Livros a Ler

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Em Mágoas da Escola, Daniel Pennac aborda os problemas da escola e da educação desde um ponto de vista insólito - o ponto de vista do mau aluno. Pennac, que foi ele próprio um péssimo estudante, analisa a figura do cábula outorgando-lhe a nobreza que merece e restituindo-lhe a carga de angústia e dor que inevitavelmente o acompanha.

Misturando recordações autobiográficas e reflexões acerca da pedagogia e das disfunções da instituição escolar, sobre a dor de ser um mau estudante e a sede de aprendizagem, sobre o sentimento de exclusão e o amor ao ensino, Daniel Pennac oferece-nos, com humor e ternura, uma brilhante e saborosa lição de inteligência.
Notas e Comentários

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«Entre o início dos anos 60 e os dias de hoje, a sua palavra, isto é, a sua ação, tem promovido ideias e encontros que marcam as nossas histórias, pessoais e coletivas.
Nestes cinquenta anos, Sérgio Niza tem-se batido pela transformação da instituição escolar, por uma escola de todos que permita a cada um ir o mais longe possível no seu processo de aprendizagem e desenvolvimento.
Sérgio Niza é um homem do diálogo. Com grande sensibilidade, põe-nos a conversar uns com os outros, e com ele, à procura das perguntas e das respostas que nos inquietam como educadores e professores. A linguagem cresce a comunicar. A sua vida é inseparável do mais importante movimento pedagógico português, o Movimento da Escola Moderna, que ajudou a criar em 1966 e do qual tem sido a principal referência.
Este livro é um registo do que Sérgio Niza foi conversando connosco durante a sua vida. É uma memória, é um arquivo, que pode ser lido de todas as maneiras, sem qualquer ordem. Repositórios deste tipo são fundamentais para guardar e divulgar um património intelectual que, de outro modo, ficaria disperso e inacessível.»

António Nóvoa
Indiferente às cruzadas contra os pedagogos, ou por deliberada provocação, António Nunes traz-nos este livro sobre Célestin Freinet (…). As narrativas e os estudos sobre os pedagogos ou os seus escritos revelam-nos sempre um objetivo ambíguo, cujo discurso se localiza num entre-dois, como diz António Nóvoa, “num esforço de refletir sobre a ação educativa entre a especulação teórica e a prática vivida”. Daí decorre a força desses discursos e a sua própria fragilidade.
Sérgio Niza

António Nunes quis confrontar-se com esta figura “de difícil mas deslumbrante estudo”, como ele diz. Partindo duma prática pedagógica reflexiva e como militante (“combatente”) da Pedagogia Freinet em Portugal, Nunes debate-se com a necessidade de entender e reconhecer alguns dos fundamentos mais queridos do seu próprio itinerário de vida (…), e com a decidida vontade de explicar para os outros, para si, leitor, o que de valioso tem, hoje, tal orientação pedagógica.

              Atón Costa Rico
Um livro a (re)Ler.
Ao folhear "Como um Romance", de Daniel Pennac, recordo o interesse que o livro provocou quando foi lançado, a afinidade que senti com algumas dos seus episódios, que pareciam mesmo terem sido vividos por mim, e os debates que se seguiram à volta dos "direitos do leitor".

Era um pouco da história (ainda é) de muitos de nós que estava ali plasmada; poderia ter sido escrita por qualquer um de nós, de tão próxima de nós que estava.
Vinte anos passados e com alguma surpresa, que não manifestei na altura, recordo o consenso enorme que o livro gerou, num clima de aprovação, que não deu grande lugar, ao menos, à reclamação de um dever!

Daniel Lousada [ LER MAIS >>> ]