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Portefólio Digital
 
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Chamo-me Anabela Matias de Magalhães, nasci em 1961, na freguesia de S. Gonçalo, em Amarante. Frequentei a Instrução Primária no Colégio de S. Gonçalo e a partir daí todo o meu percurso escolar foi feito na Escola Pública. Ingressei no Ciclo Preparatório Teixeira de Pascoaes, a que se seguiu o Liceu, e o Ano Propedêutico. Ingressei posteriormente na Faculdade de Letras do Porto, onde me licenciei em História. Entrei no mercado de trabalho como professora não profissionalizada, situação que mantive até à profissionalização em serviço. Actualmente pertenço aos Quadros de Agrupamento e lecciono na Escola E. B. 2/3 de Amarante.
Os meus interesses centram-se na minha família, na História, nos meus alunos, nos meus amigos e estendem-se ao meu blogue, à arte, às viagens, à literatura, à jardinagem, à fotografia, ao design... sendo por isso múltiplos e variados.
Amo a actividade lectiva e o contacto com as gerações mais novas, sendo que este constitui, para mim, o aspecto mais aliciante da minha profissão. Procuro constantemente novas estratégias para tornar as minhas aulas de História um tempo que passa a voar e é prazenteiro para a generalidade dos meus alunos. Procuro incutir-lhes a curiosidade, o gosto pelo saber e pelo esforço, tão importantes na superação de obstáculos. Procuro incutir-lhes a disciplina, a importância de se ser organizado e cuidadoso em tudo aquilo que se faz, a importância de se ser perseverante e de se delinear estratégias por forma a conseguirmos atingir os objectivos previamente traçados.
Adoro viajar e absorver novas formas de estar, de pensar e de ser e aproveito as viagens para me questionar sobre as realidades tão díspares e tão diversas com que contacto, e para crescer e amadurecer interiormente. E, claro, aproveito as viagens para fotografar exaustivamente tudo o que me faz falta para as minhas apresentações em PowerPoint, que utilizo em contexto de sala de aula, na leccionação da disciplina de História.
Este é o grande projecto pedagógico em que estou envolvida: elaborar apresentações em PowerPoint que cubram toda o currículo de História do 3.º Ciclo do Ensino Básico.
A primeira fase deste projecto está praticamente concluída e já publiquei grande parte das apresentações numa página web, para que este material pedagógico esteja acessível a alunos, pais, outros professores e população em geral.
A segunda fase, de revisão e de melhoramento, inevitável, iniciou-se no ano lectivo de 2008/2009 e prossegue actualmente.
No final de 2007 começou a ganhar terreno no meu pensamento a necessidade de elaborar o meu portefólio digital. Quando penso fazer uma coisa tenho logo de passar à acção, sob pena de me tornar inquieta e insatisfeita, sentimentos que não gosto de cultivar em mim. Passei à acção.
Como não sabia nada do assunto pedi umas dicas ao meu formador na área das TIC, professor Luís Valente, que prontamente me enviou para o meu e-mail uns links que me puseram a ler em inglês sobre o que é isto do portefólio.
    
E o que é que eu aprendi sobre portefólios? Partilho quatro ou cinco ideias mestras.

    1 - Um portefólio nunca está terminado e está em permanente transformação, em permanente ebulição... Gostei da ideia de haver sempre trabalho e alterações a fazer, caminhos a percorrer, novas paisagens a descobrir. Amo isto. Foi o primeiro ponto a favor do portefólio.
    2 - Um portefólio tem uma pessoa dentro... Confesso que também me fascinou esta ideia. Gosto de tudo o que é personalizado pela intervenção do seu dono, gosto desta pegada indelével que se deixa na areia do deserto... Foi o segundo ponto a favor do portefólio.
    3 - Um portefólio traduz o rumo da pessoa que leva dentro... Mais uma vez me identifiquei completamente com esta ideia. Gosto de rumos, de percursos, de caminhos que se fazem com mais ou menos dificuldades, de muros que se transpõem, de subidas íngremes percorrendo cristas de dunas gigantescas... Estou muito habituada a isto e amo estas dificuldades. Foi o terceiro ponto a favor do portefólio.
    4 - Mas fazer um portefólio em papel? Pensei nos gastos de impressão, nos gastos em papel, no prejuízo para a humanidade que era imprimir toda a minha tralha profissional que é muita... não, decididamente não. Seria digital. Afinal eu sou uma rapariga moderna, não? Foi o quarto ponto a favor do portefólio, desta vez digital.
    5 - Mas onde o fazer? Onde o alojar na rede? Depois de "conversas" na net com o Luís Valente e o Helder Barros decidi alojá-lo no Google, seguindo o mesmo princípio estético e organizativo da minha página de recursos, criada anteriormente. O funcionamento das páginas web do Google é extremamente fácil e senti-me cómoda. E foi o quinto ponto a favor do portefólio, digital, claro!

Logo que apanhei uma aberta no meu céu, que correspondeu à paragem dos três dias de Carnaval de 2008, meti mãos à obra.
Este portefólio está longe, mas longe!, de estar como eu quero. Mesmo assim partilho-o na web.   
Mais uma vez me disponibilizo para ajudar quem sabe menos do que eu. Também recebi ajuda de outros e não me esqueço disso. Obrigada Luís Valente, pela ajuda pronta. Obrigada Helder Barros, por me ajudares sempre que preciso. Obrigada Ester Cabral, pela dica das páginas do Google, que eu desconhecia por completo. Obrigada Pedro, pelas impressões que já trocámos sobre o assunto, fundamentais para mim.
A vida é um toma lá dá cá. E não é porque surgiu por aí, aos trambolhões e à martelada, uma aberração chamada de Avaliação do Desempenho Docente que eu vou mudar de atitude. Vou continuar a partilhar. Corresponde ao que eu acho correcto. Se partilharem comigo eu cresço pessoal e profissionalmente, transformo, e ao transformar enriqueço-me. Por isso retribuo da forma que posso e sei. Divulgo. Se as pessoas não andam por aqui, e o por aqui é a Internet, progredirão muito mais lentamente. Estou farta de dizer isto. Até já ando um pouco cansada, porque o mais das vezes sinto-me a pregar no deserto, e ainda por cima para gente licenciada, o que me deixa sempre com um enorme sentimento de frustração.
Mas a mentalidade vai mudando. Aos poucos vai mudando.

Aos Meus Alunos

"Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não: falar delas. Aqui ... e onde quer que nos encontremos."
 
In Diário, Sebastião da Gama