HISTÓRIA

desde 1932 a revelar a CRISTO 

História

 

I - Génese

O Movimento das Assembleias de Deus iniciou-se no ano de 1913 com a chegada a Portugal do missionário José Plácido da Costa, cidadão português emigrado no Brasil, país onde aceitou a mensagem pentecostal após contacto com os primeiros missionários pentecostais aí chegados, os cidadãos suecos Daniel Berg e Gunar Vingren, com os quais passou a trabalhar de forma intensa na divulgação do evangelho.

Entretanto, José Plácido da Costa decidiu deslocar-se a Portugal, tendo desenvolvido a sua actividade missionária na cidade do Porto e em Valezim. Passado algum tempo, regressou ao Brasil donde só voltaria, de novo, no ano de 1930.

Decorria o ano de 1921 quando o trabalho evangélico de matriz pentecostal começou a tornar-se visível e a estabelecer-se sólida e definitivamente em Portugal por acção do missionário José de Matos Caravela, também ele cidadão português emigrado no Brasil e que regressou ao seu pais de origem, precisamente nesse ano de 1921.

O trabalho missionário de José de Matos iniciou-se na Beira Alta e Beira Litoral, com alguns resultados. Depois, em 1923, deslocou-se para o Algarve onde fundou várias igrejas pentecostais, especialmente em Portimão, Lagos e Silves.

Em resultado da acção missionária de José de Matos, a primeira igreja Assembleia de Deus foi fundada na cidade de Portimão, em 1924. Mais tarde, esse valoroso servo de Deus iniciou outras igrejas fora do Algarve, como as de Santarém e Alcanhões.

II- Desenvolvimento

A partir desse ano, estabeleceram-se igrejas Assembleia de Deus em várias cidades de Portugal com a ajuda de missionários suecos e com o trabalho esforçado de obreiros portugueses, que Deus entretanto levantara, os quais entregaram as suas vidas à causa da obra de Deus e contribuíram decisivamente para o seu crescimento.

Em resultado do envolvimento desses homens de Deus, portadores da mensagem pentecostal, foi fundada a Assembleia de Deus do Porto, em 1930, com a intervenção do missionário sueco Daniel Berg, a Assembleia de Deus de Évora, em 1932, através da acção da evangelista Isabel Guerreiro e a Assembleia de Deus de Lisboa, em 1934, com a ajuda do missionário Jack Hardstedt. Além dessas igrejas, em muitos outros pontos de Portugal - em diferentes distritos e cidades, de norte a sul do país - foram surgindo igrejas pentecostais Assembleia de Deus.

Além dos referidos missionários e iniciadores da obra de Deus em Portugal no início do século XX, foram pioneiros e distintos servos de Deus, entre outros, cujo relevo é inteiramente merecido, os seguintes: Holger Backstrom, João Sequeira Hipólito, Tage Stalberg, Horácio Gomes de Sousa, José Lopes Quedas, Durval Correia, Artur Rodrigues, Conde, Jaime Figueiredo, Augusto Henriques, José de Oliveira Pessoa, Alfredo Rosendo Machado, João Chasqueira, Manuel Ribeiro Fernandes, Rogério Ramos Pereira, Virgílio Condeço, Manuel Cartaxo, Joaquim Cartaxo, Israel Coias Pires, Miguel Coias, José Augusto Pina, Joaquim Cerro Guerreiro, José Neves Ramos e António Dias Gonçalves.

O Movimento Pentecostal foi crescendo ao longo dos anos e agregou cerca de 200 obreiros, dedicados exclusivamente à obra de Deus sob a denominação Assembleia de Deus e integrados na Convenção, para além, naturalmente, das centenas de presbíteros, diáconos, outros cooperadores na divulgação do evangelho e professores da Escola Dominical, envolvidos na acção do Movimento em cerca de 500 lugares de culto pentecostal, espalhados por praticamente todo o país, com assistência semanal de, aproximadamente, de 35 a 40 mil pessoas.

III- Missão

No desenvolvimento da sua acção missionária o Movimento deu especial atenção ao trabalho nos territórios ultramarinos (Angola, Guiné, S. Tomé e Principe, Moçambique, Timor, por exemplo), nos quais, após se tornarem países independentes, se mantiveram e floresceram igrejas Assembleia de Deus com as quais mantém fortes relações de fraternidade cristã, que se traduzem em apoios distintos: preparação de obreiros, apoio a missionários nos respectivos países, visitas de ensino, envio de géneros alimentícios, vestuário, medicamentos e outros.

Da mesma maneira, também entre os emigrantes portugueses espalhados pelo Mundo (França, Inglaterra, Alemanha, EUA, Canadá, Austrália, etc.) existem várias igrejas cujo trabalho é muito respeitado nas respectivas sociedades locais.

IV - Trabalho Social

Dentro do Movimento foram criados orfanatos, lares da terceira idade, cafés convívio para atendimento aos toxicodependentes e seus familiares, associações várias que visam a acção social em concreto quer em relação aos membros das Igrejas quer aos cidadãos em geral.
Em particular no que concerne à toxicodependência, não tendo Portugal escapado a essa praga do século vinte, a Convenção das Assembleias de Deus em Portugal convidou, no Verão de 1977, o irmão Howard Foltz, que desempenhava, à época, as funções de director do Desafio Jovem (Teen Challenge) para a Europa, para fazer uma explanação do trabalho que tivera a sua origem na acção do Reverendo David Wilkerson, nos Estados Unidos da América, em 1959.
Diante da necessidade de dar apoio nessa área, as Assembleias de Deus decidiram deitar mão à obra, adquiriram uma propriedade em Fanhões, Loures, e constituíram uma equipa (Comissão Executiva) para liderar o trabalho constituída pelo Pastor José Oliveira Pessoa, presidente, Pastor José António Lourenço. Vice-presidente, Pastor António Costa Barata, secretário, Pastor Domingos Barradas, tesoureiro e designaram Director Nacional o Evangelista Lucas da Silva. Em 1981 foram concluídas as obras da primeira fase do Centro de Recuperação, que começou a funcionar. Abriu-se também um centro "Café Convívio" na Rua Marques da Silva, em Lisboa para atendimento.
A Instituição Desafio Jovem, assim criada em Portugal, deixou, entretanto, de ser um Departamento da Convenção das Assembleias de Deus em Portugal para se tornar autónoma. Hoje mantém acordos de cooperação com as igrejas que o desejam.