BOLETIM CONVIVA URE-SVI
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ÍNDICE
A EE Enio Villas Boas, em São Vicente, vem desenvolvendo ações inspiradas na proposta “Escola dos Sonhos”, destacada em reportagem exibida no Globoplay, que valoriza o protagonismo juvenil e a construção de projetos de vida.
Assista à reportagem: Escola dos Sonhos – Globoplay
Na unidade, as atividades incentivam os estudantes a refletirem sobre seus sonhos e objetivos, por meio de rodas de conversa, escuta ativa e produções autorais. A iniciativa fortalece o vínculo com a escola e torna o processo de aprendizagem mais significativo.
As ações evidenciam o compromisso da escola com uma educação pública de qualidade, centrada no desenvolvimento integral dos alunos e na valorização de suas potencialidades. (globoplay.globo.com)
O mês de março, marcado por reflexões sobre os direitos das mulheres, é um período fundamental para o fortalecimento de ações de proteção, valorização e conscientização acerca da violência contra a mulher, do abuso e da violência doméstica. Nesse contexto, o trabalho desenvolvido nas escolas e na comunidade torna-se essencial para promover uma cultura de respeito, empatia e responsabilidade social, contribuindo diretamente para a formação de cidadãos mais conscientes e atuantes.
A escola, enquanto espaço de formação integral, desempenha um papel estratégico na prevenção dessas violências. Por meio de práticas pedagógicas intencionais, é possível orientar os estudantes sobre seus direitos, identificar sinais de vulnerabilidade e incentivar a denúncia e a busca por ajuda. Esse trabalho ganha ainda mais força quando alinhado às orientações e materiais oficiais disponibilizados por órgãos públicos, como a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo.
Nesse sentido, destaca-se a importância da utilização das cartilhas oficiais, que oferecem subsídios teóricos e práticos para a abordagem do tema em sala de aula e na comunidade escolar. Materiais como “Violência contra a mulher não é normal”, “Prevenção também se ensina na escola” e “Escola contra o abuso infantil e sexual” são ferramentas fundamentais para orientar ações educativas, promover debates e ampliar o conhecimento sobre formas de prevenção e enfrentamento dessas violações de direitos.
Essas cartilhas contribuem para desmistificar comportamentos naturalizados pela sociedade, além de fortalecer a rede de proteção, ao informar sobre canais de denúncia e apoio. Ao incorporar esses materiais nas práticas pedagógicas, a escola reafirma seu compromisso com a proteção da vida, a promoção da equidade de gênero e o combate a todas as formas de violência.
Portanto, trabalhar essas temáticas no mês de março — e ao longo de todo o ano — é mais do que uma ação pontual: é um compromisso ético e social com a construção de uma sociedade mais justa, segura e igualitária.
Com o apoio do vice-diretor Thiago, da EE Paulo de Arruda Penteado, o Boletim Conviva continua contando com o Mapa da Rede Protetiva, instrumento que tem como objetivo subsidiar as ações desenvolvidas pelas unidades escolares no âmbito da proteção, prevenção e acolhimento.
O material foi elaborado pelo vice-diretor ainda no período em que atuava como Professor Especialista em Currículo (PEC) Conviva, em parceria com a supervisora de ensino, ponto focal Conviva da Unidade Regional de Ensino de São Vicente (URE-SVI), com o propósito de organizar e disponibilizar às escolas informações relevantes sobre os serviços que compõem a rede de apoio no território.
A iniciativa busca facilitar o acesso das equipes escolares às informações sobre os principais serviços e instituições que integram a rede protetiva, contribuindo para o fortalecimento do trabalho articulado entre escola e rede de proteção.
O material reúne referências importantes para o encaminhamento e acompanhamento de demandas relacionadas à proteção de crianças e adolescentes, possibilitando maior agilidade na comunicação e na articulação com os diferentes órgãos e serviços.
Com essa ação, pretende-se apoiar as unidades escolares no desenvolvimento de práticas alinhadas à promoção da convivência respeitosa, à prevenção de situações de vulnerabilidade e ao fortalecimento da cultura de cuidado e proteção no ambiente escolar.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo divulgou orientações às unidades escolares e equipes regionais com o objetivo de reforçar os procedimentos de segurança diante de possíveis ameaças ao ambiente escolar. O comunicado destaca a importância de que todas as escolas mantenham atenção permanente aos protocolos institucionais e às práticas de prevenção, visando à proteção da comunidade escolar.
Entre as orientações, destaca-se a necessidade de que todos os profissionais das unidades escolares conheçam e apliquem os protocolos de segurança vigentes, além de manterem atualizados os fluxos de comunicação interna e externa. As equipes gestoras também devem orientar estudantes, famílias e demais membros da comunidade escolar sobre a importância da comunicação responsável de situações suspeitas.
O documento ressalta que qualquer ameaça deve ser tratada com seriedade e responsabilidade. Nesse sentido, recomenda-se evitar a disseminação de informações não verificadas, como boatos ou conteúdos compartilhados em redes sociais, que podem gerar pânico e prejudicar a apuração dos fatos. Sempre que houver indícios de risco, as situações devem ser registradas e comunicadas às instâncias competentes, seguindo os protocolos institucionais.
