Antipsiquiatria

 

Não mande matar seu psiquiatra ! Junte-se a nós !

Você sabia que o aparelho de eletrochoque nunca foi aprovado pelo FDA e continua sem aprovação até hoje? Pergunte sobre isto ao seu psiquiatra e vamos ver a mentira que ele vai contar.

Não confie em médicos que são contra a Reforma Psiquiátrica. 

Conheça os conceitos da psiquiatria e verifique se eles são mesmo o melhor para a sua família. Estes conceitos possibilitam que qualquer um, à escolha do psiquiatra, possa ser preso contra sua vontade e medicado à força. Em geral, a psiquiatria expõe seus conceitos através dos "diagnósticos" que faz e do que chama de "doença".

Os psiquiatras aprenderam a condenar ideologicamente a antipsiquiatria e assim ficar imunes ao conteúdo da sua crítica. Eles são portadores de um retardo político e social, com comprometimento cerebral e causas possivelmente genéticas. O "Complexo de Dotô" também é muito frequente nestes casos, em que o indivíduo se acredita um membro da boa sociedade diante de críticos desqualificados.

Nenhum psiquiatra tem autoridade para falar em nome de terceiros a alguém que não cometeu crime algum. Só a Justiça tem autoridade para obrigar alguém a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Não é da competência de um  médico atuar sobre seu paciente no interesse de terceiros. O "médico do comportamento" é um policial sem mandato, um justiceiro. A sociedade não tem regras. As únicas regras que precisam ser cumpridas estão escritas nas leis. Dizer que determinado comportamento é doentio é um ato moral fundamentado na sua condenação social. "Cirurgia do espírito" é coisa de nerd psicopata. A psiquiatria é uma ciência de escravos para punir os mal-educados. É o braço armado do convencionalismo.

ESPERTEZA É DELINQUÊNCIA

Alguns diagnósticos psiquiátricos são medicalizações do conceito moral de Esperteza, por exemplo. Esperteza e Cultura da Esperteza são delinquência e devem ser tratadas pela legislação. Não são assunto médico. Delinquência não é doença.



CIÊNCIA ANTIPSIQUIÁTRICA


A psiquiatria não tem cura, mas tem tratamento

A histeria não é mais doença porque a psicanálise a curou, não no paciente (cliente), mas na psiquiatria. O mesmo ocorreu com a homossexualidade.


A causa da psiquiatria pode ser genética

Algo entre o fanatismo e a psicopatia genética.


O tratamento é psicossocial

Porque um tratamento biológico deveria se resumir à pura eliminação física dos psiquiatras. Está descartado.








Eu creio que existe um problema em uma profissão que autoriza a violar direitos de outros profissionalmente

A rigor o único paralelo para o psiquiatra está nos tribunais de traficantes das periferias das grandes cidades, que agem exatamente desta maneira. 

A psiquiatria não é uma ciência, mas uma moralidade. Uma determinada visão do mundo que se tornou impositiva. A psiquiatria faz uma compilação de preconceitos populares sobre uma coisa denominada "loucura" e quer que isso seja tomado como ciência. Mais do que isso, promete "tratar" esta "doença". Depois de milênios "tratando" a loucura eles finalmente conseguiram com o uso de drogas manter o louco quieto. E chamam isso de tratamento. É preciso ter perdido completamente o senso crítico para achar que eles fazem mais do que reprimir o louco. Um psiquiatra é um profissional do Estado, como um juiz ou um policial. Não é um médico comum, pelo menos no sentido do que se pode esperar de um médico. Mas um anti-médico, um médico cuja ação se faz contra o paciente. O cliente e o paciente não são a mesma pessoa.

Essa sua afirmação de visão de mundo que se tornou impositiva rende várias discussões filosóficas...isso pode ser a moral que vc disse. Mas a psiquiatria é uma ciência sim,como qualquer área da medicina. Ela não impõem nada,não impõe a vc um modo de viver...isso é feito pela religião. A psiquiatria descreve e trata os transtornos mentais,mas não estabelece um sistema rígido de normalidade. Entenda isso

A religião tem se mostrado uma das formas mais libertárias da experiência humana, ainda mais no Brasil com estas igrejas protestantes...

