NOSSA HISTÓRIA

APARELHAGENS E O TECNOBREGA A FEBRE DE BELÉM.

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A HISTÓRIA DO TECNOBREGA        



O tecnobrega nasceu do brega tradicional, produzido nas décadas

de 1970 e 1980, quando se formou o movimento do gênero

no Pará. Na década de 1990, incorporando novos elementos

à sua tradição, os artistas do estado começaram a produzir

novos gêneros musicais, como o bregacalypso, influenciados

pelo estilo caribenho.No início dos anos 2000, por volta de

2002, surgiu o tecnobrega. Mais recentemente, vieram o cybertecnobrega.

 Belém está muito próxima da região do Caribe e as influências culturais ultrapassamas fronteiras territoriais.

tecnobrega e o bregamelody, todos influenciados pela música

eletrônica, que circula mundialmente na web.

Concebido na periferia de Belém, o tecnobrega nasceu distante

das grandes gravadoras e dos meios de comunicação de massa,

como jornais, emissoras de rádio e televisão. Mais do que a distância

territorial, é a distância cultural que se mostra determinante

para a marginalização desse estilo musical pela grande

indústria.

O mercado é movimentado por casas de festas, shows, vendas

nas ruas e as aparelhagens – gigantescas estruturas sonoras

que protagonizam as festas do tecnobrega. Continua....2°parte

 

Os principais agentes do circuito tecnobrega são as aparelhagens,entre outros...

Na realidade, na década de 1960, já surgiam alguns cantores

de brega em Belém, mas todos tinham uma produção de caráter

ainda embrionário e eram completamente desconhecidos em outras localidades. Júnior Neves, compositor paraense que

se dedica a acompanhar e registrar o cenário musical local, diz

que “brega” é um termo genérico que designa um estilo musical

brasileiro influenciado pelo movimento da Jovem Guarda.continua...

Os cantores desse movimento se denominavam românticos e

costumavam gravar composições que abordavam o tema das

desilusões amorosas, do homem traído e abandonado desconhecidos da grande mídia, em 1970, os cantores de brega começaram a se apresentar em outros estados do Brasil. Em Belém, o movimento se fortaleceu com o aparecimento de novos talentos na cena local. Entre as gravadoras que protagonizaram a produção musical na década de 1980, no Pará, estão a Studio M Produções e Studio

Digitape. Ainda em 1970, a gravadora Erla – que hoje faz parte

do Grupo Rauland de Comunicação – já lançava o LP “Yê, Yê, Yê”,

de Juca Medalha. Mais tarde, a Ortasom gravou o segundo disco do cantor. Já os discos de Medalha produzidos na década de

1980 foram lançados pela Gravassom Comercial Fonográfica e

 

liderado em grande parte pela advogada Silvinha Silva

Silvinha Silva abriu a editora AR Music, hoje com escritório em Recife, e foi a responsável

por boa parte dos registros de composições locais.

A partir daí, o negócio da música brega e ritmos dela derivados

cresceu em ritmo acelerado. Investiu-se na abertura de novas

casas de show, estúdios, editoras e gravadoras, as editoras se profissionalizando,

com importante e efetiva participação de Silvinha Silva,

da AR Music. Cantores renomados do cenário nacional passaram a selecionar e gravar músicas de compositores paraenses.

A prova do sucesso do ritmo paraense são as casas noturnas– como A Pororoca, atualmente a principal e de maior estrutura,

a extinta Xodó, onde o movimento recomeçou nos anos 90,

Mauru’s, Kuarup, entre outras – específicas para o gênero,

Na década de 1980, alguns cantores passaram a ter expressão

nacional e contratos com gravadoras de renome, levando o

brega, de Belém para todo o Brasil.

Foi na segunda metade dos anos 1990 que Belém viu o estilo explodir. Só que, dessa vez, de cara nova. Com influência do ritmo caribenho, aceleração das batidas e a introdução de guitarras,

surge o bregacalypso, na voz não apenas de cantores

antigos, mas também de novos artistas, atraindo um público

mais amplo e diferente. O estilo propagou-se pelas regiões.Norte e Nordeste do Brasil e chegou até mesmo a Caiena, capital

da vizinha Guiana Francesa.

Entre os principais

artistas dessa época estão Roberto Villar; Nelsinho Rodrigues,

que declarou ter vendido 50 mil cópias do seu primeiro CD; e

Juca Medalha, que voltou para a gravadora Erla1 em 1993, e

que, em 2000, lançou um disco de brega gospel, como produção independente.

No fim da década de 1990, surgiu também a Leão Produções.

Leão era diretor de arte de uma agência de publicidade e complementava

sua renda com trabalhos de arte gráfica para capas

de discos. Em 1995, desvinculou-se da agência e investiu na

produção do cantor de brega Ribamar José, que estourou e vendeu, só em Belém, 15 mil cópias de seu primeiro disco. Em 1997, o selo formalizou-se. Desde então, produziu mais de cem

discos de brega, incluindo os estilos tradicionais, calypso, tecno e melody.

A partir dos anos 1990, uma série de reformulações no estilo brega gerou novos gêneros musicais, como o bregacalypso, tecnobrega,

cybertecnobrega e melody. Produtos de diferentes

inovações musicais, cada uma dessas derivações caracterizou

uma época e nasceu da mistura de diversos estilos com o

brega tradicional. O bregacalypso surgiu na década de 1990, o

tecnobrega entre os anos 2001 e 2003 e, de lá pra cá, vieram os

estilos cybertecno e melody.

