Almoinhas Velhas, Alcabideche, concelho de Cascais

No sopé da Serra de Sintra o lugar de Almoinhas Velhas em primeiro plano, acima o lugar de Arneiro e ao fundo do lado direito a Malveira da Serra. foto de José Andrade, Outubro de 2004


Uma aldeia nascida há centenas de anos em plena Serra de Sintra, virada ao mar e ao sol, respirando os bons ares marítimos.

Em 1527 tinha 19 casas.

Na aldeia destaca-se a Quinta de Santa Rita que dispõe da única capela existente no lugar.

No meio do imenso pedregal granítico, desde tempos imemoriais juntaram-se as pedras que edificaram os muros irregulares e as minúsculas casas, fornos, abrigos para animais e alfaias. Assim se formou o núcleo urbano, disperso ao sabor das minúsculas linhas de água, das hortas e dos trilhos pedestres que ligavam ao Arneiro, à Malveira de Baixo, a Alcorvim, à Charneca,  ao mar do Guincho, à Biscaia, a São Saturnino e à Peninha lá bem no alto.

Caminhando por esta aldeia recordamo-nos de outras paisagens agrestes de Portugal, da Beira e do Douro, também aqui se construíram muros seculares de pedra solta para suster as terras da encosta inclinada, gerando um anfiteatro aquecido pelo sol, onde tudo frutifica com abundância. 

São as «Almuinhas» a pequena propriedade ou horta murada vinda do árabe al-munya

E são velhas porquê? porque foram as primeiras, antes dos seus naturais começarem  a fixar-se juntos às «novas» mais para a parte da Malveira. Na descrição feita por D. Luis de Castro em 1527, Almoinhas Velhas «com os casais de redor» tinha mais do dobro dos vizinhos que a Malveira - 19 para 8 casas, enquanto a Aldeia de Juso e a Charneca juntas tinham 8 vizinhos.


Carlos Reis
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