Ela se configura uma antipsiquiatria eficiente e muito defensável. Eu faria uma menção especial a estas igrejas que congregam homossexuais, os Meninos de Deus e outras ainda. A psiquiatria estabelece, sim, um sistema rígido de normalidade. Aliás, isto não é acidental nela, mas a sua característica principal. Assim, ela desfila baboseiras a respeito da mente humana. O trouxa da vez é o psicopata. Ele está recebendo um perfil capitalista para torná-lo politicamente correto. Com este perfilamento do psicopata, a psiquiatria expressa que pretende estender uma condenação moral a indivíduos ativamente anti-sociais e egoístas. Pode-se dizer que há um progresso, o ladrão agressivo e imoral passa a ser visto como uma peste social.

O psicopata,como vc diz...eu falaria "doente mental" não é um trouxa... Trouxa mesmo,ou ingênuo,é aquele que acha que está sendo libertado por uma instituição que se chama Igreja,seja lá qual for...trouxa mesmo é aquele que ainda paga por isso... Vc está completamente equivocado,quem impõe as regras é a Igreja com sua moralidade hipócrita... A psiquiatria é ciência sim! ...quer vc queira ou não...ela se baseia no método científico...já suas Igrejas só dizem um monte de idiotices para os trouxas acreditarem e ainda pagarem pra ouvir aquele discurso hipócrita!

Não concordo com você. O sistema de saúde mental custa muito caro para a sociedade e os psicanalistas também.

Sinceramente não consigo entender sua revolta com a psiquiatria e com os psiquiatras.Até agora tudo o que vc disse foi pura imaginação sua

Pura imaginação minha eu sei que não é, alguns psiquiatras que estiverem lendo isto estarão sorrindo neste momento.

Pq eles estariam sorrindo?? Explique melhor isso aí..

Por causa da sua ingenuidade. Um psiquiatra é um profissional do Estado, como um juiz ou um policial. Não é um médico profissional liberal, como se imagina. O papel dele é zelar pelos iinteresses do Estado. Duvido que algum psiquiatra vá lhe dizer isto um dia, mas eu, como louco, posso dizer sem nenhum problema. A psiquiatria como negócio constitui em produzir estereótipos de loucura para consumo social.

Eu conheço vários psiquiatras que só trabalham no serviço particular.Como ele estaria a serviço do Estado? Vc então está supondo uma espécie de conspiração existente entre os psiquiatras e o Estado?

Posso garantir a você que tenho razão. Mas a minha garantia não representa muito, já que eu sou um louco.. Quando algum dia, no futuro, você ouvir novamente isto, lembre-se de mim, por favor. As expectativas dos pacientes quanto à psiquiatria não são realistas. Eles devem saber que o psiquiatra não está lá para curá-los ou tratá-los, mas para manejá-los. Manipulá-los, se quiser. Para fazer o manejamento social da loucura. Não para conhecer a loucura. A psiquiatria é uma polícia do comportamento. Sua melhor vocaçâo está no zelo dos interesses do Estado. Ciência ela não é, embora pretenda ser. Quem sabe um dia chegue lá. Quanto ao Negócio da psiquiatria, ele é a produção de estereótipos de loucura. Para consumo social. A maioria dos pacientes "tratados" pelos psiquiatras hoje precisa apenas de um assistente social, não de um psiquiatra. Alguns psiquiatras são tão inteligentes e cultos que não conseguem distinguir raciocínio de verborréia. Assim, se os seus assuntos são muito especializados, não converse sobre eles com algum psiquiatra ou você acabará carimbado com um diagnóstico. Um diagnóstico constitui uma "peça de psiquiatria" destinada ao consumo social. É assim que os psiquiatras conseguem clientes, fabricando loucos. O diagnóstico é um freeware da psiquiatria, assim como as diversas aparições de psiquiatras em meios de comunicação social, reportagens diversas sobre "doenças" mentais, etc. Tudo isso constitui a inserção social (marketing) da psiquiatria.

Não sou contra a existência da psiquiatria, apenas acho que os psiquiatras deveriam procurar trabalho de verdade nos presídios e nas  escolas. Quem sabe assim se reencontrassem com o que vem a ser prestar um serviço à sociedade.. 

