Serviço Distribuído Anabela Matias de Magalhães

Serviço Distribuído

  Componente Lectiva

    Do serviço integrado na componente lectiva, distribuído para o ano lectivo de 2008/09, foram-me atribuídas duas turmas do 7.º ano de escolaridade, às quais lecciono História, e que são:

  • 7.º D 
  • 7.º E

     Foram-me ainda atribuídas cinco turmas dos Cursos de Educação e Formação, às quais lecciono a disciplina de Cidadania e Mundo Actual, a saber:

  • Carpinteiro de Limpos 1
  • Electricista de Instalações 1
  • Empregado de Mesa 1
  • Empregado de Mesa 3
  • Serralharia Civil 3 

 

Componente Não Lectiva

    Da componente não lectiva do meu horário fazem parte dois blocos de noventa minutos cada um, para reuniões semanais dos conselhos de turma dos Cursos de Educação e Formação de que faço parte, marcadas às terças e quintas-feiras, das 16:50 às 18:20.

    Tenho ainda um bloco não lectivo, marcado à sexta-feira, das 12:00 às 13:30, para substituição de professores em falta, ajudando, deste modo, a colmatar, ou mesmo a suprir, as necessidades pontuais de pessoal docente sentidas na escola e ainda para integrar a equipa rotativa que apoia a Sala de Estudo.

 

Cargos e Funções

    Foi-me atribuída a direcção de turma do curso de Empregados de Mesa 1, uma turma dos Cursos de Educação e Formação, constituída por vinte elementos. 

    Todos os elementos referenciados nesta página constam do meu HORÁRIO 2008/2009.

 

Reflexão Sobre o Serviço Distribuído 

    A minha experiência como professora dos Cursos de Educação e Formação, conhecidos vulgarmente por CEFs, já vem de longe. Estas turmas são normalmente constituídas por alunos com dificuldades de aprendizagem, alunos que têm já, pelo menos, uma retenção no seu percurso escolar e que acumulam mesmo duas ou três retenções no seu percurso escolar o mais das vezes bastante atribulado, alunos inadaptados à escola, que não gostam da escola, e que muitas vezes não vêem qualquer sentido e utilidade no facto de fazerem parte desta estrutura, alunos com muitas lacunas na sua formação a nível académico, alunos problemáticos do ponto de vista comportamental e emocional, alunos provenientes das franjas mais desprotegidas da nossa sociedade, quer a nível económico, quer a nível cultural, o que se reflecte, inevitavelmente, na deficiente integração social destes alunos. Evidentemente que nestas turmas encontramos alunos que são verdadeiras excepções ao panorama geral que acabei de traçar mas são, sem dúvida, casos excepcionais.

    Assim sendo, aquilo que se exige de um professor, nestas turmas, é ainda mais exigente do que aquilo que se exige para turmas vulgares. O professor, para além dos conteúdos a ministrar e das competências a desenvolver, tem de ser um bom gestor de conflitos, de impor a ordem e disciplina com firmeza mas sem autoritarismos, sempre num registo de afectividade que é muitas vezes esgotante para o professor e difícil de equilibrar, conseguir e manter. Poderão dizer-me que para todas as turmas é assim. Certo. Mas aqui é elevado ao extremo, e só quem nunca leccionou este tipo de turmas poderá confundi-las com turmas comuns. Daí estes alunos serem sistematicamente não-escolhidos pela esmagadora maioria dos professores mais experientes, agora promovidos a professores titulares pela Tutela.

    Pelas razões anteriormente referidas, não posso deixar de considerar abusivo o meu horário. Considero abusiva a atribuição de duas turmas de 7.º ano às quais lecciono História, cinco turmas de CEFs, com as características que acabei de descrever e às quais lecciono Cidadania e Mundo Actual, horário agravado ainda com a direcção de turma de um Curso de Educação e Formação do qual fazem parte 20 alunos, muitos deles com histórias de vida e percursos escolares muito complicados.