Outro ponto destacado refere-se à construção de uma cultura de vigilância responsável e de convivência escolar. A prevenção da violência no ambiente educacional depende do fortalecimento do diálogo entre escola, famílias e rede de proteção social, bem como da escuta ativa da comunidade escolar e da atenção a possíveis mudanças de comportamento entre estudantes.
A Secretaria também reforça que todos os profissionais da educação têm papel fundamental na promoção de um ambiente escolar seguro, devendo atuar com responsabilidade, observando os fluxos institucionais e acionando, quando necessário, os serviços de apoio e proteção.
Para conhecimento detalhado das orientações e dos procedimentos estabelecidos, recomenda-se que as equipes escolares acessem o documento completo por meio do link:
Fonte:
Subsecretaria de Articulação da Rede de Ensino. Comunicados Externos das Subsecretarias – Protocolos de Segurança em Casos de Ameaça ao Ambiente Escolar. Ano 2026, nº 10, de 13 de março de 2026.
O relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) de Especialistas em Violências nas Escolas, no âmbito do Ministério da Educação, apresenta um amplo estudo sobre o fenômeno da violência no ambiente escolar e contribui para a formulação de políticas públicas de prevenção.
O documento foi construído de forma participativa por 68 especialistas, a partir da sistematização de 30 oitivas realizadas entre abril e junho de 2023, que envolveram cerca de 340 participantes. Ao longo do processo, o texto passou por cinco versões, incorporando 2.108 contribuições, além de mais de 140 referências bibliográficas.
A metodologia adotada baseia-se na análise de estudos de caso de ataques a escolas, estratégia amplamente utilizada na literatura internacional para compreender o problema e orientar ações de prevenção.
O relatório constitui uma importante referência para gestores e profissionais da educação interessados no fortalecimento de políticas de proteção e convivência no ambiente escolar.
Fonte: Relatório do Grupo de Trabalho de Especialistas em Violências nas Escolas – Ministério da Educação.
Quando uma situação escolar é gravada ou divulgada por estudantes por meio do uso de celular dentro da escola, configura-se uso indevido de aparelho eletrônico. Diante desse cenário, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, por meio da COPES/DICLIPE, reforça que há orientações específicas para identificação, acolhimento, registro na Plataforma Conviva e atuação pedagógica e preventiva, sempre em parceria com estudantes e famílias.
As diretrizes estão fundamentadas no Protocolo 179 – 3ª versão (p. 190), na Lei Estadual nº 18.058/2024, na Lei Federal nº 15.100/2025 e no Comunicado Externo Conjunto Subsecretaria-Conviva nº 19/2025, que orientam as unidades escolares quanto às medidas a serem adotadas nessas situações.
O tema também foi destaque no Boletim Semanal Subsecretarias (Ano 2026 – nº 11 – 20 de março de 2026), reforçando a importância de ações pedagógicas, preventivas e de orientação, visando a promoção de um ambiente escolar mais seguro, respeitoso e acolhedor.
A iniciativa evidencia o compromisso da rede estadual com a proteção dos estudantes, o uso responsável das tecnologias e o fortalecimento da convivência escolar, orientando as unidades a atuarem de forma consistente e alinhada às diretrizes institucionais.
A Unidade Regional de Ensino de São Vicente segue fortalecendo suas ações voltadas à promoção da convivência escolar com a incorporação de novos profissionais à equipe regional do Conviva. Passam a integrar o grupo os Professores Especialistas em Currículo (PEC) Conviva Marcelo e Gerson, que agora compõem oficialmente a equipe regional Conviva da Unidade Regional de Ensino de São Vicente.
A chegada dos novos PECs representa um importante avanço no fortalecimento das ações pedagógicas e formativas relacionadas à convivência, à cultura de paz e ao desenvolvimento de práticas educativas alinhadas aos princípios do Programa Conviva. Os Professores Especialistas em Currículo desempenham papel estratégico no acompanhamento das unidades escolares, no apoio às equipes gestoras e na orientação das práticas que promovem ambientes escolares mais seguros, acolhedores e democráticos.
A equipe regional Conviva da URE São Vicente passa, assim, a contar com profissionais que contribuirão de forma significativa para a consolidação das políticas de convivência escolar, ampliando o diálogo, a escuta qualificada e a articulação entre escola, comunidade e rede de proteção.
A Unidade Regional de Ensino deseja sucesso aos professores Marcelo e Gerson nesta nova etapa, reiterando a confiança no trabalho colaborativo e no compromisso com a construção de espaços educativos pautados no respeito, na corresponsabilidade e no cuidado com todos os sujeitos da comunidade escolar.
O Agosto Lilás é uma campanha instituída pela Lei nº 14.448, sancionada em setembro de 2022, que destina o mês de agosto à conscientização e combate à violência contra a mulher, em homenagem à Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006. Com o intuído de fortalecer as ações nas unidades escolares voltadas a esta temática, compartilhamos a cartilha:
Autora: Magali Zaparoli Piñeiro - SUPERVISORA DE ENSINO
Colaborador:
Thiago de Carvalho Nascimento (Vice-diretor de Escola - E. E. Paulo de Arruda Penteado).