Histórias de Inês e Pedro


        Um Grande Amor


Num livro chamado Triunfo do Amor Português, escrito por Mário Cláudio, existe no capítulo 3 uma história sobre o romance de D. Inês de Castro e D. Pedro.

Quem conta é D. Fernando, filho de D. Constança e D. Pedro. E conta o quê? A história da vida de seu pai.

Resumidamente, foi assim...

...D. Pedro era casado com D. Constança. Tiveram um filho chamado D. Fernando e D. Constança morreu num parto, mas não sabia, ou talvez desconfiasse, que D. Pedro namoriscava com a sua aia, Inês de Castro.

Quando Dona Constança morreu, D. Pedro aproveitou e ficou com Dona Inês de Castro. No entanto, o rei, seu pai, D. Afonso IV, tentava tudo para que não ficassem juntos. Até que conseguiu, mandando matar Dona Inês de Castro. D. Pedro jurou vingança.

 

 Inês e Pedro

Inês de castro era filha de Pedro Fernandes de Castro e  de Aldonça Lourenço de Valadares, uma família galega.

Em 1339, D. Pedro herdeiro do trono português, casou-se com D. Constança Manuel.

        D. Inês, uma aia que acompanhava D. Constança e a quem chamavam o «colo de garça», fascinou D. Pedro, logo nos primeiros momentos, e assim nasceu o celebrado e desventurado romance entre os dois.

 Fernão Lopes, na sua crónica do Rei D. Pedro I, diz «que semelhante amor, qual el Rei Dom Pedro ouve a Dona Enes, raramente he achado em alguma pessoa».



        Inês e Pedro, história completa

D. Inês de Castro, nasceu em 1320 na Galiza e morreu no dia 7 de Janeiro de 1355 em Coimbra. O seu pai chamava-se Pedro Fernandes de Castro e a mãe chamava-se Aldonça Lourenço de Castro.

Em 24 de Agosto de 1339, o príncipe Pedro, herdeiro do trono português, casou-se com Constança Manuel.

Muitas pessoas achavam que Inês de Castro era uma má influência para o herdeiro do trono e, em 1344,  o rei, D. Afonso IV, mandou exilar Inês.

No Outubro seguinte, D. Constança morreu ao dar à luz D. Fernando I. D. Pedro, viúvo, mandou Inês regressar.

Com isto houve um grande escândalo na corte. O rei tentou resolver a situação, arranjando para noiva de D. Pedro uma dama real, mas D. Pedro rejeitou dizendo que ainda sentia muito a morte da sua mulher...

D. Inês e D. Pedro iam tendo filhos, o primeiro foi Afonso que nasceu em 1346 (morreu pouco tempo depois de ter nascido) depois Beatrtiz que nasceu em 1347, o terceiro em 1349 e, por último, Dinis nascido em 1354.

Os irmãos de Inês tentavam convencer D. Pedro a juntar os reinos de Leão e Castela a Portugal. Em 1354 conseguiram convencê-lo, mas D. Afonso IV não permitiu que isso acontecesse.

Alguns anos depois,  D. Pedro e D. Inês regressaram a Coimbra e instalaram-se no Paço de Santa Clara.

Existiam muitos boatos que diziam que D. Inês se tinha casado secretamente com D. Pedro. O rei D. Afonso, furioso, decidiu que a única solução seria matar a dama galega. Dois conselheiros, mandados pelo rei, foram ter com Pedro para lhe dizerem que poderia casar-se com D. Inês se era isso que ele queria. No entanto, Pedro, percebendo que isso era uma cilada, disse que não pretendia casar-se com Inês.

No dia 7 de Janeiro de 1355, o rei cedeu às pressões dos seus conselheiros e do povo, aproveitou enquanto D. Pedro estava fora e mandou Diogo Lopes Pacheco, Álvaro Gonçalves e Pêro Coelho MATAR D. Inês de Castro em Santa Clara.

Quando D. Pedro se tornou rei, perseguiu os assassinos de D. Inês, que tinham fugido. Diz-se que encontrou dois e a um mandou que lhe arrancassem o coração pelas costas e ao outro pelo peito.

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