Moda dos Anos 60

    Os anos 50 chegaram ao fim, e uma década nova começava prometendo novas  mudanças no comportamento, iniciada com o sucesso do rock and roll e o rebolado frenético de Elvis Presley, seu maior símbolo.
    A imagem do jovem de blusão de couro, topete e jeans, em motos ou lambretas, mostrava uma rebeldia ingênua, imitando os ídolos do cinema. As moças bem comportadas já começavam a abandonar as saias rodadas de Dior e atacavam de calças cigarette, como se estivessem dizendo: estamos livres!
    Os anos 60, acima de tudo, viveram uma explosão da juventude em todos os aspectos. Era a vez dos jovens que, influenciados pelas idéias da chamada geração beat, começavam a se opor à sociedade de consumo que estava no auge do momento.

    Estava garantido, os anos 60 iriam transformar a moda, pois era o fim da moda única, agora o jeito de se vestir estava mais ligada ao comportamento.


    Conscientes desse novo mercado consumidor e de sua voracidade, as empresas criaram produtos específicos para os jovens que, pela primeira vez, tiveram sua própria moda, não mais derivada dos mais velhos. Aliás, a moda era não seguir a moda, o que representava claramente um sinal de liberdade, o grande desejo da juventude da época.
    Na moda, dos anos 60 o auge foi, sem dúvida, a minissaia. A criação da minisaia foi de Mary Quant, mas ela dizia que não foi ela que inventou e sim a rua que a inventou. Uma grande influência da moda para os trabalhos dos estilistas vinham das ruas. Mesmo as idéias inovadoras de Yves Saint Laurent com a criação de japonas e sahariennes [estilo safári], foram atualizações das tendências que já eram usadas nas ruas de Londres ou Paris.
    Em 1965, na França, André Courrèges criou uma  verdadeira revolução na moda, com sua coleção de roupas de linhas retas, minissaias, botas brancas e sua visão de futuro, roupas espaciais, metálicas e fluorescentes. Enquanto isso, Saint Laurent criou vestidos tubinho inspirados nos quadros neoplasticistas de Mondrian e o italiano Pucci virou mania com suas estampas psicodélicas. Paco Rabanne, em meio às suas experimentações, usou alumínio como matéria-prima.
    As mudanças no vestuário também alcançaram a lingerie, com a generalização do uso da calcinha e da meia-calça, que dava conforto e segurança, tanto para usar a minissaia, quanto para dançar o twist e o rock.

    O unissex ganhou força com os jeans e as camisas sem gola. Pela primeira vez, a mulher ousava se vestir com roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking [lançado para mulheres por Yves Saint Laurent em 1966].
    A alta costura estava nesta época praticamente excluída do mundo da moda.
    Entretanto, os anos 60 sempre serão lembrados pelo estilo da modelo e atriz Twiggy, muito magra, com seus cabelos curtíssimos e cílios inferiores pintados com delineador.
    A maquiagem era essencial e feita especialmente para o público jovem. O foco estava nos olhos, sempre muito marcados. Os batons eram clarinhos ou mesmo brancos e os produtos preferidos deviam ser práticos e fáceis de usar.

    As perucas também estavam na moda e nunca venderam tanto. Mais baratas e em diversas tonalidades e modelos.
    As cores predominantes dos anos 60 eram: muito preto e branco,cores suaves e florescentes, e artigos metalizados. Para homens, a moda jovem chega ao guarda roupa com calças ajustadas, cintura baixa, tecidos preciosos e cores como o vermelho e o rosa nas camisas.

A moda que identifica os anos 60:

·         Mini-saia;

·         Calças de cintura baixa;

·         Boca de sino;

·         Cores vivas, estampas florais e pop-art;

·         Tecidos acetinados, inclusive para os homens;

·         Cabelos longos e lisos com franja ou embaraçados com muito volume;

·         Cabelos com franjas para os homens;

·         Terninho Beatles;

·         Botinhas de verniz, de bico fino e salto baixo;

·         Botinhas brancas salto baixo;

·         Bolsas entreteladas e durinhas;

·         Óculos Jackie “O”;

·         Tailleur com mangas ¾;

·         Tubinho;

·         Roupas futuristas;

·         Tecidos sintéticos, plásticos e metalizados. A moda futurista.

Matéria feita por: Maitê de Castro Fonseca
Fotos tiradas por: Lara Chula Martins
Modelo: Lara Chula Martins

 

FONTES:

WWW.anos60.com.br

http://www.terra.com.br/moda/consultorio/ela/2002/09/11/000.htm

http://almanaque.folha.uol.com.br/cronologia_60.htm

http://freakshowbusiness.com/2009/05/01/moda-moderna-anos-60/

http://www.fashionbubbles.com/2006/identidade-brasileira-na-moda-anos-60/