O tecnobrega nasceu da fusão da música eletrônica com o

brega tradicional. Esse novo estilo musical foi criado longe das

gravadoras – nacionais e locais.

Hoje em dia, o estilo

já é conhecido internacionalmente: rendeu reportagem no The New York Times e menção no documentário “Good Copy Bad

Copy”, de Andreas Johnsen, Ralf Christensen e Henrik Moltke.

Essa última produção, inclusive, convidou Beto Metralha, DJ de

estúdio e produtor musical da cena tecnobrega e o famoso DJ

norte-americano Girl Talk para o desafio de mixarem músicas incorporando os estilos um do outro

Tony Brasil é considerado o

primeiro a tocar com apenas uma nota, cantando com voz e

teclado. O DJ é apontado como o primeiro a inserir o uso do

computador no processo de produção das músicas. Ele conta

como foi o processo de criação:

Antigamente chamavam o dance de house. Aí virou dance porque

mudaram as batidas. Fiquei com essa idéia: ‘por que o brega não

pode também mudar?’ Botar uma batida mais pesada. Aí tive

essa idéia aí. E deu certo. Montei o tecnobrega. Era só trance.

Pedacinho assim de vinheta, de música, peguei uma batida, o

baixo de uma música, de tudo... Fui montando. Aí peguei o brega.

Só que fi quei pensando em como eu ia chamar, que é um ritmo

mais pesado. Aí como tinha gente falando de tecnobrega, mas

não era ainda tecnobrega como é hoje, era teclado... Aí falei, esse aqui vai ser o verdadeiro tecnobrega. Lancei e todo mundo quis

dançar. Depois disso começaram a vir outros...

Aparelhagens: empresas familiares que possuem equipamentos

de som e fazem a animação das festas bregas no Pará,

inclusive as de tecnobrega. Em geral, possuem cabine de controle,

torres de caixas de som, telões e diversos aparelhos de

efeitos especiais (ascensão da cabine de som, iluminação etc.),

DJs e funcionários dedicados a montagem e operação dos

equipamentos.

DJ: principal funcionário da aparelhagem, é o artista que comanda as festas e apresenta inovações ao público do tecnobrega.

O DJ de estúdio tem os equipamentos em casa e é a principal

fonte de produção dos CDs e DVDs de tecnobrega.

Artistas: compositores, cantores e bandas, a maioria – 84% – é compositor. Lançam músicas no mercado e

formam a banda quando tem uma canção “estourada” no mercado e são convidados a fazer shows.

Estúdios: locais destinados à produção independente de novos

CDs. Estúdios domésticos são a principal fonte de produção do tecnobrega e substituíram parte do papel das gravadoras.

APARELHAGENS... 

SUPER POP ,

Há vinte anos atrás

O patriarca da família Carvalho,o senhor Elias Carvalho,criava uma minúscula aparelhagem sonora,simples com equipamentos pequenos a qual o mesmo batizou de POPSOM.Nascia aí a aparelhagem que hoje é sucesso de público no Pará.

No início com Dj Betinho depois com o passsar dos tempos mais investimentos vieram,chegava também a era dos Djs Élison e Juninho e o POPSOM se tornára o ÁGUIA DE FOGO O ARRASTA POVO DO PRÁ,também veio o ÁGUIA DE FOGO SUPERPOP, e o que no início era uma minúscula aparelhagem se tornára em uma das maiores EMPRESAS SONORAS DO PAÍS  ( A EMPRESA SUPERPOP)

 

 já teve quatro denominações, entre elas: Pop som O Águia de Fogo, Pop Som 1, 2, 3 e 4, Super Pop O Peso do Som, Super Pop O Águia de Fogo e atualmente é denominado como O Águia de Fogo Super Pop, O Arrasta Povão.

O DJ Juninho, do Super Pop, explica que o “Águia de Fogo” era o nome de um seriado muito famoso da década de 80, sobre um helicóptero da polícia que sobrevoava a cidade em busca de crimes . Por causa disso eles se inspiraram no seriado para que todo o equipamento lembrasse a idéia de um helicóptero. Os comandos lembram uma cabine e a aparelhagem espalha gelo seco, as metralhadoras soltam faísca e papel laminado.

 TUPINAMBÁ.

De acordo com o DJ Dinho, o Tupinambá já existe há mais de trinta anos. E ele surgiu em Abaetetuba, quando Andir Corrêa, o patriarca da família fazia as festas, principalmente no interior da cidade, na região das Ilhas. Depois toda a família teve que se mudar pra Belém devido o trabalho.

 Com isso, Andir trouxe também a aparelhagem, até então na época não era tão conhecida, e pra conciliar o trabalho dele com a aparelhagem, o DJ Dinho, aos 12 anos, começou a trabalhar na aparelhagem para poder ajudar o pai.

            O Tupinambá já teve os seguintes slogans: Treme-Terra Tupinambá, Novíssimo Treme-Terra Tupinambá, Fantástico Tupinambá e hoje em dia é conhecida como hiper Tupinambá.

            Atualmente possui 38 funcionários. A sua potência sonora total equivale a cem mil watts. O ingresso das festas custa em média de R$20,00 e cada festa é freqüentada por um público em torno de 5 mil pessoas dependendo do local. São vários fã-clubes, entre eles: Os Safadões, Equipe Rex, Equipe Tubarão, Bad Boys, Galera da Moto etc.