Amarelinha

 
      A amarelinha (português brasileiro) ou macaca (português europeu) é uma brincadeira muito antiga, fazendo parte do folclore.

      Amarelinha vem do francês marelle, que por adaptação popular ganhou a associação com amarelo e o sufixo diminutivo.

      É conhecida por diversos nomes:

  • Em Portugal há outras variações: jogo da macaca, jogar ou saltar à macaca (no norte), e ainda jogo-do-homem e pé-coxinho.
  • Em Moçambique chama-se avião ou neca.
  • No Rio de Janeiro (Brasil) pode ser ainda academia ou cademia e marelinha.
  • Na Bahia e no Pará, (Brasil), diz-se pular macaco ou macaca, semelhante a Portugal.
  • Em Minas Gerais (Brasil) é maré.
  • No Rio Grande do Norte (Brasil) é avião, como em Moçambique.
  • No Rio Grande do Sul (Brasil) é sapata.
  • Na Espanha a brincadeira é chamada: cuadrillo, infernáculo, reina mora, pata coja ou rayuela.
  • No Chile é o luche.
  • No Peru é a rayuela.
  • Na Colômbia é chamada coroza ou golosa.
  • Nos Estados Unidos é hopscotch.
  • Na França, por fim, é marelle, denominação que deu origem a amarelinha, marelinha e maré no Brasil.
  • Na Galiza o jogo tem vários nomes: a chapa, truco, mariola, peletre, cotelo, macaca, estrícula, entre outros. Ainda que hoje a sua prática esteja muito reduzida, tempos atrás jogou-se em mais de 40 desenhos diferentes.

       Regras:

      O jogo consiste em pular sobre um desenho riscado com giz no chão, que também pode ter inúmeras variações. Em uma delas, exemplificada na figura a baixo o desenho apresenta quadrados ou retângulos numerados de 1 a 10 e no topo o céu, em formato oval.

      Tira-se na sorte quem vai começar. Cada jogador, então, joga uma pedrinha, inicialmente na casa de número 1, devendo acertá-la em seus limites. Em seguida pula, em um só nas casas isoladas e com os dois nas casas duplas, evitando a que contém a pedrinha.


      Chegando ao céu, pisa com os dois pés e retorna pulando da mesma forma até as casas 2-3, de onde o jogador precisa apanhar a pedrinha do chão, sem perder o equilíbrio, e pular de volta ao ponto de partida. Não cometendo erros, joga a pedrinha na casa 2 e sucessivas, repetindo todo processo.

      Se perder o equilíbrio, colocando a mão no chão ou pisando fora dos limites das casas, o jogador passa a vez para o próximo, retornando a jogar do ponto em que errou ao chegar a sua vez novamente.

      Ganha o jogo quem primeiro alcançar o céu.

      Em uma outra versão, mais complexa, o jogo não termina aí. Quem consegue chegar ao céu vira de costas e atira a pedrinha de lá. A casa onde ela cair passa a ser sua e lá é escrito o seu nome (caso não acerte nenhuma, passa a vez ao próximo jogador). Nestas casas com "proprietário", nenhum outro jogador pode pisar, apenas o dono, que pode pisar inclusive com os dois pés.

     Nesta versão, ganha o jogo quem conseguir ser dono da maioria das casas.

 

 

Vídeo do YouTube

Referência:

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio, Record, São Paulo, 1996

 
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