esta luta não tem fim. Quando ele se dissesse satisfeito, sua missão estaria liquidada”. ¹

 

Até o próximo torpor, criança! Mas para culminar, um agradecimento em forma de poema!

 

 
Manuscrito do poema AS BENÇÃOS
 
 

 

¹ LYRA, Pedro. Conceito de poesia. São Paulo: Ática (Série Princípios), 1986, p.84-85.

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