Caso YouTube-> Adorável Google


O que eu faria se estivesse tendo um prejuízo de aproximadamente U$ 500 mil por mês?


Li recentemente em um artigo, que o Google comprou o YouTube por aproximadamente U$ 1,6 Bilhões e que até o momento, estava tendo prejuízo de U$ 500 mil por mês porque ainda não havia encontrado uma forma de tornar o serviço rentável.

Comecei então a pensar sobre o assunto para tentar entender como uma empresa que 'detém' grande parte dos "melhores cérebros" da atualidade, ainda conseguiu resolver o problema.

Todos sabem que o Google está revolucionado muitas coisa na Web, inclusive a forma de ganhar dinheiro com ela, com coisas antes impensáveis como o pagamento por clique, oferecendo serviços que antes só eram disponibilizados na plataforma desktop, procura de informações no ambiente corporativo (Google Search Appliance), etc...

Após pensar (MUITO), durante algumas semanas, procurei me colocar no lugar dos donos da empresa para tentar imaginar uma forma de, não só tornar o negócio viável, mas também de fazer com que ele dê lucro, e se por possível, provocar mais uma revolução na web ;)

Então o que eu faria:

1) Montaria estratégias para anúncios pagos dentro dos vídeos:

1.1) Permitir anunciantes entubar seus próprios anúncios, aproveitando o 'engine' do YouTube;

1.2) Estabeleceria regras de tempo (01 a 15 segundos por exemplo) para anúncios com valores diferenciados;

1.3) Faria com que os anúncios aparecessem SEMPRE antes da exibição de cada vídeo;

1.4) Pensaria na estratégia de mostrar os vídeos da tela atual com formato Wide Screen, aproveitando os espaços superiores e inferiores (tarjas pretas) para anúncios diferenciados durante os vídeos;

1.5) Ofereceria a opção aos anunciantes/usuários de colocar propagandas tipo marcas d'água (paga) no canto do vídeo (qualquer um dos quatro ângulos de 90º) nos vídeos;

2) Profissionalizaria o site:

2.1) Permitiria que os usuários baixassem vídeos sem publicidade (pagando de acordo com o "rate"), podendo escolher o formato do vídeo;

2.2) Estabeleceria regras para que os proprietários também ganhassem com os downloads (pagos) dos seus vídeos;

2.3) Tornaria o site multi-linguaguem;

2.4) Integraria o YouTube (recursos) à conta Google (News, GMail, Agenda, Textos e Planilhas, etc);

2.5) Possibilitaria que o usuário fizesse o download (pago) dessa programação, na qual as TV's não mais teriam seus conteúdos pirateados e receberiam por isso (ver no item 5.3, stream de TV);

2.6) Permitiria que usuários e empresas disponibilizassem vídeos acima de 10 minutos, pagando por isso;

2.7) Colocaria Ajax onde fosse possível para facilitar e agilizar a navegação;

2.8) Faria auditoria (palavras-chave e conteúdo) dos vídeos enviados para evitar problemas com a justiça;

Obs.: não basta encontrar soluções para obter lucro, é preciso também saber como evitar prejuízos desnecessários.

3) Melhorias:

3.1) Incluiria as regras de negócios do Google AdWords nas Pesquisa de palavras do YouTube;

3.2) Acressentaria action script (flash) dentro dos vídeos para utilizar o preço de custo por clique (AdWords);

3.3) Permitiria ao usuário parar de carregar um vídeo (mesmo que esteja em pausa);

3.4) Utilizaria Ajax para melhorar a performance da navegação, como no GMail, Google Agendas, etc;

Obs.: a forma de votação (rate), provavelmente estaria na lista das primeiras melhorias com Ajax. As "tab's" Videos, Categories, Channels, Community, seriam as próximas da lista.

3.5) Possibilitaria o envio rápido de vídeos (link's) por e-mail (visualização pelo próprio GMail);

Obs.: isso certamente faria muito sucesso com os usuário do GMail.

3.6) Aproveitaria melhor a coluna Related para algo mais útil (comercial/publicitário);

3.7) Montaria estratégia para disponibilizar o YouTube na TV's digitais de todo o mundo, através de acordos com as emissoras;

Obs.: essa atitude ampliaria bastante a abrangência publicitária.

4) Ganhos (retorno - ROI):

4.1) Possibilitar uma revolução dos anúncios comerciais visuais na Web;

4.2) Valorização das ações na bolsa de valores e conseqüente atração de investidores;

4.3) Ser responsável por mais uma revolução: a TV na internet ou a "TV do futuro".

5) Estratégias comerciais:

5.1) Aproveitaria a aproximação com a Apple para criar uma 'aliança' nas vendas dos vídeos do YouTube, melhorando e simplificando o processo de venda e criando um novo mercado para vídeos do site: vídeos para o iPod;

5.2) Estabeleceria estratégia para disponibilizar os vídeos nas TV's digitais nos paises que já usam a tecnologia e aproveitaria o momento de implantação no Brasil, por exemplo, para integrar o serviço, através incentivos no projeto (em fase final de implementação);

5.3) Ofereceria a possibilidade de fazer stream's dos programas de TV (abertos e a cabo) de todo o mundo com propagandas curtíssimas;

Obs.: pelo que li, isso já está sendo feito com a BBC, o que não impede que essa modalidade seja aprimorada, que os vídeos possam ser baixados (pagos) e que as emissoras também ganhem com isso.

Pensei em tantas possibilidades e formatos de negócio, que me lembrei da frase: "o céu e o limite"...

Acabei tendo algumas outras idéias sobre como tornar também o Google Earth rentável, disponibilizando propagandas nos locais exatos onte estão as empresas, tornando-o um 'Second Life' da publicidade, mas são só idéias... e que poderiam absorver/aprimorar tecnologias como ipix para imagens detalhadas em 3D, etc.

Há também infinitas possibilidades (comerciais e humanitárias) de promover, enfatizar e incentivar os cuidados com o meio ambiente do planeta através do 'GEarth'.

Não basta ser omisso e "não fazer o mal", é preciso fazer o bem! ;)


p.s.: embora eu não tenha recebido nenhum feedback, parece que alguém está levando o mérito, pois as sugestões enviadas, curiosamente vêem sendo implementadas...

 

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