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Educação Humanizadora

 

 

Lembrarmos do aconchego de nossos lares, do carinho de nossos educadores independentemente do educandário em que vivenciamos alegrias e construímos amizades, é algo que dignifica nosso ser e nos faz recordar as orientações, os aprendizados ou até mesmo a dinâmica oportunidade de viver em grupo.

 

Refiro-me aqui das intensas lembranças que nortearam nossa vida como seres humanos e de pessoas que se fizeram referência na difícil e apaixonante arte de educar. Nossos professores. A sociedade deve estar deveras preocupada, por visualizar a forma como educador e educando estão se tratando. Fitas adesivas que impedem a fala do aluno e amostras agressivas, rebeldes que impedem o posicionamento e o trabalho do educador, certamente não são contribuições coerentes com o ambiente educativo.

 

Ousaria dizer que não existem justificativas para os acontecimentos visualizados neste terceiro mês do ano no âmbito da educação. Parece-me que agravantes como os ocorridos, deveriam ser pressupostos de oportunidade para melhoramos nossas relações. Penso que os envolvidos devam estar procurando um modelo de educação que não está tão distante daquilo que bons educadores e pais presentes já nos ensinaram. A educação humanizadora.

 

A verdade é que educadores sempre esperarão maior correspondência de seus alunos e de seus familiares apoiando a postura da escola e de suas práticas. Sófocles, exclamava que mortal algum foi educado sem sofrimento. Minha família sempre procurou transmitir-me isso, antes mesmo de eu conhecer as palavras do filósofo. Assim, podemos traduzir esta esperança do docente, no verbo limite.

 

Entretanto, educandos estarão no aguardo do aprendizado da matemática, do português, da filosofia, do conhecimento das artes e dos capítulos dos livros, mas, além disso, vibram pela espera de uma educação que tenha presente o amor e a atenção integral.

 

Em busca desta excelência máxima entre limite e amor, vejo que estamos sempre em busca da harmonia resolvendo a equação necessária para humanizar a prática do conhecimento e as relações na escola. Só há educação escolar porque existem docentes e discentes e só existe aprendizado quando ambos estão em sintonia. Por conseguinte, esta harmonia só terá vez quando a humanização tiver espaço para ser trabalhada e vivenciada.

 

Precisamos, no entanto, impedir que atitudes isoladas de fitas adesivas e punhos, impeçam que possamos sonhar com a emergente e necessária transformação na parceria entre aluno, professor, família e escola. Assim, humanizar significa buscar a relação educativa no afeto e no limite, no amor e nas dificuldades, construindo assim as potencialidades que só a educação poderá desenvolver nas pessoas.

 

Maurício Coloniezzi Erthal

Advogado, educador e Vice-Diretor Administrativo do Colégio Marista Rosário