A REBELDIA É A PENÚLTIMA DOENÇA INVENTADA

O medo induzido e os seus efeitos colaterais chegaram muito longe. Comprovamo-lo nestes dias de “pânico global”, pela extensão difusa da gripe que começou por ser suína, e agora é de tipo A. Durante os últimos anos os laboratórios farmacêuticos têm dedicando grandes esforços a expandir doenças que não o são, ou que não têm a importância que nos fazem crer que têm. Esse fenómeno é conhecido como disease mongering, tráfico ou venda de doenças. O objectivo é que toda a gente esteja medicada para algo; o conceito de doença é alargado o mais possível para abarcar a maior quantidade de pessoas de modo a serem catalogadas como “doentes”, mesmo que não o estejam, claro. Algumas das doenças inventadas são dramáticas, mas hoje vou-lhes falar de uma das mais cómicas: a rebeldia. Sim, a rebeldia também é uma “doença”!

Um dos laboratórios interessados em vender um remédio – metilfenidato (Concerta)- para esta gravíssima patologia explica na página web criada expressamente para promover o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperactividade (TDAH), que entre os transtornos presentes além do TDAH está o Transtorno Oposicionista Desafiante (TOD). Se bem que pareça uma brincadeira na realidade não o é. O TOD foi incluído pela primeira vez no manual DSM III-R. Este é o livro que funciona como a “Bíblia” da psiquiatria. Segundo a farmacêutica citada, o Transtorno Oposicionista Desafiante:

    “Consiste num padrão de condutas negativistas [sic], hostis e desafiantes presente de forma persistente durante pelo menos 6 meses. Ditas condutas incluem discussões com adultos [sintoma especialmente pensado para as crianças], zangas e birras, recusa a cumprir as normas estabelecidas ou as ordens dos adultos, mentiras, culpar os outros pela má conduta própria e ressentimento.”

Acredito que não é exagerado dizer que quase qualquer pessoa que esteja a ler isto encontrará parte da sua infância exibida neste catálogo de “horrores patológicos”, dos quais nos adverte com tão preocupada boa intenção a Janssen-Cilag. Para entender, aqui sim, este doentio paroxismo dos laboratórios, é muito útil invertermos o argumento, se é que se pode chamar isso a este chorrilho nada científico. Existem pessoas que, pelo menos durante uma fase da vida, não tenham discutido com adultos ou não tenham tido birras ou zangas? Existem pessoas que praticamente, durante a sua infância ou adolescência, sempre tenham cumprido todas as normas estabelecidas ou as ordens dos seus “superiores” adultos? Talvez, mas não creio que seja o caso da maioria de vocês.

O que o laboratório Janssen-Cilag define como uma perigosa doença é a rebeldia. Talvez não seja por acaso que uma das sociedade menos rebeldes que a Humanidade já conheceu (refiro-me à actual, claro), coincida com a era do “todos doentes” em que vivemos. Talvez alguns governos e indústrias tenham grande interesse em “patologizar” os jovens desde o berço. Porque talvez o autoritarismo democrático e industrial está a semear no Ocidente os ventos da desobediência que estas e as próximas gerações colherão.

Ao catalogar a rebeldia como uma doença, a indústria farmacêutica, um dos sectores estratégicos básicos do actual capitalismo, em conivência com os governos, cujas campanhas eleitorais são patrocinadas por ela tornando-os dependentes[1], consegue dois objectivos: alargar mercados até ao infinito e manter o controle social, fomentando atitudes submissas e oferecendo pílulas “sócio-calmantes” a todos aqueles que se mostrem “diferentes”. E os médicos que não colaborem com este propósito que tenham muito cuidado, pois correm o risco de também eles serem considerados rebeldes!

O escritor Juan Gelman descreve muito bem a situação mo seu artigo “A domesticação dos jovens bravios”:

    “Existe uma verdadeira parafernália para conseguir domar os jovens nos EUA, e o remédio é bem simples: consiste em criminalizar, e mais ainda, em patologizar os jovens norte-americanos rebeldes, inconformados com o autoritarismo e que o desafiam. São considerados transtornados mentais e carne para tranquilizantes, anfetaminas e outras substâncias psicotrópicas. A Associação Estadunidense de Psiquiatria baptizou a suposta patologia em 1980: é denominada de desordem de oposição desafiante (ODD, pela sua sigla em inglês) e não se aplica aos delinquentes juvenis. Aplica-se sim àqueles que não se envolvem em actividades ilegais, mas que manifestam “um comportamento negativo, hostil e desafiante”.

