Nássara passado a limpo
 
          de Carlos Didier          

Sobre o livro

'Nássara passado a limpo' é uma crônica, um painel de vida e arte de Antonio Gabriel Nássara, compositor e caricaturista brasileiro, por Carlos Didier. O autor apresenta um Nássara ser humano, homem da esquina, completo carioca. Uma crônica sobre a vida - um painel de uma época - de um compositor e desenhista brasileiro do século XX.

Capa: Victor Burton
Desenhos:
Acervo família Nássara
Coleção Museu Nacional de Belas Artes/IBRAM/MinC

Conheça a primeira crônica de
Nássara passado a limpo:


Sobre Nássara

Um compositor extraordinário: Antônio Nássara. Um dos maiores desenhistas brasileiros de todos os tempos: Antônio Nássara. Um carioca perfeito: Antônio Nássara. Se dependesse mim, o dia 12 de novembro de 2009 (obrigado, Carlos Didier) teria sido feriado nacional. (Sérgio Cabral, pai)

Nássara foi das melhores pessoas com que topei nesta vida. Atrás da aparente carranca escondia-se um fidalgo em bondade e bom humor, que nem a surdez progressiva e impiedosa conseguia abalar. Tive tempo de escrever e dirigir - só para ele (que ainda pode assistir, com prazer inegável) - o show Alá-la-ô, na série Carnavalesca, da antiga Funarte. (Ricardo Cravo Albin)

Ele criou figuras inéditas, com as quais as vítimas (as figuras caricaturadas) passaram a se parecer cada vez mais, a cada olhadela. Inverteu as coisas, o caricaturado passou a ser a caricatura, tudo no maior rigor. (Bruno Liberati)

Seus portraits-charge são numerosíssimos e talvez forneçam a melhor medida da sua excepcionalidade como desenhista satírico. No seu caso específico, a caricatura de uma personagem pública dá ao observador condições ideais de se aperceber do trabalho de abstração executado sobre o real. (Cássio Loredano)

 De uma certa maneira, o Rio é uma invenção de Nássara, Orestes e Noel.  Inventores também do papo-furado, foram se distraindo e a cidade cresceu em volta deles. (Millôr Fernandes)