A SIMULAR 2026 contará com 4 comitês de debate, sendo eles:
Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU)
Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC)
Tribunal de Justiça (TJ)
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Além dos comitês de debate, também contará, é claro, com o Comitê Internacional de Imprensa (CII).
Diretores: Guilherme Bruno e Camila Schliebe
No Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), os participantes integrarão um Comitê de Resposta Emergencial convocado para lidar com a explosão do reator nuclear de Chernobyl, um dos maiores desastres tecnológicos da história contemporânea. Assumindo o papel de representantes dos Estados-membros, os delegados serão desafiados a deliberar sobre medidas imediatas de contenção, assistência humanitária, cooperação científica e segurança internacional.
O debate abordará os impactos ambientais, sanitários e geopolíticos do acidente, bem como as responsabilidades estatais na prevenção de riscos tecnológicos de grande escala. A simulação convida os participantes a refletirem sobre transparência governamental, compartilhamento de informações sensíveis e coordenação internacional em situações de crise, destacando a importância da ação rápida e cooperativa para proteger vidas e preservar a estabilidade global.
Diretores: Thaís Araújo, Júlia Saraiva e Frida Kirchmayr
No âmbito do UNODC, a SIMULAR 2026 propõe uma discussão crítica sobre a importância estrutural do narcotráfico para determinadas economias locais e os desafios que essa realidade impõe ao desenvolvimento sustentável e à segurança internacional. Os participantes analisarão como redes ilícitas se inserem em contextos de vulnerabilidade social, ausência estatal e desigualdade econômica, tornando-se, em alguns casos, fontes significativas de renda e poder político.
O comitê debaterá estratégias de prevenção, alternativas econômicas sustentáveis, políticas de redução de danos, cooperação transnacional e fortalecimento institucional. Ao reconhecer a complexidade do fenômeno, os delegados serão instigados a propor soluções que enfrentem as causas estruturais do problema, promovendo justiça social, estabilidade econômica e reconstrução da confiança nas instituições formais.
Diretores: Anna Gabriela Monteiro, Manuela Ribeiro e Letícia Soares
No comitê da Organização Mundial da Saúde (OMS), os participantes enfrentarão um dos desafios contemporâneos mais sensíveis à saúde pública global: o crescimento dos movimentos antivacina e seus impactos na confiança científica e na proteção coletiva. Assumindo o papel de representantes de Estados-membros, especialistas e organizações internacionais, os delegados debaterão estratégias para enfrentar a desinformação, fortalecer campanhas de imunização e restaurar a confiança nas instituições de saúde.
O debate abordará questões como liberdade individual, responsabilidade coletiva, circulação de fake news, políticas de vacinação obrigatória e cooperação internacional em saúde. A partir da análise de crises sanitárias recentes, o comitê desafia os participantes a construir soluções que conciliem direitos individuais, proteção da vida e legitimidade das autoridades sanitárias, reforçando o papel da prevenção como instrumento central da saúde global.
Diretores: Rafaela Avelar, Julya Mariana Cutrim e Bruna Sophya Rosa
O Tribunal de Justiça da SIMULAR 2026 propõe uma imersão aprofundada no emblemático Caso Evandro (1992), ocorrido no Brasil, um dos episódios jurídicos mais complexos e controversos da história recente do país. O comitê convida os participantes a assumirem o papel de magistrados, promotores, advogados de defesa e representantes institucionais, analisando criticamente as etapas processuais, as denúncias de irregularidades e os impactos sociais do caso.
Mais do que reconstruir os fatos, o debate busca refletir sobre os limites do poder punitivo do Estado, a presunção de inocência, o devido processo legal e a influência da opinião pública nas decisões judiciais. Ao discutir possíveis violações de direitos e falhas institucionais, os delegados serão desafiados a avaliar como o sistema de justiça pode prevenir erros, proteger garantias fundamentais e reparar danos causados por eventuais injustiças. O comitê promove, assim, uma reflexão profunda sobre responsabilidade estatal, confiança pública e fortalecimento das instituições democráticas.
Diretores: Maria Júlia Vieira, Jonas Macedo, Laura Sophia da Silva, Giulia Moreira Fonseca, Luís Zucchi, Micael Nolasco, Carolina Franklin e Mariana Almeida
O Comitê Internacional de Imprensa (CII) desempenha um papel estratégico na dinâmica da SIMULAR 2026, atuando como observador crítico, mediador informacional e registrador oficial dos acontecimentos da simulação. Inspirado no funcionamento da imprensa internacional em grandes conferências diplomáticas, o CII é responsável por acompanhar os debates em todos os comitês, produzir reportagens, análises e comunicados oficiais.
Mais do que noticiar, o CII exerce a função de interpretar, questionar e contextualizar as decisões tomadas, contribuindo para a transparência, a circulação de informações e a formação da opinião pública dentro da simulação. Ao trabalhar com ética jornalística, responsabilidade informacional e apuração rigorosa, os participantes refletem sobre o papel da mídia na prevenção de crises, na fiscalização do poder e na construção — ou erosão — da confiança pública.