Como em tantas ocasiões, a investigação das origens, das causas, destes problemas, se é que são problemas, adia-se até ao infinito, talvez porque ao investigá-lo ficaríamos sem problema. Mais ainda, como podemos comprovar, nestes “transtornos mentais” destacam-se os aspectos negativos, e exageram-se até ao paroxismo para incutir temor, o que pode ocultar os aspectos positivos da personalidade. Cada pessoa é diferente e acredito que é mais construtivo perguntarmos em que está a pensar uma criança quando está distraída ou quando se crê ver os sintomas do que denominamos hiperactividade. Porque, talvez, essas atitudes que qualificamos de patológicas são a manifestação de uma inteligência acima da média ou de uma personalidade criativa, ou o aguilhão afiado de uma vocação artística. Se consideramos estas condições como sintomas de doenças e as medicamos –submetemo-las artificialmente com a química tóxica– podemos estar a assistir a uma nova queima de livros, que em vez de desenvolver-se durante a negra noite nazi na Bebelplatz de Berlim, estaria a acontecer todos os dias em qualquer parte do mundo que consideramos civilizado.

por Miguel Jara

Carta aos psiquiatras

Campanha pela Abolição do Rótulo de Esquizofrenia

"Junte-se ao último grande movimento de direitos civis contra a psicofobia e termine com a barbárie feita em nome da psiquiatria."          Asylum Magazine 

"Não existe psicologia, só existe biografia e autobiografia."

Read (2004) enumera uma fundamental insatisfação com o conceito de esquizofrenia como uma doença que pode ser rastreada até mais de 80 anos. Mais recentemente Bentall (1990, 2003), e Boyle (1990) têm publicado argumentos elegantes e bem estudados demonstrando claramente que o conceito de esquizofrenia não é nem válido nem confiável. Apesar disto, a corrente principal da psiquiatria continua a perpetuar o mito de que, quando falamos de 'esquizofrenia' estamos discutindo uma coisa que realmente existe.

Uma preocupação primordial da anti-psiquiatria é que o grau de aderência ao comum de um indivíduo, ou à maioria, podem ser utilizados para determinar o seu nível de saúde mental.

Críticos da psiquiatria geralmente não contestam a noção de que algumas pessoas têm problemas emocionais ou psicológicos, ou que algumas psicoterapias não funcionam para um determinado problema. Eles costumam discordar da psiquiatria sobre a origem destes problemas, sobre a adequação de caracterizar estes problemas como doenças e sobre quais as opções de lidar com eles.

Na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil muitos movimentos anti-psiquiátricos fortes estão surgindo para trazer novas idéias não-violentas à psiquiatria. Saiba mais sobre as pessoas chamadas de "esquizofrênicas", "loucas", "insanas", "depressivas", "border-line", etc.

 

  


Comunidades no Orkut

Associação Internacional para o Avanço do Desajustamento Criativo

Ayahuasca

Grupo de anti-psiquiatria

Grupo de Ajuda Mútua em Esquizofrenia


Sites de interesse: 

Nacionais

MindFreedom Brasil  

Lei 10.216 de 6 de abril de 2001

Orgulho Louco

Picica

OSM - Observatório de Saúde Mental e Direitos Humanos

Grupo de Trabalho Direitos Humanos e Saúde Mental

Instituto Franco Basaglia

Memória da Loucura

Aconselhamento filosófico

Internacionais

Vídeos

Coalizão Antipsiquiatria

Antipsiquiatria on-line

Iniciativa pró auto-determinação

Lista de sites de antipsiquiatria

Fundação Carl Gustav Jung

MindFreedom

Freedom Center

Self-Help Clearinghouse

Open The Doors

Danda

WNUSP

OISM

Inclusion International

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Arquivos:

Mil Platôs - Deleuze e Guattari

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O Alienista - Machado de Assis

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O Caboclo Capiroba - João Ubaldo Ribeiro (capítulo de Viva o Povo Brasileliro)

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